18 setembro 2007
por Alexandre Fugita
O título acima parece estranho, mas não é. Quantas vezes já não recebemos um documento que precisa ser editado por várias pessoas e nunca sabemos qual é a versão mais atual? Para quem não sabe como resolver esse problema, a resposta é bastante simples: softwares colaborativos baseados na web. Entre os similares ao office, temos o Google Docs (Texto, planilhas e apresentações) e o Zoho Office. Pessoalmente prefiro a suíte da Google, mas a outra opção é igualmente interessante.
Há cerca de uma semana a Microsoft elencou 10 motivos pelos quais a empresas não deveriam utilizar o Google Apps. Até então a gigante de Redmond dizia que os aplicativos estilo office da Google não representavam uma ameaça. Talvez a lista tenha sido um prenúncio do que a indústria já sabia que estava por vir, o Google Presentation (equivalente ao Powerpoint),lançado hoje pelo pessoal de Montain View. Podemos dizer que a Microsoft está realmente se sentindo ameaçada pela Google em seus softwares para produtividade?
Power o quê?
O Google Presentation (Apresentações) é um ótimo acréscimo ao Google Office. Como sempre, preza pela simplicidade. Enquanto na Microsoft quanto mais complicado e cheio de bilhões de funcionalidades, melhor, na Google, quanto mais simples e fácil de usar, melhor. Fico com a segunda opção. O fato de todos esses softwares da Google serem colaborativos é a característica matadora, que diferencia e torna a ferramenta extremamente útil. Elimina aquele vai-e-vem de arquivos anexos nos emails… ganho de produtividade.
O Renê Fraga do Google Discovery criou uma apresentação teste no Presentation. Convidou alguns geeks para testar. É possível conversar via chat com todas as pessoas que visualizam a apresentação e assumir o controle dos slides, ou seja, você determina o que os outros visualizarão ao mesmo tempo que explica via chat. Foi interessante. Se alguém me pergutar na rua: você usa o Powerpoint? A partir de agora minha resposta será: Power o quê?
14 setembro 2007
por Alexandre Fugita
Sempre quis falar aqui do Google bombing. Para quem não sabe, Google bombing é a prática de tentar influenciar os resultados do Google através de linkagem coletiva de determinada palavra a um site ou página web. Finalmente uma nova oportunidade surgiu já que os senadores brasileiros resolveram cometer suicídio político, absolvendo o colega Renan Calheiros. Foi uma vergonha nacional.
Não sei desde quando este Google bombing está funcionando e também não há garantias que continuará assim pelos próximos dias. O que acontece é que quando você procura por “vergonha nacional” no Google, o primeiro resultado cai no site do Senado Federal. O Google pontua as páginas através de algoritmos malucos e determina, seguindo mais ou menos a sabedoria das multidões, qual é o conteúdo mais relevante para cada termo pesquisado. Se muitas pessoas dizem que “vergonha nacional” representa os senadores brasileiros, então o Google vai apontá-los ao procurarmos por estas palavras.
![[Google Bombing: malditos senadores!] [Google Bombing: malditos senadores!]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/vergonha-nacional.png)
Outros já foram vítimas do Google bombing. Um dos mais famosos é o atual presidente dos EUA, George W. Bush. Tempos atrás, quando pesquisávamos por “miserable failure” (falha miserável) o Google apontava como primeiro resultado sua biografia pessoal. De lá pra cá a gigante de Montain View tomou medidas para evitar a ocorrência de Google bombing pois muitos acreditavam que os resultados refletiam o pensamento da empresa sobre determinados assuntos, o que não é necessariamente verdade. De uma forma ou de outra, os senadores pediram e a bomba foi armada.
14 setembro 2007
por Alexandre Fugita
Uma das coisas mais interessantes da web certamente são os mashups. Boa parte deles utiliza mapas como parte da mistura de informações. Alguns até previram que mashups usando o Google Maps tenderiam a acabar pois a cada atualização do serviço, boas idéias são incorporadas. Não acredito nisso pois a criatividade da multidão faz surgir grandes novidades todo dia. Mas a multidão também pode ser usada para outras coisas, como trabalhar de graça crowdsourcing. O exemplo mais recente deste fenômeno é o MapMixer (o mapa acima é interativo, tente! achei melhor substituir por uma imagem fixa…), mashup baseada no Yahoo! Maps.
Como a própria descrição do serviço informa, o mundo é um lugar muito grande. Então, para ajudar a descrever locais que você conhece bem, que tal criar seu mapa e incluí-lo no serviço como uma camada? É isso que o MapMixer faz. Nós podemos incluir um mapa de uma determinada região no mashup, melhorando a informação disponível para todos. Um exemplo similar é a Wikimapia, mas neste caso nós colocamos informações relevantes, na forma de artigo, de cada ponto do planeta.
