TV digital e a distribuição de conteúdo

por Alexandre Fugita

TV digital Demorei um pouco para escrever este texto, o timing ideal teria sido dois dias atrás, na estréia da TV digital no Brasil. O vídeo de lançamento foi bastante interessante, com um mashup de cenas memoráveis da época analógica. Concordo que a evolução que o novo serviço traz é comparável à transição do preto e branco para a TV em cores.

Fui a uma loja de SP para conferir a tão falada qualidade de imagem digital. O aparelho de TV era um Full HD 1080i, 50 polegadas e o programa, uma novela da Globo. Enquanto a qualidade da imagem é impressionante, não podemos falar o mesmo do programa que estava passando…

O grande problema da TV digital é o mesmo da TV analógica e aparentemente continuará assim por muito tempo e se chama distribuição de conteúdo. A mesma restrição de escolha, a mesma restrição de grade de programação, a mesma escassez que essa mídia sempre ofereceu, continua.

O advento da internet nos acostumou mal, consumimos conteúdo quando, onde e o que quisermos. Nós fazemos as escolhas, temos variedade para selecionar aquilo que nos agrada, essas coisas. Na internet temos abundância e os filtros personalizados, bem diferente da escassez encontrada na forma de distribuição da TV digital ou analógica.

A qualidade da imagem é o diferencial, como diria o Solon. Mas em termos práticos é só isso que está mudando. O que importa, ou seja, a possibilidade de escolha que a internet nos ensinou, continua restrita à grade imposta pela emissora de TV. Já havia dito isso antes, mas minha TV digital é a internet. Prefiro mil vezes a variedade e liberdade de escolha de um YouTube.

(*) imagem deste post, via Flickr

Comentários do Facebook
23 comentários
  1. O maior problema não é a distribuição de conteúdo.

    É o fato de que os donos do botão de “botar no ar” continuam os mesmos. Que ganharam concessões de TV sabe-se-lá-como. Que fizeram de tudo para que o ISDB fosse aprovado. Que repetem o mantra de que “vamos poder ver TV aberta de qualidade” (QUALIDADE? NA TV ABERTA BRASILEIRA? HAHAHAHAHA) e outras coisas do tipo. E que REALMENTE acham que o respeitável público está excitado com a possibilidade de ver o Galvão Bueno, o José Luiz Datena ou a Ana Maria Braga em alta definição.

    O pior? As pessoas estão se fazendo a pergunta “vale a pena migrar?” e muitos dizendo não. Os donos de TV já foram melhores no quesito “manipulação da opinião pública”.

    Ah sim. Alguém sabe do canal de retorno? Ou a interatividade vai ser feita via linha fixa mesmo, o que seria a desmoralização total do SBTVD?

  2. Esse negócio de TV digital foi muito inflado, tanto que tv digital virou sinonimo de maior qualidade. Para as emissoras entrarem mesmo na tvd ditribuindo recursos interativos vai demorar um pouco, visto que nem os decodificadores suportam isso.

    Por enquato o que algumas emissoras vão fazer é distribuir vários programas no mesmo horário, como a Culura.

    Espero eu que até 2016 a coisa melhore, porque no Brasil não dá para confiar muito.

  3. 3. Luis Santos disse em 4 dez 2007 - 09:27

    Você disse “O aparelho de TV era um Full HD 1080i”.

    Detesto o uso de nomes quando é possível o uso de números. Resolução de tela é um exemplo. Nos tempos remotos padronizou-se que VGA era 640×480 e Super VGA (ou SVGA) era 800×600. Com o crescente aumento da resolução a criatividade dos que acham que o ser humano é incapaz de lidar com números teve que se desdobrar, criando coisas como “QSXGA+”. Uma tradução para a lingua universal (números) pode ser encontrada em http://www.i386.info/vidres.htm.

    Pois bem, com o advento das TVs digitais o problema migrou para a sala de estar, onde o público consumidor é ainda reticente à numeros, na visão dos fabricantes…

    Daí a criação dos termos SDTV, HDTV, Full HD etc.

    Convenciona-se, nowadays, que o termo Full HD = 1920×1080 em progressive scan. Assim sendo é incorreto chamar de Full HD a resolução 1080i (= 1920×1080 em interlaced scan).

    Se a TV era de fato o que o mercado chama de Full HD ela era 1920x1080p. Se o conteúdo era assim isso é outra história…

  4. Oi. Aqui na Espanha, está previsto que a tv digital substitua completamente a analógica em 2010 (http://www.televisiondigital.es). Posso dizer que em mais de um ano que tenho a transmissão digital (proporcionada por minha operadora de tv a cabo), vejo muito do que se discute neste post. Por aqui aumentaram os canais abertos, mas os donos são os mesmos, como o Cesar Cardoso comentou. O conteúdo é o mesmo, diluído entre vários canais. Os canais novos são ruins (tv shop, esportes que ninguém quer ver, novelas do baú que ninguém sabe de onde saíram e por aí vai). Enfim, parece não haver conteúdo suficiente para tantos canais. A tv digital é boa para quem quer vender decodificadores, mas para o usuário final ainda deixa muito a desejar.

