MundoMax: novo anunciante do Techbits

por Alexandre Fugita

[MundoMax] Hoje entrou no ar um anunciante fixo aqui no Techbits. Trata-se da loja virtual MundoMax.com.br que está com um banner na parte superior direita do site. A loja vende uma gama variada de produtos que abrange informática, telefonia, segurança, áudio/ vídeo, eletro-portáteis, áudio profissional e instrumentos musicais. Segundo informações disponíveis no site o MundoMax faz parte de um grupo com 40 anos de experiência na venda de eletrônicos. Também há um blog corporativo com algumas novidades em lançamentos.

Blogs, mídia de credibilidade

Essa é a segunda vez que o Techbits tem um anunciante fixo. O primeiro foi para um torneio do Google Code Jam. No exterior blogs já fazem parte da estratégia de marketing das grandes empresas. Aqui no Brasil a atuação é mais tímida mas as coisas estão mudando. A Microsoft, por exemplo, parece interessada nos blogs. Tanto que chamou alguns blogueiros brasileiros para uma reunião no próximo dia 23, Techbits incluso. Lá fora, a importância dos blogs é tamanha que alguns chegam a contratar CEOs.

O que diferencia um blog de uma empresa de mídia tradicional é o fato do blogueiro em geral ser uma pessoa que gosta do assunto que aborda. E como entende muito bem do que está falando, investiga fatos a fundo e ganha credibilidade com os seus leitores. Deslizes acontecem como o ocorrido com o Engadget. Um post deles sobre rumores da Apple derrubou as ações da empresa em 3% em pouco menos de meia hora. Um prejuízo de 4 bilhões de dólares.

MundoMax.com.br

É isso, o Techbits tem agora um anunciante fixo, espero que seja uma parceria de longo prazo. Este post jabá não faz parte do acordo de divulgação, mas resolvi escrevê-lo em agradecimento ao MundoMax.com.br, na cola de blogs estrangeiros que de vez quando fazem uma pausa para seus anunciantes. Obrigado pela confiança, MundoMax!

A paranóia do DRM

por Alexandre Fugita

[DRM paranóia] Dizem que a tecnologia só melhora nossas vidas. Não é bem assim. Quem conhece o DRM sabe que é uma tecnologia que está aí para atrapalhar. DRM, ou Digital Rights Management, são tecnologias para controlar a distribuição e visualização de conteúdo, seja ele vídeo, áudio e até texto. Estudar o DRM profundamente mostra que isso só faz mal para todos os interessados no conteúdo: consumidores, indústria e artistas. Para quem acha que ser contra o DRM é ser pirata, longe disso. Também é fácil entender por que o DRM não funciona: filmes são criptografados. Para conseguirmos descriptografar uma mensagem é necessário termos a chave para isso, ou seja, ela obrigatoriamente está presente no seu aparelho ou software do computador. Concluindo, estará sob o seu controle a mensagem a ser descriptografada e a forma como fazê-la. Daí para quebrarem o segredo é um passo.

Paranóia

O Windows Vista é um sistema operacional totalmente paranóico quando se trata de conteúdo. Mecanismos de DRM embutidos no Vista só permitem tocar conteúdo de alta qualidade e protegidos por DRM, se em nenhum momento – vou explicar isso melhor adiante – existir a possibilidade do conteúdo cair nas mãos de possíveis hackers.

Por exemplo, o cabo que liga o player HD-DVD (alguém?) instalado em sua máquina à placa de vídeo/ placa mãe, precisa estar protegido por DRM. O cabo que sai para seu monitor precisa ter DRM. O sistema operacional verifica se a proteção foi quebrada em algum desses pontos várias vezes por segundo. Em caso positivo a qualidade do sinal imediatamente cai para evitar que alguém faça uma cópia de alta qualidade.

Praticamente só de bater um ventinho em um desses cabos o Vista já acha que está sendo invadido. Um texto que explica muito bem todo esse processo é o paper do Peter Guttman chamado “A cost analysis of Windows Vista content protection“.

Revogação de chaves

Os sistemas de DRM do HD-DVD e Blu-Ray possuem um sistema de revogação de chaves criptográficas. Uma vez descobertas pelos hackers, uma chave pode ser revogada e os players que o possuem deixam de tocar conteúdo de alta qualidade. A revogação é feita através de atualização do firmware de tocadores quando estes entram em contato com novos discos lançados pela indústria e que são capazes de atualizar os sistemas. Usar esse mecanismo pode ser um tiro no pé da indústria, mas já foi feito pelo menos uma vez para aquela famosa seqüência que se espalhou como um meme pela web semanas atrás.

Isso na verdade não adianta muito pois novas chaves criptográficas lançadas também sofrerão os mesmos ataques e serão quebradas. O AACS versão 3, que está pra ser lançado na próxima semana (dia 22), já foi quebrado pelos hackers . A briga de gato e rato da indústria tem se mostrado dispendiosa e ineficaz.

Guerra de formatos infinita

Mas e daí, quem se importa com essa guerra de mídias físicas? O negócio vai ser a distribuição online de filmes, certo? Provavelmente, mas certamente terá DRM. Isso cria uma situação um tanto inusitada já que antes tínhamos uma guerra entre HD-DVD e Blu-Ray. Mas agora, cada loja, cada player do mercado de vídeos online vai querer usar seu próprio sistema de DRM, incompatível com os dos concorrentes. Uma briga de apenas dois formatos vai virar uma guerra infinita de formatos

Que fim levou o UTube.com?

por Alexandre Fugita

[UTube.com] Meses atrás, quando o Google comprou o YouTube, um site chamado UTube.com foi bastante afetado. O nome YouTube pode parecer fácil agora, mas muita gente não sabe como escrever isso. Então iam ao mecanismo de busca mais próximo, ou à barra de endereços e tascavam UTube.com. Não é preciso dizer que acabavam no lugar errado, uma empresa que vende tubos de verdade, não os que carregam a internets . Naquele longínquo Novembro de 2006 o UTube.com entrou com processo contra seu quase homônimo ligeiramente mais famoso exigindo nada menos que mudassem de nome. Passada a euforia, que fim levou o UTube?

