Techbits faz um ano

por Alexandre Fugita

[Techbits] Hoje faz um ano que o Techbits começou. No final de Julho de 2006 resolvi que iria criar um blog sobre tecnologia. Até então a maioria dos blogs que lia eram estrangeiros. Engadget, Techcrunch, Palm Addicts… Acompanhava alguns brasileiros também. Garota Sem Fio, Revolução etc, Bruno Torres… E adorava falar sobre tecnologia com todos que encontrava. O problema era exatamente esse. Pouca gente se interessava no meu papo tecnológico… Então criei o blog para extravasar as idéias.

Antes de continuar, blogueiro que é blogueiro não pode tirar férias, hehehe! Peço desculpas pelo lapso de mais de uma semana sem posts e respostas aos comentários. Muitas pessoas comentaram isso comigo, seja por email, seja fazendo suposições no último post ou ainda por sinais de fumaça. Vamos considerar que os últimos dias foram algo como umas férias de blog, para refrescar e renovar as energias. Voltando à programação normal, vou comentar um pouco de como foi criar o Techbits um ano atrás. Acompanhem.

Escolha do nome

A escolha do nome foi complicada. Não sabia como chamar. O brainstorm demorou uma semana. Algo que eu tinha certeza era que o sufixo deveria ser “bits”. A inspiração para isso certamente veio do nome “Meio Bit“, uma das minhas leituras habituais desde aquela época. A minha primeira idéia era achar um nome que desse a entender que encontraríamos novidades quentes em tecnologia, “hot”. Mas usar o termo hot poderia insinuar para o visitante outro tipo de site (pornografia?)…

Em japonês a palavra para “quente” é “atsui”. Então pensei, poderia usar atsui no nome… Então um dos nomes descartados para o Techbits foi – acredite se quiser – Atsui Bits, hehehe! A idéia para o prefixo “Tech” deve ter vindo do Techcrunch, outra das minhas leituras básicas desde antes da idéia de criar o próprio blog. Misturando tudo surgiu então o Techbits. Por sorte o nome é fácil de se lembrar e domínio estava livre.

Logotipo

[Techbits, logo original] O primeiro logotipo era muito feio (ao lado). Admito, não tenho qualquer habilidade em design. A inspiração para o primeiro logotipo veio da revista Wired. Lá o logo usava cores chamativas com letras e fundo se alternando em combinações em contraste. Porque não fazer algo assim com o logo do blog recém criado? E lá fui eu criar um logo azul e preto, este que ilustra o início deste parágrafo. O problema é que algumas pessoas diziam que o logo não era lá essas coisas. E eu concordava. Então achei um vídeo no YouTube que ensinava a fazer uns logos no estilo web 2.0. E criei o que está lá em cima até hoje.

Notícias ou opinião?

[multidão] No início não havia um foco principal. Não sabia se deveria escrever notícias ou artigos opinativos. Refleti e cheguei à conclusão que não teria como ser um blog de notícias. Concorreria com todo mundo que fornece notícias, do portal gigante como o IDG Now! aos blogs que concorrem por um lugar ao Sol apenas reproduzindo a mesmíssima informação que já li nos meus feeds. Resolvi mesclar então notícias recentes com um pouco de opinião. Faz mais sentido para o modelo de blogs, principalmente quando se é pequeno e necessita diferenciar-se para não ser apenas mais um na multidão.

Futuro

Saber como será o futuro não é uma ciência exata. Posso apenas repetir aquilo que disse no último post: dedicar-me mais ao Techbits – acredite, um texto demanda horas e horas de leitura e reflexão! – e tentar cumprir algumas metas como mais posts e maior regularidade mantendo a qualidade. Claro, planejo que o Techbits cresça. Não vai ser da forma exponencial como foi nos primeiros meses, mas que seja em uma taxa interessante.

Por fim, agradeço a todos que sempre apoiaram o Techbits. Seria impossível listá-los aqui. São os leitores do RSS, os leitores que não usam RSS, os amigos e amigas da blogosfera e também os de fora dela, todos que linkaram para o Techbits (veja no Technorati | veja no Blogblogs) e todos que receberam links do Techbits, aqueles que mandam emails com dicas, aqueles que trocaram idéias via mensageiro instantâneo, etc, etc, etc… “Tá, que frio esse parágrafo… nem pra me citar”, alguns devem ter pensado, hehehe! Em suma, a todo mundo que um dia já passou por esta URL, obrigado!

Saindo do Meio Bit

por Alexandre Fugita

[Meio Bit] Dentro de alguns dias o Techbits completa um ano e posso dizer seguramente que este blog foi muito além do que planejei antes de iniciá-lo. Para continuar o crescimento da forma que me impulsione a mantê-lo, preciso dedicar mais tempo ao projeto. Além disso tenho outros projetos na área de blogs e coisas relacionadas à internet, que demandam atenção para se desenvolverem de forma satisfatória.

