3 julho 2007
por Alexandre Fugita
Na semana passada fiquei boa parte da quarta, quinta e sexta-feiras longe do meu PC usado para blogar. Fui a diversos eventos como o lançamento da Eonde, encontro da Mozilla, Microsoft Remix e lançamento do Fiz.TV blog. Mas mesmo assim consegui postar textos no Techbits e Meio Bit desses lugares. Vários complicadores surgiram no meio do caminho. E todos tem a ver com a falta de infra-estrutura nesses locais para permitir acesso contínuo à internet.
Ematoma na Eonde
Eu e a Marisa Ematoma éramos os únicos bloggers no lançamento da Eonde. Os dois levaram o notebook, ela um Mac e eu um PC. O evento aconteceu no prédio da Microsoft, no andar destinado a coletivas de imprensa e outros eventos. Infelizmente não há rede wi-fi aberta para os visitantes no local. O Galileu, nosso contato na gigante de Redmond, emprestou seu notebook para a Marisa e eu fiquei dependente da rede celular usando meu Treo como modem.
A Marisa estava empolgada, escreveu um compêndio sobre a Eonde. Perto do momento em que iria postar, a bateria do notebook morreu. Depois disso minutos de desespero se seguiram pois não havia cópia daquele texto em qualquer lugar se não na página do Movable Type aberta no finado laptop. Até este momento eu havia escrito apenas 2 linhas sobre o mesmo assunto. No final, com ajuda da rede celular e do notebook com bateria suficiente, consegui postar no Meio Bit antes da Marisa, hehehe!
Meio Bit no Remix
Eu e o Cardoso fomos ao MS Remix 07, em São Paulo. A briga por uma conexão lá estava complicada. No primeiro dia ocorreram momentos de instabilidade no qual o sinal era cortado e depois restaurado. A casa que abrigou o evento não queria liberar o wi-fi para seus visitantes. No meio da tarde do primeiro dia alguém conseguiu convencê-los de que wi-fi era algo importante.
Mas no segundo dia o wi-fi foi simplesmente cortado, sem esperança alguma de voltar. Até uma das palestras sofreu com problemas de internet quando a demostração precisou da rede e nada de funcionar. Ainda bem que eu estava lá com um Treo atuando de modem e pude fazer uns posts aqui e no Meio Bit.
Tiago Dória no Fiz.TV
O Tiago Dória é o mestre do live-blogging aqui no Brasil. Durante o BarCamp postou ao vivo sobre todas as discussões interessantes que presenciou. Lá tinha rede wi-fi liberada para os participantes. Na noite da última sexta-feira 20 blogueiros foram convidados pelo Fiz.TV para um bate-papo e conhecer esse projeto da Editora Abril. Como todos estavam preocupados com o social, não vi um blogueiro sequer com pretensões de live-blogging. Pudera, a pizza e a cerveja estavam muito boas e os papos também.
Lá pelas tantas fui perguntar ao Dória se ele já tinha blogado, ao vivo, sobre o Fiz.TV. E o pior que tinha mesmo! Na verdade não fez um post no seu blog e sim atualizou seus leitores através do Twitter, provavelmente usando rede celular. Legal, Tiago Dória é o mestre do live-blogging no Brasil. Não podemos esquecer, claro, da Bia Kunze, a Garota Sem Fio, pioneira em moblog e na divulgação desta tecnologia.
MediaOn desconectado
Semanas antes eu havia comparecido a um evento de jornalismo on-line, o MediaOn. Incrivelmente não havia sequer a possibilidade de blogar ao vivo do auditório do Itaú Cultural já que rede wi-fi deve soar como palavrão por lá, assim como alguns acham as redes colaborativas uma aberração. O evento era patrocinado pelo Terra, grande portal da internet brasileira. Jornalismo on-line, só off-line mesmo.
Enquanto isso lá nos EUA…
O que vemos nos EUA é totalmente diferente. Lá quando há um lançamento importante, um keynote imperdível, uma simples coletiva de imprensa, vemos os bloggers postando direto do local. O Engadget faz isso com maestria, seu site tem picos de audiência exatamente no momento dos keynotes mais importantes. É possível saber via Engadget do lançamento que aconteceu menos de um minuto antes. Tudo graças ao live-blogging e à infra-estrutura montada para quem cobre esses eventos.
Aqui no Brasil é complicado. Não existe rede wi-fi (aberta ou fechada) em lugar algum ou ainda uma tomada para os gadgets sedentos por energia. Internet em eventos deveria ser como água, item básico. A graça do live-blogging está exatamente em fazer tudo ao vivo. Se for pra postar depois, quando todo mundo já leu os press-releases e a novidade já é história velha, melhor trabalhar em um jornal.