O MapMixer está totalmente dentro da essência colaborativa da chamada web 2.0, nos quais os dois milhões de artigos na Wikipédia em inglês são um verdadeiro marco. Usar o crowdsourcing para alavancar um serviço é muito mais fácil do que contratar mão-de-obra especializada para reformatar a informação. Aparece, então, o questionamento da qualidade do material criado. A grosso modo podemos dizer que a Wikipédia é um bom exemplo de que atingir qualidade é possível. Pessoas gostam de colaborar em troca de reconhecimento da comunidade. É quase um socialismo… mas na internet isso se chama colaboração.
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13 setembro 2007
por Alexandre Fugita
Quem se lembra do “documentário” EPIC 2014? Naquele vídeo, bastante interessante na época (2004) o autor previa o surgimento do Googlezon e o fim da mídia tradicional como conhecemos. No vídeo máquinas seriam responsáveis por processar todas as notícias e exibi-las de forma personalizada.
Uma coisa que aconteceu duas semanas atrás me fez lembrar do Googlezon. O Google News passou a licenciar conteúdo de algumas agências de notícias. Até então o serviço apenas vasculhava a web, criava pesquisas com notícias relevantes e encaminhava os leitores para a fonte do texto. Agora passa também a hospedar conteúdo.
Essa é uma mudança significativa no modelo de negócios do Google News. Alguns editores reclamavam que o Google News os indexava e que isso configuraria pirataria, mas na verdade o que o serviço sempre fez foi levar tráfego para as fontes de informação, sem exibir matérias completas. Agora tudo pode mudar. Ao licenciar conteúdo o Google News pode exibir em seu site as notícias e monetizá-las com anúncios direcionados. Elimina a necessidade de visitarmos o Estadão que tem as mesmas notícias da Folha pois ambas compraram textos da France-Presse, por exemplo.
Notícia pura e simples é commodity. A previsão do Googlezon de reformatar a informação, pegando pedaços aqui e ali, exibindo-as de forma personalizada é perfeitamente possível dentro deste cenário. Notícia pura e simples é commodity. O Google News deu o primeiro passo. Resta saber se irão mashup-izar esse conteúdo nos moldes do EPIC 2014.
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12 setembro 2007
por Alexandre Fugita
Ontem o Manoel Fernandes da revista Bites promoveu um encontro de alguns blogueiros de tecnologia com o pessoal do Yahoo! Brasil. Antes do evento alguns de nós confabulávamos sobre os motivos do encontro. Na verdade não existiu uma pauta definida, foi um bate-papo informal. O Yahoo!, representado pelo seu presidente Guilherme Ribenboim e outros executivos, estava curioso. Como funciona esse negócio de viver de blog? Quem traz tráfego para vocês? Que tipos de ferramentas estão faltando e que o Y! possa oferecer?
Do lado dos blogs, vários representantes. O Edney Souza (Interney) demonstrou sua teoria de como funciona a blogosfera. Uma rede com alguns pontos chamados de hubs e que são influentes. Aliás veio o questionamento: é melhor ser influente ou ter tráfego? A Lucia Freitas (LadyBug Brasil) fez a pergunta que não queria calar: o que o Yahoo! quer com os blogs? Não houve uma resposta única e sim várias possibilidades que o Yet Another Hierarchical Officious Oracle aventou. Nada concreto, apenas possibilidades. A certa altura o Edney falou de um tal de scrubles (*) – algo assim – que ninguém na sala sabia o que era. Descobrimos depois tratar-se do equivalente ao Google Bot (robô do Google que varre a internet), do Yahoo!.
obs: (*) ver comentário #1
Entre outros assuntos discutidos foram a possibilidade de conseguirmos testar serviços da Yahoo! que estão em beta fechado como o novo delicious, quando o Panamá chegará ao Brasil (calma, Panamá é o nome do sistema de monetização do Yahoo!), se redes sociais como o Orkut são úteis e o relacionamento da empresa com os blogs. Também discutimos a “teoria do NeckTail”, um derivado da cauda longa. Há sites que estão na cabeça e outros na cauda. Alguns ficam no pescoço.
Fora os dois já citados, estiveram presentes também, do lado da blogosfera: Manoel Netto (Tecnocracia), Gabriel Tonobohn (Oito Passos), Thiago Mobilon (Tecnoblog), Renê Fraga (UnderGoogle, ops, Google Discovery – brincadeira, Renê!), Samantha Azevedo (Google Discovery) , Marcellus Pereira (Meio Bit) e Alexandre Fugita (eu, do Techbits, caso alguém não tenha percebido, hehe!).
Pra terminar: primeiro foi a Microsoft. Agora a Yahoo! Cadê a Google?
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