O PC é um acessório do Firefox

por Alexandre Fugita

[PC é acessório] Moro em São Paulo. Aqui o tempo é muito instável a ponto de ocorreram as 4 estações do ano em um único dia. No início da noite da última sexta-feira um temporal elétrico assolou a cidade (ou pelo menos meu bairro). Estava no PC provavelmente fazendo algo para o Techbits ou para o Meio Bit. Tive que desligar às pressas pois não queria correr o risco de queimar algum equipamento devido à intensidade dos raios. Desliguei. A tempestade passou. Ao religar todo o sistema, que inclui um modem e um roteador wi-fi, surpresa, o roteador provavelmente estava queimado. Não tenho certeza ainda, mas acho que o modem também se foi. Ambos ficam sempre conectados ao cabo que provê a internet. Sem acesso à web, trabalhar nos blogs fica impossível. Nem um mísero discador do iG eu possuía para tentar uma conexão discada… Mas e agora?

Portable Firefox

Ainda bem que existe o Portable Firefox. Para quem não sabe, é uma versão do navegador da raposa que pode ser instalado em um pen-drive. Sempre rodo o Portable no meu PC pois quando preciso usar todo meu sistema em outro lugar, é só copiar a pasta para o pen-drive e pronto! Fiz a cópia e parti para uma lan-house. E é neste ambiente que, com um pen-drive e uma instalação portátil do Firefox, tenho tudo que preciso. Sou entusiasta do software on-line, então praticamente nenhum documento que preciso no dia a dia está no HD do PC e sim na web.

Textos para os blogs estão todos no Google Docs. E-mail, tudo via Gmail e Google Apps. Leitura do RSS, tudo via Google Reader. Já entendeu, né? Meu PC pode ser destruído que pra mim não faz diferença alguma. Todo aquele hardware é apenas um acessório para o Firefox. E o Firefox é a janela para a web e boa parte dos softwares que uso.

Internet é serviço básico

Ok, você vai dizer, se deu mal pois ficou sem internet e por isso não consegue usar softwares on-line. Sim, é verdade. Mas também se todos meus arquivos estivessem armazendos no PC e este tivesse queimado, não teria acesso a nada em lugar algum. Mantendo tudo on-line posso acessar tudo de qualquer lugar, no caso, uma lan-house.

Então vamos pensar na possibilidade de a internet ficar fora do ar em todos os lugares por um longo período de tempo. Bom, se a internet ficar fora do ar pra todo mundo, não haverá razões para atualizar o Techbits… e, provavelmente, uma situação dessas pode ter sinal de algo muito mais grave e um PC com todos os documentos no HD não vai servir pra nada.

Web 3.0 = 4C + P + PV

por Alexandre Fugita

[Web 3.0]
Já estou ouvindo as pedradas, mas vamos lá. O termo web 2.0 não é o que podemos chamar de unanimidade na blogosfera, imagine então começarmos a falar de web 3.0. E primeira vidraça foi quebrada. O ótimo Read/ Write Web publicou no mês passado um post explicando o que seria essa fórmula do título.

Conteúdo, Comunidade e Comércio

A tônica da web 2.0 tem sido conteúdo e comunidade. Está na moda o usuário criar o conteúdo, seja em redes sociais ou blogs. Exemplos de comunidades não faltam: Orkut, YouTube, Flickr, blogosfera… Todos eles orbitam na chamada web 2.0.

A web 1.0, anterior ao que temos hoje, era centrada no comércio. Exemplos são a Amazon, E-bay, Submarino… Todas elas evoluíram de alguma forma para a web 2.0, algumas mais que outras. Já temos então 3Cs.

Personalização e Contexto

A personalização é algo extremamente complicado. Nem o Google, com sua base de dados das intenções, consegue trazer resultados personalizados de busca. Por outro lado a empresa de Montain View é craque em exibir anúncios personalizados. Páginas iniciais como o Netvibes ou Pageflakes são tentativas de personalização, mas feita pelo usuário. A Netflix vai dar 1 milhão de dólares para quem conseguir desenvolver um algoritmo de sugestão de filmes melhor do que existe hoje. A personalização é um diferencial que as empresas podem oferecer neste mundo massificado de hoje (Cauda Longa).

