Fiz TV: uma análise
O Fiz.TV é um projeto da grupo Abril que mistura site de vídeos feito pelos usuários e canal de televisão. O blog do Fiz já está no ar faz duas semanas e traz posts diários com dicas de vídeos e coisas que estão acontecendo no serviço. O site de vídeos começou a funcionar faz uma semana. E o canal da TV deve estrear em 1o. de Agosto. A proposta é interessante, de maneira geral gostei da idéia, com ressalvas.
Blog do Fiz
Ao digitar fiztv.com.br no seu navegador, você cairá no blog do Fiz.TV, escrito pelo Fábio que também atua como ator nos vídeos que aparecem no cabeçalho do blog. Os posts são interessantes e curtos. Muitos deles possuem vídeos, como a conversa de duas japinhas fazendo um jogo da verdade e andando pelo largo de Pinheiros em SP. Encontrei dois problemas que me incomodaram no blog do Fiz: não existe RSS. Sem RSS eu não acompanho e sei que um monte de gente antenada também não. E é esse o público que eles querem atingir inicialmente. Outra coisa são os comentários. Seu e-mail fica lá, exposto no link para os robôs de spam fazerem a festa.
Site do Fiz.TV
O site de vídeos propriamente dito é feito em flash. Interessante, dá uma funcionalidade extra ao Fiz.TV, mas evita que os mecanismos de busca como o Google consigam indexar o conteúdo, o que pode ser um sério problema. Pra falar a verdade não acho que tenha sido uma boa escolha. Se fosse só player em flash, tudo bem. Mas o site inteiro não ajuda em várias coisas. É possível comentar individualmente em um vídeo e também enviar scraps para a pessoa que fez o upload dele. Claro, é preciso estar cadastrado e logado no Fiz para isso.
O cadastro exige muitas informações. Do CPF ao seu endereço. De um telefone, à obrigação de ter um avatar. Complicado demais, vai afastar muita gente. Além disso, se você estiver logado e abrir outra aba ou janela com o Fiz.TV, o sistema não percebe que você já está logado, ou seja, precisa entrar de novo com login e senha para comentar, por exemplo. O interessante é que nós como usuários da comunidade ganhamos patentes dentro do site, dependendo do grau participação. Começamos como telespectador, subimos para contra-regra, logo em seguida figurante, protagonista, diretor e, o supra-sumo de todos as patentes, Chuck Norris.
A qualidade dos vídeos é boa. Não estou falando da resolução da imagem e sim do conteúdo. Muito bom, material de alta qualidade. Clipes, curtas, documentários, humor e animação são os tipos de vídeos que temos para assistir. Por enquanto não há quantidade e são poucos os views de cada vídeo. Até a estréia da TV ninguém vai ficar famoso como às vezes acontece no YouTube. É possível colocar um vídeo embed em um site (mas não redimensioná-lo), como demonstro a seguir com o curta Matrix baixo orçamento feito pelos alunos da ECA-USP.
Direitos autorais
O YouTube já enfrentou uma série de problemas por causa de material protegido por direitos autorais. Certamente o Fiz vai encarar o mesmo tipo de dificuldade. Mas eles têm uma carta na manga. Se for detectado um vídeo que contenha imagens ou música protegidas, uma equipe vai tentar entrar em contato com os detentores dos direitos autorais para licenciá-lo. Ótimo, via ser interessante. E se tiverem sucesso na maioria das tentativas, está aí um modelo de negócios bom para todas as partes.
Fiz.Social
O Fiz é uma startup antenada, ligada na blogosfera. No mesmo dia do lançamento do iPhone fizeram um evento para blogueiros na casinha do Fiz. 20 blogueiros selecionados por algum critério misterioso tiveram o privilégio de conhecer os bastidores do Fiz.TV e seu funcionamento. Eu estava lá, assim como várias outras URLs, ops, blogueiros. No encontro teve pizza e cerveja e conheci várias pessoas como o Renê Fraga (Google Discovery), o Carlos Merigo (Brainstorm #9), a Bruna Calheiros (Sedentário e Hiperativo ), a Rosana Hermann (Querido Leitor), a Clara McFly (Garotas que dizem ni), o Ale Rocha (Poltrona TV), e a Renata Honorato (Sampaist).
Também reencontrei outros que já conhecia anteriormente como a Marisa Ematoma (Objetos de desejo), o Tiago Dória (Tiago Dória weblog), o André Marmota (Marmota), Alexandre Inagaki (Pensar Enlouquece), Gustavo Jreige (Outros Olhos) e Carlos Cardoso (Contraditorium).
Outros bloggers presentes foram o Fred Leal e o Rafael Spoladore (Senhor Tempo Bom), Ian Black (Enloucrescendo), Luiz Biajoni (Biajoni), Luiz Jeronimo (Tarja Preta), Patricia Barcelos e Caio Castro (Update or Die), Ricardo Lacerda (The Curto e Grosso) e Phelipe Cruz (Papel Pop). Foi divertido encontrar esse pessoal e trocar várias idéias. Ah, e os links de cada um deles leva respectivo texto sobre o Fiz, se existir, em cada um dos blogs.

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Uma das séries de vídeos mais famosa da internet é o
O Google fornece para pequenas e médias empresas um pacote chamado de Google Apps, que consiste em gerenciamento de email, documentos, calendário e mensageiro instantâneo. Se o cliente tem poucos usuários (caso do Techbits) o serviço é gratuito. Para operações um pouco maiores custa 50 dólares anuais por usuário, uma barganha (*). O grande problema é a segurança da informação. Os dados ficam armazenados em servidores do Google, em algum lugar do mundo. Como convencer os CIOs de que essa é uma solução segura?
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