10 maio 2007
por Alexandre Fugita
Certamente você já ouviu falar de widgets. Tem aqueles pra Mac, os do Vista… Mas a abrangência é bem mais ampla: a web. Estamos vivendo a era dos widgets na web, pequenos pedaços de conteúdo dinâmico, que se espalham por vários sites, blogs, etc… Um bom exemplo, pra ficar mais fácil de entender, é o widget do Feedburner que alguns blogs exibem – este incluso, veja ao lado – um contador de leitores do feed RSS. Há vários outros, com funcionalidades das mais diversas. Geralmente são usados para mostrar algum tipo de informação específica e acabam se espalhando de forma viral. Por essa característica pode ser uma grande ferramenta de marketing para as empresas
. Está esperando o que?
Widgetsfera
Aqui no Brasil temos alguns serviços usados por blogs que fornecem widgets. Um deles é o BlogBlogs que lançou recentemente o widget Últimos Leitores que, como o nome diz, mostra os últimos leitores cadastrados no BlogBlogs que o visitaram, semelhante ao MyBlogLogs do Yahoo!. Outro widget do BlogBlogs é o Rank da blogosfera brasileira. O Rec6 também tem seu widget e exibe as notícias promovidas neste site de social news.
![[Widgets do BlogBlogs e Rec6] [Widgets do BlogBlogs e Rec6]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/widget_blogblogs_rec6.png)
Um bastante usando na blogosfera brasileira é o widget do Flickr, para exibição de fotos
. Vejam um exemplo na Lulileslie. Também temos o YouTube que permite colocar dentro de um post seu player de vídeos. Talvez esse widget explique o crescimento explosivo do serviço desde o seu lançamento.
Marketing dos Widgets
Os widgets podem ser usados como ferramenta de marketing. Uma grande exemplo é o Coke Ring, da Coca-Cola. Esse widget foi a base de um concurso promovido pela fabricante de refrigerante junto aos blogs. A vantagem é que esse tipo de widget espalha-se de forma viral, acaba atingindo seu público alvo de forma eficiente e tem um custo muito baixo de divulgação. Os próprios usuários se encarregam de espalhar a novidade.
Widgets e-commerce
Os widgets podem ser usados para um site ganhar dinheiro também. Vários negócios estão surgindo no mercado de explorar widgets como ferramentas de anúncios. Um deles é o brasileiro boo-box, que está em negociação para receber aporte financeiro de venture capital. Mesmo os anúncios contextuais do Google (adsense e adwords) podem ser considerados widgets. Os anúncios são gerados dinamicamente, portanto enquadram-se nesta classificação.
Páginas widget
Páginas iniciais estão na moda. Recentemente o Google
renomeou o seu Google IG para iGoogle. Lá é possível colocar diversos widgets, desde o seu Gmail, passando por leitor de RSS e mais uma infinidade de outras funcionalidades. Outro serviço semelhante é o Netvibes, bastante usado como leitor de RSS.
![[Netvibes] [Netvibes]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/netvibes_home.png)
Essa foi uma visão geral dos widgets. O potencial é enorme. Como a moda atual é o usuário gerar conteúdo, é possível criar seu próprio widget usando serviços como o ClearSpring e o Widgetbox. Se você pretende divulgar um produto ou serviço na web, não deixe de pensar nos widgets.
8 maio 2007
por Alexandre Fugita
Essa é exclusiva do Techbits. O boo-box, aquela startup brasileira que saiu no Techcrunch, está em negociações com empresas de capital de risco (VC). O Marco Gomes, mentor do projeto, esteve em São Paulo algumas vezes nas últimas semanas. Acabo de saber que pediu demissão do seu cargo na Agência Click de Brasília e está de mudança para São Paulo, que é onde está o dinheiro, para se dedicar ao projeto. Na semana passada conversei com ele e consegui algumas dicas interessantes do que pode está por vir. Claro, informações detalhadas ainda não podem ser reveladas, mas tudo indica que o vale do silício é aqui mesmo e novidades estão a caminho.