  5. Eu gostaria de ver uma televisão digital aberta e realmente interativa, onde eu pudesse de fato escolher o programa que desejo assistir no horário que me seja mais conveniente – o que, diga-se de passagem, é bem diferente do horário mais conveniente para a emissora.
    Eu gostaria de ver opções de conteúdo de qualidade, que acrescentassem e fizessem pensar, e não simples banalização de violência, sexo e retardo mental.
    Infelizmente, o que eu espero ver, por muito tempo, é Chaves com a imagem melhorada e telespectadores se comunicando com os bigbrothers em tempo real.
    Sendo assim, não vejo por que gastar com conversor ou novo aparelho enquanto não for obrigado a isto.

  6. É… Infelizmente ainda estamos longe da interatividade da TV digital em outros países, e enquanto eu sonho com um TiVo rs, também prefiro as possibilidades da Internet! :)

  7. Grande Alexandre. Para nos, aficcionados na WEb e em suas possibilidades, a tv digital chega a ser, de certa forma, irrelevante.

    O que manda e’ a qualidade no conteudo. E’ a mesma lei que vigora na internet. Sites, blogs e portais sao releventes quando oferecem conteudo de qualidade.

    Vejo hj a tv digital como se fosse um blog com o design perfeito, porem sem conteudo. Mas estamos apenas no inicio e, com o tempo, tudo pode mudar. Mesmo assim, nao acredito que a tv digital va’ desbancar a web, ate pq a tv, principalmente a aberta, vem perdendo cada vez mais adeptos… eu sou um deles.

  8. Cesar,

    No fim das contas, ao dizer que o problema é a distribuição, chegamos aos donos do botão, que definem a programação. Como eu suspeitava, a TV digital não é nada demais, vide todos os outros comentários. Ufa!

    Diego,

    Vamos ver se a Cultura, que é a melhor em qualidade dos canais abertos, consegue trazer em 8 canais melhor conteúdo. Já o resto dos canais abertos, sempre passei longe…

    Luis,

    Eu na verdade não lembro se era 1080i, mas foi o que o vendedor falou. Como não entendo de sopa de letrinhas, guardei essa informação. Provavelmente era progressive scan, de acordo com seu comentário.

    Já a questao dos números vs. letras, também prefiro números. A primeira vez que alguém falou da resolução da câmera, me disseram algo do tipo: é 0,3 megapixel. Eu não entendi buluhufas… Não tinha esse conceito ainda… Realmente números são mais fáceis.

    phlox,

    Bem se vê que o problema dos donos do botão serem os mesmos é mundial. Ainda bem que existe a tal da internet, hehehe!

    Enio,

    Exato! Quero poder de escolha de programa, horários, etc, não a grade fixa da TV. Quero programas de qualidade e não aquilo que atrai o gado humano. Seu comentário foi perfeito para traduzir o meu post!

    Lari(ssa),

    TiVo seria o ideal para transformar a grade fixa em algo que podemos escolher horários. Mas parece que não querem deixar o sinal digital brasileiro ser gravado, aquela história de DRM. Diabos!

    Rodrigo,

    Concordo plenamente que para quem está acostumado com internet a TV digital é irrelevante. É uma tecnologia que chega atrasada uns 5 anos pelo menos. E com qualidade baixa, que se dane a TV digital.

    Abraços a todos!

  9. Acho que o conteúdo on demand na TV ainda vai demorar bastante para acontecer. TV é veículo de massa, e isso não me parece que vá mudar só por causa da alta definição e o som 5.1.

    Mas já é um avanço, no meu ponto de vista. Antes isso do que nada. “Ah, na internet eu posso ver o que quiser na hora que quiser”. Realmente pode, mas na web o indivíduo tem uma conexão que recebe E envia dados o tempo todo.

    Acho que a TV não é pra isso. Se a novela vai passar às 8h, e você quer ver na hora que quer ver (!), por que diabos não grava e pronto? Isso será possível com um réles gravador embutido no televisor.

    Quer saber? Eu gosto da televisão do jeito q.

  10. Acho que o conteúdo on demand na TV ainda vai demorar bastante para acontecer. TV é veículo de massa, e isso não me parece que vá mudar só por causa da alta definição e o som 5.1.

    Mas já é um avanço, no meu ponto de vista. Antes isso do que nada. “Ah, na internet eu posso ver o que quiser na hora que quiser”. Realmente pode, mas na web o indivíduo tem uma conexão que recebe E envia dados o tempo todo.

