5 janeiro 2007
por Alexandre Fugita
Blogs são conversações. Blogversações. A possibilidade de interação entre quem gera o conteúdo e o leitor é uma das característica que diferenciam essa forma de mídia das outras, chamadas tradicionais. Isso está na essência da web e foi inclusive um dos motivos para escolha pela revista TIME como sendo Você a personalidade do ano. Quanto mais comentários e citações em outros blogs, melhor. Todos sabem, o Rec6 desponta como o Digg brasileiro. É possível deixar um comentário por lá ou ainda clicar no link e comentar diretamente no blog. Até agora, os comentários do Rec6 e do blog não se misturavam. Isso está pra mudar. O Rec6 está testando o Plugin Rec6 Comentários e o Techbits teve a oportunidade de fazer parte dos beta testers. Você também pode testar. É só comentar no Techbits e garantir que o post esteja lá no Rec6 (só comentários após o cadastro do post no Rec6 ficam sincronizados).
Plugin Rec6 Comentários
O plugin, por enquanto, está em teste fechado. A versão em teste é para WordPress, mas deve sair para outras plataformas também. A previsão do lançamento oficial é até o final de Janeiro. Conversando com o Renato Shirakashi, diretor de TI e co-fundador do Rec6 (entrevista), descobri que fizeram vários testes em blogs internos e agora preparam o lançamento com este teste “in the wild“. Por isso convoco os leitores do Techbits que usam o Rec6 a publicarem comentários aqui e lá (ver comentários no Rec6 para este post). Tudo isso será importante para avaliar o desempenho do plugin e torná-lo uma das melhores ferramentadas do Rec6 para bloggers,além do que o teste estará sendo monitorado de perto pela equipe do Rec6!
![[Teste Plugin Rec6 Comentários] [Teste Plugin Rec6 Comentários]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/testeRec6.png)
obs 1: não trabalho no Rec6! Fui convidado a participar do beta teste e resolvi publicar este post.
obs 2: [atualização] O WinAjuda e o BrPoint também estão participando do beta teste.
5 janeiro 2007
por Alexandre Fugita
Um dos serviços web mais impressionantes voltados para os podcasts é o Podzinger. A busca por textos é relativamente simples. Vá ao Google e comprove. Pesquisar imagens, vídeos ou áudio é um pouco mais complicado. O advento das tags facilitou esse trabalho, mas é longe do ideal. O que o Podzinger faz é traduzir a linguagem falada para a linguagem escrita. Transforma podcasts (audio) em textos, tudo automático. Tecnologia de ponta. Agora adicionaram o YouTube à sua base de dados. Se funcionar a contendo, é simplesmente impressionante.
Hack para funcionar no Brasil
Tentei usar o Podzinger mas é necessário um hack para a busca no YouTube funcionar no Brasil. Por algum bug interno, se o sistema detecta que o navegador é em português, não acha nada. Faça o seguinte:
- Entre no Podzinger e faça uma pesquisa na aba YouTube. O resultado será uma página de erro;
- Altere a última parte da URL de: &il=pt&col=pt-all-youtube-ep para &il=en&col=en-all-youtube-ep
- Pronto! O que fizemos foi “enganar” o Podzinger dizendo que nosso navegador é em inglês, trocando o pt por en;
- O resultado da pesquisa por “series of tubes” – homenagem à justiça brasileira que não sabe o que é internet e quer fechar o YouTube – pode ser visto no screenshot abaixo:
![[Podzinger Series of Tubes] [Podzinger Series of Tubes]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/podzinger_series_of_tubes%20copy.png)
A Busca como o centro da web
Uma das coisas mais importantes da web é, sem dúvida alguma, a busca. Antes tínhamos prateleiras empoeiradas com os livros, os vídeos, as músicas. Hoje existe a busca e tudo está ao alcance de algumas tecladas. A busca pela linguagem falada é complexa. Não é a mesma coisa que indexar simples textos. O Podzinger existe para mudar tudo isso. Apostaria até que deve ser adquirida por alguma gigante da internet em breve.
Já fiz muitas buscas no Podzinger. Ouço vários podcasts, ou seja, muita informação. Como escrevo um blog sobre tecnologia às vezes lembro que ouvi tal coisa no podcast Security Now!, por exemplo. Mas não lembro o episódio. Podzinger nele! Só torço para a Cicarelli não querer fechar o Podzinger também por causa de uns gemidos perdidos transcritos…
5 janeiro 2007
por Alexandre Fugita
Na minha batalha diária pela adoção do uso do Firefox, tento convencer os usuários do Internet Explorer de que usam um navegador inseguro. Toda segunda terça-feira do mês a Microsoft libera correções para o Windows, em sua maioria corrigindo problemas do IE. Como o Internet Explorer 6 é um software antigo e cheio de falhas, muitas vezes no dia seguinte às correções novos problemas são detectados. É o chamado Zero Day Exploit. A correção, quando vem, demora pelo menos 30 dias. Uma empresa chamada Security Fix, pesquisando o tempo que leva para fornecedores de software corrigirem falhas conhecidas, concluiu que no ano de 2006 o Internet Explorer ficou exposto por 284 dias em um total de 365, ou seja, quase 80% do ano (ver gráfico). Se eu fosse você, trocaria agora de navegador.