boo-box
Para quem não sabe, o boo-box é uma alternativa para monetização de sites e blogs. Sim, é possível ganhar dinheiro com um blog. O anúncio é contextualizado, com alvo bem definido e com chances maiores de ser útil. Sites e blogs que utilizam imagens podem colocar um boo-box nela e se clicado, abre um leque de opções em lojas parceiras do sistema. Toda a comissão gerada por uma venda vai para o blogueiro participante e nada para o boo-box. Então, como eles vão ganhar dinheiro?
Essa é uma das questões mais perguntadas na blogosfera. O dinheiro deve vir de grandes players da internet como a Amazon ou Google. Na medida que ganhem massa crítica de usuários e façam diferença na receita dessas organizações, poderão pleitear um comissão extra, não retirada daquela paga ao blog afiliado.
Contextualização
Você abre uma revista sobre carros e lá tem um anúncio de apartamentos. Acho que não era bem isso que você procurava. Você abre um site que fala de iPods e lá tem um anúncio de iPod. Agora sim faz todo o sentido, isso é contextualização. O Google ganha muito dinheiro exibindo anúncios contextualizados ao conteúdo que você está consumindo. A chance de acertar o alvo é muito grande.
Na gigante de Montain View a escolha de anúncios é feita automaticamente, por computadores. O boo-box pensa diferente. A contextualização é gerada por nós mesmos, humanos. A inteligência artificial ainda não atingiu poder suficiente para entender corretamente os textos. Por mais que o robô do Google tente, algumas vezes exibe anúncios que nada tem a ver com um texto. No boo-box escolhemos as palavras chaves relacionadas a cada imagem. Assim garante-se uma contextualização quase perfeita.
7 maio 2007
por Alexandre Fugita
Hoje a Microsoft está lançando oficialmente o Windows Live Hotmail (http://mail.live.com). O Hotmail é uma das linhagens mais antigas de webmail que existe. Começou em 1996, foi comprada pela Microsoft
em 1997 e por muito tempo dominou o cenário dos e-mails gratuitos da internet. Usei o serviço como meu endereço principal durante vários anos. Quem é dessa época deve lembrar do logotipo ao lado. O Windows Live Hotmail é uma evolução da plataforma e estava em teste beta há mais de um ano. Será que volta a ser “hot” como antigamente?
2 GB, antes tarde do que nunca
Agora os usuários terão gratuitamente 2 GB de espaço de armazenamento, acesso via Outlook, acesso móvel e com sincronização de e-mails e contatos. Antes alguns destes serviços premium eram cobrados. Todos os usuários do Hotmail poderão migrar para o novo Windows Live Hotmail facilmente.
Pra falar a verdade não uso Hotmail há anos. Apenas lembro que tinha míseros 2 MB (sim, Megabytes) e que de repente isso ficou ultrapassado com o surgimento do Gmail. A partir daí não sei mais do Hotmail. Nunca entendi o motivo do botão próxima mensagem ir para a mensagem mais antiga do que a mais nova, como vejo na minha lógica. Nesse meio tempo perdi minha senha do Hotmail, tentei recuperar com a Microsoft, mas chegaram à conclusão que eu não era eu. Ei, tem alguém da MS lendo aí que queira me ajudar?
Nada de Silverlight
Agora parece que tudo está melhor, a interface lembra o Outlook e implementa recursos modernos da “web 2.0”. O estranho de tudo é que o serviço não usa o Silverlight, plataforma de desenvolvimento de aplicativos web recém lançada pela gigante de Redmond. De qualquer forma é uma ótima notícia para aqueles que ainda usam o Hotmail seja por questões sentimentais ou por causa do MSN (dica: dá pra configurar MSN com e-mail da concorrência). Aos saudosistas, um vídeo da própria MS com a evolução do Hotmail.
