3 janeiro 2007
por Alexandre Fugita
O Banco do Brasil lançou uma campanha de publicitária interessantíssima agora no começo de 2007. Com o intuito de dar um ar mais pessoal no relacionamento dos clientes com o banco, os marketeiros alteram o nome do BB para “Banco do Fulano”. É possível ver isso nas agências e também no home banking da internet (imagem acima). Só que a ótima idéia foi um tiro no pé como mostrou o Meio Bit. Pessoas assustadas com o nome delas aparecendo no lugar do logotipo do banco na página da internet ligaram e congestionaram as centrais de atendimento do BB. Fora isso o site ficou fora do ar ontem em vários momentos e muita gente achou que o BB.com.br estava hackeado. Ledo engano, era só uma campanha de marketing.
Engenharia Social
Existe um conceito em segurança da informação chamado de engenharia social. Na verdade é uma forma branda de chamar os que roubam informação de outra coisa. Segundo a Wikipedia, a definição de engenharia social é:
A Engenharia Social é um método utilizado para obter acesso à informações importantes ou sigilosas em organizações ou sistemas por meio da enganação ou exploração da confiança das pessoas. Para isso, o ‘engenheiro’ pode se passar por outra pessoa, assumir outra personalidade, fingir que é um profissional de determinada área, etc.
Basicamente os crackers (hackers “do mal”) são os engenheiros sociais. E atacam usuários comuns de várias formas. Uma delas é enviando Phishing Scam, aqueles e-mails fingindo ser do seu banco ou do SPC dizendo que você possui uma dívida, algo assim. Como mandam isso para milhões de pessoas certamente muitas delas possuem dívidas. Uma pequena porcentagem dos endividados acredita que o e-mail é verdadeiro e clica no link fornecido. Pronto, caiu no golpe.
Marketing criativo, usuário leigo
É aquela velha história… Os marketeiros são extremamente criativos. Os anunciantes são um pouco mais conservadores. A população em geral não entende o que está acontecendo. A idéia do Bando do Brasil foi ótima. Os clientes acharam que era obra de hacker.
Segundo o Meio Bit teve gente reclamando de invasão de privacidade por ter o nome exposto no logotipo do banco… Aqui no Techbits certa vez uma leitora enviou uma mensagem reclamando que seu e-mail estava aparecendo na área de comentários do blog. O que aconteceu foi que o formulário de comentários armazenou em algum cookie o e-mail dela e exibia, só para ela, seu endereço de correio eletrônico. É aquela velha história… o usuário médio não entende o que está acontecendo.
3 janeiro 2007
por Alexandre Fugita
O site de notícias colaborativas Rec6 divulgou ontem a lista de sites que se destacaram em 2006. Para os que não sabem, o Rec6 promove notícias enviadas pelos seus usuários à sua página principal de acordo com o desejo a sabedoria das multidões, ou seja, os próprios usuários. Através de um algoritmo que analisa votos, quantidade de cliques e votos por unidade de tempo, etc, as notícias enviadas são classificadas e, se for o caso, vão parar na página principal, mostrando que aquele texto em particular é interessante para os usuários do site. O que me deixou feliz e surpreso é que o Techbits foi muito bem classificado na lista do Rec6. Ficou em segundo lugar entre os sites de tecnologia! Uau! Para um blog criado há apenas 5 meses, isso é um feito e tanto. Confira a lista no blog Google Discovery.
O que esse ranking significa?
O ranking significa que os sites que nela constam publicaram artigos e notícias interessantes para a multidão antenada em tecnologia do Brasil. Apesar do Techbits aparecer como o segundo da lista chamada, incorretamente segundo alguns, de “Melhores de 2006”, isso não significa que o Techbits seja o segundo melhor blog de tecnologia do Brasil. Longe disso. Apenas foram publicados aqui coisas interessantes.