1000 dólares por dia

Segundo o Mashable a visitação continua em alta e o UTube.com, além de manter o tradicional site de venda de tubos, agora é um mecanismo de busca de ringtones. Isso mesmo, ringtones, com direito a anúncios. Aproveitando-se do fluxo de mais de 2 milhões de visitantes por mês – antes recebia apenas 1500 clientes no mesmo período – o UTube deve faturar cerca de mil dólares por dia só com os anúncios exibidos pelo seu mecanismo de busca.

[UTube ringtones]

Não é à toa que as pessoas confundem o nome do site. As primeiras vezes que ouvi falar do YouTube, ninguém conhecia e o ao ouvir o pessoal do podcast TWiT citá-lo, achava que estavam falando daquela banda de rock irlandesa, o U2. Só depois de ouvir umas 10 vezes é que entendi que era YouTube. O nome causou muita estranheza no começo, mas hoje é perfeitamente normal. Outra demonstração dos motivos do UTube.com ser tanto acessado, é só assitir (no YouTube) o vídeo da Sônia, que agora tem até loja virtual.

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Voyeurismo na era da informação

por Alexandre Fugita

[Flickrvision] Está surgindo o voyeur da era da informação. Através da internet é possível vasculhar pessoas, comportamentos de grupo e o que está acontecendo em tempo real em algumas redes sociais e serviços. Quer saber as fotos que estão sendo publicadas agora no Flickr? Flickrvision. Quer saber o que seus amigos estão fazendo? Twitter. E o que a multidão está votando no Digg? Digg Stack. Podemos ver tudo em tempo real, na medida que as coisas vão acontecendo. Claro, é uma mera curiosidade. Mas que é viciante, é

Flickrvision

O Flickrvision (imagem que ilustra o início deste post, acima) é um mashup que mistura o Google Maps com o Flickr e nos permite ver as fotos que estão sendo postadas em tempo real no Flickr e a localização do usuário dentro do mapa-mundi.

Twitter

Pra quem não sabe o Twitter é uma forma de deixar todos informados sobre o que você está fazendo, minuto a minuto. Virou febre há uns dois meses e muita gente passou a blogar direto no serviço todo o seu dia-a-dia. A primeira questão a saber é se alguém se importa com o que você está fazendo. Depois, parece que o Twitter é mais uma forma de falar do seu bichinho de estimação

Who is Sick?

Pois é, cada coisa diferente que existe nessa web… O Who is Sick? é outro mashup baseado no Google Maps e que mostra quem está doente – e com com o quê – em uma dada região. Dei uma volta por Manhattan e imediações e tem muita gente doente por lá. Deve ser ótimo para estudos de saúde pública.

Orkurioso

No orkut o voyeurismo corre solto. Não conheço um usuário do site que jamais tenha espiado os scraps alheios em busca de alguma informação. Mas o povo está ficando esperto e agora apaga as mensagens o mais rápido possível. Bom, se você quer ficar de olho nos scraps de alguém, é só usar o orkurioso e nenhuma fofoca será perdida.

Acharam um modelo para distribuição de conteúdo

por Alexandre Fugita

[Heroes] A Forrester Research, uns caras que são pagos para inventar descobrir tendências, divulgou um relatório que mostra que o mercado de vídeos on-line pagos vai atingir um pico este ano e declinar. A conclusão é que o modelo de negócios que vai funcionar é o da propaganda junto aos vídeos pela internet e não a cobrança pelo conteúdo. Como notou o Cardoso, no Meio Bit, descobriram o óbvio: voltamos às origens de como sempre funcionou o mundo do conteúdo na televisão, rádio e outros meios de comunicação. Segundo a Forrester, o iTunes e outros players estão fadados a desaparecer. Propaganda é, e continua a ser, a alma do negócio.

YouTube

O YouTube começou há alguns dias exibir anúncios dentro dos vídeos. Não é nada invasivo e ao clicarmos na propaganda somos redirecionados para outro vídeo, do patrocinador. Vale lembrar que nem todos os vídeos do YouTube possuem anúncios e sim alguns selecionados dos produtores de conteúdo original. Além disso alguns usuários do site receberão pelos vídeos postados e vistos milhões de vezes. Assim como o Metacafé, o YouTube agora paga os melhores produtores de conteúdo.

Joost

No Joost, desde o beta-ultra-fechado-que-ninguém-tinha-acesso, sempre houve propaganda entre os vídeos. Mais recentemente anunciaram que várias marcas globais estão participando de um teste de modelo de anúncios para os vídeos do serviço. Entre elas, Coca-Cola, HP, Intel e Nike. O Joost parece que vai realmente ser um sucesso já que além de cotas de patrocínio, tem assinado muitos contratos de distribuição de conteúdo, incluindo uma gravadora brasileira.

P2P

Na verdade tudo isso seria a oficialização do que já acontece, com inserção de propaganda. A distribuição de conteúdo por redes de P2P segue firme. Praticamente tudo é ilegal. A indústria, entrando nesse mercado, poderia oficializar os canais de distribuição e inserir propaganda no meio dos vídeos. Torço para que seja assim. Mas temo que nós aqui no Brasil ficaremos privados deste conteúdo gratuito com anúncios: o contrato de propaganda certamente não nos abrangerá…

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