Creio que a maioria dos leitores regulares do Techbits sabiam que além deste blog, escrevia também para o Meio Bit. Você leu bem, escrevia. Essa semana mandei um email para o Leo Faoro, um dos fundadores do site, informando que sairia da equipe de colaboradores de um dos maiores blogs de tecnologia do Brasil para dedicar-me mais ao Techbits. A minha saída do Meio Bit não tem qualquer cunho pessoal e sim foi uma necessidade que percebi para manter a regularidade e qualidade aqui. Mantenho ótimas relações – pelo menos enxergo assim – com o pessoal do MB.

Claro, minha passagem por lá foi um ótimo aprendizado, além de um desafio de lidar com um site que é muito maior que o Techbits. Agradeço a oportunidade que me foi dada. Finalizando, pretendo a partir de agora dedicar-me mais profundamente ao Techbits e conseguir cumprir minhas próprias metas internas.

TIM Web: a melhor solução para internet móvel

por Alexandre Fugita

[Tim web] Um dos grandes problemas da internet móvel é o preço. As operadoras de celular costumam cobrar caríssimo pelo tráfego de dados. Para se ter uma idéia, a média é de 6 reais por megabyte trafegado. Ou seja, só para abrir a home do Techbits você gastaria uns 3 reais em tarifas de dados. Usar rede wi-fi está fora de questão pois não há mobilidade alguma em ter que procurar o hotspot mais próximo para conseguir conexão. Com sorte a Vex funcionará. Muita sorte, aliás. Mas finalmente uma operadora de celular resolveu criar um plano de dados que agrada o bolso dos profissionais móveis que necessitam de internet na ponta dos dedos.

Plano de dados

É incrível que as operadoras de celular só possuam planos de voz. Se você quer dados, contrate à parte. Isso não é interessante para quem usa muito pouco celular para voz como é meu caso. Até hoje teria que assinar no mínimo uma assinatura de voz e integrar um plano de dados não muito barato. Pois a TIM[bb] inovou ao criar planos de dados com possibilidade para usar voz. Você paga a assinatura para usar dados e se falar é cobrado uma tarifa por minuto tranqüila de aceitar. Há pacotes de 40 MB (R$9,90), 250 MB (R$19) e 1GB (R$49). Você pode adquirir junto um modem (USB ou PCMCIA) ou não. No pacote de 1GB o modem é grátis e nos outros dois você recebe um desconto.

A grande vantagem do modem é que funciona no Windows[bb], Mac e Linux. A desvantagem é que provavelmente é bloqueado para a TIM. Acabei assinando um dos planos de dados, sem atrelar a qualquer pacote de voz e não peguei o modem. O meu uso principal é em um smartphone Treo 680. Se precisar ligar no notebook, o Treo funciona perfeitamente como modem.

Velocidade

Fazendo testes em um notebook consegui cerca de 15 KB/s (120 kbps) em downloads, aproximadamente a velocidade que obtinha em uma linha Vivo GSM. É lento, mas resolve bem a necessidade de internet móvel em qualquer lugar, seja no meio do nada, seja em lugares que supostamente deveriam ter wi-fi mas ele é inexistente. Como o uso básico é em um smartphone, tela menor, menos dados transferidos, a velocidade está ok.

A latência da rede da TIM é muito menor que no Vivo GSM, o que é muito bom. Na Vivo, por algum motivo, todo o tráfego precisa passar por um proxy deles o que deve prejudicar a latência da rede e o tráfego de dados. Essa história do proxy é um complicador a mais. Se você usa seu notebook[bb] via celular em certos momentos e com conexão banda larga em outros, precisa ficar mudando a configuração do proxy a cada troca de rede.

Substituto para banda larga?

Não, certamente não. O preço é convidativo, muitas pessoas que não entendem muito de tráfego de dados vão achar que 1GB é bastante e querer contratar esse plano para usar só em casa. Não, para uso intensivo da internet esses planos não são viáveis. O TIM Web é bom para profissionais móveis que precisam acessar a internet em trânsito para checar emails e resolver algumas coisas. Para usar em casa nada substitui a velha e boa banda larga.

