11 junho 2007
por Alexandre Fugita
Aconteceu há pouco o tão esperado keynote do Steve Jobs na WWDC (assista por streaming). Dentre os lançamentos está o navegador Safari para a plataforma Windows (download). Baixei e testei em um Windows XP SP2 e posso dizer só uma coisa: decepcionante. Vários sites simplesmente não funcionam. O Techbits, por exemplo, aparece sem o título dos posts. O Google vem em uma versão com fontes diferentes. O Slashdot, o Digg, etc… a lista é interminável e nenhum site, exceto o Apple.com, funciona a contento.
![[Safari no Windows: decepção] [Safari no Windows: decepção]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/safari_windows.jpg)
O Jobs falou maravilhas do navegador. Disse que é mais rápido que o já rápido
Firefox. Disse que é melhor que todos os outros browsers concorrentes. A versão é beta, isso pode amenizar um pouco os problemas, mas acho que a Apple errou feio ao soltar esse browser com tantos bugs assim. Não é possível que não tenham feito qualquer teste em sites conhecidos como os que citei acima. Nem tive vontade de testar mais do que isso para fazer um review minimamente razoável.
Pra não dizer que não testei o Safari, notei que por padrão não há o botão home na interface, o que acho um erro tremendo. Aquelas funcionalidades que vemos no Firefox no manejo das abas também não estão presentes no Safari, mas deve ser coisa normal por lá.
Internet Explorer é melhor!
Safari no Windows por enquanto está fora da minha lista de softwares. Nunca imaginei que um dia iria dizer isso, mas prefiro o Internet Explorer ao Safari. Ah, esse navegador é tão ruim que as ações da Apple caíram quase de 4% no momento que escrevo esse post, duas horas após o lançamento do Safari para Windows. E desta vez não foi preciso um Engadget para proporcionar tal queda.
![[Apple cai] [Apple cai]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/apple_cai_na_bolsa.png)
11 junho 2007
por Alexandre Fugita
O iPhone está se tornando um hiper-mega-ultra-hype. As expectativas criadas pela Apple ao redor deste produto são tão grandes que existe o risco de decepcionar muita gente. No final do ano passado, antes do anúncio que o produto era real, eu havia escrito que era melhor a Apple lançar mesmo o iPhone de tanto buzz que o produto havia criado. E superando qualquer keynote anterior, o Steve Jobs demonstrou o iPhone para êxtase do mundo da tecnologia. Seis meses depois a data do lançamento se aproxima e o fato do dia 29 de Junho ser uma sexta-feira revela algumas coisas sobre o iPhone.
Último dia útil do mês
Segundo o CrunchGear, nunca houve um lançamento da Apple em uma sexta-feira. Pelo menos até onde eles lembram. Na verdade não posso confirmar essa afirmação, mas o dia 29 é o último dia útil do mês de Junho. Isso pode mostrar que a Apple está correndo feito maluca para conseguir entregar o iPhone no mês prometido. Corre o risco de, para não perder o prazo, entregar um aparelho com software cheio de bugs.
iPhone, o novo PS3?
O PS3 foi o último dos gadgets que me lembro de ter um lançamento tão aguardado. E todo mundo foi lá correndo comprar para… vender no e-Bay. O hype gerado pelo console foi tão grande que todos imaginavam poder ganhar uns trocados conseguindo um PS3 antecipadamente e vendendo-o para algum fanático em games no eBay. Esse foi o problema, todos pensaram assim. Semanas depois de lançado o PS3 encalhou nas prateleiras e nos leilões. Já há relatos de pessoas vendendo o iPhone no eBay sem ter o produto em mãos. Como aparentemente venderão iPhones pré-pagos e desbloqueados, será que todo mundo vai comprar o iPhone só pra vender no eBay?
WWDC hoje
Logo mais acontece a WWDC 07, conferência dos desenvolvedores da Apple. Certamente teremos novidades em relação ao Leopard, mas várias previsões estão sendo feitas em relação ao iPhone. iYouTube? iChat? iPhone@home? iTudo?
Quaisquer que sejam as novidades, só espero que essa expectativa toda criada ao redor deste lendário aparelho não acabe frustrando o maior dos mega-hiper-super-ultra-hypes de 2007.
7 junho 2007
por Alexandre Fugita
Os memes da blogosfera deram uma acalmada ultimamente, ainda bem. Apesar de achar divertido, não gosto da idéia do convite-quase-obrigação de se escrever sobre aquele assunto. Mas desta vez é diferente. Fui taggeado para falar sobre outros blogs que considero interessantes e cujos textos me fazem pensar. É difícil escolher, há muitos ótimos blogs brasileiros. Pra variar vou falar o mesmo clichê repetido à exaustão nos posts deste meme: teria outros para colocar mas só listei os cinco abaixo, em uma ordem qualquer. Este meme começou no blog Thinking Blog, há alguns meses e se espalhou por vários países. Mas desta vez não vou fazer uma árvore genealógica.
Petitpois
A Lulileslie escreve o Petitpois, que tem muitas dicas de textos e coisas interessantes para ler. Já pedi para ela parar de recomendar ótimos links mas não funcionou. Continuo colecionando links descobertos por lá.
Caveat Emptor
O Solon não concorda com nada que escrevo. E eu não concordo com nada que ele escreve. Então sempre surgem discussões interessantíssimas sobre alguns assuntos como distribuição de conteúdo, aplicativos web on-line, essas coisas.