Junto com isso chega o contexto. Não adianta nada oferecer anúncios de janelas em um site que fala sobre Windows. Os entusiastas da web semântica – aquela que nós taggeamos a informação com outra informação – acreditam que todos os desenvolvedores de sites irão, por boa vontade, usar meta-informações em seu código. Esquecem que ainda hoje encontramos sites que não usam CSS, imagina microformatos. Vai ser difícil fazer as máquinas entenderem o contexto das coisas. Quem sabe com o advento da singularidade

Pesquisa Vertical

Esse é um nicho com enorme potencial. Ao invés de ser generalista como um Google ou Yahoo!, a pesquisa vertical foca em um único mercado. O Buscapé é um exemplo disso, com comparação de preços em lojas virtuais. É uma forma de filtro no mar de informações que crescem a largos passos e que atingiram 161 Hexabytes no ano passado.

Imagine

Bom, aqui vou reproduzir o exemplo retirado diretamente do Read/ Write Web, em inglês:

  • I am a petite woman, dark skinned, dark haired, brown eyed. I have a distinct personal style, and only certain designers resonate with it (Context).
  • I want my personal SAKS Fifth Avenue which carries clothes by those designers, in my size (Commerce).
  • I want my personal Vogue, which covers articles about that Style, those Designers, and other emerging ones like them (Content).
  • I want to exchange notes with others of my size-shape-style-psychographic and discover what else looks good. I also want the recommendation system tell me what they’re buying (Community).
  • There’s also some basic principles of what looks good based on skin tone, body shape, hair color, eye color … I want the search engine to be able to filter and match based on an algorithm that builds in this knowledge base (Personalization, Vertical Search).

Web 3.0 não existe

Antes que os puristas da web resolvam fazer um ataque DDoS ao Techbits, vamos deixar claro: Web 3.0 não existe, web 2.0 não existe e web 1.0 não existe! Tudo isso foi invenção de alguém sem nada pra dizer e que foi lido e espalhado por pessoas sem nada pra fazer.

Mulheres e tecnologia

por Alexandre Fugita

[Mulher tech] Hoje é 8 de março, dia Internacional da Mulher. Já que este é um blog de tecnologia, minha homenagem será falar um pouco dos blogs/ podcasts de tecnologia que acompanho e são feitos por mulheres. Pra falar a verdade não conheço muitos, mas os que conheço são muito bons. Não tenho estatísticas precisas – o Google Analytics não fornece essa informação – mas é evidente que esse blog é visitado por poucas mulheres. E uma pequena parte delas já se arriscaram a comentar. Mas sei que tenho leitoras. Inclusive tem uma amiga que diz que adora ler os comentários. Os posts ela deixa de lado, hehe!

Garota Sem Fio

A Bia Kunze deve ser a geek mais conhecida da web brasileira. O blog dela é bastante visitado e essa incursão no mundo da tecnologia fez a cirurgiã-dentista, multi-tarefa, multi-disciplinar, transformar-se em consultora em tecnologia móvel. Ela estava guardando uma novidade e que foi anunciada hoje em seu podcast: vai se mudar para SP para desenvolver esse lado de consultora e projetos em tecnologia. Na imprensa, quando se fala em podcast e tecnologia móvel a Bia é figurinha carimbada. Já deu entrevistas para jornais, revistas, etc…

ElasPod

A Alessandra Marfisa e a Mila Juns fazem um podcast bem descontraído e divertido sobre tecnologia, mais voltado para web e Apple. Uma mora em Ribeirão Preto e a outra fica em São Paulo e gravam os programas via VOIP. O podcast faz bastante sucesso e inclusive já foram entrevistadas na TV e saíram em revistas e jornais.

Lulileslie

A Lulileslie tem um blog sobre arquitetura da informação, internet e outras coisas. Fala sobre formas de organizar a informação, curiosidades web e sempre aponta leituras aprofundadas sobre alguns temas muito bons. Até onde sei a Lulileslie gosta de jogos de tabuleiros e planeja criar um jogo sobre créditos de carbono. Estou esperando!

commandN

Esse é um vídeo podcast direto do Canadá (aquele país ao norte dos EUA), sobre web e Apple. Uma das apresentadoras principais é a Amber MacArthur, também participante do ótimo net@nite. Se você sabe inglês e gosta de web, vale conferir.

