11 setembro 2006
por Alexandre Fugita
Os negócios não podem parar. O mundo é 24/7. Imagine agora o pior dos cenários para uma organização: um Boeing cai sobre sua infra-estrutura de TI. O que acontece? A empresa pára? Deixa de existir? Não. Precisa estar preparada para reagir imediatamente e voltar a operar em pouquíssimo tempo. Algumas horas, no máximo. Esse cenário de um avião caindo sobre um prédio ficou conhecido como a síndrome do Boeing e deve fazer parte dos planos de recuperação de desastres (disaster recovery plan – DRP) das empresas.
História
Hoje faz 5 anos do ataque terrorista mais impactante de todos os tempos. Naquele 11 de setembro empresas literalmente evaporaram. Colaboradores mortos, infra-estrutura destruída. Nada disso impediu que algumas organizações voltassem a operar poucas horas após os prédios terem caído. O caso mais grave envolveu um banco de investimentos de títulos do governo americano que teve cerca de 70% de seus funcionários mortos (658 no total). Voltou a operar 2 dias depois.
Fornecedores de hardware e serviços também foram testados. Reza a lenda que a Dell enviou imediatamente 5000 computadores à região do ataque para suprir a demanda de seus clientes. Conta-se também que a IBM, menos de uma hora após o primeiro avião bater em uma das torres, já oferecia instalações temporárias a seus clientes em uma cidade vizinha a Nova York.
9 setembro 2006
por Alexandre Fugita
Nos dias de hoje navegar pela web com segurança é importante. Por isso toda segunda terça-feira de cada mês temos o “patch tuesday“, dia em que a Microsoft libera as correções de segurança para falhas descobertas no mês anterior… Por um lado isso é bom: nos mantém satisfeitos já que mostram preocupação com o nosso Windows XP. Tem também o lado ruim: demoram até 30 dias para corrigir uma falha conhecida. Mas quando se trata de sanar problemas envolvendo direitos autorais, a resposta chega mais rápida e fora da programação normal de correções.
DRM é dinheiro
Na semana passada três dias após a divulgação de que alguém burlou o sistema de DRM do Windows Media, a Microsoft divulgou uma correção para o problema. Isso foi 10 vezes mais rápido que o tempo máximo do processo normal. O motivo principal para tamanha agilidade chama-se dinheiro. Nada mais natural. Protegendo o DRM garante-se que as gravadoras parceiras da Microsoft não percam vendas e lucros.
Muitas empresas não gostam de soltar correções de bugs de seus softwares pois pode ser encarado como uma admissão de que o produto que vendem possui problemas. Disso a Microsoft está livre. Falhas em seus softwares são corrigidas, mas não na freqüência ideal. Ou seja, a segurança dos usuários, que não é assim tão importante, fica para o próximo patch tuesday (*).
(*) que ocorrerá na próxima terça, 12/09.
8 setembro 2006
por Alexandre Fugita
Os últimos dias foram agitados na blogosfera brasileira. A multidão se uniu para protestar contra o que está sendo chamado de censura. Tem um senador da república que, achando-se o coroné de seu Estado, mandou fechar um blog que falava mal dele. E tem uma empresinha que ganhou um processo contra um dos blogs interessantes do Brasil.
Xô Sarney
O blog da jornalista Alcinéa Cavalcante foi tirado do ar pelo UOL após decisão da justiça a favor de um senador. Horas depois já estava on-line de novo, agora hospedado no exterior.
Imprensa Marrom
Em 2004 um leitor anônimo postou um comentário no blog Imprensa Marrom, desfavorável a uma empresinha. O site foi processado, saiu do ar, voltou sem o comentário, e agora pode ter que pagar uma indenização.
A multidão
Político que é político não sabe o que é a internet. Acha que tudo não passa de uma série de tubos. Na verdade a sabedoria das multidões mostra que não adianta processar blogs por aí para melhorar a reputação. Dizem que a imprensa é o quarto poder. A blogosfera está se tornando o quinto.
7 setembro 2006
por Alexandre Fugita
Acaba de entrar no ar o novo serviço de vídeos da Amazon, chamado de Unbox. Como eu já havia dito antes, esqueça Blu-Ray vs. HD-DVD. O pessoal do Caveat Emptor tem lá seus argumentos para a guerra de formatos de discos digitais. Mas a batalha é outra: Amazon Unbox vs. Apple ITMS (iTunes Movie Store). E dessa vez, a Amazon saiu na frente. Vamos esperar até a próxima terça (12/09) pra ver se os rumores da Apple se concretizam.
A Cauda Longa e os filmes
Até hoje o mercado de filmes foi regido pela escassez. Dos milhares de filmes feitos por ano, pouquíssimos são exibidos em cinemas e uma parte ligeiramente maior sai em DVD. A grande maioria não consegue atingir esses canais de distribuição e ficam restritos a festivais de cinema-cabeça. Podem ser ótimos filmes, mas são vistos por poucas pessoas.
Com o lançamento do Amazon Unbox entramos finalmente na Cauda Longa dos filmes. Não só sucessos arrasa-quarteirão de Hollywood
serão vendidos, como também filmes obscuros ou de Bollywood terão sua vez. Vai depender da preferência de cada um. Ningúem mais ficará restrito a assistir apenas os sucessos. Poderá escolher de uma variedade imensa aquilo que agrada.
Isso só é possível com a economia da Cauda Longa. Prateleiras infinitas para divulgar os filmes. Mecanismos de busca poderosos para filtrar individualmente o que é relevante. Internet e banda larga para distribuir. Abundância de escolhas, custos mais baixos. Sinto muito: adeus Blu-Ray e adeus HD-DVD.
7 setembro 2006
por Alexandre Fugita
O filme Serpentes a Bordo (Snakes on a Plane) estréia hoje em todo o Brasil. Serpentes atacando os passageiros de um avião… De novo, o que isso tem a ver com tecnologia? O filme é digital? Tem efeitos especiais? Mostra muitos gadgets? (aparece um Treo no meio do filme). Pode até ser que sim, mas o motivo principal é que mesmo antes de ser lançado o filme já era um enorme sucesso na internet.
Marketing viral
Há meses ouço falar deste filme, tanto em blogs quanto em podcasts. E estreou somente há 3 semanas nos EUA. Fora a Bruxa de Blair não conheço outro filme que tenha gerado tamanha agitação na internet. Espontaneamente surgiram paródias, concursos, vídeos e tudo isso se espalhou rapidamente, com uma base de fãs crescendo sem terem visto o filme. A produtora New Line Cinema até modificou o roteiro com base no feedback dos internautas. É a multidão agindo na criação do marketing viral do filme.
Sinopse
O Serpentes a Bordo é um filme trash de ação. Basicamente um criminoso tenta derrubar um avião soltando serpentes em pleno vôo sobre o oceano Pacífico. Para os curiosos, vale a pena conferir a lista de cobras que participam do filme.