Vai uma análise aí?

por Alexandre Fugita e Juliana Garcia Sales

Techbits reviewJá faz muito tempo que quero criar seções novas no Techbits. Uma delas estou criando hoje. Ou melhor, estamos. Resolvi convidar a Juliana Garcia Sales para ser a editora da área de reviews do Techbits. Depois de negociar os benefícios – duas horas de almoço, por exemplo – ela topou!

Bom, para deixar as coisas claras, o Techbits da forma que vocês já conhecem continua do mesmo jeito. Aqui na página principal do blog você encontrará – se eu não resolver ficar mais dois meses sem postar – opiniões sobre tecnologia, em sua maioria relacionados à web. No techbits.com.br/review você encontrará análises de produtos e serviços relacionados à tecnologia.

Os blogs são separados. Cada um tem seu RSS, cada um tem sua nuvem de tags, etc… As coisas estavam confusas na preparação do lançamento do Techbits Review. Olha só a conversa que tive com a Juliana nesta madrugada:
nonsense

Bom, agora passo a bola para ela, o post, do próximo parágrafo em diante é dela!

Difícil dizer o quanto esse projeto é importante pra mim, em termos de desenvolvimento pessoal. Ajudar, ou tentar, ao menos, o leitor a aproveitar melhor seus recursos financeiros, temporais, intelectuais, para mim é algo extremamente gratificante. Além de utilizar uma característica minha, a avidez em testar tudo o que cai na minha mão (em matéria de tecnologia, ok?) e ler manuais, hehe.

Num belo dia outonal, cheguei pro Fugita e disse: “cara, por que não aproveitar a marca Techbits pra levar pro pessoal coisas práticas? Fazer algo como um blog ‘guia de consumo’? Não só de gadgets e hardware, mas de sites também, algo que faça com que o cara não perca tempo testando”. O Fugita fez uma cara estranha e depois disse “vamos!”, é um poço de mistério esse rapaz.

Até conciliar os tempos de cada, foram alguns #mobileoffice, muita discussão e uma planilha enorme (Mirian Bottan, agora vc sabe o que é #mobileoffice :P). Enfim, chegamos.

Espero que essa seja uma boa viagem, como será a nós. Tenho que agradecer muito ao Fugita, não só pelo espaço, mas por acreditar nessa idéia. E por ter paciência (se bem que ele alimentava a situação também, vamos combinar) com os brainstorms intermináveis e com o cardápio quase invariável de café com pão de queijo.

Agora, vamos ao que interessa? Um abraço a todos!

ndf: (nota do @fugita): O primeiro review, preparado pela Juliana, é de um aplicativo web da Argentina. Justo hoje, dia de Argentina 3 vs. 0 Brasil… Timing perfeito!

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Cadê a nuvem que estava aqui?

por Alexandre Fugita

Gmail fora do arVárias vezes já falei aqui no Techbits sobre softwares on-line e sua vantagem sobre os tradicionais instalados em desktops. Na maioria das vezes defendi os webapps pois suas vantagens são mais fortes que as desvantagens. Quantas vezes não fui questionado em comentários ou posts em outros blogs que talvez estivesse viajando pois o mercado corporativo dificilmente adotaria webapps? A questão é que isso continua sendo uma verdade.

Ontem um blecaute de cerca de duas horas no Gmail e Google Apps causou alvoroço pela internet. Milhares de pessoas no Twitter e em blogs ficaram preocupadíssimas com suas preciosas informações armazenadas nos servidores do Google. Um problema no sistema de contatos deixou a inteface gráfica versão ajax fora do ar enquanto quase todas as outras camadas do serviço permaneceram intactas.

Webapps têm a desvantagem de só estarem disponíveis quando a internet estiver disponível. Parece óbvio, parece surreal mas não é. Episódios recentes mostram o quanto a infra-estrutura ainda não está preparada para aplicativos hospedados na nuvem. Apagão do Speedy, alguém?

Na nuvem vs. Local

Bom, a grande vantagem que vejo na nuvem do Google é ela ser em cluster ou mais ou menos isso. Eles usam um tal de Google File System (GFS) que espalha arquivos por servidores ao redor do mundo de forma que sempre há replicação dos dados em três ou mais lugares. Se o Big One acontecer, é provável que o sistema GFS ainda opere e os dados não sejam perdidos.

