24 outubro 2006
por Alexandre Fugita
O Firefox, que já era o melhor browser para navegar na web, ficou melhor ainda. Não tem aquele fator “Uau!” do IE7 pois muitas novidades do concorrente já existiam desde a versão anterior do Firefox. As melhorias foram mais discretas, muitas “debaixo do capô”, mas ainda assim fica em um patamar superior ao navegador do ícone azul. A concorrência com o IE7 será ótima para o Firefox 2 neste segundo round da guerra dos browsers. Ah, a instalação é rápida, não leva 2 minutos.
Abas deslizantes
Quem usa o Firefox já sabe que abas são viciantes. Abre-se várias delas, cada uma com uma página web. Algumas pessoas, eu incluso, sempre usamos pelo menos uma dúzia de abas abertas. Mas no Firefox 1.5 ter muitas abas abertas era um problema pois não dava mais pra saber o que tinha nelas. Todas disputavam o mesmo limitado espaço e ficavam menores quanto mais abas abertas. Tá certo que pra chegar nesse limite você deveria ter umas 30 abas abertas… Mas acredite: com a facilidade das abas atingir esse número é fácil. No Firefox 2 isso foi resolvido. As abas deslizam ao girar da rodinha superior do mouse. Uma mão-na-roda, ops, rodinha…
![[Abas deslizantes do Firefox 2] [Abas deslizantes do Firefox 2]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/ff2abas.png)
Um problema que as abas causavam na versão anterior do navegador da raposa era o consumo excessivo de memória RAM. Pelo menos foi isso que li por aí. Eu nunca me preocupei com esse fato tanto é que não tenho parâmetros para fazer a comparação. Quem tiver dados sobre isso, compartilhe essas informações nos comentários.
Melhor implementação do RSS
Agora, ao clicar no ícone do RSS você pode escolher seu agregador favorito (screenshot abaixo), incluindo o Bloglines e o Google Reader. Se você ainda prefere leitor de RSS off-line (programa instalado em seu computador), sem problemas, o Firefox 2 maneja isso sem problemas. O Firefox não é exatamente um visualizador de RSS mas quebra o galho para quem não tem muitos feeds para acompanhar. Para assinar um feed é simples: basta clicar no ícone do RSS que fica no canto direito da barra de endereços. Se você continua não sabendo do que se trata o RSS, leia um post meu chamado RSS, que diabos é isso?
![[RSS no Firefox 2] [RSS no Firefox 2]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/ff2rss.png)
Mais seguro
Um problema de segurança surgido nos últimos tempos é o phishing scam. Trata-se daqueles emails dizendo que você tem uma dívida e que o direcionam a sites maliciosos. Parece estranho mas tem gente que ainda cai nesses golpes. Tanto o IE7 quanto o Firefox 2 possuem ferramentas que detectam se um site está na lista negra dos phishing scams. Para sua segurança você será avisado e pode decidir seguir em frente ou não. Ótimo para evitar a proliferação de spywares e golpes virtuais para o usuário web comum.
Busca com sugestões
O Firefox sempre teve sistemas de buscas configuráveis integrado ao navegador. Agora há uma melhoria, é a busca com sugestões: a medida que você digita a palavra a ser procurada, aparecem sugestões de possíveis candidatos. Funciona para o Google, Yahoo!, entre outros.
Extensões
Uma das melhores coisas do Firefox são as extensões que são pequenos programas que adicionam funções úteis ao navegador, e são feitas pela comunidade de usuários do Firefox. Há de tudo e facilitam bastante a vida do internauta. Cada um tem sua preferência e sempre acha-se algo útil para instalar. Eu, por exemplo, uso uma que melhora o manejo das abas, outra que permite eu postar links diretamente no delicious (site de bookmarks social) e ainda um outro que facilita a visualização da formatação CSS (cuidado, não é RSS!) dos sites que visito.
O problema é que muitas extensões ainda não são compatíveis com essa nova versão do navegador. Mas, claro, existe uma solução chamada Nigthly Tester Tools, dica do blog do Rafael Arcanjo.
Conclusão
Vale a pena usar o Firefox 2. Mais seguro, mais rápido enfim, melhor. Treze por cento (e crescendo) dos navegantes não podem estar errados. E os 80% que usam o IE, só estão ainda com o navegador azul pois não conhecem e não sabem o que estão perdendo.
24 outubro 2006
por Alexandre Fugita
O título deste post parece absurdo. Por que alguém iria patentear o movimento de andar para frente? Com certeza ganharia rios de dinheiro mas esse é um tipo de patente que não se aplica. A IBM acaba de iniciar um processo contra a Amazon por patentes que lhe pertencem e estariam sendo usadas indevidamente pela loja virtual. E o que essas patentes cobrem? Formas de armazenar dados, oferecer sugestões a clientes, de realizar uma compra virtual por catálogo eletrônico (leia-se site), etc… Ou seja, a IBM patenteou o andar pra frente e agora quer cobrar royalties.
