A Busca: John Battelle

por Alexandre Fugita

[Digital Age] A apresentação do John Battelle foi feita via satélite. Pra quem esperava vê-lo ao vivo no palco e que até trouxe o livro A Busca para uma dedicatória, acabou decepcionado como eu. Mas a palestra compensou a ausência ilustre. Simpático, Battelle começou apresentando sua vida prévia no mundo da tecnologia até chegar aos dias de hoje com a criação da Federated Media.

Como era esperado vários assuntos relacionados à web 2.0 foram discutidos como a web como plataforma, a participação do público na interação dos serviços e a busca como parte central da internet. Falou da economia da conversação e exemplos de seu livro.

[John Battelle via video conferência]

The rise of web as platform

  • baseado em comunicações baratas e software de uso em massa
  • permite muita interação e empresas enxutas e inovadoras
  • arquitetura da participação
  • comércio baseado em conversações

Na verdade a apresentação foi relativamente superficial, pelo menos para os leitores do Techbits. A idéia é passar os conceitos para o público que atendeu ao evento, constituído por empresários e diretores de grandes empresas. Acho que faltou aprofundar no conceito de base de dados das intenções que é uma das bases do livro A Busca.

Acompanhe também:

Começou o Digital Age

por Alexandre Fugita

[Digital Age] Estou aqui no Digital Age 2.0, juntamente com o Marco Gomes do boo-box e o Manoel Netto do Tecnocracia. Já assistimos à palestra Martin Lindstrom, sobre Contextual Branding. Coisas interessantes foram discutidas como a decadência da mídia conhecida como televisão. Foi mostrado um vídeo que se espalhou de forma viral pela internet e uma boa parte da audiência tinha visto on-line. Depois perguntando quem se lembrava de pelo menos 3 comerciais visto na TV (sim, aquela caixa com uma frente de vidro na sala de estar), quase ninguém se manifestou. Sinal dos tempos.

Esses amadores…

por Alexandre Fugita

[Exclamação!!! Como pode!!!?] Quando uma empresa possui um site na web – todas deveriam ter – precisa tomar alguns cuidados básicos para não ficar parecendo erro de amadoras. O pior é que isso acontece freqüentemente e com sites e empresas grandes. Primeiro muitos sites não funcionam direito com o navegador Firefox. Atenção! O Firefox é usado por cerca de 20% dos usuários web. E são os 20% mais influentes, que consomem mais, ou seja, o filé dos clientes web. Isso é apenas um exemplo. Veja outros abaixo de coisas recentes:

Speedy vs. Blogspot.com

Por algum motivo desconhecido todo mundo que usa internet banda larga através do Speedy da Telefónica não consegue acessar qualquer blog hospedado no blogspot.com, do Google. Não creio que seja mais um bloqueio judicial estilo CicaTube e sim um problema técnico que dura vários dias e tem deixado muitos blogueiros irados. A Ceila Santos foi uma das primeiras a falar sobre isso e dá prosseguimento ao assunto não resolvido aqui e aqui. Alguns vão apelar à Anatel e exigir o dinheiro de volta do Speedy.

Leia mais:

Estadao.com.br, com e sem www

Não tenho mais como provar, mas desde a mudança visual do site do Estadão, quem acessasse www.estadao.com.br veria uma página totalmente diferente de estadao.com.br. Isso durou vários dias, pedi a outras pessoas para testarem de seus locais de acesso à internet pois poderia ser um problema estranho da minha conexão. Não, o site do jornal sem o www caía na versão antiga em uma edição no meio dos jogos do Pan, com notícias de medalhas, essas coisas. E o mesmo site com www apontava para a versão correta e com novo visual das páginas.

obs: na verdade muitos sites da web não funcionam direito sem o www. Incrível pois isso é uma coisa tão simples de configurar…

Home do IDGNow

O IDGNow! é uma das poucas leituras de tecnologia que faço fora do mundo da blogosfera. O problema é que meses atrás, a home deles era acessível pelo endereço idgnow.uol.com.br/home, que foi desativada. Mas neste lugar permanece um diretório vazio, sem nada. No meu bookmark ainda está apontando para esse lugar vazio. Sorte deles que leio via RSS, apesar de não gostar do feed incompleto.

Techbits no Digital Age 2.0

por Alexandre Fugita

[Digital Age 2.0] Nesta quinta e sexta acontece em São Paulo o Digital Age 2.0, evento que discutirá as mudanças no negócios on-line. Entre os palestrantes está o John Battelle, que escreveu o ótimo livro “The Search” (A Busca), leitura obrigatória para quem quer entender de internet, mercado de buscas e bastidores da Google. Além disso Battelle é editor da revista Wired e chairman da Federated Media. A agenda completa está disponível aqui.

