Qual o problema do Palm Foleo?

por Alexandre Fugita

[Foleo faliu] Uma das empresas de tecnologia que acompanho de perto há muito tempo é a Palm. Já tive 4 aparelhos fabricados por eles incluindo meu gadget atual, um Treo. Ontem o Ed Colligan, CEO da Palm, publicou no blog corporativo da empresa a decisão de adiar o lançamento do Foleo . Para quem não sabe, o Foleo seria uma espécie de companheiro para um smartphone, algo parecido com um sub-notebook simplificado, que estaria sempre em sincronia com seu telefone esperto. Na ocasião do seu anúncio, meses atrás, o Foleo causou reações em sua maior parte negativas por parte da blogosfera (e mídia) que continuaram perseguindo a Palm desde então.

Terceiro negócio secreto da Palm

Já faz uns quatro anos, no mínimo, que o Jeff Hawkins, um dos fundadores da Palm, diz estar desenvolvendo um terceiro negócio secreto e fantástico para a computação móvel. Naquela época dizia que a Palm já tinha dois produtos principais (smartphones e PDAs) e esse terceiro completaria a família. Quando a Palm revelou ser o Foleo essa revolução, a empresa virou motivo de piadas.

Problemas, problemas…

Até consigo entender qual a concepção do Foleo. Mas acho que pecou em coisas essenciais. O navegador, por exemplo, não suportava abas. Até o Internet Explorer hoje faz isso. Sem abas o apelo do Foleo para navegar na web foi por água abaixo. O cliente de emails só permitia a sincronização com o smartphone (provavelmente só os Treos) e não baixar novas mensagens quando sob rede wi-fi. Assistir vídeos do YouTube no Foleo também seria algo não disponível inicialmente… Ou seja, a vantagem da bateria durar 5h mesmo com o wi-fi ligado não teria muita utilidade prática.

Foleo, seu Firefox de bolso…

Creio que se o Foleo fosse um equipamento que rodasse o Firefox completo (no caso era o Opera “cripplado”), aceitando todos os seus plugins e funcionalidades, teria muito mais apelo do que esse conceito de mobile companion que a Palm tentou vender. Em tempos de aplicativos web (ou web 2.0, se você preferir), tudo que preciso é do Firefox.

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gPhone não existe

por Alexandre Fugita

[Google Maps no Treo] Estou correndo sério risco de ter que me retratar daqui alguns dias sobre esse mesmo assunto. Mas pouca coisa me leva a crer que a Google esteja realmente criando um celular/ smartphone. Essa histeria toda lembra a CES de 2006 quando Larry Page e Sergey Brin tinham um keynote no evento e os rumores apontavam para o lançamento de um Google Cube, algo assim, um PC da Google, rodando GoogleOS, etc… No final nada disso foi lançado. O keynote (veja no Google Video) foi uma extravagância de uma empresa de software em um evento de produtos eletrônicos.

Google já está em nossos celulares

Quem tem um celular mais moderno ou um smartphone sabe que já existem softwares da Google para seu aparelho. O mais evidente deles é o Google Maps, aplicativo fantástico que nos possibilita procurar ruas, CEPs, mapas, rotas e várias outras coisas nas telas minúsculas de nossos gadgets.

Quem tem planos de dados via rede celular consegue usar o Gmail, o Google Reader, o Calendário, tudo no formato mobile. Novamente, repetindo aquele mantra já muito batido aqui no Techbits, por estarem on-line essas aplicações estão sempre sincronizadas qualquer que seja sua forma de acesso: celular, desktop, em casa, no escritório, sinais de fumaça, etc…

O que pode acontecer?

Quem tem o domínio do sistema operacional geralmente consegue vantagem sobre os demais concorrentes na hora de impor seu software. Vide caso do Internet Explorer da Microsoft. Os rumores do gPhone talvez estejam baseados nesta premissa. Se o Google for o dono da plataforma poderá impor seus softwares móveis para seus usuários.

O que imagino que esteja acontecendo é o Google criar outros softwares, estilo widgets, talvez até um sistema operacional, mas não lançar um gPhone com sua marca como foi feito pela Apple. Pode ser que eu esteja redondamente enganado (bastante provável) e realmente exista um gPhone. De qualquer forma o título deste texto não está errado no momento da publicação do post pois até agora realmente o gPhone não existe…

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Google é um spyware?

por Alexandre Fugita

[Google, evento Adsense] Faz tempo que quero escrever este texto. Mas sempre achei que seria um pouco exagerado comparar a Google com um spyware. Mas a matéria que saiu na capa da The Economist essa semana me convenceu de que deveria escrever este texto. Muitos afirmam que o Google é o Grande Irmão, por vigiar todos nossos passos. Ou ainda o Oráculo, por saber a resposta para tudo. Ou ainda o Google seria a nova Microsoft, que todos adoravam antigamente mas acabou virando “inimiga”. De todas as teorias malucas, prefiro dizer que está mais para um spyware que todos concordam em usar.

