A Microsoft, o Google e os nomes

por Alexandre Fugita

[Google Microsoft] Talvez seja só eu, mas a nomenclatura de serviços na web está me deixando confuso. Não estou falando dos nomes esquisitos da chamada web 2.0. Estes, depois do estranhamento inicial, soam familiares. O que me preocupa é como as gigantes usam seus nomes. Tanto a Microsoft quanto a Google apresentam inconsistências. Quem perde é o consumidor. Enquanto uma peca pelos nomes longos e complicados, a outra peca por traduzir os nomes reduzindo o impacto da marca. Qual será a melhor equação?

Microsoft

Cada vez que a Microsoft cria um novo serviço, lança um nome mais comprido, principalmente em sua estratégia voltada para a internet. Há coisas que ganham o sufixo Live. Outras o nome MSN. Algumas ganham os dois como o MSN Hotmail Live. Essa confusão de nomes faz com que eu nunca entenda nada do que está acontecendo com os produtos web da gigante de Redmond. Por exemplo, a busca da Microsoft é MSN Search ou Live Search? Ou MSN Live Search?

Talvez seja falta de costume pois praticamente não uso qualquer produto online com a grife MS. Ontem lançaram um tal de Office Live Workspace. Até onde me lembro, já existia algum Live Office, mas que de online não tinha nada. Agora acrescentaram o Workspace que significa armazenamento de arquivos online, colaboração e sincronia para trabalhos em equipe, mais ou menos como fazemos no Google Apps. No press-release do lançamento citam duas linhas de serviços: Live e OnLine. Opa, OnLine? Mais um sufixo?

Google

A nomenclatura dos serviços da Google são um pouco mais simples. Docs, para textos. Spreadsheets para planilhas. Calendar para uma agenda. Reader para o RSS. Isso se você mora em um país que fala inglês. Para outros países como o Brasil os mesmos produtos ganham nomes locais traduzidos. Ok, fica simples de entender e os nacionalistas adoram. Mas a consistência da marca se perde. Quando cito o Google Docs, prefiro chamá-lo pelo nome original do que o traduzido para o português. O Calendar é Agenda no Brasil e Kalender na Alemanha.

Para a gigante de Montain View seria melhor manter um nome só para seu produto, qualquer que seja o país. Neste caso a recomendação é seguir o exemplo da Microsoft. O Word da não se chama Palavra aqui no Brasil e nem Wort na Alemanha. É só tomar o cuidado para não colocar dezenas de prefixos…

Parte da web semântica já existe

por Alexandre Fugita

[Conversa das APIs] Em teoria a web semântica é fantástica, ou seja, redescrever toda a informação que já existe na web na tentativa de fazer os computadores entenderem o significado das coisas. Em poucas palavras, seria uma camada a mais na web com meta-informações sobre a informação. A busca seria beneficiada pelo uso da linguagem natural. Mas se a intenção da web semântica é fazer computadores conversarem entre si e se entenderem um com os outros, isso já está acontecendo e se chama mashup.

Como seria essa tal de web semântica…

Quando entramos em uma página web prontamente entendemos os seus elementos. Reconhecemos um texto, absorvemos as informações contidas nele, fazemos relações e depois da leitura talvez um conceito novo ou informação começe a fazer parte de nosso repertório. Se essa página for de uma loja virtual nosso cérebro é capaz de localizar o preço de um produto, sua foto, suas especificações, prazo de entrega, etc…

Já um computador, por exemplo, o robô de um mecanismo de busca, teoricamente não distingue nada disso. Para ele tudo não passa de um monte de caracteres organizados em uma certa seqüência. É aí que entra a web semântica. Através de tags é possível descrever que aqueles números são o preço, que aquele monte de letras é o nome do produto, que aquele outro conjunto de informações representam o prazo de entrega.

Ou seja, para a web semântica existir, teríamos que redescrever toda a informação da web com essas tags de microformatos. No mínimo isso parece inviável. E não é possível ser feita automaticamente por um software. Se esse software existisse na verdade não precisaríamos descrever a informação com tags, o problema já estaria resolvido.

APIs, mashups e os dados semânticos

Uma coisa que está acontecendo é a transformação da web em real plataforma. As APIs, antes escondidas nos recantos dos sistemas operacionais, agora estão livres destas amarras, acessíveis pela internet. Serviços web conseguem se comunicar entre si, trocar informações e gerar novas e excelentes aplicações. O vídeo abaixo, que circulou tempos atrás pelos blogs, explica muito bem o que quero dizer.