Vou tentar – não posso prometer – fazer uma cobertura aqui no Techbits, o mais live-blogging possível. Talvez tente fazer live-blogging estilo Engadget na palestra do Battelle. Será interessante para os leitores do Techbits. Se for este o caso, avisarei por meio de um post o horário de início da apresentação, que será por volta das 11h00 de amanhã (dia 9/8).

Pra finalizar, agradecimento ao amigo blogueiro e startupeiro George Guimarães, que me avisou do Digital Age e sugeriu que tentasse o credenciamento como imprensa. E fui aceito. Só espero que exista alguma tomada dando sopa por lá. Assim poderei abusar do live-blogging pois não tenho ainda baterias de plutônio.

obs: descobri que o Manoel Netto do Tecnocracia e o Marco Gomes do boo-box também estarão por lá. Acompanhem neles e aqui!

Meme: responsabilidade nos blogs

por Alexandre Fugita

[Blogs: teia de relações] Recentemente fui convidado por dois amigos blogueiros – o Manoel Netto do Tecnocracia e o Wagner Fontoura do Boombust – a discutir sobre ética e responsabilidade nos blogs. Na medida que os blogs começam a ganhar destaque aqui no Brasil, na medida que somos considerados como fonte de informação para muitas pessoas, surge a necessidade de um debate mais aprofundado do assunto. Fora do Brasil blogs já são parte do dia-a-dia das pessoas. Aqui, apesar de uma pesquisa mostrar que somos o 5o. país que mais lê blogs, somos considerados marginais em relação à grande mídia. Aos poucos a visão do público e das empresas está mudando para melhor.

Analogia: quanto mais sexo, melhor

Estudiosos aplicando teorias econômicas dizem que se você é uma pessoa prevenida, quanto mais sexo você fizer, mesmo que com diferentes parceiros, estará contribuindo para diminuir a incidências de DSTs como um todo. Para entender melhor, leia a seguir a citação do livro de Steven Landsburg, em seu livro More Sex is Safer Sex (Mais sexo é sexo mais seguro, ainda não publicado no Brasil), retirado da revista Veja:

“Se você sempre foi cuidadoso e seletivo, poderá elevar a qualidade média do conjunto de parceiros sexuais. Só por entrar no jogo você o torna mais puro. Graças a você, todos os que vão à caça hoje à noite têm uma chance melhor de encontrar alguém saudável.”

O que isso tem a ver com blogs? O Manoel Netto diz em seu texto sobre responsabilidade em blogs que estamos vendo a ascensão de tubérculos e salsichas à blogosfera. Ele se refere às centenas de blogs de conteúdo de baixa qualidade que surgem e morrem todos os dias e que nada acrescentam à discussão.

Pois a teoria do Steven Landsburg encaixa-se perfeitamente neste contexto. É só nós, que supostamente publicamos conteúdo de qualidade, continuarmos a publicar mais e mais. O fato de publicarmos com qualidade significa que no geral estaremos aumentando a qualidade geral dos textos da blogosfera, mais ou menos como na teoria do “mais sexo é sexo mais seguro”.

A confiança do público

Quando você vai comprar algo ou usufruir de algum serviço novo, nada como um dica de amigo. Se algum conhecido seu recomendar aquele celular, aquela operadora de internet, aquele filme, certamente você será influenciado caso necessite tomar uma decisão de compra. Pois os blogs funcionam de maneira similar. Ao permitir discussões, blogueiros se aproximam de seus leitores, coisa que na chamada mídia tradicional não existe. Um ótimo texto do Júlio Daio Borges do Digestivo Cultural, mostra que jornalista tradicional se assusta com blogs pois aqui existem leitores, eles reagem aos textos, comentam, questionam.

Responsabilidade e opiniões

Uma das discussões da blogosfera é em relação ao formato que os blogs assumiram: pitadas de opinião mesclada com outras informações. Na mídia tradicional emitir opinião está fora de questão. Só nos editoriais isso é permitido. Diferentemente, o que os leitores de blogs procuram é exatamente a opinião do blogueiro em relação aos assuntos, o que é perfeitamente natural. Também devemos tomar o cuidado de verificar a fundo os fatos, tentar não “comer bola” ou falar alguma besteira infundada. Se possível dar uma visão dos dois lados, mesmo que seja favorável a apenas um.

Agindo assim ganhar credibilidade frente ao público em geral, empresas e mídia tradicional é uma questão de tempo. E finalmente blogs se tornarão cada vez mais primeira fonte de consulta da maioria das pessoas.

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