Algo que me incomoda é que a maioria das notícias promovidas do Techbits fui eu quem postei, e não os leitores do blog. Talvez isso seja um viés estatístico que tenha contribuído para este blog aparecer no ranking, mas os votos foram dados pela multidão, o que, na minha humilde opinião, valida o resultado. Por isso, a partir de hoje, para tirar esse viés do caminho e como forma de comemorar, implementarei ao longo do dia as ferramentas do Rec6, algo que já deveria ter feito há tempos.
Vale lembrar que o Rec6 é uma startup relativamente nova (surgiu em setembro de 2006, veja uma entrevista com o Renato Shirakashi, um dos fundadores do serviço) e que portanto os resultados contemplam apenas os últimos 4 meses de 2006. E mesmo com pouco tempo de estrada, com certeza o Rec6 é o Digg nacional!
Wisdom of Crowds – O desejo A sabedoria das multidões
Já tratei brevemente sobre esse assunto, e é algo que fascina. O desejo A sabedoria das multidões é como se fosse uma inteligência global, conectando todos que usam a internet e interagem com seus serviços indiretamente com as outras pessoas. Analisando milhares, milhões, bilhões de pedaços de informação e comportamento dos internautas, é possível extrair padrões, tendências, ou seja, descobrir o que as pessoas estão pensando!
Serviços como o Rec6, o Google ou ainda a Amazon utilizam do wisdom of crowds para melhorar a relevância do que é mostrado aos usuários, refletindo indiretamente a tendência do que as pessoas desejam. Como já disse, isso é algo que fascina: uma consciência coletiva que consegue exprimir os pensamentos da multidão.
1 janeiro 2007
por Alexandre Fugita
Olá, Feliz 2007! Não preparei um post automático para aparecer nos primeiros minutos de 2007. E também faz tempo que não escrevo… quase que não lembro mais como se posta algo no WordPress, hehehe! Mas foi uma pausa de final de ano para começar 2007 com toda força! Se a revista Time disse que a personalidade do ano passado foi Você, isso significa que o conteúdo gerado pelo usuário é a grande tendência da web e os blogueiros estão muito bem inseridos neste cenário.
No meio de tantas redes sociais como as de notícias (digg), de música (Pandora), de vídeos (YouTube), de fotos (Flickr), de bookmarks (del.icio.us), de azaração (orkut), em 2006 os blogs se destacaram como o melhor em informação especializada, em uma espécie de Cauda Longa muito relevante em cada nicho. Em 2007 essa tendência se consolidará com mais e mais pessoas usando blogs como fonte importante de informação. Hoje não é mais necessário ser um grande portal ou site de notícias importante para ser lido. Se Você gera conteúdo interessante e de qualidade será encontrado pelos mecanimos de busca e, conseqüentemente, pelas pessoas.
A blogosfera brasileira mostrou em 2006 um grande crescimento (minha observação empírica, não peça que eu prove esta afirmação, hehe!). Serviços como o BlogBlogs e o Rec6 foram criados de olho neste mercado, o que demonstra amadurecimento. Alguns já começaram a faturar alto como probloggers. O ano de 2007 promete muita agitação ao redor da esfera brasileira. Tentarei fazer a minha parte. Participe Você também!
18 dezembro 2006
por Alexandre Fugita
Enquanto a rede Vivo GSM
não começa sua operação comercial, podemos especular sobre alguns fatos. Várias fontes informam que a Vivo começará a vender aparelhos desta tecnologia ainda este ano. Bom, se eles quisessem aproveitar o Natal, estão atrasados. A rede já está montada em algumas capitais e os testes começaram faz quase um mês. Todos estamos na expectativa, mas o Techbits conseguiu testar um celular habilitado na rede Vivo GSM. Não fiz testes profundos pois estou com o aparelho há apenas 2 dias. Mas um pouco do que vi, você pode conferir neste post.
