2 abril 2007
por Alexandre Fugita
Os rumores da manhã se confirmaram. Hoje a Apple e a EMI anunciaram que todo o catálogo da gravadora passará a ser vendido sem DRM. Aquele discurso do Jobs dizendo-se contra o DRM era, afinal, uma antecipação deste acordo que estava por vir. Vitória, afinal. Esse pode ser o gatilho que faltava para que as outras geradoras de conteúdo sigam o exemplo e eliminem de vez o DRM.
A proposta da EMI/ Apple
Segundo o TechCrunch, as músicas serão vendidas a US$ 1,29, ou seja, 30 centavos de dólar a mais do que as músicas com DRM, estarão no formato AAC (proprietário da Apple) e codificadas em 256 Kbits/s, o dobro das faixas atuais. Quem quiser comprar o álbum inteiro, o preço não mudará, mas a qualidade será maior e livre de DRM, assim como os videoclipes.
A notícia realmente é uma vitória em direção ao que todos pedem: o fim do DRM. Segundo o Jobs há negociações com outras gravadoras e espera-se que até o final do ano 50% do catálogo da iTMS seja DRM-free. A EMI informa em seu pressrelease que músicas sem DRM serão vendidas futuramente em outras lojas on-line, mas que a Apple é sua primeira parceria.
DRM é restrição
No mundo digital as empresas tiveram que inventar um meio de evitar cópias ilegais de seus produtos. Criaram o DRM, que restringe a liberdade de quem compra músicas e filmes, a ser cliente para o resto da vida do mesmo fornecedor. Essa restrição é complicada pois se você foi sempre cliente da Apple e de repente resolve comprar o Zune (tem certeza?), todas as músicas compradas legalmente para o tocador da maçã ficam inválidos. Claro, aqui no Brasil não podemos comprar músicas da Apple, mas isso é só para termos uma idéia do problema causado. O início do fim do DRM está longe do ideal, mas já é um grande avanço.
1 abril 2007
por Alexandre Fugita
Pois é, aconteceu. O Google quer dominar o mundo e não existe melhor forma de fazer isso do que comprando a Microsoft. Por trocentos ziguilhões de caraminguás a empresa de Montain View comprou a gigante de Redmond. Até então a briga estava crescendo tanto nos setores de busca, quanto de suítes office e mais recentemente no mercado de vídeos. Agora tudo se juntou em um única operação. Aliás foi isso que o Sr. Orkut veio ao Brasil anunciar. E do encontro com Michel Levy e Alexandre Hohagen, ficou definido que ambos irão dividir o mesmo escritório como fazem os fundadores do oráculo lá no Googleplex.
Bill Gates
Agora sim ficam claros os motivos do Bill Gates se aposentar da Microsoft em 2008. Sua empresa estava em negociação de venda e com o anúncio da aquisição não há mais razões para continuar lá. O único problema que vejo é o Steve Ballmer. O executivo ama tanto a Microsoft que é capaz de pedir o afastamento após as notícias de hoje. É quase certo também que o Google adote algum tipo de sistema de geração própria de energia na sede da Microsoft em Seattle. Mas como lá chove muito, ao invés de painéis solares, farão uma usina hidrelétrica.
1o. de Abril
Claro, hoje é primeiro de Abril. Boa parte do que você leu é mentira, com fatos reais no meio. Tradicionalmente muitos sites de tecnologia divulgam notícias malucas nesta data. Quem quiser acompanhar mais,uma boa dica é o Google Discovery, hackeado para Yahoo Discovery no dia de hoje.