Comparando isso com o modo tradicional de armazenagem dos dados, ou seja, localmente, vejo muito mais fragilidade nesta opção. Neste caso temos que fazer backups e mantê-los em lugares fisicamente separados para evitar a síndrome do Boeing. Isso tudo custa dinheiro e usar a computação em cluster do Google soa muito mais seguro.

Além disso, com o uso de notebooks cada vez mais comum, a perda deste equipamento – um roubo, por exemplo – leva todos os dados embora que são a parte mais valiosa da máquina. Desde que comecei a usar o Gmail, em 2004, jamais perdi uma mensagem. Mas só nesse meio tempo deve ter perdido uns dois HDs. Fica a pergunta: a computação na nuvem é segura?

Em busca do sinal perdido

por Alexandre Fugita

Olha a antena na estação!
Quando o Metrô de São Paulo anunciou que celulares passariam a funcionar em Maio de 2008 na linha verde (Paulista) em São Paulo, fiquei empolgado. Como usuário de muitos anos do sistema, algo que sempre sentia falta era sinal de celular nos subterrâneos. Quantas vezes peguei só ônibus (e demorei mais para chegar ao destino) só para ficar o tempo todo sob cobertura celular quando precisava receber um chamado importante?

Sexta-feira fui lá e, enquanto a mídia tradicional anunciava o celular no Metrô, eu descobria que não era bem assim e divulgava no Twitter. No final das contas parece que a estréia na sexta falhou e o Metrô divulgou nota culpando as operadoras, eximindo-se de responsabilidade. Típico empurra-empurra brasileiro.

obs: foto acima é de uma antena na estação Chácara Klabin.

Celular no Metrô: onde funciona?

Ontem resolvi novamente colocar o serviço à prova.O que descobri? Teoricamente o sinal de celular deveria ser captado desde a estação Paraíso até a Alto do Ipiranga, exceto Ana Rosa (4 estações). Ontem, efetivamente, só funcionou na Chácara Klabin (1 estação). Era o único lugar em que antenas estavam disponíveis e ativas. Não dá pra colocar na conta a estação Imigrantes, que sempre funcionou celular, por ser na superfície.

Na estação Paraíso não existem antenas. O sinal pega em uma área restrita da estação próxima à uma abertura de ventilação para o mundo externo, lugar que todo usuário do sistema já sabia que tinha sinal de celular desde sempre. Teoricamente estão certos em anunciar que funciona nesta estação. Esqueceram de dizer que só naquele cantinho escondido que sempre funcionou.

A estação Alto do Ipiranga é um caso à parte. Ontem havia antenas instaladas e conectadas, mas nada de sinal. Hoje pela manhã, alguém resolveu ligar as coisas na tomada e foi possível usar o celular da plataforma.

Só GSM

Quando existe serviço, ele é ok. Fiz uma ligação e a qualidade de voz foi ótima. Recebi SMS e enviei alguns, nenhum problema. Também naveguei na internet e tudo foi normal. O detalhe é que a implantação contou com o que as três operadoras de SP têm em comum: tecnologia GSM. Ou seja, os antigos terminais CDMA da Vivo não funcionam. E se alguém ainda tiver algum TDMA ou ainda AMPS, duvido que funcionem. Não tenho modem 3G e nem celular com tal tecnologia de forma que não pude testar tal funcionalidade.

Futuro

Em outras cidades como o Rio de Janeiro, o celular já funciona faz tempo no Metrô. Quando estive por lá para o BLS, fiz questão de testar o serviço. Aqui em São Paulo a implantação será gradativa. Primeiro nas estações, depois nos túneis, e assim vai expandindo pela rede. Vai ser ótimo para geeks como eu que gostam de estar conectados à internet o tempo todo. Vai ser péssimo para o convívio com desconhecidos mal-educados que ficarão falando alto pelo telefone. Ah, e quando liberarem celular nos aviões aqui no Brasil, juro que compro uma passagem só para testar o serviço!