Sinal da rede Vivo GSM
Moro em São Paulo, capital. A cidade é gigante, não dá pra testar em todos os lugares. Andei com o Nokia 1600
(sim, um aparelho bem simples) em algumas ruas e avenidas das zonas sul e central, incluindo aí um passeio pelo parque do Ibirapuera. O sinal quase sempre esteve no máximo. Claro, isso não significa muita coisa. Só teste de ligações é que pode dizer algo.
Um lugar com sombras e falhas que encontrei foi nos arredores da estação Vila Mariana do Metrô (ver no Google Maps). Na primeira vez que passei por este local, o sinal sumiu. Não estava em uma ligação, mas ver o sinal de uma rede celular sumir no meio da rua é uma situação que há anos não presencio. No dia seguinte, falando ao celular e passando pelo mesmo local a ligação caiu por duas vezes. Fora essa falha, consegui uma ligação sem interrupções de cerca de 30 minutos em movimento pela cidade. A qualidade da ligação foi boa, mas em alguns momentos ruídos e falhas (voz picotada) ocorreram. Normal para uma rede nova.
Para falar a verdade esperava mais problemas. Talvez meus testes não tenham sido tão profundos.
GSM 850
A Vivo usa a freqüência de 850 MHz em sua rede GSM. O aparelho testado é dual band 800 e 1900 MHz, portanto incompatível com as demais operadoras GSM do Brasil. Faz sentido já que a Vivo não comprou novas licenças para implantar essa rede nova. Mas as outras operadoras estão reclamando da Anatel que possivelmente está favorecendo a Vivo no estado de Minas Gerais e parte do Nordeste na negociação de uma licença GSM 1900 MHz.
Provavelmente a Vivo venderá apenas aparelhos dual band 800 e 1900 MHz para tentar evitar fuga de usuários para outras operadoras. Nós que pensávamos que com a Vivo GSM a competição aumentaria com a facilidade de troca de operadora de mesma tecnologia, vamos continuar na mesma se a Vivo não vender aparelhos quadri band (800, 900, 1800 e 1900 MHz). Todas as operadoras GSM usam SIM lock (bloqueio do chip) e SP lock (bloqueio da operadora) para evitar essa fuga. Isso é contornável, mas freqüências diferentes, só com aparelho quadri band.
O objetivo de instalar uma rede GSM pela Vivo era diminuir os gastos com subsídios que faz aos aparelhos CDMA já que celulares GSM são mais baratos. Pode parecer estranho mas a longo prazo, implantar uma rede GSM sai mais em conta do que subsidiar os aparelhos CDMA/ EVDO. Olhando para a possível compra da TIM pela Claro, vemos que essa foi um decisão arriscada, mas acertada.
Dados
O aparelho que estou testando é muito simples, não possui GPRS ou browser. Como não tive acesso a um aparelho quadri band desbloqueado, não pude testar se a rede de dados está funcionando. Talvez a rede GPRS nem esteja em teste por enquanto já que inicialmente a Vivo venderá apenas planos pré-pagos no GSM e seus executivos dizem que quem quer rede de dados rápida, que fique com o EVDO da rede CDMA. Durante a semana vou tentar fazer esse teste e se for o caso, coloco essas informações aqui no blog.
Vivo Chip e outras fotos
Não sou especialista em fotografia, então as fotos aqui mostradas não possuem a qualidade de um profissional. Mas são boas o suficiente para o propósito deste texto. Você pode não acreditar mas tirei cerca de 50 fotos
para selecionar essas 5 que ficaram “boas” e figuram neste post.
