O iPhone e os softwares on-line

por Alexandre Fugita

iPhoneA última sexta-feira aconteceu o lançamento do mega-super-hiper-ultra-hype e aguardado-tudo-em-um-iPhone. Um dos problemas que todos já vinham falando é a falta de suporte a aplicações de terceiros. Jobs veio com a solução mágica, certa vez discutida aqui no Techbits: use a web 2.0, softwares on-line, ajax. Pronto, está aí seu SDK, tudo rodará no Safari. Ao assistir a este anúncio na WWDC, logo percebe-se que não agradou o desenvolvedor da Apple. Ninguém aplaudiu, nenhum UAU foi ouvido, murmúrios desapontados ecoaram ao fundo.

Muitos cliques

Desde então alguns web services surgiram para o iPhone , nenhum mirabolante e todos com um complicador a mais para usar: rodam dentro do Safari. Não há a possibilidade de criar ícones para ir direto a uma aplicação web do iPhone o que significa muitos cliques para se chegar a eles. Muito complicado para um produto vindo do loop infinito.

A falta de botões físicos parece ser algo bastante interessante, mas mostra-se um problema sério. Quer fazer uma ligação? No mínimo uns 6 movimentos entre botão físico e toques na tela. Se sua lista tiver 300 contatos, o que não é incomum, lá se vão vários segundos e muitos toques tentando achar alguém no meio de tantos nomes. No Treo consigo achar um contato, a partir do telefone travado pressionando 4 botões.

Ajax, web 2.0 e a limitação dos softwares on-line

Apesar de ser um entusiasta do software on-line – defendo esse tipo de aplicação várias vezes aqui no Techbits – acho que para um smartphone por enquanto não funciona. Mesmo o iPhone tendo wi-fi, a maior parte do tempo estará sob rede EDGE, que é lenta. Um software on-line, pra ser minimamente usável precisa de uma internet razoavelmente rápida. Por isso funciona perfeitamente no desktop e não no iPhone. Wi-fi está fora de questão. A rede, em qualquer lugar do mundo é fixa a poucos locais e não permite deslocamentos entre elas. Nem mesmo as redes mesh parecem vingar.

Mas o ajax comunica-se através de XML, não? Só a informação trafega, correto? Mesmo assim continua lento. Não tem jeito. Software on-line exige banda relativamente larga. Ou ficaremos submetidos a lags de desempenho terríveis. Jobs, cadê o SDK?

Efeito Rosana Hermann

por Alexandre Fugita

Querido LeitorEstava esperando o dia em que veria algo parecido com o efeito Digg. E esse dia chegou. Esta semana o Techbits foi citado, elogiado, recomendado por nada mais, nada menos que a Rosana Hermann do Querido Leitor. Fui avisado por um amigo da citação, fui ver o post indicado e UAU, entrei em êxtase. Fui logo ver as estatísticas do blog e realmente o efeito Rosana Hermann atuou com toda força. A visitação por hora triplicou em relação à quantidade normal, isso nunca tinha acontecido antes em função da citação em outro site.

A citação

Claro, fiquei tão lisonjeado com a citação que reproduzo um trecho abaixo:

“Mergulhe em todos os arquivos, delicie-se com o texto claro e preciso, ajoelhe diante da tela e agradeça a Santa Arroba dos últimos cliques ou simplesmente monte um altar em volta da tela neste endereço.”

Leia o post completo no Querido Leitor.

Agradecimento

Agradecimento especial à Rosana Hermann, pelos elogios, pelos leitores que vieram prestigiar, pela citação. Espero que os leitores dela tenham gostado do Techbits e continuem visitando este blog.

Discutindo o Firefox no Brasil

por Alexandre Fugita

[Firefox] Ontem aconteceu em São Paulo um encontro com a comunidade Mozilla. Esperava mais gente, tinha umas 15 pessoas presentes. Da fundação Mozilla vieram para o Brasil Asa Dotzler e JT Batson. O Asa era o mais comunicativo, falou bastante e intermediou o debate. Comecou explicando todo o tour que fizeram pelo nosso país – o encontro de ontem foi um dos últimos eventos – e queria saber de nós para quê usávamos a web. A platéia era composta basicamente por pessoas tech-savvy, entre eles destacamos o Marco Gomes, do boo-box, Guilherme Felitti do IDG Now! e um pessoal da comunidade Mozilla Brasil. Também presente o Fugita (eu) do Techbits, Meio Bit, etcBit, hehehe!

