O Google Maps está evoluindo com o passar do tempo. Funcionalidades antes só presentes no Google Earth, são incorporadas ao Maps. A última delas foram os Mapplets, informações úteis, externas, tipo widgets, que flutuam sobre os mapas. Por exemplo, há uma camada do Panorâmio, velho conhecido de que usa o Earth. Fotos de vários pontos do planeta, colocadas por usuários, retratam cantos conhecidos das cidades, incluindo o Brasil. Um Mapplet curioso é a coleção de “crop circles”, aqueles desenhos feitos por ETs no meio das plantações (imagem acima). O Google Maps vai substituir o Google Earth?
Cloud-centric
Todos sabem, o Google constrói sua base de software na internet. A web é o sistema operacional. E não está errada na sua escolha de plataforma. A internet é universal, compatível com Linux, Windows, Mac, Palm, Symbian, etc… As APIs fazem a integração entre os diversos serviços através da nuvem da internet. Até o pessoal de Redmond tem seus planos nesta área.
Dados estão em algum servidor perdido na nuvem. Uma aplicação web, um cliente de desktop ou mesmo o seu smartphone, buscam nesses lugares as informações que necessitam para rodar. É o conceito de rede expandido para englobar toda a internet. Parece óbvio, mas é mais ou menos isso.
Maps vs Earth
No Google Developer Day, a aplicação do Google com as APIs mais desenvolvidas foi certamente o Maps. Não é à toa que, como se fosse um “Hello World”, quase todo mundo acaba criando uma mashup que envolva o Google Maps. Além disso, como já foi dito, a cada dia novas funcionalidades poderosas são implementadas a essa plataforma. Chega ao ponto de ficar tão parecida com o Earth que este perde a razão de ser.
Uma das perguntas que fiz a um dos especialistas em Earth no Google Developer Day foi se um dia o Google Earth acabaria. Minha argumentação é que vemos o Maps evoluindo com uma rapidez impressionante, além da ótima integração para criação de mashups, enquanto o Earth parece ter parado no tempo. Claro, foi negado, e certamente é verdade. O Earth ainda tem funcionalidades não mimetizáveis por um web service. Mas que o Maps está chegando lá, está.
Mashups
Alguns desenvolvedores estão preocupados com as bilhões de funcionalidades que o Google está incluindo no Maps. Pra quê desenvolver para essa plataforma se logo mais sua incrível criação terá algo similar do próprio Google? Acho que esses desenvolvedores estão chorando à toa. Cada vez que uma funcionalidade nova é implementada no Google Maps, novas oportunidades surgem para mashups interessantes. É só ter criatividade.
O iPhone é resistente. Se você observar bem, demora um pouquinho até alguma peça se soltar. A primeira parte destruída é a cobertura de plástico preto que esconde a antena. Depois disso o liquidificador transforma os circuitos eletrônicos em um pó cinzento que é chamado no final do vídeo de iSmoke.
Smash my iPhone
Um sujeito criou a rede SmashMy(nome do gadget).com. Arrecadava dinheiro para comprar os últimos lançamentos e filmar sua destruição. Atingiu seu objetivo para o PlayStation 3, iPod, o Wii… A última incursão do empreendimento, smashmyiphone.com, só arrecadou 1 dólar. De qualquer forma outra pessoa já destruiu um iPhone tentando abrir com um martelo. Acho mais legal com liquidificador.
O Google fornece para pequenas e médias empresas um pacote chamado de Google Apps, que consiste em gerenciamento de email, documentos, calendário e mensageiro instantâneo. Se o cliente tem poucos usuários (caso do Techbits) o serviço é gratuito. Para operações um pouco maiores custa 50 dólares anuais por usuário, uma barganha (*). O grande problema é a segurança da informação. Os dados ficam armazenados em servidores do Google, em algum lugar do mundo. Como convencer os CIOs de que essa é uma solução segura? Ontem foi anunciada a compra da Postini, empresa especializada em segurança online.
A idéia do Google é convencer grandes empresas a migrar suas plataformas para o Google Apps. Atualmente cerca de 1000 pequenas empresas começam a usar o Google Apps todos os dias. Mostrar que a plataforma é segura pode facilitar a venda de pacotes pagos. Um dos fatores que fazem a TIC manter os sistemas legados é que conseguem gerenciar razoavelmente bem as regras de negócios. Se o Google mostrar que sua plataforma pode substituir com segurança esses sistemas, está aberta a porta para conquistar fortemente o mercado corporativo.
