14 maio 2007
por Alexandre Fugita
A Forrester Research, uns caras que são pagos para inventar descobrir tendências, divulgou um relatório que mostra que o mercado de vídeos on-line pagos vai atingir um pico este ano e declinar. A conclusão é que o modelo de negócios que vai funcionar é o da propaganda junto aos vídeos pela internet e não a cobrança pelo conteúdo. Como notou o Cardoso, no Meio Bit, descobriram o óbvio: voltamos às origens de como sempre funcionou o mundo do conteúdo na televisão, rádio e outros meios de comunicação. Segundo a Forrester, o iTunes e outros players estão fadados a desaparecer. Propaganda é, e continua a ser, a alma do negócio.
YouTube
O YouTube começou há alguns dias exibir anúncios dentro dos vídeos. Não é nada invasivo e ao clicarmos na propaganda somos redirecionados para outro vídeo, do patrocinador. Vale lembrar que nem todos os vídeos do YouTube possuem anúncios e sim alguns selecionados dos produtores de conteúdo original. Além disso alguns usuários do site receberão pelos vídeos postados e vistos milhões de vezes. Assim como o Metacafé, o YouTube agora paga os melhores produtores de conteúdo.
Joost
No Joost, desde o beta-ultra-fechado-que-ninguém-tinha-acesso, sempre houve propaganda entre os vídeos. Mais recentemente anunciaram que várias marcas globais estão participando de um teste de modelo de anúncios para os vídeos do serviço. Entre elas, Coca-Cola, HP, Intel e Nike. O Joost parece que vai realmente ser um sucesso já que além de cotas de patrocínio, tem assinado muitos contratos de distribuição de conteúdo, incluindo uma gravadora brasileira.
P2P
Na verdade tudo isso seria a oficialização do que já acontece, com inserção de propaganda. A distribuição de conteúdo por redes de P2P segue firme. Praticamente tudo é ilegal. A indústria, entrando nesse mercado, poderia oficializar os canais de distribuição e inserir propaganda no meio dos vídeos. Torço para que seja assim. Mas temo que nós aqui no Brasil ficaremos privados deste conteúdo gratuito com anúncios: o contrato de propaganda certamente não nos abrangerá…
10 maio 2007
por Alexandre Fugita
Certamente você já ouviu falar de widgets. Tem aqueles pra Mac, os do Vista… Mas a abrangência é bem mais ampla: a web. Estamos vivendo a era dos widgets na web, pequenos pedaços de conteúdo dinâmico, que se espalham por vários sites, blogs, etc… Um bom exemplo, pra ficar mais fácil de entender, é o widget do Feedburner que alguns blogs exibem – este incluso, veja ao lado – um contador de leitores do feed RSS. Há vários outros, com funcionalidades das mais diversas. Geralmente são usados para mostrar algum tipo de informação específica e acabam se espalhando de forma viral. Por essa característica pode ser uma grande ferramenta de marketing para as empresas
. Está esperando o que?
Widgetsfera
Aqui no Brasil temos alguns serviços usados por blogs que fornecem widgets. Um deles é o BlogBlogs que lançou recentemente o widget Últimos Leitores que, como o nome diz, mostra os últimos leitores cadastrados no BlogBlogs que o visitaram, semelhante ao MyBlogLogs do Yahoo!. Outro widget do BlogBlogs é o Rank da blogosfera brasileira. O Rec6 também tem seu widget e exibe as notícias promovidas neste site de social news.
![[Widgets do BlogBlogs e Rec6] [Widgets do BlogBlogs e Rec6]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/widget_blogblogs_rec6.png)
Um bastante usando na blogosfera brasileira é o widget do Flickr, para exibição de fotos
. Vejam um exemplo na Lulileslie. Também temos o YouTube que permite colocar dentro de um post seu player de vídeos. Talvez esse widget explique o crescimento explosivo do serviço desde o seu lançamento.