IE é inseguro, FF é seguro

Uma das coisas que o Asa destacou é a segurança do Firefox. Citou aquele estudo que mostrou que o Internet Explorer ficou exposto a vulnerabilidades por 284 dias em 2006 enquanto que o navegador da raposa teve uma janela de apenas 9 dias. Salientou também que no Brasil o problema pode ser maior ainda pois uma boa parte das cópias do Windows é usada “gratuitamente” (nas palavras dele), o que não dá direito a patchs de segurança. Então a idéia do encontro é estimular o uso do Firefox.

Spread Firefox

O debate foi então para formas de divulgar o Firefox. Eles procuram alguém interessado em ser a base deles aqui no Brasil para promover eventos, divulgação, essas coisas. Mostraram iniciativas feitas nos EUA como o logo do Firefox desenhado em um campo agrícola ou ainda o anúncio de página inteira, no New York Times, com o nome de usuários do browser da raposa. Outra questão debatida foi uma tradução para o “spread Firefox“, mantra usado pela fundação Mozilla para “espalhar” o FF pelos quatro cantos do mundo.

Firefox off-line

Perguntei ao Asa sobre o suporte off-line a aplicações web que o Firefox 3 oferecerá e como isso se compara com o Google Gears e a solução da Adobe. Claro, a resposta dele foi que o Firefox terá o melhor suporte entre todas as opções, mas que há colaboração entre eles. Mas avisou, vai ser a nova guerra que está por vir.

Pra finalizar, uma curiosidade. Não sabia, é provável que alguns de vocês já tenham ouvido falar… Mozilla é uma contração de Mosaic Killer. Para quem não pegou, o Mosaic foi o pai de todos os navegadores web. Não seria esse nome um pouco “evil” para uma fundação que briga com browser da corporação mais “evil” do mundo da tecnologia?

Google Docs reloaded

por Alexandre Fugita

[Google Docs] Um dos softwares on-line que mais utilizo é o Google
Docs e Spreadsheets
(Textos e Planilhas). O Word e o Excel perderam a vez faz tempo no meu dia-a-dia. Uma aba do Firefox fica sempre aberta com o software on-line de edição de textos e planilhas da gigante de Montain View. Percebi que algo estava para mudar pois o favicon do Google Docs mudou esses dias. Nesta manhã, ao abrir minha pasta de documentos, surpresa! Interface nova e mais agradável.

[Google Docs]

Gerenciador de arquivos

Agora existe uma barra lateral esquerda com várias divisões. É como se fosse um gerenciador de arquivos tipo Explorer do Windows. Nele estão acessíveis as pastas, tipos de documentos e todas as pessoas com quem você compartilha algum documento. Também é possível arrastar e soltar documentos dentro do Docs e também vindos do Windows Explorer.

Sempre existiram pastas no Google Docs. Melhor que isso, não são pastas, são tags. Organizar por tags é muito melhor do que por pastas. Mas faltava uma forma de acessar as pastas facilmente, separar cada um dos itens. Agora isso fica facilitado por esse novo recurso.

O motivo das tags serem melhores que as pastas verdadeiras é que um arquivo pode ter várias tags. No modo tradicional de organizar a informação, se você joga um documento em uma pasta, não poderá encontrá-la em outra. Parece óbvio, mas com as tags é possível colocar o arquivo em vários lugares e assim fica mais fácil achá-lo por que ele estará relacionado com vários assuntos.

