Que fim levou o UTube.com?

por Alexandre Fugita

[UTube.com] Meses atrás, quando o Google comprou o YouTube, um site chamado UTube.com foi bastante afetado. O nome YouTube pode parecer fácil agora, mas muita gente não sabe como escrever isso. Então iam ao mecanismo de busca mais próximo, ou à barra de endereços e tascavam UTube.com. Não é preciso dizer que acabavam no lugar errado, uma empresa que vende tubos de verdade, não os que carregam a internets . Naquele longínquo Novembro de 2006 o UTube.com entrou com processo contra seu quase homônimo ligeiramente mais famoso exigindo nada menos que mudassem de nome. Passada a euforia, que fim levou o UTube?

1000 dólares por dia

Segundo o Mashable a visitação continua em alta e o UTube.com, além de manter o tradicional site de venda de tubos, agora é um mecanismo de busca de ringtones. Isso mesmo, ringtones, com direito a anúncios. Aproveitando-se do fluxo de mais de 2 milhões de visitantes por mês – antes recebia apenas 1500 clientes no mesmo período – o UTube deve faturar cerca de mil dólares por dia só com os anúncios exibidos pelo seu mecanismo de busca.

[UTube ringtones]

Não é à toa que as pessoas confundem o nome do site. As primeiras vezes que ouvi falar do YouTube, ninguém conhecia e o ao ouvir o pessoal do podcast TWiT citá-lo, achava que estavam falando daquela banda de rock irlandesa, o U2. Só depois de ouvir umas 10 vezes é que entendi que era YouTube. O nome causou muita estranheza no começo, mas hoje é perfeitamente normal. Outra demonstração dos motivos do UTube.com ser tanto acessado, é só assitir (no YouTube) o vídeo da Sônia, que agora tem até loja virtual.

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Voyeurismo na era da informação

por Alexandre Fugita

[Flickrvision] Está surgindo o voyeur da era da informação. Através da internet é possível vasculhar pessoas, comportamentos de grupo e o que está acontecendo em tempo real em algumas redes sociais e serviços. Quer saber as fotos que estão sendo publicadas agora no Flickr? Flickrvision. Quer saber o que seus amigos estão fazendo? Twitter. E o que a multidão está votando no Digg? Digg Stack. Podemos ver tudo em tempo real, na medida que as coisas vão acontecendo. Claro, é uma mera curiosidade. Mas que é viciante, é

Flickrvision

O Flickrvision (imagem que ilustra o início deste post, acima) é um mashup que mistura o Google Maps com o Flickr e nos permite ver as fotos que estão sendo postadas em tempo real no Flickr e a localização do usuário dentro do mapa-mundi.

Twitter

Pra quem não sabe o Twitter é uma forma de deixar todos informados sobre o que você está fazendo, minuto a minuto. Virou febre há uns dois meses e muita gente passou a blogar direto no serviço todo o seu dia-a-dia. A primeira questão a saber é se alguém se importa com o que você está fazendo. Depois, parece que o Twitter é mais uma forma de falar do seu bichinho de estimação

Who is Sick?

Pois é, cada coisa diferente que existe nessa web… O Who is Sick? é outro mashup baseado no Google Maps e que mostra quem está doente – e com com o quê – em uma dada região. Dei uma volta por Manhattan e imediações e tem muita gente doente por lá. Deve ser ótimo para estudos de saúde pública.

Orkurioso

No orkut o voyeurismo corre solto. Não conheço um usuário do site que jamais tenha espiado os scraps alheios em busca de alguma informação. Mas o povo está ficando esperto e agora apaga as mensagens o mais rápido possível. Bom, se você quer ficar de olho nos scraps de alguém, é só usar o orkurioso e nenhuma fofoca será perdida.

