14 novembro 2007
por Alexandre Fugita
Finalmente, depois de 1 ano e 4 meses, o Techbits muda de layout. Deu trabalho, foram dezenas de horas mexendo em código, e muita dor de cabeça com um tal de Internet Explorer 6. O novo design contempla 3 colunas, é mais limpo, e é baseado no NonZero – veja no rodapé, todos os links – e foi feito para telas com resolução horizontal de 1024 pixels. De acordo com as estatísticas a maioria dos usuários usa telas com essa resolução ou maiores. Cerca de 15% ainda estão no velho 800 pixels de largura. Já estava na hora de deixar o layout mais largo. A simplicidade continua pois não gosto de coisas poluídas.
Navegadores testados
Testei nos mais variados navegadores. O Firefox foi testado no Windows, Linux Ubuntu e MacOS X. O Safari já rodou esse layout tanto no Mac quanto no Windows. Testei também no Opera, via Windows. O Internet Explorer, responsável por várias horas desperdiçadas de desenvolvimento, teve os sabores 7, 6, 5.5 e 5 testados. Na verdade posso dizer que funciona bem no 7, razoavelmente no 6, e não me responsabilizo nas versões mais antigas. Sério mesmo, a dor de cabeça para acertar tudo no IE é tanta que dá vontade de fingir que esse browser não existe.
Mobile
Também testei em versão mobile, tendo funcionado sem problemas no Opera mini – testado no simulador de Opera mini do Opera do Windows – e no Palm OS, com o navegador padrão. Não fiz testes mais profundos em dispositivos móveis pois não tenho acesso a todos os sistemas que gostaria de testar. Se você possui qualquer forma de acesso mobile e se não se importar, gostaria que testasse o Techbits na sua plataforma e me enviasse os resultados.
Finalizando
É isso, novo layout, se alguém achar algum bug esquisito, avisem! Espero que tenham gostado, só lembrar que a qualidade dos posts continuará a mesma, hehe! Só preciso aumentar um pouco a freqüência, talvez um por dia útil. Para evitar estranhamentos, já basta um visual novo, a forma de usar do Techbits continua a mesma, só com algumas melhorias em termos de SEO e pequenos detalhes que estava devendo. Agradeço a todos que deram uma pequena ajuda, testando o novo layout em suas respectivas plataformas, antes de ele sair oficialmente. Abraços e aproveitem!
12 novembro 2007
por Alexandre Fugita
Há pouco mais de um mês fui assaltado e levaram meu notebook, ou seja, minha ferramenta de trabalho. O computador rodava Windows XP original OEM. Como conheço um pessoal na Microsoft, perguntei se poderia utilizar aquele DVD do Windows – notem, original – que tinha sobrado na caixa vazia do roubado laptop. Claro, não podia. Óbvio, ao ter comprado o Windows e concordado com a EULA (termos de uso), concordei que seria assim caso isso acontecesse.
Faz umas duas semanas comprei um notebook novo. Desta vez escolhi, pela primeira vez em toda a minha vida, não usar o Windows no PC. Ok, não estou contando a época em que eu tinha o MSX e achava aquela tela de 16 cores o máximo. Adquiri um notebook Positivo, com Linux Mandriva pré-instalado. Tirei o Madriva e coloquei o Ubuntu. Como nos últimos anos comecei a achar que o sistema operacional estava perdendo a importância, tudo que eu queria era um computador que rodasse o Firefox. E o Ubuntu
tem FF nativo. Ótimo.
O fato é: se eu for novamente roubado, posso usar o mesmíssimo CD que usei para colocar o Ubuntu na minha atual máquina, para instalar onde mais quiser. Além disso, não preciso comprar licença do MS Office, já que meu uso do pacote seria nas funções básicas. Vou de Google Docs. E também não pretendo instalar Windows neste notebook mesmo porque existe o Wine e também já tenho um desktop com Windows XP.
Já que acredito que a web é a nova plataforma, fiquei feliz esse fim de semana ao descobrir que minha evangelização em softwares on-line traz resultados. Descobri que uma amiga, que também comprou um notebook recentemente, decidiu usar o Google Docs ao invés de comprar uma licença do MS Office 2007. Agora falta convencê-la a usar um leitor de RSS
, on-line, claro. Não pirateie software, há opções.
11 novembro 2007
por Alexandre Fugita
Estive no StartupCamp neste fim de semana e assisti a diversas mini palestras de empreendedores e investidores. Foi bastante interessante, pude conhecer muita gente, pessoas que estão mudando a internet no Brasil, e saí com uma ótima impressão dessa geração de empreendedores que faz aflorar, em terras tupiniquins, esse espírito de Vale do Silício. Claro, lá fora há mais capital de risco disponível, existe muito mais startups procurando seu lugar ao Sol, o mercado é muito maior. Mas o Brasil está criando este ambiente de inovação, de empreendedorismo, o que é saudável.
O que notei de interessante é que quem tem no sangue essa vontade de mudar o mundo, de criar coisas inovadoras, de surpreender a cada novidade, possui um perfil muito parecido. Costumam ser gênios incompreendidos, que não estão a fim de um trabalho formal de assalariado, e que preferem arriscar tudo por um sonho, um ideal. Não querem prestar concurso, querem ser donos do próprio nariz. Lógico, quebram a cara muitas vezes, alternam idéias brilhantes com coisas nada a ver, e certamente querem ganhar muito dinheiro. Mas não adianta só ter “A Idéia”. É preciso saber colocá-la em prática.