Compartilhar, eis a questão

A grande vantagem do Google Docs sobre o concorrentes off-line como a suíte Office da Microsoft é a possibilidade de compartilhar um arquivo com várias pessoas. Por exemplo, tenho 21 pessoas compartilhando documentos do Googleomigo, de textos a planilhas, de colegas de trabalho a pessoas da minha família. Todas elas, eu incluso, sempre temos acesso à ultima versão do documento. Não importa se alguém editou a 15 segundos atrás. A versão que todos enxergam é a mais atualizada. Isso é ótimo pois o controle de versões é muito fácil. Não preciso ficar mandando por email minha última alteração. O arquivo está lá, disponível, atualizado, para todos verem.

Além disso é possível colaborar ao mesmo tempo em um mesmo documento. Todo mundo pode escrever um texto ou editar uma planilha em tempo real, cada um em seu computador. Cada um em uma localização geográfica diferente. No escritório moderno uma pessoa está em São Paulo e a outra em Nova York. E trabalhando em equipe.

Google Apps

Empresas podem usar essas ferramentas do Google através do Google Apps . O Techbits faz uso extensivo do Google Apps na versão gratuita. Quando uma empresa possui muitos usuários, paga-se uma taxa anual ao Google. Sai muito mais barato que comprar para cada colaborador uma versão do Office da Microsoft e não usar nem 10% dos recursos do pacote. E quando você terminar seu texto ou planilha é só salvar nos formatos padrões .DOC, .XLS ou .PDF e usá-los como bem entender. Mas se é só para alguém ler, compartilhe via internet mesmo. Muito mais prático.

Smartphone é internet móvel

por Alexandre Fugita

[Smartphone Treo 680] Meses atrás escrevi um post dizendo que wi-fi não era a internet móvel. Agora escrevo o texto complementar, dizendo que o smartphone[bb] é a internet móvel. Comprei recentemente um Palm Treo 680 e estou usando muito o acesso à web e internet via rede celular, para uma série de tarefas. Você pode perguntar, mas não é caro? Sim, é. Mas para quem depende bastante da internet por causa de um ou mais sites, precisa absorver informação em uma taxa relativamente alta com o menor desperdício de tempo, acesso à internet em qualquer lugar compensa. Até então dependia de wi-fi. E posso dizer… quase nunca usava fora de casa, ou seja, nada útil pra quem procurava mobilidade.

Wi-fi é hype, mas celular é que é internet móvel

Quantas vezes você abriu seu notebook no meio da rua para consultar uma informação rapidamente que você sabe que o oráculo responde? Nenhuma, imagino. Talvez você tenha ido correndo para o hotspot mais próximo, isso se você sabe onde ele está. Com um smartphone na mão é tudo mais fácil. O Google[bb] está a poucos segundos do seus dedos. Seu e-mail está sempre lá, o web RSS é acessível e até conversar via Gtalk ou MSN são coisas triviais. Ontem mesmo, resolvi algumas coisas via IM direto da rua, não importa qual pois isso não faz a menor diferença.

Economizando tempo ou trabalhando mais?

Ok, você vai dizer: agora está trabalhando mais afinal acessa e-mail dequalquer lugar, pode ler seu RSS no meio da multidão, etc… etc… Aí que está, no mundo atual as pessoas gastam algumas horas que poderiam ser melhor aproveitadas. Se você demora 1h do seu trabalho para sua casa, dirigindo, está perdendo tempo[bb]. Não é à toa que grandes executivos andam com motorista. Enquanto se locomovem vão resolvendo dezenas de coisas. Pobres mortais como eu precisam se contentar com o motorista do transporte coletivo. Mas isso também é uma vantagem.

Ao invés de desperdiçar o precioso tempo sem fazer nada no ônibus, leio meu feed RSS, vejo se tem algum email importante, vou adiantando o trabalho. Com isso acabo economizando tempo. Se dependesse de um notebook com wi-fi não teria condições de fazer isso. Abrir um laptop no ônibus é pedir pra descer com dois três. E ainda, quando estiver em um lugar com mesa e sem wi-fi (sim, isso é mais comum do que você imagina!), posso usar o Treo como modem. Wi-fi 0 x 10 Rede celular. Ops, rede celular é nota 7… o preço ainda é salgado…

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