Acharam um modelo para distribuição de conteúdo

por Alexandre Fugita

[Heroes] A Forrester Research, uns caras que são pagos para inventar descobrir tendências, divulgou um relatório que mostra que o mercado de vídeos on-line pagos vai atingir um pico este ano e declinar. A conclusão é que o modelo de negócios que vai funcionar é o da propaganda junto aos vídeos pela internet e não a cobrança pelo conteúdo. Como notou o Cardoso, no Meio Bit, descobriram o óbvio: voltamos às origens de como sempre funcionou o mundo do conteúdo na televisão, rádio e outros meios de comunicação. Segundo a Forrester, o iTunes e outros players estão fadados a desaparecer. Propaganda é, e continua a ser, a alma do negócio.

YouTube

O YouTube começou há alguns dias exibir anúncios dentro dos vídeos. Não é nada invasivo e ao clicarmos na propaganda somos redirecionados para outro vídeo, do patrocinador. Vale lembrar que nem todos os vídeos do YouTube possuem anúncios e sim alguns selecionados dos produtores de conteúdo original. Além disso alguns usuários do site receberão pelos vídeos postados e vistos milhões de vezes. Assim como o Metacafé, o YouTube agora paga os melhores produtores de conteúdo.

Joost

No Joost, desde o beta-ultra-fechado-que-ninguém-tinha-acesso, sempre houve propaganda entre os vídeos. Mais recentemente anunciaram que várias marcas globais estão participando de um teste de modelo de anúncios para os vídeos do serviço. Entre elas, Coca-Cola, HP, Intel e Nike. O Joost parece que vai realmente ser um sucesso já que além de cotas de patrocínio, tem assinado muitos contratos de distribuição de conteúdo, incluindo uma gravadora brasileira.

P2P

Na verdade tudo isso seria a oficialização do que já acontece, com inserção de propaganda. A distribuição de conteúdo por redes de P2P segue firme. Praticamente tudo é ilegal. A indústria, entrando nesse mercado, poderia oficializar os canais de distribuição e inserir propaganda no meio dos vídeos. Torço para que seja assim. Mas temo que nós aqui no Brasil ficaremos privados deste conteúdo gratuito com anúncios: o contrato de propaganda certamente não nos abrangerá…

O mundo dos widgets na web

por Alexandre Fugita

[Widgets] Certamente você já ouviu falar de widgets. Tem aqueles pra Mac, os do Vista… Mas a abrangência é bem mais ampla: a web. Estamos vivendo a era dos widgets na web, pequenos pedaços de conteúdo dinâmico, que se espalham por vários sites, blogs, etc… Um bom exemplo, pra ficar mais fácil de entender, é o widget do Feedburner que alguns blogs exibem – este incluso, veja ao lado – um contador de leitores do feed RSS. Há vários outros, com funcionalidades das mais diversas. Geralmente são usados para mostrar algum tipo de informação específica e acabam se espalhando de forma viral. Por essa característica pode ser uma grande ferramenta de marketing para as empresas[bb]. Está esperando o que?

Widgetsfera

Aqui no Brasil temos alguns serviços usados por blogs que fornecem widgets. Um deles é o BlogBlogs que lançou recentemente o widget Últimos Leitores que, como o nome diz, mostra os últimos leitores cadastrados no BlogBlogs que o visitaram, semelhante ao MyBlogLogs do Yahoo!. Outro widget do BlogBlogs é o Rank da blogosfera brasileira. O Rec6 também tem seu widget e exibe as notícias promovidas neste site de social news.

[Widgets do BlogBlogs e Rec6]

Um bastante usando na blogosfera brasileira é o widget do Flickr, para exibição de fotos[bb]. Vejam um exemplo na Lulileslie. Também temos o YouTube que permite colocar dentro de um post seu player de vídeos. Talvez esse widget explique o crescimento explosivo do serviço desde o seu lançamento.

