Steve Jobs

por Alexandre Fugita

iPhone4S = For SteveRaramente acompanho as notícias quando alguma personalidade morre. Tomo conhecimento, guardo a informação pra não cometer nenhuma gafe e não passa disso. No caso do lendário Steve Jobs foi diferente pois trata-se de uma personalidade cuja história acompanho faz tempo.

Sou um consumidor satisfeito da Apple: já comprei 3 iPhones, um Mac e um iPad até o momento. Um dos iPhones infelizmente foi roubado e o iPad foi presente de Dia dos Pais para meus pais, que dividi com meus irmãos. Aliás meus dois irmãos e minha irmã são donos de iPhones, ou seja, a empresa da maçã faz parte do dia a dia da família.

Acompanho os keynotes da Apple desde 2007, pelo menos, quando o Steve Jobs lançou o iPhone original. Foi uma das apresentações mais hipnotizantes que já vi. Vale (re)assistir aos primeiros 5 minutos, é incrível!

Termino este post com a melhor homenagem que vi no Twitter sobre o Steve Jobs: iPhone 4S = For Steve

There is no spoon

por Alexandre Fugita

antennagateTenho acompanhado de perto toda a história do iPhone 4, seu problema da antena, a repercussão e reclamações por parte de blogs e da mídia tech americana. Acabei de assistir à press conference que o Steve Jobs apresentou meros 22 dias depois do lançamento do iPhone 4 e simplesmente acho que a Apple viajou. Tanto que resolvi escrever aqui, meses depois do meu último texto.

A empresa da maçã chamou de última hora boa parte dos grandes da mídia e blogosfera tecnológica americana para uma coletiva para dar sua versão dos fatos: o iPhone 4 não tem nenhum problema. Mas logo se contradisse ao oferecer o tal do “free bumper”, um case de silicone para evitar que o sinal do smartphone caísse. Isso mesmo, diz que não há problema mas oferece solução para o problema que não existe.

Um dia antes desta coletiva a Apple soltou uma atualização do iOS4, a versão 4.0.1. O que ela faz? Deixa as barras de sinal mais altas e muda o algoritmo que calcula quantas barras devem aparecer na tela. Eu, como todo geek curioso, atualizei meu iPhone (3G) e as barras que ficam mais altas me deram impressão de que o sinal está melhor. Não está, são apenas barras!

Outra coisa que me chamou a atenção foi o fato do Steve Jobs ter afirmado no início da coletiva que a Apple sabia que essa ideia da antena externa do iPhone diminuia o sinal. Mas no final da coletiva, na hora das perguntas dos jornalistas, afirmou categoricamente que a matéria da Bloomberg afirmando que a Apple sabia disso antecipadamente não era verdadeira. Percebeu a contradição?

Foi ainda estranho ver a Apple comparando seu problema com outros players do mercado de forma exagerada dizendo que todos os smartphones quando segurados de forma muito envolvente perdem sinal também. Perdem, é verdade, mas quando perguntaram se é diferente apenas encostar no “death grip” a envolver o iPhone como um todo, os executivos da Apple responderam pela tangente.

Pra finalizar, tem gente especulando que a Apple pode lançar uma versão corrigida do iPhone 4 em outubro. Por isso a data limite de 30 de Setembro para dar “free bumpers” aos compradores. Na própria coletiva Jobs ressaltou que após essa data eles reavaliariam a oferta. Seria o iPhone 4 v1.1? Ou como disse o sempre ótimo David Pogue: calma, pessoal, calma. É só um telefone…

Leia mais:

Geolocalização e a privacidade

por Alexandre Fugita

geolocalizacao-fousquareUma das coisas que notei nos últimos tempos é que aplicativos usando geolocalização estão chegando para ficar. Um dos grandes destaques é o Foursquare, jogo social que envolve reviews de lugares pela multidão e que é bastante interessante. E como tudo que é legal e interessante eu acabo virando um evangelizador. E quando quero contar para as pessoas sobre o Foursquare, a primeira reação da grande maioria é perguntar sobre a questão da privacidade e os perigos de fazer ” broadcast” da sua localização. Existe mesmo este perigo?

Localização consentida

Uma das características do Foursquare e que você precisa aceitar novas conexões. Em tese você compartilha apenas com pessoas conhecidas sua posição no globo terrestre. E é aí que vou me aprofundar na questão da privacidade e a geolocalização. Você escolhe com quem compartilhar essa informação e bloqueia aquelas que não quer que vejam isso.

No Google Latitude é mais ou menos a mesma coisa. Cada novo contato exige autorização para se firmar. Se você só adicionar pessoas conhecidas em tese não há perigos em ficar divulgando onde você está. Além disso nas duas redes você pode escolher não dizer onde está, ou seja, tem controle total sobre o “broadcast” desta informação.

Localização obrigatória

Isso tudo é bem diferente daquela ideia maluca que nosso governo tem de colocar chips nos carros de todos os cidadãos que possuem um a partir de 2011. Dizem que é para diminuir roubos de carros, mas para efeitos práticos isso nunca vai acontecer. O grande problema é a obrigatoriedade de usar esse chip nos carros. A única escolha que você pode fazer é ter ou não ter carro. Tendo um carro sua localização será obrigatória. Péssimo!