Google vs. Spyware

Um spyware analisa os seus passos na web e manda para um servidor central. O Google analisa seus passos na web e manda para um servidor central. Um spyware usa as informações obtidas com essa vigilância para vender anúncios ou determinar comportamentos. O Google usa as informações obtidas com essa vigilância para vender anúncios ou determinar comportamentos. Um spyware…

Diferença fundamental

Bom, a forma das duas entidades em agir é aproximadamente a mesma. A única diferença é que um spyware está lá sem nosso consentimento enquanto o Google faz exatamente a mesma coisa só que com a nossa ciência dos fatos. No final o objetivo é determinar padrões para ganhar dinheiro. Essa é uma diferença fundamental. Nós concordamos com essa vigilância do Google. Além disso, o Google não vende os dados para terceiros, algo que é nato nos spywares.

Na essência, todo o poder da Google está exatamente em toda essa informação que obtém de nós. Sem isso não teria como vender anúncios direcionados que é a base de toda a sua receita. Talvez o Google seja, na verdade, a evolução do spyware, um CRM consentido de milhões de pessoas.

iPhone: hands on (eu mexi!)

por Alexandre Fugita

[iPhone] Passado o hype inicial, o iPhone voltou aos holofotes recentemente com o efetivo desbloqueio do aparelho para uso em qualquer rede celular mostrado no Engadget. Pena que o Ryan Block tenha coberto o número de telefone da Veronica Belmont… O fato é: agora todos os mortais do planeta que vivam em algum lugar com rede GSM podem ter um iPhone. Alguns brasileiros já possuem o sonhado aparelho, como o Gui Leite, que fez um review interessante e um vídeo podcast demonstrando o pequeno notável.

Neste fim-de-semana tive a oportunidade de mexer por alguns minutos em um iPhone. Não do Gui Leite mas sim do Cazé, anfitrião do BlogCamp no Gafanhoto. Aliás, ocorreu um problema sério no BlogCamp e quem puder ajudar dê uma olhada no post que explica tudo melhor. Voltando ao iPhone… O Cazé fez a gentileza de me demonstrar o iPhone por uns 5 minutos. O aparelho é pequeno, leve, fininho e muito bonito (grande novidade, isso todos já sabiam!).

Safari

Claro, lembrei dos vídeos demonstrativos do iPhone, liguei o aparelho e o destravei passando o dedo na barra deslizante. Fantástico, mais fácil impossível. A tela é de ótima qualidade, resolução muito boa e brilho bom para visualização em ambiente fechado. Não testei no Sol e muito menos em ambiente aberto. A primeira coisa que quis testar foi o Safari. Abri o navegador, mudei a orientação espacial do iPhone – isso é muito legal, hehe – e entrei no Techbits, óbvio!

Apesar de eu ter criticado visualização de páginas web no iPhone pelo fato de tentar imitar o que temos no desktop, posso dizer que estou satisfeito e que a solução do duplo clique nas áreas – creio que o iPhone identifique as DIVs – e com o zoom pelo movimento de pinça, afastando os dedos. Aliás, esse zoom é muito legal. Não é à toa que causou UAU na primeira demonstração pública no histórico keynote do Jobs.

Teclado virtual

O teclado virtual é fácil de usar. Uma das minhas preocupações era com a falta de feedback tátil que já experimentei em outros PDAs. Mas os “botões” são grandes, quando você clica tem aquele negócio da letra aparecer de forma destacada. Pra falar a verdade tive um pouco de dificuldade em digitar nos primeiros segundos, mas logo acostumei. Talvez o feedback tátil faça falta no uso do dia-a-dia quando muitas vezes comandamos nossos celulares/ smartphones realizando uma outra tarefa ao mesmo tempo, sem olhar para o gadget. Mas como estava mexendo em um iPhone pela primeira vez todas as minhas atenções estavam voltadas para ele e essa história de feedback tátil pareceu balela.

iPod, Maps, YouTube…

O tempo era curto fui testar a parte iPod. Interessante, todo mundo já deve ter visto nos vídeos… O divertido mesmo é o coverflow deslizando ao toque dos dedos. O YouTube estava lá mas desativado. O Google Maps é bastante funcional e se beneficia da tela grande. No meu Treo também tenho Google Maps, mas a tela é metade do tamanho da do iPhone, além do que no Treo não existe o zoom por pinçamento.

Vale a pena?

O iPhone é legal. Mas o fato de ainda não ser possível criar aplicativos executáveis de forma oficial para o gadget, limita as possibilidades de uso. Ok, mas o Techbits não defende o software on-line? Sim, mas para uso em banda larga. Via celular fica complicado devido à banda estreita. Além disso a funcionalidade de web apps fica muito limitada em uma telinha de gadget. Mas no desktop continuo preferindo aplicativos on-line. Pelo fato de ter uma gama restrita de aplicações (ok, já existe uma lista gigante de sites softwares para iPhone), vou preferir ainda um smartphone mais completo, seja ele Windows Mobile, Palm “dead” OS ou Symbian…

Twitterizando no BlogCamp

por Alexandre Fugita

[BçogCamp] Pelo jeito o Twitter está em alta com os blogueiros. Ao invés de live-blogging a maioria dos blogueiros ficou com seus smartphones ou notebooks postando notas rápidas no Twitter. Todos participaram das discussões e entre uma fala e outra corriam para os smartphones para postar algumas impressões no Twitter.

Ocorreram discussões sobre o Wasabi, redes sociais, blogs. Também não poderia faltar o assunto recorrente na blogosfera, monetização. Como sempre as discussões foram interessantes, mas o melhor de tudo é o networking. Conhecer pessoas ligadas à blogosfera, que fazem a diferença e estão transformando essa mídia em coisa séria, sem tirar o tom informal da ferramenta.

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