O interessante é que o Google não mantém apenas uma cópia ou duas das informações. O sistema deles funciona em uma espécie de grid computing, com sistema de arquivos próprios chamado de GFS (Google File System, o que mais poderia ser essa sigla?). Mesmo que um servidor pegue fogo, pife, seja destruído, várias outras cópias dele rodam em outro lugar e assumem imediatamente, sendo totalmente transparente para o usuário.
Um organização que queira ter um sistema seguro para evitar perda de informações teria que investir milhões e assim mesmo ficaria vulnerável caso mantenha poucas cópias backup, mesmo em lugares distantes. Obviamente não adianta manter o backup no mesmo prédio da cópia principal. E seu datacenter for vítima da síndrome do Boeing? Claro que a solução que o Google implementa não é perfeita. Mas possui um ótimo custo-benefício para a maioria das organizações.
[Atualização]: (*) O Alex Hubner do CFGigolô informa que o Google Apps não aceita pagamentos de empresas brasileiras, o que é um problema para a expansão do serviço aqui no Brasil. Assim o Google Apps fica restrito apenas à versão gratuita, ou seja, para microempresas.
Na semana passada descobri no blog do Alessandro Martins que o email do governador do Paraná, Roberto Requião, estava retornando respostas mal educadas. Um eleitor enviou uma reclamação para o email oficial do governador do Paraná e recebeu de volta, como resposta, uma só palavra: “Imbecil”. Isso foi no dia 2 de julho. Resolvi fazer um teste no dia 5 de julho, dei o benefício da dúvida, vai que no dia 2 de julho o email do governador do Paraná estava hackeado. Surpreendentemente respostas mal educadas aconteceram novamente. Uma coisa é certa: não importa quem esteja respondendo, seja um assessor, seja um hacker, isso é inadmissível vindo de um email do tipo governador@pr.gov.br. Duvido que tenha sido o próprio Requião a responder esses emails, não seria tão descuidado assim. A dúvida persiste: o governo do Paraná foi hackeado ou a internet é uma série de tubos?
molequinho safado.bobinho procurando promocao com estripulia.
Sim, esse subtítulo acima foi uma das respostas que recebi do email oficial do governador do Estado do Paraná. Em seguida liguei para o gabinete do governo do Paraná e fui atendido por duas moças simpáticas e que prometeram averiguar minha hipótese de hacker na linha. Disseram que retornariam a ligação. Estou esperando desde quinta-feira. Já que estava com espírito investigativo, recrutei dois bloggers-amigos para me ajudarem a decifrar algumas coisas. Pedi para que cada um deles enviasse um email para o mesmo endereço que eu havia escrito antes. Um deles enviou uma solicitação de esclarecimento sobre mensagens mal educadas. O outro enviou um elogio. O pedido de esclarecimento foi respondido, negando qualquer conhecimento sobre o assunto. O elogio não foi respondido. Confesso que foi difícil encontrar algo a elogiar.
Curiosamente a mensagem respondida possui endereço IP quase idêntico a de uma das respostas mal educadas que recebi. Só difere no último número. Ao invés de .50, é .49, ou seja, ali do lado… A assinatura de ambos os emails é idêntica e revela que quem responde é um orgulhoso dono de um Blackberry. Um outro email que recebi vindo dos endereços oficiais do governo do Paraná aparentemente foi respondido de um desktop pois usa IPs e assinaturas diferentes, mas mesmo assim são provenientes de servidores de dentro do governo do Paraná. Deixo aqui cópias em texto dos headers originais (com rotas IPs, etc.) dos emails recebidos para análise de quem quiser. Tirem suas próprias conclusões.
Na semana passada fiquei boa parte da quarta, quinta e sexta-feiras longe do meu PC usado para blogar. Fui a diversos eventos como o lançamento da Eonde, encontro da Mozilla, Microsoft Remix e lançamento do Fiz.TV blog. Mas mesmo assim consegui postar textos no Techbits e Meio Bit desses lugares. Vários complicadores surgiram no meio do caminho. E todos tem a ver com a falta de infra-estrutura nesses locais para permitir acesso contínuo à internet.