2 julho 2007
por Alexandre Fugita
A última sexta-feira aconteceu o lançamento do mega-super-hiper-ultra-hype e aguardado-tudo-em-um-iPhone. Um dos problemas que todos já vinham falando é a falta de suporte a aplicações de terceiros. Jobs veio com a solução mágica, certa vez discutida aqui no Techbits: use a web 2.0, softwares on-line, ajax. Pronto, está aí seu SDK, tudo rodará no Safari. Ao assistir a este anúncio na WWDC, logo percebe-se que não agradou o desenvolvedor da Apple. Ninguém aplaudiu, nenhum UAU foi ouvido, murmúrios desapontados ecoaram ao fundo.
Muitos cliques
Desde então alguns web services surgiram para o iPhone , nenhum mirabolante e todos com um complicador a mais para usar: rodam dentro do Safari. Não há a possibilidade de criar ícones para ir direto a uma aplicação web do iPhone o que significa muitos cliques para se chegar a eles. Muito complicado para um produto vindo do loop infinito.
A falta de botões físicos parece ser algo bastante interessante, mas mostra-se um problema sério. Quer fazer uma ligação? No mínimo uns 6 movimentos entre botão físico e toques na tela. Se sua lista tiver 300 contatos, o que não é incomum, lá se vão vários segundos e muitos toques tentando achar alguém no meio de tantos nomes. No Treo consigo achar um contato, a partir do telefone travado pressionando 4 botões.
Ajax, web 2.0 e a limitação dos softwares on-line
Apesar de ser um entusiasta do software on-line – defendo esse tipo de aplicação várias vezes aqui no Techbits – acho que para um smartphone por enquanto não funciona. Mesmo o iPhone tendo wi-fi, a maior parte do tempo estará sob rede EDGE, que é lenta. Um software on-line, pra ser minimamente usável precisa de uma internet razoavelmente rápida. Por isso funciona perfeitamente no desktop e não no iPhone. Wi-fi está fora de questão. A rede, em qualquer lugar do mundo é fixa a poucos locais e não permite deslocamentos entre elas. Nem mesmo as redes mesh parecem vingar.
Mas o ajax comunica-se através de XML, não? Só a informação trafega, correto? Mesmo assim continua lento. Não tem jeito. Software on-line exige banda relativamente larga. Ou ficaremos submetidos a lags de desempenho terríveis. Jobs, cadê o SDK?
29 junho 2007
por Alexandre Fugita
Estava esperando o dia em que veria algo parecido com o efeito Digg. E esse dia chegou. Esta semana o Techbits foi citado, elogiado, recomendado por nada mais, nada menos que a Rosana Hermann do Querido Leitor. Fui avisado por um amigo da citação, fui ver o post indicado e UAU, entrei em êxtase. Fui logo ver as estatísticas do blog e realmente o efeito Rosana Hermann atuou com toda força. A visitação por hora triplicou em relação à quantidade normal, isso nunca tinha acontecido antes em função da citação em outro site.
A citação
Claro, fiquei tão lisonjeado com a citação que reproduzo um trecho abaixo:
“Mergulhe em todos os arquivos, delicie-se com o texto claro e preciso, ajoelhe diante da tela e agradeça a Santa Arroba dos últimos cliques ou simplesmente monte um altar em volta da tela neste endereço.”
Leia o post completo no Querido Leitor.
Agradecimento
Agradecimento especial à Rosana Hermann, pelos elogios, pelos leitores que vieram prestigiar, pela citação. Espero que os leitores dela tenham gostado do Techbits e continuem visitando este blog.
28 junho 2007
por Alexandre Fugita
Ontem aconteceu em São Paulo um encontro com a comunidade Mozilla. Esperava mais gente, tinha umas 15 pessoas presentes. Da fundação Mozilla vieram para o Brasil Asa Dotzler e JT Batson. O Asa era o mais comunicativo, falou bastante e intermediou o debate. Comecou explicando todo o tour que fizeram pelo nosso país – o encontro de ontem foi um dos últimos eventos – e queria saber de nós para quê usávamos a web. A platéia era composta basicamente por pessoas tech-savvy, entre eles destacamos o Marco Gomes, do boo-box, Guilherme Felitti do IDG Now! e um pessoal da comunidade Mozilla Brasil. Também presente o Fugita (eu) do Techbits, Meio Bit, etcBit, hehehe!
IE é inseguro, FF é seguro
Uma das coisas que o Asa destacou é a segurança do Firefox. Citou aquele estudo que mostrou que o Internet Explorer ficou exposto a vulnerabilidades por 284 dias em 2006 enquanto que o navegador da raposa teve uma janela de apenas 9 dias. Salientou também que no Brasil o problema pode ser maior ainda pois uma boa parte das cópias do Windows é usada “gratuitamente” (nas palavras dele), o que não dá direito a patchs de segurança. Então a idéia do encontro é estimular o uso do Firefox.
