Google Gears: o primeiro passo para aplicativos web off-line

por Alexandre Fugita

[Web 2.0 off-line] Aplicativos web estão se tornando realidade mas têm um grave problema: só são úteis quando estamos conectados à internet. Isso está para mudar e um dos passos foi dado pelo Google na semana passada ao lançar o Gears, uma API que permite criar aplicativos web que funcionam off-line. E o primeiro desses aplicativos já saiu e se materializou no Google[bb] Reader, permitindo leitura de feeds quando off-line.

Ao instalarmos o Google Gear em um PC, um servidor local, um banco de dados e um sistema que executa requisições assíncronas entra em operação permitindo que aplicações web compatíveis armazenem informações e rodem off-line. Uma das desvantagens dos aplicativos web está caindo. É provável que muitas pessoas que antes olhavam desconfiadas para softwares on-line passem a testá-los. Os limites entre o on-line e o off-line serão extintos.

Testei o Google Reader off-line e funcionou muito bem. Ele faz o download dos últimos 2000 textos para seu computador e conseguimos ler tudo off-line. Quando a conexão volta é só apertar um botão e tudo é sincronizado. Fiz inclusive um teste fechando o navegador e abrindo de novo. O Google Reader entra normalmente, off-line, como se etivéssemos conectado. Incrível. O único porém é que as imagens dos posts não são exibidas. Pudera, não dá pra armazena localmente imagens de 2000 textos.

A grande vantagem de uma aplicação on-line é ser acessível de qualquer lugar que possua acesso à internet. A vantagem do off-line é ser acessível quando não temos a grade rede, mas ficamos presos a uma única máquina. A mistura de ambos os ambientes é uma das barreiras que se precisa atravessar para a ampla utilização de web services.

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A importância do Feedburner para o Google

por Alexandre Fugita

[Google Feedburner] Toda semana o Google compra alguma empresa. A bola da vez é o Feedburner. Após os rumores da semana passada, foi anunciado oficialmente que o Feedburner é do Google. Não há informação de valores mas o mercado estima que a compra foi feita por 100 milhões de dólares. Para quem não sabe, o Feedburner é o maior sistema gerenciador de feeds RSS do mundo. É utilizado pela maioria dos blogs – incluindo o Techbits – e muitos sites grandes como PC World e Reuters. Tecnicamente nenhum site precisaria do Feedburner para gerenciar seu RSS. Sistemas de gestão de conteúdo como o WordPress ou Drupal criam seus feeds automaticamente. Mas queimar o feed no Feedburner traz uma série de benefícios para leitores e publicadores. É isso que o Google está comprando.

Leitor de feeds é leitor VIP

O leitor do seu site que o acompanha através de feed RSS é VIP. Ao assiná-lo esse usuário está dizendo que gosta do seu conteúdo, aprecia as informações e opiniões que passa, está atento ao que é publicado. São leitores fiéis que quando você os encontra, lembram direitinho de um post antigo seu sobre determinado assunto. Ah, e preferem o feed completo.

Em resumo, são leitores que estão realmente interessados em seu conteúdo. Dito isso, vem a pergunta: o que o Google tem a ver com isso? Tudo! Eles estão no negócio de vender anúncios. Faturaram cerca de 10 bilhões de dólares fazendo isso no ano passado. Publicar anúncios para esse público antenado significa atingir em cheio os alvos importantes. Anúncio direcionado para o leitor antenado, simples assim. O potencial é enorme.

Distribuição de conteúdo

Hoje é impossível manter-se informado tendo que entrar em cada um dos sites que você conhece para obter informação. O negócio é usar RSS para otimizar o tempo e maximizar a absorção de conhecimento. A web continua lá pois é o meio pelo qual sites e blogs são encontráveis, onde a estrutura de hyperlinks funciona e você vê e é visto. Mas a função de distribuir informação de forma eficiente está com o feed RSS.

Essa aquisição mostra como os feeds estão se tornando parte importante da distribuição de conteúdo. O surgimento de serviços que misturam os feeds (Pipes, PopFly) é outro sinal desta importância. A web é a janela para o mundo. O feed é onde você o acompanha.