Marketing dos Widgets
Os widgets podem ser usados como ferramenta de marketing. Uma grande exemplo é o Coke Ring, da Coca-Cola. Esse widget foi a base de um concurso promovido pela fabricante de refrigerante junto aos blogs. A vantagem é que esse tipo de widget espalha-se de forma viral, acaba atingindo seu público alvo de forma eficiente e tem um custo muito baixo de divulgação. Os próprios usuários se encarregam de espalhar a novidade.
Widgets e-commerce
Os widgets podem ser usados para um site ganhar dinheiro também. Vários negócios estão surgindo no mercado de explorar widgets como ferramentas de anúncios. Um deles é o brasileiro boo-box, que está em negociação para receber aporte financeiro de venture capital. Mesmo os anúncios contextuais do Google (adsense e adwords) podem ser considerados widgets. Os anúncios são gerados dinamicamente, portanto enquadram-se nesta classificação.
Páginas widget
Páginas iniciais estão na moda. Recentemente o Google
renomeou o seu Google IG para iGoogle. Lá é possível colocar diversos widgets, desde o seu Gmail, passando por leitor de RSS e mais uma infinidade de outras funcionalidades. Outro serviço semelhante é o Netvibes, bastante usado como leitor de RSS.
![[Netvibes] [Netvibes]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/netvibes_home.png)
Essa foi uma visão geral dos widgets. O potencial é enorme. Como a moda atual é o usuário gerar conteúdo, é possível criar seu próprio widget usando serviços como o ClearSpring e o Widgetbox. Se você pretende divulgar um produto ou serviço na web, não deixe de pensar nos widgets.
8 maio 2007
por Alexandre Fugita
Essa é exclusiva do Techbits. O boo-box, aquela startup brasileira que saiu no Techcrunch, está em negociações com empresas de capital de risco (VC). O Marco Gomes, mentor do projeto, esteve em São Paulo algumas vezes nas últimas semanas. Acabo de saber que pediu demissão do seu cargo na Agência Click de Brasília e está de mudança para São Paulo, que é onde está o dinheiro, para se dedicar ao projeto. Na semana passada conversei com ele e consegui algumas dicas interessantes do que pode está por vir. Claro, informações detalhadas ainda não podem ser reveladas, mas tudo indica que o vale do silício é aqui mesmo e novidades estão a caminho.
boo-box
Para quem não sabe, o boo-box é uma alternativa para monetização de sites e blogs. Sim, é possível ganhar dinheiro com um blog. O anúncio é contextualizado, com alvo bem definido e com chances maiores de ser útil. Sites e blogs que utilizam imagens podem colocar um boo-box nela e se clicado, abre um leque de opções em lojas parceiras do sistema. Toda a comissão gerada por uma venda vai para o blogueiro participante e nada para o boo-box. Então, como eles vão ganhar dinheiro?
Essa é uma das questões mais perguntadas na blogosfera. O dinheiro deve vir de grandes players da internet como a Amazon ou Google. Na medida que ganhem massa crítica de usuários e façam diferença na receita dessas organizações, poderão pleitear um comissão extra, não retirada daquela paga ao blog afiliado.
Contextualização
Você abre uma revista sobre carros e lá tem um anúncio de apartamentos. Acho que não era bem isso que você procurava. Você abre um site que fala de iPods e lá tem um anúncio de iPod. Agora sim faz todo o sentido, isso é contextualização. O Google ganha muito dinheiro exibindo anúncios contextualizados ao conteúdo que você está consumindo. A chance de acertar o alvo é muito grande.
Na gigante de Montain View a escolha de anúncios é feita automaticamente, por computadores. O boo-box pensa diferente. A contextualização é gerada por nós mesmos, humanos. A inteligência artificial ainda não atingiu poder suficiente para entender corretamente os textos. Por mais que o robô do Google tente, algumas vezes exibe anúncios que nada tem a ver com um texto. No boo-box escolhemos as palavras chaves relacionadas a cada imagem. Assim garante-se uma contextualização quase perfeita.
