Sexta-feira 13: cadê o vírus?

por Alexandre Fugita

[Sexta-feira 13] Quem é do tempo dos dinossauros, deve se lembrar de um vírus chamado Sexta-feira 13, que atacava exatamente em dias como hoje, sextas que caem no dia 13. Naquela época os vírus de computador preocupavam. Eles simplesmente apagavam o HD ou inutilizavam o micro de alguma forma. Saía até no jornal os dias que não deveríamos ligar o PC – ou pelo menos tomar cuidado – sob risco de ataque viral. Atualmente a tática dos malwares mudou. Nada de destruir computadores, o negócio é usá-los como robôs para ações coordenadas. Se seu computador está com comportamento estranho, pode ser que esteja contaminado com um spyware.

Botnets, as redes robôs

Destruir computadores era comum nos malwares de antigamente. Tática burra pois perdia-se um aliado. Atualmente os malwares seqüestram PCs espalhados pelo globo, transformando-os em robôs controlados remotamente. O mais incrível é a forma de comunicação entre tais máquinas zumbis. Elas entram em chats tipo IRC e ficam aguardando instruções de seus criadores.

Mas qual a utilidade de tudo isso? Bom, seguindo as ordens de seus “mestres” os PCs robôs promovem ataques conjuntos contra sites na tentativa de derrubá-los. É o chamado ataque DDoS (Distributed Denial of Service, ataque de negação de serviço distribuído) na qual um site recebe tantas solicitações que não consegue atender às chamadas legítimas, ou seja, para efeitos práticos fica fora do ar. Outra utilidade é fazer esses robôs enviarem spam, a praga dos emails.

Você pode ser um botnet e nem faz idéia

Os leitores regulares deste blog provavelmente não sofrem deste mal. Mas é mais comum do que se imagina. O Windows – sistema operacional dominante – tem uma série de falhas de segurança descoberta todo mês. A última leva de correções, do dia 10 de outubro, foi recorde: 26 problemas. Navegar por aí usando uma máquina Windows é procurar problemas, principalmente se você usa o Internet Explorer.

[Como funciona uma rede de robôs botnet?] Estimativas mostram que há milhões de computadores zumbis, e o seu pode ser um deles, ou seja, você pode ser um spammer e estar participando de DDoS e nem sabe. Por isso listo abaixo coisas a fazer para evitar ser contaminado:

  • mantenha sempre atualizado seu Windows. Toda segunda terça-feira de cada mês a Microsoft libera as correções referentes ao período de 30 dias anterior;
  • use sempre um software anti-vírus, anti-spyware, e se possível, um firewall;
  • não abra e-mails de desconhecidos, principalmente se vierem anexos; Aqueles assuntos interessantes como fotos do acidente da Gol ou as últimas peripécias da Cicarelli são fonte corriqueira de malwares, isso vale também para o orkut;
  • evite usar o Internet Explorer 6. A versão nova está pra sair e promete ser mais segura. Existem alternativas como o Firefox;
  • se você realmente ficou assustado e não quer problemas, uma dica: não use a internet;

Mais informações:

A era dos smartphones

por Alexandre Fugita

[Treo] Há muito se fala na morte dos PDAs. A Palm acaba de lançar o Treo 680, um smartphone simples voltado para o usuário comum e que pretende atender à crescente demanda por este tipo arde dispositivo. É o quarto Treo lançado pela Palm este ano e, juntando ao fato de que já faz um ano desde o lançamento do último PDA pela empresa (Palm TX), entramos definitivamente na era dos smartphones[bb].

Gartner destaca o crescimento dos smartphones

A Gartner Research – consultoria que analisa as tendências da tecnologia – aponta em seu último relatório sobre o mercado de handhelds (PDAs e smartphones) que, não só o crescimento dos smartphones (75%) supera o de PDAs (7%, em relação ao mesmo período do ano passado), como também vende-se quatro vezes mais smartphones do que PDAs. Os números referem-se ao primeiro semestre de 2006.

[Treo 680] O grande desafio dos fabricantes é criar um produto barato, já que boa parte dos smartphones fica fora das listas de compra dos consumidores pelo preço. A Nokia já havia percebido isso há tempos. Tanto é que é líder em smtphones com 42% do market share[bb]. A Palm – pioneira no mercado de handhelds – quer crescer e por isso apresenta um produto com ótimo custo benefício, como disse Ed Colligan, CEO, na coletiva à imprensa disponível em webcast. As cores serão 4 (foto), e é outra aposta no mercado do consumidor final.