7 maio 2007
por Alexandre Fugita
Não, essa não é uma seqüência da Matrix. Um dos assuntos mais importantes da semana passada foi a demonstração do Silverlight da Microsoft. Para quem não sabe, o Silverlight é uma plataforma para criação de Rich Internet Applications que a gigante de Redmond está lançando e impressionou todo mundo. Desenvolvedores por toda a web estão falando que a web renasceu, foi “rebootada”, vai mudar depois do Silverlight. Desde o keynote de demonstração do produto estou para escrever algo aqui, mas precisava analisar toda a informação disponível pela web e blogosfera. Pra quem ainda duvidava, a web é mesmo a plataforma.
Rich Internet Applications
O que eu entendo de RIA é que são aplicações web que tentam mimetizar ao máximo aplicações normais de desktop. Arquitetos da Informação me corrijam se estiver errado. Com o Flash é possível criar Rich Internet Apps, assim como usando-se o quase ex-hype AJAX e agora, o Silverlight.
Desde sempre dizem que a web vai virar plataforma. Só recentemente com a popularização de algumas tecnologias está tornando isso possível. A banda larga é fundamental, assim como um bom browser e um computador rápido. Com esses três elementos diminuímos os problemas causados pelos lags intermináveis que aplicações web estão sujeitos.
E a tendência é essa mesmo. A Adobe possui o Flex, plataforma de desenvolvimento de RIAs off-line baseado no Flash. A fundação Mozilla deve lançar o Firefox 3 com suporte aplicativos web rodando off-line. A Microsoft lança o Silverlight para concorrer neste mercado que deve ser uma das possíveis evoluções da web.
Além de novíssimas e reluzentes aplicações web, vamos ver uma evolução no software corporativo usando estas tecnologias. Esse troço chamado web 2.0, AJAX, etc, foi apenas um período de transição. Não é à toda que por toda blogosfera ecoa que web 2.0 não existe, não é nada, blá e blá. Agora é esperar pra ver qual vai ser o vencedor da nova e sangrenta batalha. Adoro isso!
Leia também:
- Silverlight, uma discussão interessante via about: blank
3 maio 2007
por Alexandre Fugita
Quem usava o Pandora aqui no Brasil vai ter uma péssima notícia a partir de hoje. Devido a problemas de licenciamento de conteúdo, o Pandora ficará disponível apenas para residentes dos EUA e alguns poucos países. Não é preciso nem dizer que o Brasil está fora. Veja a mensagem que foi enviada para os usuários não residentes nos EUA aqui. Para quem não conhece o Pandora é um serviço de recomendação musical, refinado através dos nossos gostos pessoais. Quando ouvimos uma música podemos dizer se ela faz nosso gosto ou não. Analisando diversos fatores do “DNA” da música, o Pandora determina quais bandas que se encaixam no seu perfil, tocando músicas delas e sugerindo novos sons.
Last.FM e Musicovery
Uma outra opção para quem procura rádios virtuais é o Last.FM. Diferentemente do Pandora no Last.FM é necessário instalar um software no computador. Devido a esse detalhe nunca utilizei o Last.FM. Leitores do Techbits sabem que prefiro softwares on-line. Outra opção é o Musicovery. Este é on-line e toca músicas seqüencialmente seguindo um padrão. Pena que a base de músicas seja muito pequena. Veja um review do Musicovery no Issamu.
Monetização
O modelo de monetização desses sites é o mesmo: referenciar para lojas virtuais compradores de música. Ao oferecerem gratuitamente música por streaming, atuam como uma rádio analógica normal. A qualidade não é excelente e serve muito bem para divulgar músicas. A grande vantagem é que você fica quase livre para escolher a programação que mais lhe agrada. Coisas da cauda longa.
Esse bloqueio será feito por IP e tem a ver com aquela nova lei americana que está ameaçando a existência de rádios on-line. Estou aqui curtindo os últimos momentos antes da caixa de Pandora se fechar…