Atirando a esmo, acertando em cheio
Acredito que boa parte dos leitores assíduos do Techbits têm cuidados de segurança acima da média dos internautas. Devem usar um anti-vírus, um firewall, talvez um roteador, não clicam em links suspeitos, baixam as últimas correções do Windows quase que imediatamente quando disponíveis no patch tuesday. Vocês estão a salvo de problemas. Mas existem milhões de usuários do Windows espalhados pelo mundo. E com certeza a maioria deles não segue esses procedimentos de segurança em seu uso diário.
No momento em que esses milhões de usuários leigos navegam pela internet, entram em sites aqui e acolá, certamente muitos deles cairão em armadilhas. E realmente caem. Acabam fazendo parte de botnets sem nem imaginar o que é isso, e ligam correndo para aquele amigo geek que sabe tudo de informática quando seu computador começa a se comportar de forma estranha. E aí fazemos as recomendações de sempre. Depois ficamos imaginando como isso pode ainda acontecer com as pessoas? Todos os dias milhares de novos internautas caem na rede. A Engenharia Social conta com a ingenuidade destes novatos para faturar uns trocados.
Existe um browser totalmente seguro?
Não. Nem o idolatrado Firefox escapa dos bugs de segurança. Você pode argumentar então que não faz sentido mudar para ele se vou trocar gato (IE6) por lebre (Firefox). Bom, em geral o Firefox exibe muito menos problemas do que seu concorrente do logotipo azul. E quando surgem falhas de segurança, logo são corrigidos. Não se fica 80% do ano exposto. Outra alternativa é atualizar para o Internet Explorer 7, supostamente mais seguro. Aqui atualizei há tempos, até fiz um review. Mas sinceramente, fico ainda com o Firefox.
Leia também:
Obs: o próximo patch tuesday ocorre no dia 09 de Janeiro de 2007
4 janeiro 2007
por Alexandre Fugita
Não sei se tem gente que ainda usa o orkut. Além da exposição exagerada que este site de relacionamento provê, um dos problemas que vejo é em relação aos scraps. É praticamente um mural público da sua vida, com gente sem noção postando coisas que não deveriam aparecer por lá. E no desespero você entra no orkut correndo, a cada 5 minutos, para apagar tais mensagens. Ou fica refém de novos scraps indesejados. Isso é o que imagino que aconteça pois na verdade nunca entrei lá. Descobri um serviço na web que se propõe a monitorar todos (sim, todos) os scraps de seus contatos, incluindo aqueles que foram apagados antes de você ter oportunidade de lê-los. Se o orkut já era um atentado consentido à privacidade, o orkurioso é o fim dos tempos. Vale um orkuticídio.
Orkurioso
A seguir a transcrição do que o orkurioso faz, de acordo com o faq deles: “De hora em hora, o Orkurioso varre sua lista de adicionados, entra no Orkut e grava todos os scraps novos desde a leitura anterior. Os scraps ficam disponíveis para leitura assim que são gravados (não há como ler os scraps enviados antes do momento em que você adiciona alguém). Apenas você pode ler os scraps de quem adicionou.” Pelo que entendi lendo o restante do faq e outras fontes, sua navegação nos scraps alheios é anônima, ou seja, ninguém vai saber. Pode ter gente monitorando todos os seus scraps apagados e você nem imagina… Claro, isso é possível dentro do orkut, mas no orkurioso você tem tudo agregado em um único lugar. Assustador, não?
Polícia Federal, Ministério Público e crimes na internet
Esses são assuntos que já discuti algumas vezes aqui no Techbits. Regra geral, acho que se alguém quer se expor no orkut, sem problemas, tem louco pra tudo. Se alguém quer cometer crimes no orkut, cada um sabe o que faz. Mas se a PF e o MP querem vasculhar a vida de pessoas através do site de relacionamento, sou contra. Defendo antes de tudo a privacidade
. Leia mais em:
4 janeiro 2007
por Alexandre Fugita
Na última semana de 2006 o Bruno Alves, dos múltiplos blogs, criou um meme chamado “Tag: objetivos para 2007“. Meme é um termo cunhado pelo cientista Richard Dawkins em 1976 para explicar a propagação e evolução de idéias ao longo do tempo. Na blogosfera
o meme significa criar um post com uma idéia e fazer com que outras pessoas escrevam sobre esse mesmo assunto dando seu ponto de vista. Virou uma praga. Recebi a “intimação” de fazer um post sobre esse meme do Thiago Mobilon do Tecnoblog e Futilidades.net. Ao invés de ficar debatendo sobre meu Master Plan para 2007 e ter a árdua tarefa de escolher outros cinco para propagar a pirâmide, resolvi analisar as relações surgidas a partir do post inicial do Bruno Alves e criar a genealogia deste meme.
A Genealogia
Encontrei um total de 90 blogs que foram convidados para este meme, totalizando 7 níveis no degrau de relacionamento entre os blogs. Aproveitando a oportunidade, fiz uma tabela no Google Docs & Spreadsheets para fazer uma demonstração de uma funcionalidade útil deste concorrente do Excel: a possibilidade de publicar a tabela on-line e em tempo real, ou seja, se eu fizer alguma alteração no arquivo, o quadro abaixo é modificado automaticamente. Não é à toa que cada vez mais prefiro o Google à Microsoft. Divirtam-se! (Legendas no final da planilha)
Obs: caso você tenha participado do meme mas não conste na planilha acima, envie um pingback.