Um dos mantras mais repetidos nas várias palestras, foi de que o empreendedor precisa ter aquela inquietude no espírito. Precisa querer aquilo, acreditar no negócio, arriscar e inovar. Isso vindo pessoas como o Carlos Guillaume (Confrapar), Marcelo Ballona (um dos fundadores do Submarino), Fabio Ingel e Carlo Dapuzzo (Monashees Capital), Fábio Seixas (Camiseteria e WeShow), Tanaka (boo-box), Manoel Lemos, (BlogBlogs) e o pessoal da Aprex, vale ouro. O público, formado por empreendedores e interessados no assunto – todo mundo tem uma startup na manga – aprendeu bastante.
Para finalizar, acho que todos precisam agradecer ao Cazé Peçanha, dono do Espaço Gafanhoto e do portal de mesmo nome. Como sempre, a estrutura cedida foi fantástica, tudo funcionou perfeitamente. Além de devastar culturas, o Espaço Gafalhoto se consolida como local em que o networking rola solto e de eventos interessantíssimos. Tenho certeza que muitas parcerias já foram traçadas em seus eventos, desde as sessões YouTube a desconferências de todo tipo. Além de, claro, agradecer à boo-box, confeitaria lá da esquina, que tem patrocinado coffee-breaks cada vez melhores.
Algumas das apresentações, via SlideShare:
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8 novembro 2007
por Alexandre Fugita
Essa semana aconteceu em São Paulo o Café.com Blog de tecnologia, idealizado e promovido por Manoel Netto, Lúcia Freitas e Revista Bites. Dez blogueiros e vinte empresas misturados em um mesmo salão. A intenção do Manoel Fernandes, publisher da Bites, é exatamente promover a interação entre empresas e blogs. Nitidamente podemos notar que o ano de 2007, foi o ano que as empresas no Brasil despertaram para a existência desta comunidade influenciadora chamada blogosfera.
Achei a iniciativa da revista Bites fantástica e vai de ao encontro dos interesses de todos os envolvidos. Mas o formato da reunião foi um pouco engessado. Claro que uma desconferência não se encaixaria no modelo esperado por parte do público, mas acho que faltou um pouco mais de interação entre as partes, blogueiros e empresários. Uma das tentativas de quebrar esse gelo foi misturar o pessoal de terno com o de camisas (arquivo PDF, com uma descrição do encontro).
A presença de nomes de peso como Forrester Research, iG (sim, o Caio Túlio Costa estava lá), S2 (assessoria de imprensa da Microsoft), Espalhe (agência de marketing de guerrilha por trás do caso Gossip Girl, que provocou buzz na twittosfera), Edelman (vide Phil Gomes), entre outros, mostra que tem gente de peso interessada nos blogs. O caso do encontro com blogueiros promovido pelo pessoal da gigante de Redmond foi apresentado como um dos pilares desse interesse.
A questão a saber é se o interesse das empresas e seus executivos é real. Já que blogs são formadores de opinião, qual é o interesse deles na gente? Querem um canal de mídia espontânea ou querem uma parceria interessante (anúncios!) para ambos os lados e de longo prazo? Creio que o melhor é algo balanceado nesses dois conceitos.
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5 novembro 2007
por Alexandre Fugita
Estou exagerando no número acima, na verdade deveria ser parte 3. É a terceira vez (1, 2) que escrevo um título em um blog dizendo que o gPhone não existe. E não é que acertei? As minhas razões são simples de entender. O Google nunca vendeu, para o consumidor final (*), qualquer tipo de hardware. Não faz parte do core business deles. A gigante de Montain View é basicamente uma empresa de software. No começo de 2006, todo mundo achava que a Google venderia um PC – notem, hardware – com Google OS. Nada feito, lançaram o Google Pack.
(*) leia os comentários números 9 a 15, pelo menos… :-)
Faz todo sentido do mundo que o esperado gPhone seja na verdade um sistema operacional e um SDK para dispositivos móveis. E ainda, com os movimentos da semana passada, de criar uma plataforma de aplicativos web, juntamente com a tendência a transformar tudo em pequenos softwares que interagem com a nuvem da internet (widgets, alguém?), o círculo se fecha. APIs livres e pululantes, soltando bits pra quem quiser.
There is no spoon
Já dizia o garotinho prodígio do primeiro Matrix, “there is no spoon, ops, gPhone“. O que existe é o Android, um sistema operacional, uma plataforma de desenvolvimento e que vem para tirar a importância do SO dos dispositivos móveis, tal como a Google e toda essa história de web 2.0 fez para com o desktop. Mas como assim, se estão lançando um SO? Tudo está explicado no post do blog official da Google: quem não tiver um dispositivo rodando Android continua a ter todos os serviços Google do seu navegador web mobile preferido. Ou com algumas aplicações multi-plataformas como o Google Maps. Exatamente o que o Nando do Undergoogle faz…
![[Google Phone é de todos!]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/gphone-todo-mundo-tem-o-seu.jpg)
Palm com Linux? Tsc, tsc…
Quem deve estar comendo o chapéu agora é o pessoal da Palm, que está para lançar um novo sistema operacional baseado em Linux já faz uns… 5 anos… nem lembro mais. Depois do fracasso do Foleo – que teria tudo para ser a janela web da máxima “o PC é um acessório do Firefox”, agora vem o ataque de gente grande, que entra no jogo para ganhar. Não duvido nada que o PalmOS Linux seja abortado também… R.I.P.