[youtube U9sENSA_sjI]

Veja esse vídeo direto no YouTube.

Aquela visão do Tim Bernes-Lee do software semântico que conseguiria marcar uma consulta médica e ao mesmo tempo agendar uma viagem de negócios cuidando sozinho da logística praticamente já é possível. Mas esses serviços não dependem exatamente das páginas web serem semânticas e sim da semântica que existe no formato XML (para troca de informações), algo previsto na teoria da web semântica. Isso sim faz sentido, troca de dados entre aplicações. Mas transformar páginas de conteúdo em algo inteligível por máquinas está longe de acontecer. Será mesmo?

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Facebook é a nova web 2.0?

por Alexandre Fugita

[Facebook] Já faz um tempo que estou colecionando artigos sobre o Facebook. Meu interesse surgiu em Maio deste ano quando essa rede social lançou sua plataforma de aplicativos web. O hype ao redor do Facebook que já era grande só tem crescido desde então. O serviço já foi alvo de vários rumores de aquisições e agora dizem que vale até 15 bilhões de dólares após possíveis conversas com a Microsoft. A grande vantagem do Facebook – e talvez ao mesmo tempo sua desvantagem – é que as aplicações web estão todas dentro de um mesmo site. A desvantagem ocorreria no caso de pessoas não usarem seu aplicativo por ele estar preso dentro de outro site.

Andando pelos aplicativos descobri que alguns que eu já conhecia fora do Facebook rodam também dentro da plataforma. Um exemplo é o PicNik, editor de imagens on-line bastante útil e que já foi usado várias vezes para formatar imagens a serem exibidas no Techbits. Outro é o Stumbleupon, serviço de recomendação de sites baseados em suas preferências de navegação. Não vasculhei muito mais do que isso pois a interface de busca e o método de adicionar uma aplicação ao seu Facebook são um tanto complicados, ou seja, são necessários muitos cliques para pouca ação… Talvez por isso a MS queira comprar sua participação na plataforma… De qualquer forma a Cynara do MundoTecno compilou uma lista dos melhores aplicativos do Facebook.

A grande sacada é que agora podemos desenvolver aplicativos web que terão muita visibilidade dentro da plataforma Facebook. Se for algo que realmente chame a atenção é possível até conseguir investimentos de VC para portar seu aplicativo para fora do sistema e começar uma startup. A visibilidade resolve um dos grandes problemas para a maioria dos serviços web 2.0 que surgem todos os dias: a falta de usuários. Será então o Facebook a nova plataforma?

Fique bem na foto pois ela sempre vai existir

por Alexandre Fugita

[blog peppers]

Um sujeito resolveu processar o Google em 5 bilhões de dólares. Para você ter uma idéia esse valor equivale a 3 YouTubes. Pelo que pude entender, o processo se deve a possíveis problemas de privacidade. O número de social security do cidadão está exposto no nome do Google quando o logo é virado de cabeça para baixo. O quebra-cabeça matemático é tão complexo que é necessário evocar o time da sua cidade, o 76ers. Juntando os números invertidos obtidos com o nome da Google mais o número 76, em um combinação arbitrária, obtemos o social security do sujeito… Devido a essa exposição, o Google está sendo processado por 5 bilhões de dólares… O ponto central de tudo é a privacidade exposta.

obs: imagem do começo deste post veio do Infoblog, do amigo-blogueiro de longa data Jonny Ken, licença Creative Commons by-nc-sa, no post Blogger Peppers.

Organizar toda informação do mundo e torná-la disponível

O pessoal da Google leva sua missão muito a sério. Mas o grande benefício que os mecanismos de busca trouxeram para a humanidade foi a redução drástica nos custos na procura por informações. Hoje, para a maioria dos assuntos, conseguimos achar informação na internet sempre começando por aquela caixinha enigmática em branco que espera pelos nossos mais profundos questionamentos…, por exemplo, quem matou a Taís?