Marmota
O Marmota é blogueiro há bastante tempo e jornalista esportivo nas horas vagas. Seus textos são sempre muito bons de ler, contam histórias, ou coisas interessantes e são feitos com muita inteligência.
Sergio Blog 2.3
O Sérgio escreve bastante sobre educação, paradigmas da era industrial e da era da informação e sobre software livre. Um dos meus textos favoritos é sobre a computação móvel sensata.
Contraditorium
O Cardoso é polêmico, coleciona adoradores e também aqueles que o detestam. Acho que seus textos fazem diferença na blogosfera, nos faz pensar. E não estou falando isso só porque ele é meu colega de trabalho no Meio Bit. Apesar de muitos não concordarem o Contraditorium impulsiona a blogosfera.
5 junho 2007
por Alexandre Fugita
Na semana passada fui ao Google Developer Day e encontrei várias pessoas e entre elas estava o Manoel Lemos do BlogBlogs. Após o GDD eu, o George Guimarães, o Nando Viera, o Mario Nogueira e o Manoel Lemos fomos bater um papo na Starbucks (wi-fi) mais próxima. O Manoel mostrou para nós a interface de controle do BlogBlogs, acessível através do Firefox do seu Mac e todos ficaram maravilhados. Sério mesmo, o backend do BlogBlogs é algo impressionante e o mais incrível é que tudo foi praticamente feito por apenas uma pessoa, o próprio Manoel Lemos.
Ruby on Rails
O BlogBlogs é feito em Ruby on Rails, linguagem server side mais cool do momento. Todo o site é controlado através de um dashboard profissional desenhado sob medida para cumprir a administração do BlogBlogs. É possível ver informações detalhadas de cada site, de tickets de suporte aberto pelos usuários do site, estatísticas de uso, etc. Aliás estatística é o que não falta, seria possível passar horas e horas cruzando dados. O Analytics come poeria neste quesito.
O BlogBlogs recebe atualmente mais de 100 mil visitas diárias, o que é um número impressionante. Claro, utiliza servidores de alta performance e consegue se manter no ar mesmo nos períodos de maior demanda. O interessante foi ver, em tempo real, as palavras que as pessoas pesquisam lá no BlogBlogs. Muito parecido com aquele telão que existe no Google mostrando o mesmo tipo de informação.
Indexação
O mais interessante foi saber como o sistema de indexação trabalha. O spider, software que vasculha a web, pega os feeds e vai seguindo os links. O sistema analisa a página encontrada tentando descobrir se aquilo é um blog ou uma página qualquer. Caso seja blog e esteja cadastrado no BlogBlogs, recebe um ponto que influencia no ranking.
O Manoel Lemos contou que quando o serviço surgiu, soltou o spider indexador de um quarto de hotel, para alguns blogs pré-cadastrados e saiu para uns afazeres. Quando voltou horas mais tarde cerca de 40 mil blogs tinham sido achados. Hoje podemos considerar que o BlogBlogs possui uma boa visão da blogosfera brasileira, com grande abrangência. É praticamente um Technorati tupiniquim.
Privacidade
O widget Últimos Leitores do BlogBlogs causou controvérsia recentemente pois alguns usuários do serviço sentiram-se incomodados com o fato de estarem sendo monitorados nas suas visitas diárias a blogs que usam o widget. O avatar dessas pessoas aparecia no blog visitado. Até comentei isso em um texto no Meio Bit, dizendo que essa reclamação era infundada pois seria só fazer o logout do serviço para não ser mais rastreado. Ledo engano. O Manoel Lemos confirmou que mesmo deslogado o widget ainda captava os visitantes, mas resolveu isso recentemente adicionando um botão para não registrar aquela visita no widget, um opt-out.
Screencast do BlogBlogs
[Atualização] Abaixo o screencast que o Manoel Lemos gravou há cerca de um mês e está disponível no weblog do BlogBlogs:
[google -6006258893171427847]
Ouça:
4 junho 2007
por Alexandre Fugita
Aplicativos web estão se tornando realidade mas têm um grave problema: só são úteis quando estamos conectados à internet. Isso está para mudar e um dos passos foi dado pelo Google na semana passada ao lançar o Gears, uma API que permite criar aplicativos web que funcionam off-line. E o primeiro desses aplicativos já saiu e se materializou no Google
Reader, permitindo leitura de feeds quando off-line.
Ao instalarmos o Google Gear em um PC, um servidor local, um banco de dados e um sistema que executa requisições assíncronas entra em operação permitindo que aplicações web compatíveis armazenem informações e rodem off-line. Uma das desvantagens dos aplicativos web está caindo. É provável que muitas pessoas que antes olhavam desconfiadas para softwares on-line passem a testá-los. Os limites entre o on-line e o off-line serão extintos.
Testei o Google Reader off-line e funcionou muito bem. Ele faz o download dos últimos 2000 textos para seu computador e conseguimos ler tudo off-line. Quando a conexão volta é só apertar um botão e tudo é sincronizado. Fiz inclusive um teste fechando o navegador e abrindo de novo. O Google Reader entra normalmente, off-line, como se etivéssemos conectado. Incrível. O único porém é que as imagens dos posts não são exibidas. Pudera, não dá pra armazena localmente imagens de 2000 textos.
A grande vantagem de uma aplicação on-line é ser acessível de qualquer lugar que possua acesso à internet. A vantagem do off-line é ser acessível quando não temos a grade rede, mas ficamos presos a uma única máquina. A mistura de ambos os ambientes é uma das barreiras que se precisa atravessar para a ampla utilização de web services.
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