Dados a preço de ouro

A idéia de um smartphone é permitir acesso à internet de qualquer lugar que você esteja. Checar seu email, verificar o trânsito, ouvir uma rádio por streaming, descobrir a pizzaria mais próxima. Isso não é possível se dependemos do wi-fi. A rede wi-fi, como já disse, não é internet móvel. Por isso os smartphones possuem tecnologias de dados rápidas como o EDGE e o EVDO. Em qualquer lugar que exista uma rede celular, temos acesso móvel à internet.

Mas, quem pode pagar pelos dados via rede celular? Operadoras cobram muito caro. Aqui no Brasil a média é de seis reais por megabyte, o que inviabiliza a navegação como hábito. Por isso todo mundo quer wi-fi no seu equipamento. Se eu fosse a operadora de celular cobraria menos pelos dados. Aumentaria bastante o uso e nós não precisaríamos ficar caçando redes wi-fi perdidas nas ruas das cidades.

Outras notícias da Palm

A multidão faz a notícia

por Alexandre Fugita

[foto retirada do Flickr] Hoje aconteceu um acidente em Nova York. Um avião de pequeno porte chocou-se com um prédio residencial em Manhattan. É provavelmente um Cirrus SR-20 que não conta com o TCAS de aeronaves maiores. Como aconteceu nos atentados a Londres em 2005, pessoas por toda Nova York, testemunhas oculares dos acontecimentos, estão publicando fotos na internet (acima, via Flickr) quase que imediatamente após o clique. É a multidão fazendo a notícia e gerando o conteúdo.

Flickr

[Flickr] Um dos lugares que fotos começaram a aparecer logo após o acidente foi no Flickr. O Flickr é a rede social da fotografia. Comprada pela Yahoo! no início de 2005, possui uma grande base de fotos amadoras colocadas pelos próprios usuários. O interessante é que cada foto é etiquetada com tags o que facilita a busca pelo que procuramos. As tags são definidas pelos usuários, em qualquer ordem, com qualquer nome. A massa de tags define as tendências e os assuntos mais postados. Faz parte da essência da web 2.0.

Ah, claro, a Wikipédia, outro lugar que a multidão publica coisas, já tem um artigo dedicado ao fato. E quer saber, é o melhor lugar para conseguir as informações mais consistentes e atualizadas.

A grande mídia e a multidão

A CNN está dando uma grande cobertura para o caso neste momento. É interessante que algumas das imagens exibidas foram enviadas por espectadores do canal de notícias. A CNN possui o i-Report, uma forma de pessoas comuns enviarem material jornalístico como fotos e vídeos para exibição na TV ou site.

[Foto Repórter] No Brasil o jornal O Estado de S.Paulo foi pioneiro nessa integração da grande mídia com a multidão. A iniciativa do Foto Repórter surgiu exatamente para explorar a tendência observada nos atentados de Londres quando passageiros do metrô, munidos de celulares com câmeras, tiraram fotos exclusivas do que havia acontecido nos subterrâneos. No caso do Estadão, qualquer pessoa que tenha uma foto recente com conteúdo jornalístico pode enviá-la ao jornal.

Blogs, o quinto poder

A imprensa é conhecida como o quarto poder. O motivo do nome é a força que possui para influenciar a política das nações. Alguns chamam a blogosfera de o quinto poder. Um exemplo recente foi a campanha feita por um blog contra a candidatura de um senador no Amapá. Ganhou adeptos e foi citada até pela imprensa.

No recente caso da compra do YouTube pelo Google, a primeira fonte do rumor partiu de um blog chamado TechCrunch. Alguns duvidaram mas até o Wall Street Journal e o New York Times citaram o site como fonte segura. No final era tudo verdade como vimos dias atrás. Que a força esteja com os blogs.

Google Docs, o office on-line

por Alexandre Fugita

[Google Docs & Spreadsheets] Esqueça o Word, esqueça o Excel. Acaba de entrar no ar o Google Docs. Não é exatamente um lançamento. Trata-se na verdade da integração dos serviços office do Google (Writely + Spreadsheets) em uma única interface. Planilhas, textos, colaboração entre usuários e chat para trocar informações. Tudo simples e eficiente, pois quase ninguém usa mais do que 10% dos recursos do Word ou Excel. Em se tratando de office, cada vez prefiro mais o Google à Microsoft.
[Google Docs]

Colaboração on-line

Muitos não acreditam mas criar um documento em colaboração é fácil com o Google Docs. Ao mesmo tempo várias pessoas podem atualizar o mesmo documento. E todas elas estão em contato constante via chat (somente no Spreadsheets, por enquanto). Você pode achar que irão ocorrer conflitos, ou seja, duas pessoas tentando editar o mesmo trecho mas, nas raras vezes em que isso acontece, o Google Docs[bb] avisa e solicita escolher entre uma das versões ou voltar ao estado anterior.
[Colabore no GoogleDocs] Colaborar desta forma é muito melhor do que o método antigo. Nele, ao alterar um texto Word ou planilha Excel era necessário enviar por email a nova versão para todos os interessados. E se alguém também tivesse editado o mesmo arquivo, a confusão estava armada. Agora é diferente: o método do Google Docs elimina totalmente esse problema. A versão que todos têm acesso é sempre a mais recente, não importa se você alterou uma vírgula há apenas 30 segundos. Não há o que me faça voltar ao método antigo.