4 dicas para você blindar sua rede sem-fio

por Lucas Castro

[Wi-fi]Olá, meu nome é Lucas Castro e mantenho o about:blank. Recentemente, fui convidado pelo Fugita para escrever um artigo aqui no Techbits e escolhi escrever sobre como proteger redes Wi-fi. Escolhi isso porque percebo que muitas pessoas possuem redes deste tipo em casa, e por falta de conhecimento acabam por deixá-las completamente sem segurança, permitindo acesso de qualquer pessoa por perto. Seguindo essas 4 simples dicas, você aumentará significativamente a segurança da sua rede.

obs: o Fugita foi convidado para escrever sobre como blogar como convidado no about:blank.

  1. Altere a senha de administração. As senhas padrões de roteadores, access points, appliances, switches são divulgadas através de listas de senhas padrões. Lembre-se de usar uma senha segura – letras e números alternadamente, sem repetição alguma e maior que 6 caracteres. Não se importe em anotar essa senha em algum papel, apenas lembre-se de guardá-lo em local seguro. Se possível troque a senha periodicamente – uma vez a cada 3 meses, por exemplo.
  2. Troque o SSID. Coloque algo diferente que dificulte a identificação da fonte da rede. Assim, mesmo que eventualmente alguns pacotes da sua rede sejam capturados, não haverá como descobrir da onde eles vêm. Procure sempre usar nomes genéricos como “wifi_jkl”, “default123” e assim por diante.
  3. Desabilite o “SSID Broadcast”. Isso evita que dispositivos identifiquem automaticamente a existência da sua rede. A desvantagem é que para conectar, você terá que inserir manualmente o SSID. O que não é exatamente uma grande dificuldade, já que você terá que digitar a senha também.
  4. Ative criptografia[bb] dos dados. Para isso, habilite a opção de criptografia WPA/PSK com TKIP. Para gerar a senha (passphrase) utilize o gerador de senhas seguras desenvolvido pelo Steve Gibson. Sem criptografia, é possível capturar todas as informações que trafegam na rede como por exemplo: conversas de MSN, logins e senhas em sistemas HTTP, e-mails e etc. Com a criptografia, mesmo que pacotes sejam interceptados, ninguém conseguirá descobrir o conteúdo real deles. Note que a senha terá 63 dígitos, o que torna o ato de digitá-la algo não muito prático. Por isso, recomendo a utilização de um meio seguro para compartilhar a senha com os dispositivos que vão acessar a rede – um pen drive por exemplo. Uma vez digitada, a senha será armazenada na memória interna do computador ou dispositivo e não será necessário redigitá-la.

[config nos roteadores]

Scribd: o YouTube dos documentos

por Alexandre Fugita

[Scribd] Pois é… Quando achava que não poderia mais surgir alguma idéia para redes sociais, descubro no Techcrunch que existe uma para documentos .doc, .xls, .pdf, etc… Depois dessa acho que qualquer coisa pode virar rede social. O serviço chama-se Scribd, é interessante, está na estrada há algum tempo e tem razoável conteúdo enviado pelos usuários. Há livros, textos, tabelas, etc… Assim como no YouTube é possível colocar um documento “embedded” em uma página html, usar tags para classificar o material, fazer download do arquivo em vários formatos. Uma coisa interessante é a possibilidade de ouvir um audio ditado do documento, feito por uma máquina, o que significa uma voz muito estranha. O serviço chamou a atenção inclusive de um VC e recebeu essa semana investimentos de capital de risco.

Compartilhar

A idéia de toda rede social é o compartilhamento de informações e a interação entre os usuários. Em termos de interação, há um sistema de votos para indicar que você gostou daquele texto. No caso de compartilhar um livro ou texto, é interessante, mas isso será feito publicamente. Há outras formas de fazer sua equipe ter acesso a um mesmo documento, via web, sem se expor ao público. Um grande exemplo disso é o Google Documentos e Planilhas.

Um dos problemas que vi no Scribd é que há material protegido por direitos autorais. Uma rápida pesquisa mostrou que um dos campeões de venda do ano passado, o Freakonomics, está na íntegra disponível no site.

Shelfari

Uma outra rede social de livros, mas desta vez sem nenhum conteúdo disponível na internet, é o Shelfari. Trata-se de uma estante virtual na qual você pode catalogar sua biblioteca, compartilhar a lista de livros com amigos, sugerir e receber sugestões para leitura. Bastante interessante.

Leia mais:

O YouTube dos textos, via futuro.vc

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