15 setembro 2006
por Alexandre Fugita
Nessa semana tivemos a correção mensal de segurança da Microsoft. Isso foi na terça, dia 12. Dois dias depois, na quinta, a Secunia divulgou a descoberta de uma falha extremamente crítica que afeta o Internet Explorer (IE). Novidade… Muitos conhecidos comentam comigo que o computador deles está estranho. Geralmente é aí que eu pergunto: qual programa você usa para navegar na web? Adivinha? Ganha um doce quem descobrir…
Qual o problema do Internet Explorer? (*)
Há alguns anos, quando o IE ganhou a primeira guerra dos browsers, o seu desenvolvimento parou. Lançaram a última versão há 5 anos. Falhas e mais falhas foram descobertas mas nem todas foram corrigidas. Com sorte, as que são sanadas ficam até 30 dias em aberto (as vezes mais). Isso é tempo suficiente para crackers explorarem o problema e invadir computadores espalhados pela internet. Fora isso, muitas pessoas não atualizam o Windows quando a Microsoft divulga as correções, aumentando assim o tempo de exposição a uma vulnerabilidade. O IE 7 está para sair. Talvez melhore a situação. Mas tenho minhas dúvidas.
O Firefox também possui falhas
É verdade. Dias atrás as manchetes davam conta de que acharam 682 problemas no Firefox. Um robô analisou o código do software e encontrou essa quantidade de falhas. A comunidade (preste atenção, são seres humanos) open source analisou os problemas apontados e descobriu que efetivamente apenas 2 ou 3 talvez sejam reais.
(*) além de ser lento e não seguir as regras da w3c?
14 setembro 2006
por Alexandre Fugita
De tempos em tempos surge um iPod killer (matador do iPod). Chegou a vez da Microsoft com o Zune. E não é que eles acertaram a mão? O diferencial do produto é a possibilidade de interação entre usuários através de uma rede sem fio. É a nova revolução da música digital. O produto estará a venda para as festas de fim de ano e virá em três cores.
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O MySpace é uma rede social que funciona, entre outras, como forma de compartilhar músicas de bandas desconhecidas. O sucesso do mundo virtual foi transportado para o mundo real com o Zune. Através de uma rede wi-fi será possível enviar músicas a seus amigos. Essas músicas poderão ser ouvidas (pelo receptor) por até 3 dias ou no máximo 3 vezes, o que vier primeiro. O objetivo é vender mais músicas. A possibilidade da degustação antes da compra pode fazer as vendas de músicas digitais crescerem. É a rede social dos players de música. Tacada de mestre.
Zune e sua loja
Da mesma forma que a Apple, a Microsoft lançará junto ao Zune sua própria loja de músicas. Essa integração é uma das explicações para o grande sucesso do iPod. A outra explicação é a interface fácil de usar e o design simples e bonito. O desing do Zune é razoável. Só espero que não seja complicado de usar como a Microsoft adora fazer.
Na blogosfera:
- Digital Drops: Conheça o Microsoft Zune
- NsT: Player digital Zune, da Microsoft, chega para concorrer com iPod.
- Anderaos Wireless: Anti-iPod da Microsoft é finalmente apresentado
- Garota sem fio: Zune chega para arrebentar
- Meio-Bit: Lançado o Microsoft Zune – com vídeos da interface
- Techcrunch: Ok, Here’s What Apple Announced Today
14 setembro 2006
por Alexandre Fugita
Venho acompanhando há algum tempo o site que, parece, tornará-se o Digg brasileiro. O Eu Curti é uma rede social colaborativa de notícias. Exatamente o mesmo conceito que tenho do Digg, com a vantagem de ser em português. São sites que na essência dão o “controle editorial” aos usuários ao permitir que enviem notícias (publicadas em outros sites), votem nelas (a favor ou contra) e, se a multidão achar relevante, promover para a página principal.
Explicando melhor: há um algoritimo que mede a intensidade de interesse por determinada notícia de acordo com os votos recebidos e a votação geral do site. Esse algoritimo promove notícias para a página principal ou as mantém no ostracismo. Os desejos da multidão é que decidem.