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28 março 2007
por Alexandre Fugita
Quando defendo aqui no Techbits que a indústria de entretenimento precisa mudar seu modelo de negócios, geralmente falo sobre distribuição de conteúdo. Uma coisa interessante que está acontecendo com pelo menos dois projetos de filmes atualmente é o uso de novos modelos de negócios para a produção e distribuição dos mesmos. Tudo está sendo feito com conceitos de crowdsourcing, o que é muito interessante. Se vai dar certo e sair um filme interessante é outra história…
Swarm of Angels
O Swarm of Angels é o mais crowdsourcizado dos filmes. O financiamento, a produção e a distribuição são realizados com ajuda da multidão. Atualmente há cerca de 900 investidores angel que contribuíram cada um com aproximadamente de 47 dólares. Todos eles tem acesso ao processo criativo, conteúdo exclusivo e podem até se tornar parte da equipe de filmagem. A intenção é arrecadar cerca de 2 milhões de dólares e criar um filme a ser distribuído livremente sob a licença creative commons. Veja uma entrevista com o Matt Hanson, idealizador do projeto (em inglês).
The 1 Second Film
A proposta do The 1 Second Film é estranha: uma animação de 1 segundo seguida de 90 minutos de créditos e um documentário. Neste projeto qualquer um pode contribuir com um dólar e se tornar produtor do filme. Kiefer Sutherland, astro da série 24 horas, foi o famoso que mais doou: US$ 600,23. O maior doador individual é uma empresa ligada ao cinema. A idéia vem também do crowdsourcing, segundo a própria descrição do projeto: “Usando micro- colaboração, o The 1 Second Film mistura rede social com a força colaborativa da arte e muitos pequenos contribuintes que fazem a diferença.”. Já conseguiram cerca de 150 mil dólares da meta de 1 milhão.
O que é crowdsourcing
Já falei deste conceito aqui no Techbits há algum tempo. Mas sempre vale a pena revisar pois é interessantíssimo. Várias organizações estão descobrindo o poder das multidões em realizar trabalhos e tarefas em seu tempo ocioso. Milhões de pessoas gastam uma parte de seu tempo e geram resultados em conjunto. A recompensa pode vir na forma de ranking, ou no caso dos filmes acima, como reconhecimento nos créditos/ influência no roteiro, etc… Esqueça o outsourcing. O negócio agora é o crowdsourcing.
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28 março 2007
por Alexandre Fugita
Ok, esse é um egopost, pode pular se quiser. Esta semana o Techbits foi citado pelo jornal Folha de S.Paulo, não uma, mas três vezes, em dois dias diferentes. Uau! Tudo começou na segunda-feira pela manhã, bem cedinho, quando notei que nas estatísticas do blog algumas visitas estavam vindo do site da Folha On-line. O problema é que o conteúdo é fechado para assinantes então tive que recorrer a um amigo para saber os motivos do link. Surpresa foi a minha ao descobrir que nada mais, nada menos, era o colunista Nelson de Sá meu leitor em um dos maiores jornais do país. Uau de novo! Bom, isso mostra que o trabalho que realizo aqui no Techbits chama a atenção, se diferencia da multidão, e conquista leitores qualificados. Muito obrigado, Nelson de Sá!
Toda Mídia
Na coluna diária Toda Mídia, Nelson de Sá faz uma passagem geral por vários lugares, de jornais a blogs, de revistas à TV. Retira desses lugares informações pontuais e relevantes que explicam o mundo atual. Na segunda-feira, ao falar do BarCamp, citou o Edney como celebridade da blogosfera e colocou um link para meu texto sobre a (1) desconferência das startups no evento. Já na terça-feira, novamente fui brindado pela Folha. O mesmo Nelson de Sá, comentando sobre os vídeos on-line como “A Próxima Grande Coisa”, citou dois textos meus: (2) um sobre o Fiz, aquele canal que a editora Abril pretende lançar e (3) minha análise do Joost, que tem atraído muitos pedintes de convites.
![[Recortes de jornal] [Recortes de jornal]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/recortes_folhadesp.jpg)
Criar um blog é fácil. O custo para se divulgar conteúdo caiu drasticamente com o advento da internet. Mantê-lo mais do que três meses é um desafio, a maioria fica pelo caminho. Monetizar o conteúdo é mais difícil ainda, estou no caminho certo. Sair na Folha de S.Paulo dois dias seguidos, não tem preço. Mas… cadê minha citação de hoje? hehehe!
