O que importa é a relevância - Techbits

O que importa é a relevância

por Alexandre Fugita

Live Search Cashback Na semana passada todo mundo estava falando do lançamento Google-killer da Microsoft, o tal de Live Searh Cashback. A gigante de Redmond, em possível desespero, resolveu que o único jeito de ganhar da guerra dos mecanismo de busca é oferecendo uns trocados para quem se arriscar a usar a caixinha de pesquisas deles. Tentaram comprar o Y! algumas vezes e nada. Tentaram melhorar a relevância de seus resultados orgânicos e no máximo perderam mercado. Agora é tudo ou nada.

Claro, não podemos confundir as coisas. O que eles estão oferecendo não é um incentivo para você usar a busca orgânica deles e sim clicar nos anúncios e comprar através deles. A busca ainda fica mesmo no Google.Hein? Sim, o que importa é a relevância.

Por que todo mundo usa o Google? Relevância, simples assim. Pesquisar lá é mais fácil, encontramos a resposta rapidamente, quase sempre nas primeiras posições não pagas. Depois que você achar o que quer (no Google, claro!), clicar e ler, deve ir aoCashback para receber seus trocados de volta se aparecer o anúncio certo. Simples, não? Não!

Lembro-me da época áurea do Altavista. Não existia esse conceito de relevância. Ganhava a quantidade então os sites repetiam centenas de vezes as suas palavras-chave na tentativa de ficar em primeiro lugar. O pessoal deMontain View chegou e acabou com isso com seu algoritmo maluco capaz de achar a resposta para quase tudo. Todo mundo mudou de fornecedor para ganhar uma pesquisa mais fácil.

A Microsoft, ao mirar em anúncios que dão dinheiro de volta, está errando feio o alvo. Não estou dizendo que não dará certo. Estou apenas dizendo que a relevância, se não existir, para quê alguém vai se mudar para search.live.com? Nem os anúncios vão sair corretamente sem relevância. Na era do anúncio ultra customizado do Google, aos olhos do consumidor, achar rapidamente o que procura em um único lugar é o que importa. E não vai ser no Live Search, por enquanto.

obs: agradeço o leitor J. Netto (twitter | blog) por ter pedido para eu falar deste assunto.

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11 comentários
  1. Concordo plenamente fugita

    É a lógica torta de quem ainda não entendeu a internet.

  2. Então, mais uma bola fora da Grandona, parece que esse elefante é sempre mais lento que os outros viu, haha.

  3. Aê Fugita, é muito bom ler seus textos novamente. Tomara que dessa vez a coisa engrene, e você não tome outro chá de sumiço :) .

    Sobre o assunto, o CashBack não é focado no Live Search; ele apenas utiliza essa tecnologia em outro serviço da Microsoft, o Live Search Products. Os “rivais” deste não são o Google ou o Yahoo! Search, mas sim o BuscaPé, o BondFaro, o UOL Shopping (isso no Brasil, claro). Não quero dizer que o algoritmo do Live Search é melhor que o do Google. Longe disso. Só digo que o paradigma utilizado na comparação foi meio equivocado, prejudicando a análise do CashBack – que, particularmente, achei super bacana.

    Se o Live Search Products brasileiro tivesse o CashBack, sem dúvida passaria a usá-lo em detrimento do BuscaPé (que uso bastante). Afinal, os dois sites possuem praticamente as mesmas lojas cadastradas, e elas por elas, fico com a que me dá mais vantagens – no caso, um descontinho bancado pela Microsoft.

    []’s!

  4. Fugita, boa noite!

    Sempre que posso acompanho seu blog, me atento muito ao tema relevância. Começei um blog recentemente e gostaria de saber se o conteúdo (de boa qualidade) por si só já constrói relevância suficiente para aparecer nas primeiras páginas dos buscadores.

    Obrigado!

    Cláudio JR

  5. […] Live Searh Cashback. A gigante de Redmond, em possível desespero, resolveu que o único jeito de ganhar da guerra dos mecanismo de busca é oferecendo uns trocados para quem se arriscar a usar a caixinha […]

  6. É exatamente nisso que eu pensava: Relevância.

    Eu acho que a Microsoft está numa tentativa (desesperada) de superar o Google no mercado de busca, uma vez que ela já percebeu o tamanho do filão, e não pode mesmo ficar de fora.

    Sob pena de desaparecer :)

    Abraços parceiro!

  7. E nessa briga boa quem leva a melhor somos nós consumidores. Que briguem então! :)

  8. é o que eu digo, fugi, agradecemos ao google as graças alcançadas!!!

  9. Quem faz a relevância é o inteligentinho do internauta que digita qualquer keyword e quer que o search engine adivinhe o sentido do que ele busca.
    Na busca semântica isto acontece bastante e quem conhece as contas do google sabe que quando vc faz o login tudo oque vc digitar acessar e assistir será coletado e lhe apresentado no próximo login.Este é um dos GRANDES segredos do google e muita gente nem sae que isto acontece. hehehe ?

  10. Achei interessante a análise e fiquei pensando, essa cascata do Bill Gates se aposentar, quando a microsoft dificilmente vai mudar a maneira de pensar. Ganhar rios de dinheiro não dá mais, o Gates já é rico, mais cedo ou mais tarde ele abandona de vez os negócios da Microsoft.
    O Bill Gates acha que todo mundo tem o cérebro como o dele, está enganado, os melhores serviços do mundo, da internet, da informática, da tecnologia tendem a ser gratuitos. Um bom exemplo para a Microsoft seria o Hotmail, o MSN Messenger.
    Se eles enxergarem pelo menos o próprio nariz verão que o mundo mudou, essa soisa de plantar uma baneirinha dos Estados Unidos em tudo só acontece na mente dos idiotas, não funciona no mundo físico, muito menos no mundo virtual.
    Os melhores serviços da concorrenicia são gratuitos, o Orkut, blogspot, youtube, gmail são exemplos disso.
    Se isso não bastasse para abrir a cabeça do Google, ainda temos a web 2.0, esta pode prestar consutoria de graça para a Microsoft. O WordPress, por exemplo, é gratuito e pago ao mesmo tempo mas não obriga ninguém, essa é a realidade agora.

  11. Ou a MS perdeu a linha evolutiva dos buscadores ou tem algo na manga que ainda não sabemos. Concordo com suas palavras, porém acho que o Google precisa começar a melhorar a aparência do seu buscador pois as chances de aparecer algo mais “interativo” e com melhor visual é grande.

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