O efeito digg
Os sites e blogs escritos em inglês podem sofrer do efeito digg (o novo efeito slashdot). Isso significa que seus posts ganharam a simpatia da multidão e foram parar na página principal. Ou seja, o site foi digged. O fluxo de leitores dispara a níveis astronômicos e, de tantos acessos simultâneos o site pode sair do ar. Quase que um ataque de negação de serviço (DDoS), mas gerado por sucesso de um post e não por hackers.
O Eu Curti cresceu bastante de movimento nos últimos dias, após publicação de uma matéria no IDGNow. Está ganhando massa crítica com mais notícias sendo postadas e mais pessoas votando. Em breve deve surgir o efeito eu curti. E os sites que sairem do ar poderão dizer: fui curtido.
Concorrentes
Na onda da web 2.0 brasileira existem vários serviços similares ao Eu Curti. Quem deu a dica foi o Diogo Azevedo, em uma ótima análise publicada em seu blog recentemente. Entre os concorrentes temos o Ouvi Dizer, o LinkK, o rec6 e o Overmundo. Este último é voltado para cultura, ou seja, explora um nicho bem específico e já é bastante conhecido pelos internautas. Dos outros três, o rec6 é o que tem a interface mais com cara de web 2.0. Os três aparentemente não têm o mesmo número de usuários que o Eu Curti, mas estão em busca por um lugar ao Sol.
Cauda Longa da notícia
Temos um agregador (Eu Curti), uma rede social colaborativa e uma infinidade de blogs e sites na disputa pela atenção do leitor. Um blog de nicho consegue através do Eu Curti atingir um público muito maior, demonstrando que há demanda para qualquer conteúdo. Não importa qual site que você está lendo e sim se o conteúdo é relevante para seus interesses. Essa é a Cauda Longa da notícia.
13 setembro 2006
por Marco Arribas
[Tradução para português aqui]
I’ve been asked several times by my friends which processor is better: Sempron, Athlon, Pentium, Celeron, etc. Indeed, a multitude of options is available these days: processor (CPU) clock (processor frequency or speed), L1 and L2 cache, dual core as well as Hyper-Threading technology. This is further complicated by the fact that the user also has to choose RAM size and hard disk capacity. Being the triad processor, memory and hard drive the basic things to take into account when buying a new computer, I’ll briefly explain them in order to help the average user to decide and not to be fooled by vendors, whose only purpose is to sell the most expensive system.
The memory
Firstly, memory or RAM (Random Access Memory) is the memory used when the computer is on and it’s measured in megabytes (MB) or gigabytes (1 GB is basically 1000 MB). If you’re the kind of user that likes to run a lot of programs and is not willing to close your browser to either open a word processor or scan a picture, you need more RAM. Plus, if you want to leave your computer on for several hours or don’t turn it off at all (like me), you also need more RAM1.
The reason that you need more memory is not that you would not be able to run your applications, but the performance of your system will be impaired by the fact that your operating system will have to ‘page’ the extra data. Paging is the process by which, due to the lack of physical RAM, the operating system has to write the extra information on the hard drive. The movement of a hard drive head to read and write data is measured in thousandths of a second, while in the case of RAM, it’s performed in billionths of a second. That’s a factor of a million! Thus, if you’re planning to buy a computer with 256 MB, forget it; the performance of your system will be severely compromised, even with the fastest processor on the market. The minimum for Windows XP is 512 MB, but I would recommend 768 MB. Unless you’re a hardcore gamer or like virtual trips with Google Earth, 1 GB and over won’t necessarily improve the performance.
The processor
Things get a little bit more complicated regarding processors, because of the fact that there are lots of them on the market, although they’re manufactured either by Intel or AMD. First check the frequency of the processor, which is measured in gigahertz (GHz – billions of ‘pulses’ per second). You’d think that the higher, the better; however this is not always true. In fact, you also have to check the cache memory (L2 cache, specifically). Cache memory is a very fast type of RAM that is embedded in the processor and it’s useful when the application requires a set of instructions to be repeated. Instead of requesting them from the RAM, it reads from the cache. For instance, Intel Pentium D processors are faster than Celeron D processors, considering that Pentium has L2 cache around 1000 KB, whereas Celeron has 256 or 512 KB, even though running basically at the same frequency. This is also the case of laptop processors: despite the fact that their clock speed is usually lower in order to save energy, they have a larger L2 cache.
