23 novembro 2007
por Alexandre Fugita
Ontem a noite fui ao Extra Itaim para presenciar a inauguração do quiosque da Apple no hipermercado. Teoricamente o evento era fechado para funcionários da empresa da maça e convidados. Ao chegar, junto ao Jonny do InfoBlog, falamos com a hostess e depois de passar uma conversa, permitiram que entrássemos.
(*) foto acima do leitor Rodrigo Pantigas, de SP, que visitou a loja na hora do almoço, ontem, e enviou para o Techbits.
Nada demais, na verdade. O estande tem no máximo uns 50 metros quadrados e havia alguns produtos para exposição. Conversei com algumas pessoas, entre elas o Henrique Martin, do Zumo, que aliás, já fez um post sobre o evento de ontem. O country manager da Apple, ex-Palm, Alexandre Szapiro estava lá, mas só para curtir o evento, nada de entrevistas ou declarações.

Aparentemente os preços praticados não mudam em relação àqueles praticados em lojas como Fnac. Mas já é possível notar uma queda em relação ao preços praticados antes da gestão Szapiro. Isso é bom e o mais interessante é o lançamento da mini-loja ocorrer justamente em um supermercado voltado popular ao invés de um lugar inacessível.
O curioso é que hoje é nos EUA o black-friday, dia após o Thanksgiving, no qual o comércio simplesmente abre as pernas e faz qualquer negócio, vendendo tudo muito barato, uma espécie de rito anual para evitar maus negócios e acabar com os estoques. A Apple abrindo sua lojinha aqui seria uma desova de produtos?
22 novembro 2007
por Alexandre Fugita
Quem mexe com tecnologia sabe que o que era novidade ontem, hoje se transformou em commodity. Um belo exemplo é o hardware. Hardware é commodity pura, tanto que a IBM vendeu sua divisão de desktops e notebooks para a Lenovo, anos atrás. Quando falo que o sistema operacional está perdendo a importância, quero dizer exatamente isso. Já não importa se você é da turma do Linux, do Windows ou do Mac. O que importa é o software que você roda nele. E com softwares cada vez mais atrelados à nuvem da internet, a janela do navegador ou os widgets ganham importância.
Vamos para os últimos lançamentos da Google. OpenSocial e Android OS. Ambos surgem para commoditizar um monte de coisa e tornar o software como algo importante. O OpenSocial pega o fato de todas as redes sociais serem fechadas, cada um com seu grafo social, e escancara essa informação. O grafo social vira commodity e as aplicações que você roda na plataforma deles é o que importa, não mais os dados. Esse é o diferencial.
A mesma coisa com o Android OS. O Google transforma o sistema operacional em commodity, aberto, gratuito, essas coisas. Mas premia quem fizer a melhor aplicação, estilo widget, para a plataforma. O diferencial serão os softwares e não o sistema operacional. Isso também é possível detectar com a vontade da gigante de Montain View de comprar a freqüência de 700 Mhz nos EUA. Vai gastar uns 5 bilhões na licença mais uns 10 bilhões construindo uma rede. Mas a rede será commodity. O que importa são as aplicações que a usarão para se comunicar com a nuvem da internet. Faz todo sentido com o lobby que a Google fez com a FCC para criar uma rede mais aberta.
A única coisa que não é commodity neste mundo é o cérebro humano – ops, quero dizer, há cérebros commodity por aí, aos montes. O resto, hardware, infra-estrutura, serviços, tudo acaba se commoditizando com o tempo. O cérebro humano é o responsável pelas novas idéias e pelo software, por exemplo. Essa é a aposta da Google. Em última instância, que tudo vire commodity, exceto o cérebro humano.
20 novembro 2007
por Alexandre Fugita
Ontem pela manhã o serviço TinyURL estava fora do ar. Twitters de todo o mundo estavam em desespero pois os links enviados através da plataforma não funcionavam mais. Em Agosto o Skype sofreu um blecaute de alguns dias. Milhões de usuários, alguns dependentes do serviço para trabalhar, tiveram prejuízos incalculáveis. Mês passado, fui escrever um texto para o Techbits e o Google Docs tinha sumido. Qual é o ponto que quero chegar? O crescimento da web como plataforma esbarra em problemas de capacidade de serviços em se manterem on-line. Quando esse objetivo não é alcançado, Houston, temos um problema.
APIs, o ponto fraco da internet
Mashups são os serviços mais suscetíveis a problemas de downtime em outros serviços web. Ao usarem APIs de terceiros, disponíveis na internet para fazer a mistura de conteúdos, ficam dependente daquele serviço para funcionar corretamente. Vamos supor que seu mega serviço de localização de restaurantes via celular dependa das APIs do Google Maps para mostrar a rua daquela comida mineira fantástica. E se o Google Maps falhar? Você pode perder um usuário por culpa do Google.
Em casos de missão crítica, o ideal seria manter tudo o que é necessário para um serviço funcionar, sob sua responsabilidade. TinyURL no Twitter? Não, que criem sua própria ferramenta de URLs pequenas. Google Docs totalmente on-line? Que exista uma opção que rode mesmo sem conexão com o servidor do serviço. Essa última opção está para surgir via Google Gears ou Firefox 3. Mas por enquanto, ficamos dependentes de muitos fatores.
APIs, o ponto forte da internet
Ao mesmo tempo que as APIs têm sua fraqueza, são exatamente o ponto forte da internet. Aplicações que antes ficavam confinadas a uma máquina podem dialogar com quem quiser através da internet. Dados são compartilhados, uma infinidade de possibilidades se abre. A atual geração de aplicações web está muito boa em termos de confiabilidade na entrega do serviço. Mas, você já sabe, se for missão crítica, pense duas (ou mais) vezes.
18 novembro 2007
por Alexandre Fugita
Imagine um monte de gente com seus caríssimos gadgets e loucos por internet se juntando em um único local. Do que será que eles conversam? Como interagem entre si? Aliás, existe isso? Sim, e aconteceu neste fim de semana em Belo Horizonte. Alguns representantes da blogosfera se reuniram no BlogCamp MG, e como desta vez o Cardoso não esteve na capital mineira para fazer o post oficial, resolvi dar os meus pitacos.
Eu, que já virei arroz de “camps”, gostei bastante da versão Minas Gerais. A primeira impressão, de que o pequeno auditório não seria bom, foi completamente errada. O diminuto espaço foi palco de algumas ótimas desconferências informais, intercaladas com as “programadas” no painel – na verdade uma cartolina branca pregada na parede.
O Ronaldo Ferraz do Superfície Reflexiva fez certamente a melhor cobertura em termos de live-blogging. Vale conferir seus mais de 10 posts. Confiram também as várias fotos no Flickr, postadas pela multidão.
De forma geral o BlogCamp foi bastante proveitoso, o Rafael Arcanjo fez uma ótima organização. Também, o feriado ajudou já que cheguei um dia antes e, junto à Lu Monte do Dia de Folga, o Helder do Eu Crio e o Rafael do Futilidade Pública, fomos fazer a Volta da Pampulha. Ah, e o tão esperado, “Técnicas de blogagem PCM” finalmente foi abordado pelo Ian Black, mesmo que levemente.
As pessoas me perguntam se eu não canso deste tipo de evento. Na verdade os assuntos discutidos repetem-se. Sempre fala-se de credibilidade dos blogs, monetização, construção de marca, latrina mambembe, etc. Mas o legal mesmo, como sempre, é o networking.
15 novembro 2007
por Cesar Cardoso
Ontem oficialmente foi o primeiro dia da rede UMTS/HSDPA 850 da Claro, e como Brasília foi uma das cidades escolhidas, não pude resistir a dar uma volta numa loja da operadora e, como diz a gíria, “ver de qual é”.
Estavam expostos dois modems, um PCMCIA e um USB, e quatro telefones, o LG MU500
, o Samsung A706, o Palm Treo 750 e o Nokia 6120 Classic. O MU500 e o A706 se parecem demais e têm cara de mid-end demais; o Treo 750 e o Nokia 6120
Classic são boas opções, mas penso que a Claro deveria aproveitar a vantagem de mindshare de lançar uma rede 3GSM antes da concorrência e vir com um telefone com “mais personalidade”, quem sabe um N95-3 ou um HTC high-end para atrair os tecnófilos, talvez um RAZR2 V9 para atrair os fashionistas, etc e tal.
Loja da Claro em Recife – fachada(*)

