12 setembro 2007
por Alexandre Fugita
Ontem o Manoel Fernandes da revista Bites promoveu um encontro de alguns blogueiros de tecnologia com o pessoal do Yahoo! Brasil. Antes do evento alguns de nós confabulávamos sobre os motivos do encontro. Na verdade não existiu uma pauta definida, foi um bate-papo informal. O Yahoo!, representado pelo seu presidente Guilherme Ribenboim e outros executivos, estava curioso. Como funciona esse negócio de viver de blog? Quem traz tráfego para vocês? Que tipos de ferramentas estão faltando e que o Y! possa oferecer?
Do lado dos blogs, vários representantes. O Edney Souza (Interney) demonstrou sua teoria de como funciona a blogosfera. Uma rede com alguns pontos chamados de hubs e que são influentes. Aliás veio o questionamento: é melhor ser influente ou ter tráfego? A Lucia Freitas (LadyBug Brasil) fez a pergunta que não queria calar: o que o Yahoo! quer com os blogs? Não houve uma resposta única e sim várias possibilidades que o Yet Another Hierarchical Officious Oracle aventou. Nada concreto, apenas possibilidades. A certa altura o Edney falou de um tal de scrubles (*) – algo assim – que ninguém na sala sabia o que era. Descobrimos depois tratar-se do equivalente ao Google Bot (robô do Google que varre a internet), do Yahoo!.
obs: (*) ver comentário #1
Entre outros assuntos discutidos foram a possibilidade de conseguirmos testar serviços da Yahoo! que estão em beta fechado como o novo delicious, quando o Panamá chegará ao Brasil (calma, Panamá é o nome do sistema de monetização do Yahoo!), se redes sociais como o Orkut são úteis e o relacionamento da empresa com os blogs. Também discutimos a “teoria do NeckTail”, um derivado da cauda longa. Há sites que estão na cabeça e outros na cauda. Alguns ficam no pescoço.
Fora os dois já citados, estiveram presentes também, do lado da blogosfera: Manoel Netto (Tecnocracia), Gabriel Tonobohn (Oito Passos), Thiago Mobilon (Tecnoblog), Renê Fraga (UnderGoogle, ops, Google Discovery – brincadeira, Renê!), Samantha Azevedo (Google Discovery) , Marcellus Pereira (Meio Bit) e Alexandre Fugita (eu, do Techbits, caso alguém não tenha percebido, hehe!).
Pra terminar: primeiro foi a Microsoft. Agora a Yahoo! Cadê a Google?
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11 setembro 2007
por Alexandre Fugita
Um ano atrás escrevi um texto com exatamente o mesmo título que este. Naquela época ninguém lia o Techbits, tinha recebido nem mil visitantes no total naqueles primeiros 40 dias de blog. Acontece que hoje é uma data importante da história recente e que nos faz lembrar que toda empresa, seja ela ligada à tecnologia ou não, precisa tomar alguns cuidados para simplesmente não desaparecer da noite para o dia. Há exatos 6 anos ocorreram os ataques ao WTC em Nova York, entre outros. Segundo o meu próprio texto:
Naquele 11 de setembro empresas literalmente evaporaram. Colaboradores mortos, infra-estrutura destruída. Nada disso impediu que algumas organizações voltassem a operar poucas horas após os prédios terem caído. O caso mais grave envolveu um banco de investimentos de títulos do governo americano que teve cerca de 70% de seus funcionários mortos (658 no total). Voltou a operar 2 dias depois.
Fornecedores de hardware e serviços também foram testados. Reza a lenda que a Dell enviou imediatamente 5000 computadores à região do ataque para suprir a demanda de seus clientes. Conta-se também que a IBM, menos de uma hora após o primeiro avião bater em uma das torres, já oferecia instalações temporárias a seus clientes em uma cidade vizinha a Nova York.
Claro, não é minha intenção ensinar métodos de DRP (Disaster Recovery Plan) aqui. Mas este texto é só uma lembrança que o pior pode acontecer e qualquer organização deste mundo precisa estar preparada caso um Boeing/ um terremoto/ qualquer coisa resolva atacar seus servidores e infraestrutura mínima para manter os serviços funcionando.
Já fez o seu backup hoje? Você os mantém em dois lugares fisicamente separados? Outras pessoas na sua organização têm acesso aos planos de emergência? Testou se tudo isso funciona em caso de necessidade? Mesmo que você seja apenas um blog, fique preparado. Muitos de nós usamos servidores estrangeiros, invariavelmente localizados na Califórnia… Já ouviu falar do Big One?
6 setembro 2007
por Alexandre Fugita
Quem assistiu ao filme Minority Report deve se lembrar das cenas de propaganda personalizada quando o personagem de Tom Cruise passava próximo aos outdoors. Personalização é uma das tendências quentes da web mostrada no Read Write/ Web. Acabei de assistir ao keynote de ontem do Steve Jobs e, fora as notícias que todo mundo publicou, algo me chamou a atenção mais do que tudo. A Starbucks e a iTunes fizeram um acordo e quando adentrarmos uma loja da rede nos EUA será possível comprar a música ambiente que está tocando no momento e as 10 anteriores através do iPod touch e iPhone. Idéia genial.
Toda vez que vamos a algum evento, lugar, etc… e uma música legal toca ao fundo, ficamos curiosos para saber o nome, o artista, essa informações. Certamente ao chegarmos em casa iremos googlar parte da letra na esperança de descobrir a música. Com essa nova funcionalidade do iPod touch e iPhone as coisas ficaram mais simples. E imagino que a Apple pretenda expandir essa forma de comprar música para mais e mais estabelecimentos/ eventos/ shows, etc. É o Minority Report tornando-se realidade.