Microsoft vs. Apple: essa briga não existe

por Alexandre Fugita

[Gates e Jobs] Ontem foi um dia interessante no mundo da tecnologia. Fora os lançamentos diversos como o Surface da Microsoft, o Foleo da Palm e o iTunes sem DRM, ocorreu um encontro dito histórico entre dois dos mais destacados personagens da história recente da tecnologia. Steve Jobs e Bill Gates dividiram o palco com o Walt Mossberg para uma entrevista que foi pra lá de interessante na D: All Things Digital. O webcast está disponível em 8 partes (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7), acabei de assistí-lo e também pude acompanhar uma quase-transcrição da apresentação no Engadget e outras fontes.

O que percebemos logo de cara é que toda aquela briguinha besta de fanboys dizendo que o Mac é mais legal, o Windows tem maior mercado, que um é melhor que o outro, etc…, são coisas sem importância para Jobs e Gates. Ambos com ótimo humor contam como as histórias de suas empresas se tocam em vários pontos e que para a Microsoft a Apple foi importante para sua entrada no mercado de aplicativos. Jobs também diz que quando criou o primeiro dos Apples, o Wozniak não fez um sistema de ponto flutuante para cálculos. Foram buscar ajuda na MS.

Hoje em dia ainda vivemos uma briga entre usuários de plataformas. Os amantes do Linux não toleram o Windows que por sua vez não toleram o Mac e vice-versa em todos os sentidos. São praticamente religiões, com suas crenças, rituais, etc. Sou usuários de Windows, há anos. Mas já usei Mac e Linux Ubuntu. Certa vez fui a uma lanhouse na praia – sim, era feriado mas necessitava ver como andavam as coisas no Techbits e de quebra saíram posts aqui e no Meio Bit – e, surpresa, as máquinas rodavam Ubuntu.

O engraçado é que eu nem me dei conta disso, mesmo estando com um pendrive com a versão portable do Firefox, versão Windows. Coloquei o pendrive, rodei o Firefox Portable de Windows no Ubuntu, naveguei, editei posts, etc… Quando ia embora percebi que o computador rodava Linux. Como? Tinha o Wine instalado, “emulador” Windows no Linux. Como praticamente consigo fazer tudo dentro da janela do navegador, o sistema operacional rodando por baixo não fez qualquer diferença.

O que o Gates e o Jobs mostraram, com muito bom humor, é que são concorrentes mas não inimigos. Cada um sabe a importância do outro e se respeitam. Nada a ver com as brigas Mac x Win x Linux.

Veja um vídeo-resumo, com os principais pontos do que aconteceu, abaixo:

Microsoft: blogueiros são importantes

por Alexandre Fugita

[Microsoft] Escrever em dois blogs com assuntos relacionados é complicado. Acabei de fazer um post no Meio Bit e vou escrever quase a mesma coisa por aqui. Ontem a Microsoft promoveu em São Paulo um encontro de blogueiros. Há cerca de três semanas vários blogs de tecnologia do Brasil receberam um convite para participar do encontro. Fiquei muito surpreso quando descobri que o Techbits estava nesta lista. O e-mail dizia “Temos acompanhado seu blog e o achamos muito interessante. Portanto, gostaríamos de convidá-lo para um encontro na Microsoft com os principais blogueiros do país. Você conhecerá os produtos da Microsoft e as pessoas por trás deles e nós queremos conhecer você melhor.”. Interessante, tem gente lá na Microsoft que lê o que escrevo.

Blogs que marcaram presença

Assim como no Barcamp, foi interessante encontrar pessoas que conheço apenas pela URL. O Nick Ellis do Digital Drops veio do Rio de Janeiro só para o encontro. O avião deveria pousar em Congonhas mas foi para Cumbica (mais longe) devido à chuva que deixa a pista do aeroporto escorregadia e imprópria para pousos e decolagens. O Rodrigo Ghedin do WinAjuda veio direto de Maringá, mas conseguiu pousar em Congonhas.

A musa wireless, Bia Kunze do Garota Sem Fio estava em São Paulo e aproveitou para comparecer. Foi chamada, sem querer, de Garota Off-Line por um dos blogueiros presentes que aparentemente não a conhecia. A Bia aproveitou a oportunidade para tirar umas fotos do HTC Dash, e descobrir que a HTC está abrindo fábrica no Brasil. A Marisa Ematoma, do Objetos de Desejo também deu as caras com o seu Mac e SonyEricsson a tiracolo. É dela a famosa tatuagem nerd devidamente registrada pelo Tiago Dória no Barcamp.