Além disso o editor de textos possui suporte a RSS, de forma que seus colaboradores podem acompanhar o andamento dos trabalhos através do agredador de feeds RSS favorito de cada um.

Você confia no Google?

Uma questão importante que surge com os softwares on-line, é a confiança que depositamos na empresa que guarda essas informações, no caso o Google. Tudo estará acessível com um login e senha, por isso o cuidado é fundamental. Antes de mais nada, use senhas difíceis de serem descobertas. Parece bobagem mas conheço dezenas de pessoas que insistem em usar a data de aniversário ou o nome do cachorro em senhas. Sem comentários. E se a informação é tão confidencial que não pode cair na mãos de ninguém, melhor não colocar on-line, guarde para você mesmo. Quanto à possibilidade do Google vasculhar seus dados deliberadamente, é improvável, fique tranqüilo.

[Google Docs & Spreadsheet]

Zoho Virtual Office

Entre hoje e amanhã acontece a Conferência Office 2.0. Além do Google, uma startup está finalmente integrando seus serviços de escritório on-line. Trata-se do Zoho Virtual Office, suíte com vários serviços que incluem calendário, processador de textos, planilhas, apresentações e outras ferramentas de produtividade. A Microsoft que se cuide…

A nova guerra dos browsers

por Alexandre Fugita

[Firefox vs. IE] Nos próximos dias serão lançados as novas versões do Firefox e Internet Explorer. Atualmente o browser dominante é o Internet Explorer. Mas desde o lançamento do Firefox o navegador da Microsoft vem perdendo terreno. Com a aproximação do lançamento das novas versões de ambos os browsers a questão que fica é: a tendência de queda do IE vai continuar ou a versão 7 conseguirá reverter o avanço do Firefox? Bem vindo à segunda Guerra dos Browsers.

História

Um dos primeiros browsers foi o Mosaic no início da década de 1990. Logo depois surgia um derivado chamado Netscape. Em 1995, ano que a web passou a ganhar destaque, o Netscape já dominava o mercado. Foi nesse ano que Bill Gates fez um de seus mais famosos memorandos o The internet tidal wave, prevendo que a web seria um grande negócio tão importante quanto o IBM PC. O Internet Explorer foi lançado neste mesmo ano.

Entre 1995 e 1999 ocorreu a chamada Guerra dos Browsers. A Microsoft e a Netscape lançavam versões melhoradas de seus softwares rapidamente. O foco era a quantidade de novidades ao invés da segurança. Cada uma das empresas criou características próprias o que fazia sites serem incompatíveis ora com um, ora com outro navegador. No final o Internet Explorer se sobressaiu e o Netscape sumiu do mapa. Em 1999, já com a guerra vencida, foi lançada a versão 5 do IE. Dois anos depois saiu a versão 6, que permanece até hoje.

Market Share

[Market Share dos Browsers] O gráfico acima (via ArsTechnica) mostra a evolução do market share dos browsers ao longo do último ano. Nota-se que o Internet Explorer vem perdendo gradativamente o mercado. Tanto o Firefox quanto o Safari (navegador dos Macs), estão ganhando espaço às custas do IE. Esse é o nível mais baixo atingido pelo browser da Microsoft desde o surgimento do Firefox.

Cinco anos de Internet Explorer 6

Bom, o problema de dominar um mercado é a acomodação. E foi isso que ocorreu com o IE6. A internet mudou muito nos últimos 5 anos. Mas o IE continuou o mesmo. A segurança começou a se tornar um grande problema. Spywares se aproveitaram das brechas e invadiram milhões de computadores pelo mundo. A Microsoft corre atrás e mensalmente solta dezenas de correções de segurança.

Nesse meio tempo, devido à estagnação do Internet Explorer, surgiu um forte concorrente. Trata-se do Firefox que trouxe inovações como a navegação por abas, as extensões com várias funcionalidades e mais segurança na navegação. Desde seu surgimento o market share do IE só cai. A Microsoft sentiu o baque e prepara o lançamento do IE7 para os próximos dias.

Firefox 2 vs. Internet Explorer 7

Concluindo, está pra começar a segunda Guerra dos Browsers. Muitas funcionalidades já presentes no Firefox aparecerão no IE7. Algumas novidades são aguardadas no Firefox. Assim que ambos sairem farei um review aqui no Techbits.

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