Spread Firefox
O debate foi então para formas de divulgar o Firefox. Eles procuram alguém interessado em ser a base deles aqui no Brasil para promover eventos, divulgação, essas coisas. Mostraram iniciativas feitas nos EUA como o logo do Firefox desenhado em um campo agrícola ou ainda o anúncio de página inteira, no New York Times, com o nome de usuários do browser da raposa. Outra questão debatida foi uma tradução para o “spread Firefox“, mantra usado pela fundação Mozilla para “espalhar” o FF pelos quatro cantos do mundo.
Firefox off-line
Perguntei ao Asa sobre o suporte off-line a aplicações web que o Firefox 3 oferecerá e como isso se compara com o Google Gears e a solução da Adobe. Claro, a resposta dele foi que o Firefox terá o melhor suporte entre todas as opções, mas que há colaboração entre eles. Mas avisou, vai ser a nova guerra que está por vir.
Pra finalizar, uma curiosidade. Não sabia, é provável que alguns de vocês já tenham ouvido falar… Mozilla é uma contração de Mosaic Killer. Para quem não pegou, o Mosaic foi o pai de todos os navegadores web. Não seria esse nome um pouco “evil” para uma fundação que briga com browser da corporação mais “evil” do mundo da tecnologia?
27 junho 2007
por Alexandre Fugita
Um dos softwares on-line que mais utilizo é o Google
Docs e Spreadsheets (Textos e Planilhas). O Word e o Excel perderam a vez faz tempo no meu dia-a-dia. Uma aba do Firefox fica sempre aberta com o software on-line de edição de textos e planilhas da gigante de Montain View. Percebi que algo estava para mudar pois o favicon do Google Docs mudou esses dias. Nesta manhã, ao abrir minha pasta de documentos, surpresa! Interface nova e mais agradável.
![[Google Docs] [Google Docs]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/googledocreloaded.png)
Gerenciador de arquivos
Agora existe uma barra lateral esquerda com várias divisões. É como se fosse um gerenciador de arquivos tipo Explorer do Windows. Nele estão acessíveis as pastas, tipos de documentos e todas as pessoas com quem você compartilha algum documento. Também é possível arrastar e soltar documentos dentro do Docs e também vindos do Windows Explorer.
Sempre existiram pastas no Google Docs. Melhor que isso, não são pastas, são tags. Organizar por tags é muito melhor do que por pastas. Mas faltava uma forma de acessar as pastas facilmente, separar cada um dos itens. Agora isso fica facilitado por esse novo recurso.
O motivo das tags serem melhores que as pastas verdadeiras é que um arquivo pode ter várias tags. No modo tradicional de organizar a informação, se você joga um documento em uma pasta, não poderá encontrá-la em outra. Parece óbvio, mas com as tags é possível colocar o arquivo em vários lugares e assim fica mais fácil achá-lo por que ele estará relacionado com vários assuntos.
Compartilhar, eis a questão
A grande vantagem do Google Docs sobre o concorrentes off-line como a suíte Office da Microsoft é a possibilidade de compartilhar um arquivo com várias pessoas. Por exemplo, tenho 21 pessoas compartilhando documentos do Googleomigo, de textos a planilhas, de colegas de trabalho a pessoas da minha família. Todas elas, eu incluso, sempre temos acesso à ultima versão do documento. Não importa se alguém editou a 15 segundos atrás. A versão que todos enxergam é a mais atualizada. Isso é ótimo pois o controle de versões é muito fácil. Não preciso ficar mandando por email minha última alteração. O arquivo está lá, disponível, atualizado, para todos verem.
Além disso é possível colaborar ao mesmo tempo em um mesmo documento. Todo mundo pode escrever um texto ou editar uma planilha em tempo real, cada um em seu computador. Cada um em uma localização geográfica diferente. No escritório moderno uma pessoa está em São Paulo e a outra em Nova York. E trabalhando em equipe.
Google Apps
Empresas podem usar essas ferramentas do Google através do Google Apps . O Techbits faz uso extensivo do Google Apps na versão gratuita. Quando uma empresa possui muitos usuários, paga-se uma taxa anual ao Google. Sai muito mais barato que comprar para cada colaborador uma versão do Office da Microsoft e não usar nem 10% dos recursos do pacote. E quando você terminar seu texto ou planilha é só salvar nos formatos padrões .DOC, .XLS ou .PDF e usá-los como bem entender. Mas se é só para alguém ler, compartilhe via internet mesmo. Muito mais prático.