Web 3.0 = 4C + P + PV

por Alexandre Fugita

[Web 3.0]
Já estou ouvindo as pedradas, mas vamos lá. O termo web 2.0 não é o que podemos chamar de unanimidade na blogosfera, imagine então começarmos a falar de web 3.0. E primeira vidraça foi quebrada. O ótimo Read/ Write Web publicou no mês passado um post explicando o que seria essa fórmula do título.

Conteúdo, Comunidade e Comércio

A tônica da web 2.0 tem sido conteúdo e comunidade. Está na moda o usuário criar o conteúdo, seja em redes sociais ou blogs. Exemplos de comunidades não faltam: Orkut, YouTube, Flickr, blogosfera… Todos eles orbitam na chamada web 2.0.

A web 1.0, anterior ao que temos hoje, era centrada no comércio. Exemplos são a Amazon, E-bay, Submarino… Todas elas evoluíram de alguma forma para a web 2.0, algumas mais que outras. Já temos então 3Cs.

Personalização e Contexto

A personalização é algo extremamente complicado. Nem o Google, com sua base de dados das intenções, consegue trazer resultados personalizados de busca. Por outro lado a empresa de Montain View é craque em exibir anúncios personalizados. Páginas iniciais como o Netvibes ou Pageflakes são tentativas de personalização, mas feita pelo usuário. A Netflix vai dar 1 milhão de dólares para quem conseguir desenvolver um algoritmo de sugestão de filmes melhor do que existe hoje. A personalização é um diferencial que as empresas podem oferecer neste mundo massificado de hoje (Cauda Longa).

Junto com isso chega o contexto. Não adianta nada oferecer anúncios de janelas em um site que fala sobre Windows. Os entusiastas da web semântica – aquela que nós taggeamos a informação com outra informação – acreditam que todos os desenvolvedores de sites irão, por boa vontade, usar meta-informações em seu código. Esquecem que ainda hoje encontramos sites que não usam CSS, imagina microformatos. Vai ser difícil fazer as máquinas entenderem o contexto das coisas. Quem sabe com o advento da singularidade

Pesquisa Vertical

Esse é um nicho com enorme potencial. Ao invés de ser generalista como um Google ou Yahoo!, a pesquisa vertical foca em um único mercado. O Buscapé é um exemplo disso, com comparação de preços em lojas virtuais. É uma forma de filtro no mar de informações que crescem a largos passos e que atingiram 161 Hexabytes no ano passado.

Imagine

Bom, aqui vou reproduzir o exemplo retirado diretamente do Read/ Write Web, em inglês:

  • I am a petite woman, dark skinned, dark haired, brown eyed. I have a distinct personal style, and only certain designers resonate with it (Context).
  • I want my personal SAKS Fifth Avenue which carries clothes by those designers, in my size (Commerce).
  • I want my personal Vogue, which covers articles about that Style, those Designers, and other emerging ones like them (Content).
  • I want to exchange notes with others of my size-shape-style-psychographic and discover what else looks good. I also want the recommendation system tell me what they’re buying (Community).
  • There’s also some basic principles of what looks good based on skin tone, body shape, hair color, eye color … I want the search engine to be able to filter and match based on an algorithm that builds in this knowledge base (Personalization, Vertical Search).

Web 3.0 não existe

Antes que os puristas da web resolvam fazer um ataque DDoS ao Techbits, vamos deixar claro: Web 3.0 não existe, web 2.0 não existe e web 1.0 não existe! Tudo isso foi invenção de alguém sem nada pra dizer e que foi lido e espalhado por pessoas sem nada pra fazer.

Comentários do Facebook
10 comentários
  1. Gostei da sua conclusão Fugita.

    Para mim, a web 2.0 é um termo mais para mostrar que o mercado despertou para a web novamente. Mas não significa que não seja válido. Claro que a toda hora inventam termos para para vender palestras e livros, mas é inegável que as empresas dormiram para a web e foram sacudidas por um mundo novo.