O que importa é a relevância

por Alexandre Fugita

Live Search Cashback Na semana passada todo mundo estava falando do lançamento Google-killer da Microsoft, o tal de Live Searh Cashback. A gigante de Redmond, em possível desespero, resolveu que o único jeito de ganhar da guerra dos mecanismo de busca é oferecendo uns trocados para quem se arriscar a usar a caixinha de pesquisas deles. Tentaram comprar o Y! algumas vezes e nada. Tentaram melhorar a relevância de seus resultados orgânicos e no máximo perderam mercado. Agora é tudo ou nada.

Claro, não podemos confundir as coisas. O que eles estão oferecendo não é um incentivo para você usar a busca orgânica deles e sim clicar nos anúncios e comprar através deles. A busca ainda fica mesmo no Google.Hein? Sim, o que importa é a relevância.

Por que todo mundo usa o Google? Relevância, simples assim. Pesquisar lá é mais fácil, encontramos a resposta rapidamente, quase sempre nas primeiras posições não pagas. Depois que você achar o que quer (no Google, claro!), clicar e ler, deve ir aoCashback para receber seus trocados de volta se aparecer o anúncio certo. Simples, não? Não!

Lembro-me da época áurea do Altavista. Não existia esse conceito de relevância. Ganhava a quantidade então os sites repetiam centenas de vezes as suas palavras-chave na tentativa de ficar em primeiro lugar. O pessoal deMontain View chegou e acabou com isso com seu algoritmo maluco capaz de achar a resposta para quase tudo. Todo mundo mudou de fornecedor para ganhar uma pesquisa mais fácil.

A Microsoft, ao mirar em anúncios que dão dinheiro de volta, está errando feio o alvo. Não estou dizendo que não dará certo. Estou apenas dizendo que a relevância, se não existir, para quê alguém vai se mudar para search.live.com? Nem os anúncios vão sair corretamente sem relevância. Na era do anúncio ultra customizado do Google, aos olhos do consumidor, achar rapidamente o que procura em um único lugar é o que importa. E não vai ser no Live Search, por enquanto.

obs: agradeço o leitor J. Netto (twitter | blog) por ter pedido para eu falar deste assunto.

Leia mais:

Voltei #voltaablogarfugita

por Alexandre Fugita

Estou com vergonha, de verdade. Nem sei como recomeçar. São tantos dias sem escrever aqui no Techbits que é como se fosse um blog novo, zerado. Quase 3 meses na internet é uma verdadeira eternidade. Neste meio tempo planejei vários posts mas não consegui completar nenhum. Queria ter falado sobre um monte de outras coisas, mas não vou escrever outro “Textos que não escrevi parte II”. Seria desastroso.

Como disse ao Feed-se, demoro algumas horas para escrever um texto. Claro, isso tudo pois tento sempre escrever coisas que ficarão na memória das pessoas por um longo tempo. E funciona: ainda recebo muitas citações em posts antigos.

Agradeço imensamente a todos que se preocuparam em pedir no Twitter que eu voltasse a blogar. Até onde consegui determinar o movimento iniciou-se pelo Graveheart (twitter | blog) e se espalhou por vários cantos, desde posts em blogs (outro aqui), a pressão ao vivo em eventos para blogueiros e outros lugares. Até gente contando os dias sem post teve! Sem falar do bolão… Além do vídeo feito pelo Marco Gomes (twitter | blog | startup), aquele lá no início do post.

Meme e as mídias sociais

Para não deixar este texto muito ego-post, resolvi falar um pouco de meme. O conceito de meme diz que “consistem em qualquer unidade de informação, como uma idéia, que se espalha de uma mente para outra”. A tag #voltaablogarfugita pode ser considerada então um meme. Ou um case, como alguém disse por aí.

De qualquer forma é interessante notar como as coisas se espalham pelas mídias sociais. Não é à toa que agora virou moda (outro meme?) chamar blogueiros para tudo que é evento e até programas naquela antiga caixinha chamada TV. Neste caso são twitteiros no programa Roda Viva da TV Cultura.

Mas minha perguta é: qual é o ponto? Causar buzz? Atrair audiência? Não era a Nielsen que dizia que o pageview está morto? Qual é a métrica agora? Como medir um resultado? Não tenho as respostas para isso.

Mais posts virão

Voltando ao voltei… Agradeço por tudo isso, sério. Saber que o que escrevo é lido significa que o objetivo de um texto foi atingido. Sim, voltei a blogar. E o próximo post já está em gestação, sai logo mais. Mesmo! E vamos nessa, go!

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