Links: (só para assinantes da Folha)
27 março 2007
por Alexandre Fugita
Vocês leitores já sabem, fui ao BarCamp mas havia um problema: não conhecia absolutamente ninguém. Chegando lá, aquele medo, com quem vou falar? A primeira pessoa que localizei foi o Cardoso. Fui cumprimentá-lo. No segundo seguinte já estava batendo um papo com o Edney, do Interney Blogs. Logo depois descobri quem era o Morróida. Em menos de 5 minutos já tive contato com algumas das principais estrelas da blogosfera brasileira.
Networking, networking, networking
Olhei para a multidão. Localizei o Sérgio Lima. Fui cumprimentá-lo. Conversa vem, conversa vai, aparece o pessoal do Rec6: o Renato Shirakashi, o Sidney e o Allan. Ficamos lá trocando informações, conversando. De repente somos chamados para o início do BarCamp. Todos se dirigem ao auditório. Neste momento descubro quem é o Gabriel Tonobohn.Legal!
Esperando a apresentação começar, olho para a platéia e logo atrás de mim está o Wagner Martins, mais conhecido como Mr. Manson. Cumprimento-o, não sei se ele já tinha ouvido falar do Techbits, mas pelo menos pareceu que sim. Quase ao mesmo tempo sou “reconhecido” pelo Marmota. A apresentação começa. Não deu cinco minutos, acesso o Meio Bit e o Cardoso já postou ao vivo sobre o que estava acontecendo. É o live-blogging, algo que experimentei no fim de semana.
Mais tarde, sentado em uma das mesas e fora das discussões, todos começam a olhar em uma direção. Também olho. É a Bia Kunze, a Garota Sem Fio. Vou cumprimentá-la. Surpresa a minha que ela diz: sou sua fã e eu digo: peraí, eu é que sou seu fã. Divertido! Também conheci o Marco Gomes, empreendedor do boo-box. Diz a lenda que não dorme e esse é o segredo das ótimas idéias.
A certa altura estava conversando com um leitor do Techbits, o Zé Carlos, que sim, lembrei depois de reler seu comentário em um dos posts. Tem também a Lúcia Freitas que registrou boa parte do evento em vídeo e prometeu postar no YouTube. Aliás, ela é a autora da foto abaixo.
Foto de Lúcia Freitas, a Ladybug – retirada do Flickr, Creative Commons
O engraçado é que a maioria se conhece pela URL, não pessoalmente. Vejo uma pessoa com uma camiseta totalmente geek, o BSOD. Não sabia, descubro mais tarde que era o Tiago Dória. Outro que passou batido, já no segundo dia, foi o Gilberto Jr do OutroLado. Só fiquei sabendo que ele era ele, ao entrar no Flickr e checar as fotos postadas pela multidão.
Aliás o Espaço Gafanhoto do Cazé Peçanha é muito interessante. Logo na chegada o mesmo me cumprimentou. Só reparei segundos depois que era o famoso apresentador da MTV, que cedeu gentilmente o local para o segundo dia do BarCamp.
Conheci pessoas interessantes e antenadas como a Cynara Navarro de Brasília ou os sócios George Guimarães e Mario Nogueira de uma startup a ser revelada. Teve também o Ronaldo Ferraz com suas teorias filosóficas pra lá de interessantes.
Falei ainda, mas brevemente com muitas outras pessoas, fica impossível citar todas aqui, mas vamos lá: Alexandre Inagaki, Bruno Torres, Marcelo Antunes, Danilo Medeiros, Pedro Markun, Ricardo Seiji, Luiz Rocha, Wagner Tamanaha, Nando Vieira, só nomes de peso!
Fora das palestras o melhor do BarCamp foi o networking. Conhecer as pessoas que você sabe que existem virtualmente, nunca as aplicou o teste de turing e sim, todas são reais.