Patentes liberadas
Ao longo dos últimos anos a IBM adotou uma política bondosa quando se trata de patentes. No ano passado, por exemplo, liberou para uso de desenvolvedores de código aberto (open source) cerca de 500 de suas patentes. Também no ano passado entrou em acordo com outras empresas para compartilhar algumas patentes de interesse mútuo. E mais recentemente resolveu ajudar o USPTO (escritório de patentes dos EUA) a organizar melhor seus registros e processos para patentes de software. Todas essas iniciativas têm o intuito de estimular a inovação.
IBM vs. Amazon
De acordo com a IBM desde 2002 tenta-se negociações com a Amazon, sem sucesso. Não restou outra opção se não processar. As patentes quebradas pela Amazon, segundo a IBM são (tradução aproximada, com original em inglês):
- Apresentar aplicações em um serviço interativo (Presenting Applications in an Interactive Service)
- Armazenar dados em uma rede interativa (Storing Data in an Interactive Network)
- Apresentar propaganda em um serviço interativo (Presenting Advertising in an Interactive Service)
- Ajustar links de hypertexto de acordo com os hábitos do usuário (Adjusting Hypertext Links with Weighted User Goals and Activities)
- Comprar itens usando um catálogo eletrônico (Ordering Items Using an Electronic Catalogue)
Como é possível observar, todos os cinco itens são parte de qualquer loja virtual que se preze. Não há como montar um negócio on-line sem abordar tais patentes, principalmente a última. É como andar pra frente ou respirar.
Outras empresas
Não é só a IBM que patenteia situações que parecem óbvias. A Microsoft detém a patente do duplo clique com mouse, obtida em 2004. A Apple patenteou os temas de desktop, e a Netflix tem os direitos sobre uma forma de organizar uma lista de filmes… O Google deve ter suas patentes estranhas (não descobri apesar de passar um tempo pesquisando), etc…
Obviamente as empresas podem ter as patentes que quiserem, e cobrarem pelo uso delas. Mas o que se observa nas patentes discutidas neste post é que algumas são ações humanas e, tomadas as devidas proporções, quase que instintivas. Clicar com mouse, comprar em site de comércio eletrônico, organizar uma lista de filmes… são todas ações e não a tecnologia em si que foi patenteada.
24 outubro 2006
por Alexandre Fugita
Oficialmente o Firefox 2 ainda não foi lançado! Pelo menos até o momento em que escrevo este post. Ontem por toda a web centenas de blogs e sites de notícias apontaram para um endereço da fundação Mozilla afirmando que o Firefox 2, versão final, já estava disponível para download, mesmo com o lançamento só previsto para hoje. Ok, seria uma estratégia de marketing? Baixei a suposta versão final e logo vi que não podia ser oficial. Enquanto isso por toda web o anti-clímax do lançamento do Firefox 2 já estava instalado.
BUILD 2006101023
Ontem recebi um e-mail de um amigo comentando o lançamento do Firefox 2. A essa altura já tinha visto toda agitação que a web vivia com a antecipação, e também já havia instalado a suposta versão final. Mas ao abrir o navegador percebi na parte superior, a inscrição: Build 2006101023 (screenshot abaixo). Uma versão final de um software tão esperado certamente não apresentaria tal mensagem.
![[Firefox build 2006101023] [Firefox build 2006101023]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/ff2anticlimax.png)
Percorri blogs, o RSS, o Digg, o site oficial do Firefox, nada negava o lançamento oficial do Firefox 2. Só uma nota no CNET News dizia que provavelmente essa versão não era a final. Claro, nada impede que hoje, com o lançamento oficial, aquela versão de ontem torne-se FINAL. E quanto a este texto, posso estar totalmente errado, mas estou correndo o risco. Pelo menos vai servir para discutir essa ânsia de ser o primeiro a plublicar…
Anti-clímax
Na certa algum geek passou o fim de semana e a segunda-feira inteiros procurando um link válido no FTP da fundação Mozilla. Afinal queria ser o primeiro a postar em seu blog e no Digg que o Firefox 2 estava lançado. Em algum momento da segunda-feira suas preces foram atendidas e uma versão do Firefox 2 apareceu. Correu pra divulgar, conseguiu… E nem era a versão final.
A notícia correu mundo, invadiu blogs, sites de notícias, etc… Fiquei aqui só observando. Procurava a confirmação para escrever este texto. Até que descobri um blog de um desenvolvedor da fundação Mozilla que afirma categoricamente: Não, nós. Não. Lançamos. o. Firefox 2. Ainda!, datado de 23 de outubro de 2006, ou seja, ontem. Pronto, material para publicar.