    Acho que a TV não é pra isso. Se a novela vai passar às 8h, e você quer ver na hora que quer ver (!), por que diabos não grava e pronto? Isso será possível com um réles gravador embutido no televisor.

    Quer saber? Eu gosto da televisão do jeito que ela é.

  11. Thássius,
    Diversas emissoras já disponibilizam seus conteúdos on demand na internet, com a única restrição que só podem ser acessados após a transmissão tradicional dos mesmos. E isto é exatamente o que eu gostaria de ter, com uma qualidade melhor do que aquela limitada pela largura de banda (lembrando que mesmo a banda larga no Brasil não é tão larga assim).
    Claro, sonho com conteúdo mais decente. Mas tenho a consciência de que este ainda é um sonho muito distante.

  12. Enio Luiz Vedovello,
    Sim. Na internet. Televisão não é internet. Não é à toa que nos Estados Unidos o TiVO, um sistema de gravação, é tão vendido.

  13. Eu não tenho tempo para assistir TV aberta na hora que as emissoras acham que eu devo assistir o programa.
    A TV a cabo ainda tenta diminuir essa perda de audiência reprisando os programas várias vezes. Mas o que adianta reprisa-los de manhã e a tarde? Esse é justamente o horário em que estou no trabalho.

    Eu só preciso de um canal de notícias transmitindo diretamente tal como a GloboNews ou a BandNews. Filmes e séries prefiro assistir OnDemand.
    Além disso eu pago para assistir a um monte de canais que não gosto, como canais infantis e umas séries muito bobas.
    A Brasil telecom lançou o Videon [www.videontv.com.br] que promete ser a melhor coisa que aconteceu para a TV esse ano.

    A única plataforma capaz realmente de trazer inovação é a internet. O dia que pudermos receber a programação em banda larga e streaming eu ligo minha TV no PC e txau TV aberta ou a cabo.

  14. Alias Fugita, acho que este momento pede uma matéria sobre Video OnDemand beeem mais aprfundada.
    Ate para que as pessoas passem a conhecer, se interessar e desejar.

  15. Escrevi um artigo que explica os detalhes da TV Digital, principalmente pra quem não conhece os detalhes envolvidos para quem quer receber essa novidade em casa:

    http://blogutils.net/blog/index.php/2007/12/03/tudo-o-que-voce-queria-saber-sobre-tv-digital/

    Também acho uma pena não termos interatividade e bons canais na TV aberta mas, sinceramente, não é por isso que eu vou fazer pouco dessa novidade. Na verdade não vejo a hora dela chegar aqui no Rio de Janeiro.

  16. […] levantadas durante o happy-hour. Eu e o Jobson, por exemplo, conversamos desde a Bolha AdSense até TV Digital, mas nem por isso foi um papo chato e deixamos de participar do que estava rolando no […]

  17. […] TechBits – TV Digital e a distribuição de conteúdo […]

  18. Fugita, nunca disse isto declaradamente mas sou seu fã cara. Gosto muito do que você escreve, e o Techbits é uma leitura prazeirosa. Confesso que até mesmo ja tomei decisões estratégicas com base no que você escreve.

    Com relação à TV Digital, não é segredo que eu ache que ela vai ser o “mico” da década, simplesmente porque os “dinossauros” caminham para a extinção. A velocidade evolutiva como um todo (socio-cultural-economica) esta cada vez mais rapida, e os “dinos” insistem em velhos modelos de negócios, até mesmo a escolha do padrão, escolheram o Japonês basicamente porque era o que impactava menos com o adotado pelas emissoras.

    De fato falam muito em qualidade, mas esquecem da interatividade, da opção de escolha. A IPTV vai engolir a TV Digital, e vai ser feio viu. Ate porque ate mesmo a classe tem acesso, semana passada vi barraco com Velox! No folheto de Natal da FNAC tem la discretamente um Media Center, que nada mais é que um computador que funciona como centro de entretenimento com conteudo baixa do da web, assim meio que um TIVO (citado nos comentarios). Alias o TiVO pode ser qualificado como um Media Center dedicado.

    A TV digital vai permanecer, mas como TV simplesmente, tal qual citou seu leitor da Espanha, mas longe de ser esta maravilha e longe de se tornar a TV 2.0.

  19. O futuro da Tv é esse: http://br.youtube.com/watch?v=j3Ji3BoI8oo

    Essa é a IPTV que a Telefonica opera na Espanha. Só que lá é por assinatura. O futuro é receber esse conteúdo de graça, mantido por patrocinadores.

    E já existe um P2P para TV ao vivo. Chama-se LiveStation Estão começando a distribuir os convites e vai ser aquele mesmo burburinho que foi com o Joost.