Please, Rob me!

Claro, a geolocalização acaba criando novas aplicações interessantes. Uma delas é o Please, Rob Me!, que pega todas as tuitadas automáticas feitas pelos usuários de Foursquare e informa que a casa deles está vazia, hehehe! Genial!

Uma outra que descobri recentemente é o Where Do You Go, mashup que desenha sob o Google Maps uma camada com as regiões que você mais frequenta. O meu mapa está aqui. É interessante, mas deve causar calafrios em todos aqueles preocupados com a privacidade como eu. E por que estou divulgando? Trata-se de uma informação com delay, ou seja, não é em tempo real e portanto não indica onde estou neste momento, o que me deixa mais tranquilo.

Geolocation is the new black

Geolocation is the new black, exagerou a Molly Wood no Buzz Out Loud, um dos melhores podcasts de tecnologia, direto do SXSW. Então é isso, 2010 é o ano da geolocalização. Anotem aí!

Leitura recomendada:

Agenda do Campus Party e 2 convites para os leitores [encerrado]

por Alexandre Fugita

O terceiro Campus Party se aproxima e o Techbits conseguiu junto à organização do evento, dois convites que serão dados aos leitores deste blog. O Campus Party está na terceira edição e acontece na cidade de São Paulo entre os dias 25 e 31 de janeiro. O Techbits esteve nas duas primeiras edições e, claro, estará também nesta agora.

Para quem quiser participar da promoção, é necessário clicar neste link e preencher o formulário, respondendo à pergunta que é dada “O que é a Campus Party para você?” em até 300 caracteres. É, eu sei, em tempos de Twitter trezentos é muito, mas faz um esforço lá! As duas frases mais criativas, julgadas por uma comissão do Campus Party, levam cada uma um ingresso para o evento.

Aproveito para divulgar abaixo a agenda do Campus Party 2010, compatível com o Google Agenda. Eu já incluí no meu GCalendar. E você?

Vencedores da Promoção

A organização do Campus Party informou os ganhadores da promoção. Já entrei em contato com eles. Os ganhadores e suas frases foram:

“A CParty é uma verdadeira woodstock nerd, onde tribos conectadas a temas atuais como tecnologia e comunicação compartilham impressões de vida e conhecimentos. Sem esquecer da cerveja, dos gadgets, do dedilhar ágil nos teclados, das webcams plugadas em streamings e, é claro, do mega-link de dados…” – Andre “Marmota”

“O Campus Party é um evento onde é possível conviver com pessoas do Brasil inteiro. É como um BBB da tecnologia, tendo como apresentador o próprio visitante. Pode ser comparado ainda a Peregrinação para a mesquita de Meca pelos muçulmanos, todo brasileiro deveria participar pelo menos uma vez na vida.” – Sergio Issamu

[ Atualização, 12/01/2009, 9h50] A PROMOÇÃO ESTÁ ENCERRADA. Confirmei agora com o pessoal da Campus Party. Obrigado aos que participaram.

[ Atualização, 11/01/2009, 20h10] Aparentemente a promoção foi encerrada pela equipe do Campus Party. Recebi um e-mail informando isso mas não pude confirmar até o momento.

Tomadas: reserva de mercado sem reserva

por Alexandre Fugita

tomadasUm dos assuntos que vem me preocupando bastante e que na verdade nem é foco direto deste blog – aqui costumo falar mais de web e internet – é o caso das tomadas brasileiras. Eu sei que o assunto já está meio velho, que perdi o timing para publicar isso, mas convenhamos, essa ideia maluca do governo forçar um padrão de tomadas que não existe em lugar nenhum do mundo cheira a reserva de mercado sem reserva.

Explico: pelo que entendi e descobri nas lojas de material elétrico por aí, o governo, além de obrigar todos os aparelhos e tomadas a usar um padrão brasileiro, proibiu a venda de adaptadores entre os padrões existentes no Brasil e no mundo com o novo sistema brasileiro de tomadas. Está difícil encontrar tomada apropriada para aparelhos novos adquiridos no Brasil e futuramente os adquiridos no exterior.

Meu irmão comprou recentemente um notebook HP que veio com a nova tomada de três pinos brasileira. Chegou em casa todo feliz e… não conseguiu conectar em tomada alguma. Foi correndo a uma loja comprar um adaptador e… não encontrou adaptador algum em loja nenhuma… Ok, ele já tinha outro notebook HP e o carregador do antigo funcionou direitinho no novo mas deu para entender o drama, não?

Imagine agora nós, geeks, comprando o último lançamento da Apple ou o Nexus One do Google em uma viagem ao exterior. As tomadas deles são diferentes do Brasil, óbvio. Mas sempre foi possível comprar um adaptador e todos nós vivemos em paz. Mas daqui pra frente a tendência é que as tomadas com padrões antigos desapareçam tanto das casas quanto dos escritórios. Em alguns anos aquele gadget importado não mais funcionará no Brasil sem alguma gambiarra maluca.

Fica claro para mim que o que o governo criou foi uma reserva de mercado falsa. Ao invés de impor novas barreiras alfandegárias – que já existem e são altíssimas – inventaram uma tomada que não é compatível com nada que existia antes dela. É ou não é reserva de mercado?

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Submarino

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