Ematoma na Eonde
Eu e a Marisa Ematoma éramos os únicos bloggers no lançamento da Eonde. Os dois levaram o notebook, ela um Mac e eu um PC. O evento aconteceu no prédio da Microsoft, no andar destinado a coletivas de imprensa e outros eventos. Infelizmente não há rede wi-fi aberta para os visitantes no local. O Galileu, nosso contato na gigante de Redmond, emprestou seu notebook para a Marisa e eu fiquei dependente da rede celular usando meu Treo como modem.
A Marisa estava empolgada, escreveu um compêndio sobre a Eonde. Perto do momento em que iria postar, a bateria do notebook morreu. Depois disso minutos de desespero se seguiram pois não havia cópia daquele texto em qualquer lugar se não na página do Movable Type aberta no finado laptop. Até este momento eu havia escrito apenas 2 linhas sobre o mesmo assunto. No final, com ajuda da rede celular e do notebook com bateria suficiente, consegui postar no Meio Bit antes da Marisa, hehehe!
Meio Bit no Remix
Eu e o Cardoso fomos ao MS Remix 07, em São Paulo. A briga por uma conexão lá estava complicada. No primeiro dia ocorreram momentos de instabilidade no qual o sinal era cortado e depois restaurado. A casa que abrigou o evento não queria liberar o wi-fi para seus visitantes. No meio da tarde do primeiro dia alguém conseguiu convencê-los de que wi-fi era algo importante.
Mas no segundo dia o wi-fi foi simplesmente cortado, sem esperança alguma de voltar. Até uma das palestras sofreu com problemas de internet quando a demostração precisou da rede e nada de funcionar. Ainda bem que eu estava lá com um Treo atuando de modem e pude fazer uns posts aqui e no Meio Bit.
Tiago Dória no Fiz.TV
O Tiago Dória é o mestre do live-blogging aqui no Brasil. Durante o BarCamp postou ao vivo sobre todas as discussões interessantes que presenciou. Lá tinha rede wi-fi liberada para os participantes. Na noite da última sexta-feira 20 blogueiros foram convidados pelo Fiz.TV para um bate-papo e conhecer esse projeto da Editora Abril. Como todos estavam preocupados com o social, não vi um blogueiro sequer com pretensões de live-blogging. Pudera, a pizza e a cerveja estavam muito boas e os papos também.
Lá pelas tantas fui perguntar ao Dória se ele já tinha blogado, ao vivo, sobre o Fiz.TV. E o pior que tinha mesmo! Na verdade não fez um post no seu blog e sim atualizou seus leitores através do Twitter, provavelmente usando rede celular. Legal, Tiago Dória é o mestre do live-blogging no Brasil. Não podemos esquecer, claro, da Bia Kunze, a Garota Sem Fio, pioneira em moblog e na divulgação desta tecnologia.
MediaOn desconectado
Semanas antes eu havia comparecido a um evento de jornalismo on-line, o MediaOn. Incrivelmente não havia sequer a possibilidade de blogar ao vivo do auditório do Itaú Cultural já que rede wi-fi deve soar como palavrão por lá, assim como alguns acham as redes colaborativas uma aberração. O evento era patrocinado pelo Terra, grande portal da internet brasileira. Jornalismo on-line, só off-line mesmo.
Enquanto isso lá nos EUA…
O que vemos nos EUA é totalmente diferente. Lá quando há um lançamento importante, um keynote imperdível, uma simples coletiva de imprensa, vemos os bloggers postando direto do local. O Engadget faz isso com maestria, seu site tem picos de audiência exatamente no momento dos keynotes mais importantes. É possível saber via Engadget do lançamento que aconteceu menos de um minuto antes. Tudo graças ao live-blogging e à infra-estrutura montada para quem cobre esses eventos.
Aqui no Brasil é complicado. Não existe rede wi-fi (aberta ou fechada) em lugar algum ou ainda uma tomada para os gadgets sedentos por energia. Internet em eventos deveria ser como água, item básico. A graça do live-blogging está exatamente em fazer tudo ao vivo. Se for pra postar depois, quando todo mundo já leu os press-releases e a novidade já é história velha, melhor trabalhar em um jornal.