    Nós que vivemos web diariamente, notamos o aparecimento de cada um destes termos da web 2.0. Tem tempo que já uso RSS, Blog, SEO, links patrocinados, tags e toda a sorte de coisas discutidas. Veja pelo lado bom, agora as empresas vão ver pensar no usuário. =)

    Agora vender Web 3.0 é exagero de mais.

    Grande abraço

  2. Olá Paulo!

    Hehe! Na verdade tentei fazer um conclusão com um leve toque de ironia… (se bem que acho que não há ironia alguma).

    Sim, concordo com sua definição de web 2.0. Na verdade já discuti isso aqui uma vez e concluí que a web 2.0 nada mais é do que o uso das tecnologias já existentes de forma diferente e que foi enxergada por algum visionário.

    Bom, web 3.0 não existe apesar de eu ter provado que é igual a 4C + P + PV, hehehe!

    Abraços!

  3. A idéia de que a web será usada de modo diferente é “vero” e dar um nome cool tem tudo a ver :-)

    []’s

  4. Existe um ditado que diz que a ciência denomina tudo aquilo que ainda não consegue entender com uma evolução.
    Esse “termo” surge principalmente devido a tendência do marketing.
    Onde tudo deve ser vendido e comercializado.
    Web 1.0, Web 2.0 e web 3.0 é apenas um termo (concordo).
    Mas que “nome” eles dariam para uma revolução como essa da internet, em que brevemente as lojas online superarão as lojas de cimento e tijolo?… :D

    Abraços Fugita!
    Bom artigo.

  5. ótimo texto, me deu até uma idéia para escrever!

    abraço

  6. Sergio e Neto,

    Exatamente isso. Isso ou aquilo precisam de nomes. Ao invés de web 2.0 poderiam ter chamado de Webr, sei lá… ou Webooo… mas escolheram web 2.0… e pronto. Acho que é um nome… ou como iríamos nos referir a isso? Uma sugestão: serviço baseado em HTML com Javascript e XML assíncrono e que os usuários se interagem em comunidades e geram seu próprio conteúdo e que tem logotipos e nomes esquisitos… Fala sério. Acho web 2.0 mais fácil pra resumir tudo…

    Lucas,

    Legal, depois não esquece de mandar um trackback! hehehe! Blogversações!

    Abraços a todos!

  7. Interessante abordagem Alexandre, na minha opinião Web 2.0 nada mais é do que uma simples mudança de abordagem como você mencionou, mas da web centrada no site para a web centrada no usuário. Ou seja o site era o produto em si, uma obra prima da produtora e hoje apenas uma ferramenta para que os usuários criem o conteúdo.

    E tem mais coisa, eu pessoalmente adora andar na contramão dos pro Web 2.0, para mim Web 2.0 não existe, mas isto não é nenhuma novidade, como você ja mencionou tb.

  8. João,

    Legal, seu comentário complementa muito bem o tema discutido. Concordo plenamente que a mudança foi o foco: do produto/ serviço para o usuário.

    Sim, não há novidades na web 2.0 em termos tecnológicos. Há, sim, uma junção de boas idéias que deram origem a outros conceitos.

    Abraços!

  9. […] Já faz um ano que o Alexandre Fugita escreveu que a Web 3.0 não existe (nem a 2.0 e muito menos a 1.0), no post Web 3.0 = 4C + P + PV. […]

  10. Web 3.0 ! engraçado.. mas esse termo apareceu junto com o lançamento do I.E 9 que promete um monte de coisas “novas” como visitar um museu em sei lá onde.. estranho pq eu lembro de uter comprado um cd na revista cd rom nos anos 90 que me permitia fazer exatamente isso..
    grande novidade.
    Esses termos são sempre inventados quando alguma grande empresa vai lançar algo..
    “Baixe o I.E .. ele já está preparado para a web 3.0”

    Aliás.. ouçam minha banda.. Ela já está no padrão de bandas 3.0 hein? auheaueah

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