Loja da Claro em Recife – celulares (*)

(*) fotos do leitor José, de Recife, veja mais no comentário #9. Muito obrigado!
Apesar de falar nela na propaganda, e ao contrário do que fez a Telemig Celular, a Claro não enfatiza muito a videochamada; os planos pós-pagos de 3G, inclusive, são pouco generosos com relação a isso. Com isso, a Claro perde pouco quando os marqueteiros chegarem à conclusão de que a videochamada fracassou, como fracassou, fracassa e fracassará em todo o resto do mundo, pelo menos enquanto não arrumarem uma maneira de facilitarem a “putaria amadora” via videochamada (que tal um apoio para o celular ficar fixo enquanto a pessoa se masturba?).
Plano de dados
A grande força de propaganda do 3G Claro, na prática, são mesmo os dados. Os planos de banda larga 3G da Claro estão bem competitivos; R$99,90 por um plano de velocidade de 1 Mbps com franquia de dados de 10 GB é provavelmente o melhor no custo-benefício pra quem vive de mobilidade, com o bônus de não ter que virar refém da Vex quando precisar passar a terceira marcha.
TV no celular?
Mas como nenhuma operadora do mundo consegue ser lógica 100% do tempo, a Claro insiste em sua Idéias TV, agora turbinada via HSDPA, achando que alguém vá achar boa a idéia de ver qualquer imagem que se mova em telinhas ridículas de 2″ com resolução QVGA. Alô Claro, vamos combinar uma coisa? Quando vocês tiverem celulares com telas como a 480 x 854 x 3,5″ do Panasonic P905iTV (vendido só no Japão, claro) a gente conversa sobre Idéias TV.
Não testei a velocidade, mas meus testes informais foram muito bem sucedidos; um vídeo no YouTube, por exemplo, rodava sem grandes saltos.
Pois bem, é isso. É claro que a prova de fogo do Claro 3G vai ser quando chegar aí por São Paulo e Rio, mas por enquanto a Claro vai se dando bem.
Sobre o autor
Cesar Cardoso, do Fudeblog by Cesar Cardoso, não consegue resistir a lançamentos de redes celulares e foi o convidado especial, diretamente de Brasília, para este post exclusivo.