![[Vivo Chip] [Vivo Chip]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/vivochipfrenteeverso.jpg)
![[Kit Vivo GSM] [Kit Vivo GSM]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/kitvivogsm.jpg)
![[Nokia 1600 GSM Vivo] [Nokia 1600 GSM Vivo]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/nokia1600.jpg)
![[Sinal Vivo GSM] [Sinal Vivo GSM]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/sinalmaximo.jpg)
obs: o aparelho Nokia 1600 e o Vivo Chip não foram cedidos pela Vivo. Neste momento os colaboradores diretos da Vivo podem adquirir um aparelho GSM para uso próprio ou dar de presente a seus conhecidos. Este aparelho e o Vivo Chip foram comprados por uma amiga e colaboradora da Vivo em uma das lojas da operadora na cidade de SP e pagos pelo Techbits.
15 dezembro 2006
por Alexandre Fugita
Há muito se fala que o futuro é a web semântica. O meu entendimento de web semântica, é a criação de meta-informação (*) padronizada dentro das páginas e serviços web com o objetivo de facilitar máquinas interagirem entre si e entenderem o significado do conteúdo. Em outras palavras, uma máquina não entende conceitos, textos, ou o que fazer em um serviço web. A meta-informação da web semântica é a explicação para as máquinas do que aquela informação significa para nós, humanos. A grande dificuldade para se criar uma web semântica é que teríamos que colocar meta-informações em toda a informação que já existe na web. Fico imaginando o quão complicado é esta operação. Não seria mais interessante as máquinas realmente entenderem, através de inteligência artificial, o significado do conteúdo do que criar meta-informações só pra elas? Enquanto isso não ocorre, descobri um serviço que usa humanos para transformar a web em semântica.
(*) meta-informação: informação sobre a informação… no caso, uma espécie de folksonomia voltada para as máquinas…
ChaCha, a busca semântica
O ChaCha é um serviço de busca na qual nós conversamos com seres humanos de verdade, via chat, pedindo a eles que procurem determinada coisa para nós. Fiz um teste, achei interessante pois do outro lado é realmente uma pessoa (perguntei duas vezes), mas no geral creio que seja mais fácil fazer por conta própria a pesquisa no Google ou outro mecanismo de busca do que ficar perguntando para alguém fazer isso por mim. Elaborei uma pergunta complexa, pedindo hotéis em Madri, Espanha para o Ano Novo, em determinada faixa de preço. Das três respostas que obtive, duas foram mecanismos de busca de hotéis na Europa e apenas uma tinha quase aquilo o que pedi. Não é exatamente uma busca semântica, mas é um avanço.
Web semântica
O próprio Tim Berns-Lee diz em seu artigo sobre web semântica para imaginar uma situação do dia a dia na qual, interagindo com nossos gadgets semânticos poderemos resolver vários problemas com a ajuda de um assistente pessoal que entenda converse com outras máquinas e interprete a informação. No exemplo que ele demonstra, uma pessoa marca o médico para a mãe, escolhendo o melhor em termos de logística de compromissos para todos os envolvidos na operação. A máquina mostra as possibilidades e o humano apenas escolhe o que acha melhor.
A web semântica como está concebida – das máquinas lerem meta-informações para tentar entender o conteúdo – não funciona. Seria tão complicado e tomaria tanto esforço padronizar toda a informação da web com meta-informações que é impraticável. Se hoje muitos sites nem seguem os padrões web, mesmo tendo vários anos para terem feito isso, não imagino a possibilidade de um dia esse mar de informações ser transformada em web semântica com a inclusão das tags de meta-informação.
Inteligência Artificial
Só vejo a possibilidade das máquinas realmente entenderem o significado de textos, figuras e serviços na web ou no mundo real, no dia que se tornarem inteligentes de verdade. Lá vem eu de novo com essa baboseira de ficção científica. Bom, um estudioso chamado Ray Kurzweil afirma que neste século atingiremos a singularidade tecnológica e isso talvez seja possível. Quando isso acontecer, aí sim a web será semântica, mas talvez ela nem seja da forma que conhecemos hoje e sim algo totalmente diferente que simplesmente não há como imaginar. O irônico de tudo isso é que precisaram colocar uns humanos por trás das máquinas para que a busca se tornasse semântica…