O Fábio Terracini do CFGigolô também esteve por lá. Acho que ele não se convenceu que eu conhecia seu blog, mas depois lembrei dos motivos de já tê-lo visitado. Certa vez fiz um post resposta ao Alex Hubner, colaborador do CFGigolô, por um texto dele no WebInsider. Presente também estava o Mario Amaya do MarioAV, único dos blogs que eu desconhecia, mas já está no meu RSS. Por fim, o Alexandre Fugita (eu!) estava por lá representando o Techbits e o Meio Bit.

A blogosfera e as empresas

O interessante do encontro foi ver uma grande empresa – na verdade gigante – querer abrir um canal direto com a blogosfera. Essa é a idéia deles segundo o Galileu Vieira, Gerente de Inovações da Microsoft. O exemplo dado foi o Engadget, blog número 1 do mundo, que mantém relações com empresas, sempre sabendo das últimas novidades em primeira mão. A iniciativa da Microsoft é muito boa, pioneira no Brasil e pode abrir as portas da blogosfera para um melhor entrosamento com grandes corporações.

É ótimo saber que temos alguém dentro da gigante de Redmond disposto a ouvir nossas indagações e nos ajudar, seja apresentando um produto em primeira mão, seja passando informações de interesse de nossos leitores. Dito isso, tentei arranjar um convite para testar o PopFly mas não consegui, hehehe!

obs: [atualização] após o encontro na Microsoft, fizemos um happy-hour no shopping D&D e depois esticamos a conversa no Fran’s Café da Paulista com a presença do André Rosa do Marmota e da Patrícia do Cinta Liga.

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Anti-spam burro do UOL

por Alexandre Fugita

[SPAM] Uma das piores coisas do UOL é seu anti-spam burro. Toda vez que mandamos o primeiro email para um assinante UOL/ BOL, volta outra mensagem dizendo para confirmarmos através de um teste de captcha se somos pessoas de verdade e se o endereço de e-mail é válido. Esse sistema anti-spam burro é irritante e queima cada vez mais o filme da empresa que diz ser o maior portal de informações doBrasil. E quem usa esse sistema acha que está tudo ok, mas está criando muita irritação em seus conhecidos. Muitas vezes ninguém reclama com o dono do email, mas nunca vi alguém falar bem desse sistema de anti-spam burro. Hoje a tecnologia evoluiu e as máquinas conseguem muito bem identificar spam do email normal, não precisam dessa irritação que é o anti-spam burro do UOL.

E-mail do provedor

Já se foi o tempo que ter um email de grife como o do UOL era cool. Primeiro que você fica preso ao provedor. Vamos supor que amanhã a concorrência lance um serviço melhor. Se você mudar de provedor, perde o email. Como seu email é do provedor, acaba não indo para o melhor serviço e sim aquele que está acostumado para manter o email. É parecido com o drama que vivemos quando queremos mudar de operadora de celular.

Depois a concorrência dos webmails gratuitos deixa qualquer email de provedor comendo poeira. Espaço infinito de armazenamento no Yahoo! Mail, anexos de 20 MB no Gmail, integração com o Outlook no Windows Live Hotmail. Interface muito melhor em qualquer um desses serviços. Não há razão para manter seu email do provedor como email pessoal.

E-mail do trabalho

As pessoas têm o péssimo hábito de usar o email do trabalho como sua caixa de entrada pessoal. E-mail do trabalho é para o trabalho. E-mail pessoal é pessoal, simples assim. Não se deve nunca misturar email do trabalho para assuntos pessoais. Nunca mesmo. O que eu recebo de piadas e correntes de e-mails do trabalho das pessoas não está escrito. Se no seu local de trabalho não pode usar e-mail pessoal, paciência, deixe isso para fazer em casa. Mas misturar e-mail do trabalho para mandar a última foto da Sandy pelada não dá certo.

E-mails gratuitos

A maioria dos sistemas de emails gratuitos possuem sistemas anti-spam eficientíssimos. No Gmail é raro ver algo passar. O filtro é muito poderoso, não gasto nada do meu dia apagando mensagens indesejadas. Sei que no Yahoo! Mail há sistema parecido e acredito que no Hotmail também. Para os que insistem no email do provedor, muitos possuem anti-spam rodando no servidor mas também é interessante ter um filtro na sua máquina. Anti-spam UOL, tô fora!

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