22 agosto 2007
por Alexandre Fugita
Acredito que a maioria dos leitores do Techbits estão familiarizados com mecanismos de social news tipo Rec6 e Digg. Neles podemos publicar links para notícias que achamos relevantes e também votar nas que parecerem interessantes. As melhores, segundo a sabedoria das multidões, acabam na capa dos serviços e costumam trazer visitantes.
Recentemente surgiu uma discussão no BrPoint sobre se há algum problema em publicar no Rec6 seus próprios posts. Li quase todos os comentários e praticamente é unanimidade que não há mal algum já que o pós-filtro dos votos trata de eliminar tudo que for ruído.
Apesar de eu já ter beneficiado o Techbits com posts lá – sim, fiz muita auto-divulgação no ano passado – cheguei à conclusão que é melhor não promover os próprios artigos em sites de social news como o Rec6. Explico: para a sabedoria das multidões funcionar plenamente é necessário que todos ajam independentemente, sem tentar “jogar” com o mecanismo, apenas por vontade própria.
Ou seja, ao colocarmos nosso próprio artigo no Rec6 estamos, em parte, jogando com o sistema e prejudicando a verdadeira sabedoria das multidões.
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11 agosto 2007
por Alexandre Fugita
Vi na TV: mulheres falando sobre homens… e tascam a pérola: “homens ruivos e com aparelhos nos dentes têm mais chance de ficarem ricos”. Tiraram essa verdade dos blogs de dois garotos ruivos e que usam aparelho dentário. Conclusão: blogs são fontes não confiáveis de informação. Essa é uma campanha do portal Estadão que está causando buzz gigantesco na blogosfera brasileira. É só ver a capa do Rec6 deste Sábado para se ter uma idéia do que estou falando. Pelo menos 11 textos das 20 entradas possíveis referem-se à polêmica que a campanha causou.
Isso claramente mostra o medo que a mídia tradicional centenária – o jornal Estadão está por aí desde o século XIX – tem da democratização da distribuição da informação. Hoje todo mundo pode ter um blog. Antes de Gutenberg o domínio do que era publicado ficava nas mãos da Igreja. Só ela possuia os recursos para pagar escrivãos, ou seja lá como se chamavam os que escreviam. No Egito antigo o cargo de escriba tinha status gigantesco. Publicar algo era caro. Caríssimo.
Gutenberg veio e diminuiu os custos. Mais pessoas puderam publicar. Ainda era caro, mas muito mais fácil divulgar livros e jornais com tiragens grandes. Foi em algum lugar, por esta época, que surgiu o Estadão. Agora vieram os blogs e o conteúdo colaborativo . De novo, os custos de publicação caíram. Só que desta vez para quase zero. Sem contar que o advento do adsense tornou possível a monetização destes sites. Agora todos são publishers e todos são anunciantes.
Não culpo o Estadão por morrer de medo dos bloguinhos. Hoje com um blog gasta-se poucos reais ao invés de milhões para ter alcance global. Imprimir está fora de moda. Claro, é necessário qualidade para sobreviver na multidão. E a blogosfera tem mostrado qualidade de sobra. Isso dá um medão no Estadão. Ah, homens japoneses que possuem blogs de tecnologia têm mais chance de ficarem ricos do que ruivos de aparelhos…
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10 agosto 2007
por Alexandre Fugita
A primeira palestra do segundo e último dia do Digital Age 2.0 foi sobre darwinismo digital. Quem vai sobreviver no mundo dos bits, quem vai se destacar da multidão? Joseph Crump, diretor executivo de criação da agência Avenue A/Razorfish explicou citando as seis leis do darwinismo digital:
- consumidor está no controle: interage através de blogs e comunidades
- banda larga dá esse poder ao consumidor: a informação chega e é compartilhada de forma rápida
- lealdade às marcas está caindo: ou seja, mudar para o concorrente no mundo digital está a apenas um clique do mouse
- marcas agora são digitais: todo mundo está na internet
- você tem milissegundos para impressionar: é necessário chamar a atenção dos eyeballs imediatamente
- copiadores não sobreviverão: seja autêntico e original. Cópias não chamam atenção.
Ou seja, para sobreviver na selva de bits, um pouco de jogo de cintura e mente aberta a inovações se faz necessário.
![[Copycats] [Copycats]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/copycatswillsuffer.jpg)
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9 agosto 2007
por Alexandre Fugita
O último painel do dia, sobre as conseqüências da internet para o mercado publicitário foi o mais agitado. A discussão ficou quente entre Luis Grottera, presidente da TBWA Brasil e Suzana Apelbaum, sócia da Hello, agência especializada em internet e também com passagem pela África e Click.
É possível perceber claramente que Grottera é conservador, estilo antigo e a Suzana mais antenada nas novas tecnologias. Em uma discussão que perguntava se o comercial de 30 segundos da TV estaria com os dias contados, Groterra defendeu que uma campanha na TV gera recall (lembrança por parte dos consumidores) ao redor de 20 a 30%. Então se você investir 10 milhões de reais, 8 milhões foram jogados fora, mas 2 milhões aproveitados. E, segundo ele, essa é uma boa média. Ainda segundo o Grottera, vale mais investir na TV do que na internet, mídia que ficará cara tanto quanto a TV daqui alguns anos.
Peraí… acho que ele não leu a Cauda Longa. Peraí… 8 milhões jogados fora e somente 2 aproveitados? Peraí… Claro, já entendi. Ele está defendendo o seu peixe.
Já a Suzana Apelbaum defendeu a internet. Não sei como não saiu uma briga mais feia, hehe! Na internet é possível direcionar totalmente os esforços publicitários. Cem mil reais investidos no Google dão retorno de porcentagem muito maior. Não há desperdício com o ruído como o fato dos consumidores zapearem entre os canais.
Anúncios como o vencedor do Gran Prix Cyber em Cannes, o comercial da Dove, em vídeo, mas jamais exibido na TV, é algo a ser estudado. O vencedor da categoria Cyber (internet) foi um filme! Viral está na moda. Comercial na TV está acabado.
Assim como a Márion Strecker do UOL, aparentemente o Grottera não agradou com esse discurso retrógado para uma platéia selecionadíssima de CIOs, CEOs, empresários e tudo mais. Muitos que conversei acharam que a vitória do debate foi da Suzana. Ponto para a nova mídia que é a internet.
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9 agosto 2007
por Alexandre Fugita
Um dos grandes problemas do live-blogging é a duração das baterias. Não dá pra cobrir um evento sem precisar ligar o notebook nas tomadas. No auditório do Digital Age, não há tomadas aparentes em qualquer lugar. Mas blogger que é blogueiro precisa de energia. Procuramos e achamos um lugar escondido com uma tomada disponível. Pluguei minha extensão e cada um colocou seu carregador. Pronto, habemos eletricidade.
Mashup de tomadas
Blogueiros no Digital Age : da esquerda para direita: Marco Gomes, Manoel Netto e Alexandre Fugita. Crédito da foto: Manoel Netto
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