Marketing dos Widgets

Os widgets podem ser usados como ferramenta de marketing. Uma grande exemplo é o Coke Ring, da Coca-Cola. Esse widget foi a base de um concurso promovido pela fabricante de refrigerante junto aos blogs. A vantagem é que esse tipo de widget espalha-se de forma viral, acaba atingindo seu público alvo de forma eficiente e tem um custo muito baixo de divulgação. Os próprios usuários se encarregam de espalhar a novidade.

Widgets e-commerce

Os widgets podem ser usados para um site ganhar dinheiro também. Vários negócios estão surgindo no mercado de explorar widgets como ferramentas de anúncios. Um deles é o brasileiro boo-box, que está em negociação para receber aporte financeiro de venture capital. Mesmo os anúncios contextuais do Google (adsense e adwords) podem ser considerados widgets. Os anúncios são gerados dinamicamente, portanto enquadram-se nesta classificação.

Páginas widget

Páginas iniciais estão na moda. Recentemente o Google[bb] renomeou o seu Google IG para iGoogle. Lá é possível colocar diversos widgets, desde o seu Gmail, passando por leitor de RSS e mais uma infinidade de outras funcionalidades. Outro serviço semelhante é o Netvibes, bastante usado como leitor de RSS.

[Netvibes]

Essa foi uma visão geral dos widgets. O potencial é enorme. Como a moda atual é o usuário gerar conteúdo, é possível criar seu próprio widget usando serviços como o ClearSpring e o Widgetbox. Se você pretende divulgar um produto ou serviço na web, não deixe de pensar nos widgets.

boo-box na mira do capital de risco

por Alexandre Fugita

[boo-box] Essa é exclusiva do Techbits. O boo-box, aquela startup brasileira que saiu no Techcrunch, está em negociações com empresas de capital de risco (VC). O Marco Gomes, mentor do projeto, esteve em São Paulo algumas vezes nas últimas semanas. Acabo de saber que pediu demissão do seu cargo na Agência Click de Brasília e está de mudança para São Paulo, que é onde está o dinheiro, para se dedicar ao projeto. Na semana passada conversei com ele e consegui algumas dicas interessantes do que pode está por vir. Claro, informações detalhadas ainda não podem ser reveladas, mas tudo indica que o vale do silício é aqui mesmo e novidades estão a caminho.

boo-box

Para quem não sabe, o boo-box é uma alternativa para monetização de sites e blogs. Sim, é possível ganhar dinheiro com um blog. O anúncio é contextualizado, com alvo bem definido e com chances maiores de ser útil. Sites e blogs que utilizam imagens podem colocar um boo-box nela e se clicado, abre um leque de opções em lojas parceiras do sistema. Toda a comissão gerada por uma venda vai para o blogueiro participante e nada para o boo-box. Então, como eles vão ganhar dinheiro?

Essa é uma das questões mais perguntadas na blogosfera. O dinheiro deve vir de grandes players da internet como a Amazon ou Google. Na medida que ganhem massa crítica de usuários e façam diferença na receita dessas organizações, poderão pleitear um comissão extra, não retirada daquela paga ao blog afiliado.

Contextualização

Você abre uma revista sobre carros e lá tem um anúncio de apartamentos. Acho que não era bem isso que você procurava. Você abre um site que fala de iPods e lá tem um anúncio de iPod. Agora sim faz todo o sentido, isso é contextualização. O Google ganha muito dinheiro exibindo anúncios contextualizados ao conteúdo que você está consumindo. A chance de acertar o alvo é muito grande.

Na gigante de Montain View a escolha de anúncios é feita automaticamente, por computadores. O boo-box pensa diferente. A contextualização é gerada por nós mesmos, humanos. A inteligência artificial ainda não atingiu poder suficiente para entender corretamente os textos. Por mais que o robô do Google tente, algumas vezes exibe anúncios que nada tem a ver com um texto. No boo-box escolhemos as palavras chaves relacionadas a cada imagem. Assim garante-se uma contextualização quase perfeita.

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