O fato é, qualquer informação nossa que estiver exposta de alguma forma em algum site pela internet, certamente será indexada pelo Google ou outros mecanismos de busca. Caiu na rede, é peixe, isso é quase inevitável. Mas e quando o site que divulga uma informação sua não está no seu controle? Por exemplo, um jornal. Ele pode chamá-lo de macaco algo que provavelmente você não concorda. Como fazer para eles tirarem essa informação da internet? Não dá.

Um amigo certa vez me questionou… Um professor da faculdade colocou as notas da turma na internet para facilitar a consulta. Vamos supor que aquela nota em específico não seja favorável a você. O RH do emprego dos seus sonhos certamente vai vasculhar seu nome no Google, Orkut e todos lugares possíveis. De repente encontra aquela nota ruim que pode lhe prejudicar em um desempate. Quem errou? O Google ao indexar o conteúdo ou o professor ao disponibilizar informação sensível na rede? Fico com a segunda opção e concluo: uma vez indexado, já era. Nossa única arma é ficar bem na foto. A foto, não tem jeito, ela sempre vai existir…

[Fala sériio...]

Já o cara do processo dos 5 bilhões que me desculpe. Veja acima o raciocínio de gênio para que tenha concluído que o nome Google é uma ameaça à sua privacidade. Piada? Não, é verdade… Só que como em um mundo digital de zeros e uns tudo vai parar na interweb, inclusive cópias de processos judiciais (sim, tribunais possuem web sites!), no final o sujeito acabou expondo outras informações pessoais como data de nascimento e endereço que antes não figuravam na grande rede… E agora, vai processar o tribunal?

Aplicações web nacionais em competição internacional

por Alexandre Fugita

[Rails Rumble] A linguagem da moda para criação de aplicativos web é com certeza o Ruby on Rails. Dias atrás aconteceu uma competição de programação chamada Rails Rumble na qual equipes tinham que criar, do zero, uma aplicação web em Rails no prazo de 48h. Algumas equipes brasileiras participaram e entre elas uma está se destacando nesta fase final, que é a da votação do público, em primeiro lugar! Só o fato de termos desenvolvedores brasileiros criando aplicações web (2.0) já é algo para comemorar. Mas uma equipe brasileira recebendo o primeiro prêmio seria ótimo para mercado tupiniquim.

Pagestackr

O Pagestackr é um serviço de bookmark social no estilo do delicious, com um grande diferencial. Ao invés de salvar apenas as tags relacionadas a uma URL, o serviço indexa a página inteira para facilitar uma posterior busca por aquele texto que você leu, mas não lembra que tags usou. Bastante útil para quem tem mais de 2000 links salvos no delicious (é possível importar seus bookmarks) como eu, ou boa parte dos heavy-users do serviço. Foi desenvolvida por George Guimarães, Mário Nogueira, Hugo Baraúna e Jose Valim, que fazem parte da equipe Area42.

Dentre as 92 aplicações concorrentes, o Pagestackr está se sobressaindo, chamando a atenção. Desde o dia 14 de Setembro quando foi aberta a votação do público pela melhor aplicação, o Pagestackr tem se mantido entre as primeiras posições, quase sempre em primeiro lugar. Se você gostou e quer ajudar essa aplicação a vencer a competição, vote aqui.

[pagestackr]

Demais aplicações brasileiras

O Urubatan desenvolveu um sistema chamado Know Your Client que permite a criação de questionários para serem enviados aos seus clientes, leitores, stakeholders, etc. O diferencial é a análise estatística das respostas. Caso tenha interessado, vote aqui.

O Nando Vieira do Simples Idéias e Spesa desenvolveu o ReleasedNow. Deveria ser um aplicativo para ficar sabendo dos últimos lançamentos musicais dos seus artistas preferidos, por exemplo, dos cadastrados no seu Last.FM. Mas não consegui testar pois a aplicação estava fora do ar. Talvez tenha voltado quando você estiver lendo este texto. De qualquer forma, vote aqui.

O Eduardo Fiorezi criou o interessante (para desenvolvedores) Refactoring Game. A intenção é usar a colaboração da web para ajudar os outros a criarem códigos Ruby on Rails limpos. Você joga o seu spaghetti lá na esperança que alguém lhe dê umas dicas de como melhorar. Vote aqui.

E finalmente o Arthur Zapparoli desenvolveu o Tumbber, que permite postagens no tumblr diretamente do seu mensageiro instantâneo compatível com o Jabber (ex: GTalk). Gostou? Vote aqui.

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