O lançamento
Aqui no Techbits há dias já existe um texto preparado para ir ao ar assim que o Firefox 2 for lançado. Na verdade preciso testar por pelo menos 15 minutos a versão final para ver se não há correções a serem feitas ao texto. Aguarde o lançamento oficial, que deve acontecer nas próximas horas (se já não aconteceu no momento que você lê este texto), e confira aqui no Techbits uma análise!
23 outubro 2006
por Alexandre Fugita
Uma das notícias que tenho visto nos últimos dias é que o Brasil está prestes a atingir 1 milhão de registros de domínios .br na internet. Ao mesmo tempo que é uma ótima notícia, esconde um problema que é a burocracia para se conseguir um domínio .com.br. Enquanto que nos EUA registrar um domínio .com é muito fácil, aqui o órgão regulador complica a vida de todo mundo. Se demoramos 10 anos para atingir a marca de 1 milhão, uma desregulamentação poderia acelerar o processo para chegar aos 2 milhões mais rapidamente.
PontoCom
Atualmente falar em pontocom é sinônimo de internet. Significa uma empresa na web, um site, algo relacionado a isso. Então, quando alguém necessita montar um site, nada mais natural do que querer que o sufixo seja .com.br. Mas se você não tem CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), nada feito. Uma pessoa física tem que se contentar com as terminações .nom.br ou alguma das reservadas a profissionais liberais como .adv.br, para advogados.
Recentemente a entidade reguladora no Brasil, a NIC.br, definiu novo domínios possíveis. Surgiram o .blog.br para blogs, o .vlog.br para blogs de vídeo, o .flog.br para fotos… Fala sério… quem vai querer criar um blog com a extensão .blog.br? É preferível registrar o domínio fora do Brasil no estilo .com mesmo. Mais fácil, sem dor de cabeça, talvez não exatamente o que se pretendia no início…
Todos querem .com.br
As estatísticas do próprio órgão regulador mostram que 92% dos registros de domínios no Brasil são .com.br. Pessoas físicas com o .nom.br representam 0,3% e profissionais liberais, menos de 3%. A iniciativa da NIC.br é interessante, dá liberdade de escolha em relação à extensão do site mas não permite escolher o mais cobiçado de todos.
Enquanto o Brasil vive defendendo uma descentralização do controle da internet mundial, fica controlando a rede dentro do país com mãos de ferro. Talvez a falta de startups tupiniquins tenha um nome: burocracia.
21 outubro 2006
por Alexandre Fugita
Há quase dois meses perguntei se você confiaria seus dados ao Google. O motivo era o lançamento do Google Apps for Your Domain, uma suíte destinada às pequenas e médias empresas, que inclui ferramentas básicas de office, calendário e email. O fato desses serviços serem on-line significa manter informações e documentos nos servidores do Google. Eis que de lá pra cá algumas coisas aconteceram. Nenhuma relacionada a esses serviços, mas ao Blogger, ferramenta para publicação de blogs da empresa. Portanto a pergunta continua em pé: você confiaria seus dados ao Google?
Blogs do Google hackeados
No dia 7 de outubro, um Sábado, um post apareceu no blog official do Google. Dizia que o inovador serviço de anúncios Click-to-Call, em testes, havia sido cancelado. A blogosfera estranhou, fez algumas suposições durante o fim-de-semana, até que no domingo o post foi tirado do ar.
Este mesmo blog oficial do Google foi acidentalmente apagado em março deste ano. Um leitor, ao descobrir que o endereço do blog estava disponível, recadastrou e colocou uma mensagem no ar. Sorte do Google que esse leitor foi simpático e postou uma mensagem alertando a empresa de que algo de errado tinha acontecido com o blog deles. Logo depois o Google recuperou o backup, voltando ao ar com uma mensagem explicando o acontecido.
Essa semana novamente problemas com os blogs oficiais do Google. O Buzz Blogger, blog que fala sobre o serviço Blogger mostrou uma mensagem um tanto estranha que mais tarde, informaram, foi um engano de algum funcionário da empresa que postou, sem querer, mensagem que deveria ir para o blog pessoal desta pessoa.
Segurança da Informação
O que houve nos três casos foram falhas na política de segurança da informação do Google. A definição da segurança da informação diz, segundo a Wikipedia: “Proteger sistemas de informação contra acesso não autorizado, modificação da informação, tanto no armazenamento, processamento ou manipulação(…)”. Fica claro que houve falhas.
A missão do Google é organizar toda informação do mundo, tornando-a amplamente disponível, algo assim. E nós ajudamos ao usar o Gmail, o serviço de Buscas, os orkut, o Google Docs, o Analytics, etc… tudo faz parte de um processo maior que é descobrir hábitos das pessoas e lhes oferecer buscas e anúncios mais relevantes. O perigo está em disponibilizar essas informações para o Google e no dia seguinte descobrir que, por falha na segurança da informação, os dados tornaram-se públicos.