    O futuro é IPTV de graça! A diversidade com uma qualidade boa vai superar a falta de criatividade em High Definition.

  20. 20. A.Guimarães disse em 6 dez 2007 - 17:24

    Com certeza a tv aberta é de um mau gosto tremendo. Mas ainda vejo a tv digital como uma evolução.

    Por mais que não possamos usar a tv aberta como um exemplo, teremos a tecnologia, que por si só já é uma beleza…

    imagine comprar uma Sony Bravia e assistir ao seu filme predileto nessa tv. A imagem é deslumbrante, não há o que falar…

  21. Thássius,

    Bom, teoricamente toda parte de tecnologia para um TV ondemand existe. O que não existe é vontade por parte de quem controla a distribuição. Eles querem controle sobre o que o povo está assistindo e não deixar ao bel-prazer de cada um como é possível na internet.

    Levando isso em conta, acredito que uma TV sob demanda dificilmente vingará e ficará ao cargo dos inovadores da internet criar uma solução para esse problema. Internet!

    Enio,

    É verdade, algumas emissoras fazem isso. Dou destaque à Record que coloca todo seu conteúdo de forma aberta na internet. Nos EUA isso é mais comum ainda, o que é bastante interessante. Talvez essa seja a forma das TVs tradicionais continuarem na briga nesse mundo em que a distribuição tem custo quase zero.

    Leandro,

    Concordo plenamente que o lugar das inovações é a internet. Ontem mesmo, folheando uma revista, vi uma propaganda que me fez rir LOL. A propaganda dizia que a TV digital iria mudar o mundo… fala sério!

    Quanto a video on demand, fica anotada a sugestão!

    Rafael,

    Eu também estava louco para a novidade chegar. Mas cheguei à conclusão que não é para mim, por enquanto, pois não assisto nada – sim, nada – da TV aberta… que é a única digital… Claro, tenho TV a cabo, digital, mas não é a mesma qualidade apesar da imagem ser muito boa…

    Caribé,

    Primeiro, muito obrigado! É muito bom saber que o Techbits tem seus fãs, hehehe!

    Bom, quanto à TV digital, certamente não mudou nada por enquanto. Nem interatividade, nem mais opções, nada. Só a imagem ficou mais nítida. E eu digo, muito obrigado, mas não quero isso pra mim. TV aberta? Passo longe, faz tempo!

    Em relação à IPTV, concordo plenamente. Acesso banda larga está barateando. Daqui uns anos será como água. A TV digital chegou muito tarde…

    A.Guimarães,

    Certamente é uma evolução. Mas da forma que está sendo feita, conheço outras revoluções mais interessantes na chamada internet.

    Abraços a todos!

  22. 22. Lucas Ferrarese disse em 27 jan 2008 - 22:03

    É pessoal,concordo com a maioria de vocês.
    As TVS comerciais abertas só falam em melhora de qualidade
    de imagem e de som,quanto ao conteúdo elas nem sequer mencionam.Uma das razões pra isso é que as TVs comerciais seguem um modelo de negócios ultrapassado,os tais”donos” dos canais de televisão,que na verdade não são donos e sim concessionários do sinal de TV têm medo de tomar uma estratégia de negócios e melhorar a qualidade da programação,pois dessa forma temem que uma qualidade de conteúdo melhor não de audiencia ou retorno financeira pra eles.
    Outra é que a gente tem uma lei de radiodifusão muito antiga,da década de 60,de 1962 especificamente.Então,gente,o que fazer?
    Enquanto essas leis antigas não forem alteradas,sinto lhes dizer,mas nada vai mudar!e tenho dito!!!!

  23. 23. Lula Pontes disse em 29 jan 2008 - 16:45

    A todos os participantes desta discussão.
    Sou novo neste espaço virtual (a Internet), e tenho vagado cheio de boas intenções. Porém só tenho encontrado topeiras (cegas)discutindo com portas (surdas), sobre o sexo dos anjos ou o ‘não-sei-que-lá brother nº 9 ou 10. Ainda assim usando um a linguagem ininteligível, como ‘vc’, ‘naum’, ‘qdo’, ‘+D’, etc …
    De repente, aquí estou, tendo um imenso prazer de ouví-los.
    Parabéns a todos. Parabéns mesmo !!!
    Permaneçam assim, discutindo assuntos sérios, mantendo como padrão a nossa língua natal.
    Especiais abraços para Thássius e Leandro Salem, pois concordo em quase 100% do que opinaram.
    Sempre lembrando:
    – A mídia pertence às elites.
    – As elites querem o povo doutrinado, subserviente.
    – Quanto mais medíocre a população, mais elite eles serão.
    E quem nos livrará dos anúncios das Casas Bahia, em alta definição ???

    Lula (do Rio de Janeiro)

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