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Um dia sem o Google

por Alexandre Fugita

[Googleless, logo modificado do Google via Substantivolátil, link abaixo] É complicado passar um dia inteiro sem usar qualquer dispositivo movido a eletricidade. Fazendo uma analogia com o internet, podemos dizer que é complicado usar a grande rede sem tocar qualquer serviço provido pelo Google. Para testar isso o Calebe Aires do blog Gattune lançou o desafio de passar 24h sem usar serviços da gigante de Montain View, semelhante a um movimento feito na blogosfera americana tempos atrás. Resolvi participar apesar do pouco tempo que tive para me preparar. Realmente é um pouco complicado usar a web sem o Google. Por pelo menos 3 vezes, sem querer, entrei na busca do Google para fazer uma pesquisa e só notei minutos mais tarde, após ter achado o que queria e a ficha caído, lembrando-me que estava no dia Googleless.

obs: logo modificado do Google via Substantivolátil.

Email

Na verdade o dia Googleless foi basicamente um dia sem internet. Fiquei boa parte do dia off-line, mas precisei achar soluções para contornar oGrande Irmão nas 24h propostas. A primeira coisa que fiz foi redirecionar meu email pessoal para uma conta do Hotmail e o email do Techbits para uma conta do Yahoo! Mail. O Techbits utiliza o Google Apps e portanto todo email é gerenciado pelo Google. No final, por estar totalmente desacostumado com as interfaces de ambos os serviços, acabei nem lendo meus emails durante do dia sem o Google. Só reparei uma coisa interessante no Yahoo! Mail: a sessão expira de tempos em tempos, algo útil para os que esquecem de dar logout em seus emails em computadores usados por outras pessoas. Ao mesmo tempo essa característica pode ser irritante pois é necessário fazer o login de a cada X minutos.

Office e leitor de RSS

Para escrever este texto, comecei usando o Think Free, suíte on-line bastante completa e que possui até um software para apresentações tipo Powerpoint. Na verdade escrevi uns quatro parágrafos lá e fechei a aplicação. Imaginei que o sistema salvaria automaticamente os documentos gerados. Ledo engano, ao voltar lá para recuperar o texto e continuar o relato, tudo que eu havia escrito desapareceu. Não há gravação automática dos documentos como ocorre no Google Docs, aplicação de uso diário no Techbits.

Quanto à leitura dos feeds RSS, simplesmente deixei de lado. Também sou usuário do Bloglines, mas lá mantenho pouquíssimos feeds assinados, menos de 10. Não compensaria assinar todos os mais de trezentos feeds que leio via Google Reader no Bloglines para usar apenas um dia. Optei por visitar individualmente uns 5 sites principais de notícias (na verdade blogs) que acompanho. Sei que é uma perda de tempo visitar os sites via web e não RSS, mas foi a melhor solução que encontrei.

A Busca

Fiz algumas pesquisas na web. Como já costumo usar o Technorati e o BlogBlogs em proporção quase igual ao Google, só depender dessas ferramentas quase supriria todas as minhas necessidades. Mas ambos são sistemas de busca vertical para blogs e não uma ferramenta geral como o Google. Por isso testei o Yahoo! e o Live Search. Pra falar a verdade não lembro da última vez que utilizei qualquer um desses serviços. Gostei do Yahoo! Search, achei o que desejava. Já o Live Search parece não ter regionalização para o Brasil. Todos os resultados foram em inglês e nada relevantes quando o que eu procurava eram sites em português.

Techbits

O Techbits utiliza vários serviços do Google quando on-line. Para estatísticas, Google Analytics. Não desativei. Para o fornecer RSS, Feedburner. Também não desativei, isso iria prejudicar os leitores do Techbits de forma tão profunda que não faria sentido desativar. A única coisa que desliguei foram os anúncios do Adsense por 24h. A receita do Techbits vai ficar prejudicada em 1/30 do total, o que é aceitável e por isso nem me importei. Claro, vou ter que cancelar a balada do fim de semana por causa desse dia a menos de rendimento. :-)

Conclusão

É possível (mas complicado) viver sem o Google. Não fiz um teste profundo pois fiquei boa parte do dia off-line. O Google é tão sinônimo de internet que mesmo assim aqui e ali esbarrei com anúncios do Google, caixas de buscas em alguns sites e notícias vindas de Montain View. Uma coisa é certa, se o Google desaparecesse hoje, seria um caos. Os serviços substitutos que encontrei não estiveram à altura em termos de funcionalidade e utilidade para aquilo que espero deles. Ainda bem que as 24h passaram rapidinho.

Leia mais:

Fiz TV: uma análise

por Alexandre Fugita

[Fiz TV] O Fiz.TV é um projeto da grupo Abril que mistura site de vídeos feito pelos usuários e canal de televisão. O blog do Fiz já está no ar faz duas semanas e traz posts diários com dicas de vídeos e coisas que estão acontecendo no serviço. O site de vídeos começou a funcionar faz uma semana. E o canal da TV deve estrear em 1o. de Agosto. A proposta é interessante, de maneira geral gostei da idéia, com ressalvas.