Enquanto isso na NBC…
Em mais um movimento típico da indústria-que-teima-em-ficar-no-século-XX, na semana passada ficamos sabendo que a NBC e a Apple não renovaram contrato de venda de séries via iTunes. É possível entender perfeitamente os motivos da NBC de querer aumentar os preços. Seus seriados fazem um tremendo sucesso na loja virtual e portanto caberia um reajuste de preços para melhor ajustar o gráfico oferta e demanda. Mas a Apple disse não. A saída da NBC da iTunes é uma grande perda tanto para os fãs (será mesmo?) quanto para a própria NBC.
Claro, existe toda aquela questão do DRM e do fato de ao comprarmos música na iTunes talvez ficaremos preso a ela para sempre. Mas essa altura do campeonato, na qual a iTunes é a maior vendedora de mídia digital do mundo, e terceira maior vendedora de música dos EUA, é uma idiotice ficar fora dela. Tem gente que prefere a prateleira empoeirada…
5 setembro 2007
por Alexandre Fugita
Uma das empresas de tecnologia que acompanho de perto há muito tempo é a Palm. Já tive 4 aparelhos fabricados por eles incluindo meu gadget atual, um Treo. Ontem o Ed Colligan, CEO da Palm, publicou no blog corporativo da empresa a decisão de adiar o lançamento do Foleo . Para quem não sabe, o Foleo seria uma espécie de companheiro para um smartphone, algo parecido com um sub-notebook simplificado, que estaria sempre em sincronia com seu telefone esperto. Na ocasião do seu anúncio, meses atrás, o Foleo causou reações em sua maior parte negativas por parte da blogosfera (e mídia) que continuaram perseguindo a Palm desde então.
Terceiro negócio secreto da Palm
Já faz uns quatro anos, no mínimo, que o Jeff Hawkins, um dos fundadores da Palm, diz estar desenvolvendo um terceiro negócio secreto e fantástico para a computação móvel. Naquela época dizia que a Palm já tinha dois produtos principais (smartphones e PDAs) e esse terceiro completaria a família. Quando a Palm revelou ser o Foleo essa revolução, a empresa virou motivo de piadas.
Problemas, problemas…
Até consigo entender qual a concepção do Foleo. Mas acho que pecou em coisas essenciais. O navegador, por exemplo, não suportava abas. Até o Internet Explorer hoje faz isso. Sem abas o apelo do Foleo para navegar na web foi por água abaixo. O cliente de emails só permitia a sincronização com o smartphone (provavelmente só os Treos) e não baixar novas mensagens quando sob rede wi-fi. Assistir vídeos do YouTube no Foleo também seria algo não disponível inicialmente… Ou seja, a vantagem da bateria durar 5h mesmo com o wi-fi ligado não teria muita utilidade prática.
Foleo, seu Firefox de bolso…
Creio que se o Foleo fosse um equipamento que rodasse o Firefox completo (no caso era o Opera “cripplado”), aceitando todos os seus plugins e funcionalidades, teria muito mais apelo do que esse conceito de mobile companion que a Palm tentou vender. Em tempos de aplicativos web (ou web 2.0, se você preferir), tudo que preciso é do Firefox.
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4 setembro 2007
por Alexandre Fugita
Estou correndo sério risco de ter que me retratar daqui alguns dias sobre esse mesmo assunto. Mas pouca coisa me leva a crer que a Google esteja realmente criando um celular/ smartphone. Essa histeria toda lembra a CES de 2006 quando Larry Page e Sergey Brin tinham um keynote no evento e os rumores apontavam para o lançamento de um Google Cube, algo assim, um PC da Google, rodando GoogleOS, etc… No final nada disso foi lançado. O keynote (veja no Google Video) foi uma extravagância de uma empresa de software em um evento de produtos eletrônicos.
Google já está em nossos celulares
Quem tem um celular mais moderno ou um smartphone sabe que já existem softwares da Google para seu aparelho. O mais evidente deles é o Google Maps, aplicativo fantástico que nos possibilita procurar ruas, CEPs, mapas, rotas e várias outras coisas nas telas minúsculas de nossos gadgets.
Quem tem planos de dados via rede celular consegue usar o Gmail, o Google Reader, o Calendário, tudo no formato mobile. Novamente, repetindo aquele mantra já muito batido aqui no Techbits, por estarem on-line essas aplicações estão sempre sincronizadas qualquer que seja sua forma de acesso: celular, desktop, em casa, no escritório, sinais de fumaça, etc…
O que pode acontecer?
Quem tem o domínio do sistema operacional geralmente consegue vantagem sobre os demais concorrentes na hora de impor seu software. Vide caso do Internet Explorer da Microsoft. Os rumores do gPhone talvez estejam baseados nesta premissa. Se o Google for o dono da plataforma poderá impor seus softwares móveis para seus usuários.
O que imagino que esteja acontecendo é o Google criar outros softwares, estilo widgets, talvez até um sistema operacional, mas não lançar um gPhone com sua marca como foi feito pela Apple. Pode ser que eu esteja redondamente enganado (bastante provável) e realmente exista um gPhone. De qualquer forma o título deste texto não está errado no momento da publicação do post pois até agora realmente o gPhone não existe…
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