7 maio 2007
por Alexandre Fugita
Hoje a Microsoft está lançando oficialmente o Windows Live Hotmail (http://mail.live.com). O Hotmail é uma das linhagens mais antigas de webmail que existe. Começou em 1996, foi comprada pela Microsoft
em 1997 e por muito tempo dominou o cenário dos e-mails gratuitos da internet. Usei o serviço como meu endereço principal durante vários anos. Quem é dessa época deve lembrar do logotipo ao lado. O Windows Live Hotmail é uma evolução da plataforma e estava em teste beta há mais de um ano. Será que volta a ser “hot” como antigamente?
2 GB, antes tarde do que nunca
Agora os usuários terão gratuitamente 2 GB de espaço de armazenamento, acesso via Outlook, acesso móvel e com sincronização de e-mails e contatos. Antes alguns destes serviços premium eram cobrados. Todos os usuários do Hotmail poderão migrar para o novo Windows Live Hotmail facilmente.
Pra falar a verdade não uso Hotmail há anos. Apenas lembro que tinha míseros 2 MB (sim, Megabytes) e que de repente isso ficou ultrapassado com o surgimento do Gmail. A partir daí não sei mais do Hotmail. Nunca entendi o motivo do botão próxima mensagem ir para a mensagem mais antiga do que a mais nova, como vejo na minha lógica. Nesse meio tempo perdi minha senha do Hotmail, tentei recuperar com a Microsoft, mas chegaram à conclusão que eu não era eu. Ei, tem alguém da MS lendo aí que queira me ajudar?
Nada de Silverlight
Agora parece que tudo está melhor, a interface lembra o Outlook e implementa recursos modernos da “web 2.0”. O estranho de tudo é que o serviço não usa o Silverlight, plataforma de desenvolvimento de aplicativos web recém lançada pela gigante de Redmond. De qualquer forma é uma ótima notícia para aqueles que ainda usam o Hotmail seja por questões sentimentais ou por causa do MSN (dica: dá pra configurar MSN com e-mail da concorrência). Aos saudosistas, um vídeo da própria MS com a evolução do Hotmail.
7 maio 2007
por Alexandre Fugita
Não, essa não é uma seqüência da Matrix. Um dos assuntos mais importantes da semana passada foi a demonstração do Silverlight da Microsoft. Para quem não sabe, o Silverlight é uma plataforma para criação de Rich Internet Applications que a gigante de Redmond está lançando e impressionou todo mundo. Desenvolvedores por toda a web estão falando que a web renasceu, foi “rebootada”, vai mudar depois do Silverlight. Desde o keynote de demonstração do produto estou para escrever algo aqui, mas precisava analisar toda a informação disponível pela web e blogosfera. Pra quem ainda duvidava, a web é mesmo a plataforma.
Rich Internet Applications
O que eu entendo de RIA é que são aplicações web que tentam mimetizar ao máximo aplicações normais de desktop. Arquitetos da Informação me corrijam se estiver errado. Com o Flash é possível criar Rich Internet Apps, assim como usando-se o quase ex-hype AJAX e agora, o Silverlight.
Desde sempre dizem que a web vai virar plataforma. Só recentemente com a popularização de algumas tecnologias está tornando isso possível. A banda larga é fundamental, assim como um bom browser e um computador rápido. Com esses três elementos diminuímos os problemas causados pelos lags intermináveis que aplicações web estão sujeitos.
E a tendência é essa mesmo. A Adobe possui o Flex, plataforma de desenvolvimento de RIAs off-line baseado no Flash. A fundação Mozilla deve lançar o Firefox 3 com suporte aplicativos web rodando off-line. A Microsoft lança o Silverlight para concorrer neste mercado que deve ser uma das possíveis evoluções da web.
Além de novíssimas e reluzentes aplicações web, vamos ver uma evolução no software corporativo usando estas tecnologias. Esse troço chamado web 2.0, AJAX, etc, foi apenas um período de transição. Não é à toda que por toda blogosfera ecoa que web 2.0 não existe, não é nada, blá e blá. Agora é esperar pra ver qual vai ser o vencedor da nova e sangrenta batalha. Adoro isso!
Leia também:
- Silverlight, uma discussão interessante via about: blank