Blog do Fiz

Ao digitar fiztv.com.br no seu navegador, você cairá no blog do Fiz.TV, escrito pelo Fábio que também atua como ator nos vídeos que aparecem no cabeçalho do blog. Os posts são interessantes e curtos. Muitos deles possuem vídeos, como a conversa de duas japinhas fazendo um jogo da verdade e andando pelo largo de Pinheiros em SP. Encontrei dois problemas que me incomodaram no blog do Fiz: não existe RSS. Sem RSS eu não acompanho e sei que um monte de gente antenada também não. E é esse o público que eles querem atingir inicialmente. Outra coisa são os comentários. Seu e-mail fica lá, exposto no link para os robôs de spam fazerem a festa.

Site do Fiz.TV

O site de vídeos propriamente dito é feito em flash. Interessante, dá uma funcionalidade extra ao Fiz.TV, mas evita que os mecanismos de busca como o Google consigam indexar o conteúdo, o que pode ser um sério problema. Pra falar a verdade não acho que tenha sido uma boa escolha. Se fosse só player em flash, tudo bem. Mas o site inteiro não ajuda em várias coisas. É possível comentar individualmente em um vídeo e também enviar scraps para a pessoa que fez o upload dele. Claro, é preciso estar cadastrado e logado no Fiz para isso.

O cadastro exige muitas informações. Do CPF ao seu endereço. De um telefone, à obrigação de ter um avatar. Complicado demais, vai afastar muita gente. Além disso, se você estiver logado e abrir outra aba ou janela com o Fiz.TV, o sistema não percebe que você já está logado, ou seja, precisa entrar de novo com login e senha para comentar, por exemplo. O interessante é que nós como usuários da comunidade ganhamos patentes dentro do site, dependendo do grau participação. Começamos como telespectador, subimos para contra-regra, logo em seguida figurante, protagonista, diretor e, o supra-sumo de todos as patentes, Chuck Norris.

A qualidade dos vídeos é boa. Não estou falando da resolução da imagem e sim do conteúdo. Muito bom, material de alta qualidade. Clipes, curtas, documentários, humor e animação são os tipos de vídeos que temos para assistir. Por enquanto não há quantidade e são poucos os views de cada vídeo. Até a estréia da TV ninguém vai ficar famoso como às vezes acontece no YouTube. É possível colocar um vídeo embed em um site (mas não redimensioná-lo), como demonstro a seguir com o curta Matrix baixo orçamento feito pelos alunos da ECA-USP.

Direitos autorais

O YouTube já enfrentou uma série de problemas por causa de material protegido por direitos autorais. Certamente o Fiz vai encarar o mesmo tipo de dificuldade. Mas eles têm uma carta na manga. Se for detectado um vídeo que contenha imagens ou música protegidas, uma equipe vai tentar entrar em contato com os detentores dos direitos autorais para licenciá-lo. Ótimo, via ser interessante. E se tiverem sucesso na maioria das tentativas, está aí um modelo de negócios bom para todas as partes.

Fiz.Social

O Fiz é uma startup antenada, ligada na blogosfera. No mesmo dia do lançamento do iPhone fizeram um evento para blogueiros na casinha do Fiz. 20 blogueiros selecionados por algum critério misterioso tiveram o privilégio de conhecer os bastidores do Fiz.TV e seu funcionamento. Eu estava lá, assim como várias outras URLs, ops, blogueiros. No encontro teve pizza e cerveja e conheci várias pessoas como o Renê Fraga (Google Discovery), o Carlos Merigo (Brainstorm #9), a Bruna Calheiros (Sedentário e Hiperativo ), a Rosana Hermann (Querido Leitor), a Clara McFly (Garotas que dizem ni), o Ale Rocha (Poltrona TV), e a Renata Honorato (Sampaist).

Também reencontrei outros que já conhecia anteriormente como a Marisa Ematoma (Objetos de desejo), o Tiago Dória (Tiago Dória weblog), o André Marmota (Marmota), Alexandre Inagaki (Pensar Enlouquece), Gustavo Jreige (Outros Olhos) e Carlos Cardoso (Contraditorium).

Outros bloggers presentes foram o Fred Leal e o Rafael Spoladore (Senhor Tempo Bom), Ian Black (Enloucrescendo), Luiz Biajoni (Biajoni), Luiz Jeronimo (Tarja Preta), Patricia Barcelos e Caio Castro (Update or Die), Ricardo Lacerda (The Curto e Grosso) e Phelipe Cruz (Papel Pop). Foi divertido encontrar esse pessoal e trocar várias idéias. Ah, e os links de cada um deles leva respectivo texto sobre o Fiz, se existir, em cada um dos blogs.

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