As I’ve mentioned above, computer “brain” choice is a hard issue. Newer processors are released every month or so. A new wave of CPUs is now on the market: dual core processors. They feature the same structure of the single core processors (clock speed, cache memory), but they possess two units (CPUs) on the same chip. Obviously, this doesn’t make your computer run twice as fast, but their efficiency is considerably augmented, along with their prices. Additionally, there is Intel’s Hyper-Threading technology (HT Technology; not AMD’s Hyper-Transport technology) that works by making more efficient use of idle clock cycles, processing more than one thread (or piece of the same application) at the same time.
The hard disk
Finally, the hard disk capacity depends on what you want to save in computer. I’d recommend a faster hard disk (SATA – Serial ATA; virtually all desktop systems use this technology nowadays) and a large hard disk cache memory (8 MB or 16 MB). Generally, 60 GB is more than enough to install every software you need plus 10 GB of songs, that is, approximately 7 days of non-stop music. Of course, 80 GB or more sounds better, especially if you’d like to have lots of movies in you hard disk and you’re not willing to search for them in some CD or DVD spindle. Nevertheless, this problem can be circumvented by purchasing an external USB (and slower) hard drive with 160GB or more.
Conclusion
I hope this article would have answered some questions for the non-experienced user without being too technical, although you might come up with other questions. That’s it. Post your comments!
1. To check how much memory you have, press CTRL+ALT+DEL and click on the performance tab. In ‘Physical Memory’ you can verify the ‘Total’ memory in kilobytes (KB – 1000 KB is approximately 1 MB) in your system. Also, in the performance tab check ‘PF Usage’, that is the memory that is being used at any given time.
12 setembro 2006
por Alexandre Fugita
[Atualizado, pequenas alterações] Foi-se o tempo em que a Apple era uma simples fabricante de computadores pessoais. Agora ela é uma distribuidora de arquivos digitais. Com DRM, claro. A grande tacada da Apple foi integrar a oportunidade de vender o player mais cobiçado de todos (iPod) com sua loja de músicas, seriados e agora filmes e jogos.
Loja de filmes
Como previam os rumores a Apple lançou sua loja de filmes (iTunes Movie Store). Por enquanto só de distribuidoras ligadas à Disney: Pixar, Touchstone, Miramax e a própria Disney. Já está disponível para o mercado americano e chega em 2007 para o resto do mundo, o que não deve incluir o Brasil.
Na sua apresentação Steve Jobs finalmente revelou o esperado mídia center da Apple (iTV, nome provisório). Tem novidades interessante, mas os concorrentes já haviam feito isso no começo do ano na CES 2006. Será lançado em 2007.
O menor mp3 player do mundo
Também foi lançado pela Apple o que eles chamaram de menor tocador de mp3 do mundo (foto ao lado, novo iPod Shuffle), com um oito centímetros cúbicos de volume, 12 horas de autonomia, 1 GB de capacidade e feito de alumínio. No passado piadas circularam pela internet pois cada vez mais o iPod ficava menor. E ficou.
Outros iPods também foram lançados e o iTunes, software bastante utilizado para tocar mp3 nos computadores e gerenciar o iPod, foi atualizado para a versão 7 para incluir as novidades.
DRM, o inimigo
Já falei sobre isso diversas vezes. O DRM é o inimigo. Por mais que seja cool comprar na Apple, todos os filmes e músicas vendidos têm DRM embutido. Ou seja, você terá que usar produtos deles para assistir/ ouvir. O mesmo é válido para qualquer outro concorrente, incluindo o recém-lançado Amazon Unbox. Claro, sempre existe um jeitinho…
Na blogosfera: