Microsoft Zune: de novo, o DRM…

por Alexandre Fugita

[Zune vs Creative Commons] Lançado na semana passada, o tocador portátil de músicas e vídeos da Microsoft foi bem recepcionado pela multidão. Passado o encanto inicial, começaram os problemas. O Zune foi considerado inovador pois consegue enviar via wi-fi músicas para outros Zunes. Mas também inova em outra categoria: põe DRM até nas músicas e vídeos criados pelo próprio usuário.

O que está acontecendo…

Quando era apenas um rumor, a idéia de compartilhar músicas via wi-fi era ótima. Quando foi mostrado na última quinta-feira, pareceu muito legal. Após passar pela análise da multidão, tornou-se a pior característica do Zune. Se você compra uma música na loja da Microsoft, eles têm todo o direito de proteger o arquivo digital com DRM. Mas e se você mesmo compôs e gravou a música? E se você mesmo gravou aquele vídeo no fim de semana na reunião com amigos? Tudo isso ganha DRM quando transferido pelo wi-fi do Zune.

Microsoft DRM vs. Creative Commons

No MySpace muitas bandas desconhecidas divulgam música usando a licença Creative Commons. Se a banda usar a mesma licença que este blog usa para seu conteúdo, a música pode ser compartilhada e alterada, desde que o autor seja citado, o trabalho resultante use o mesmo tipo de licença e que o uso não seja comercial. Pois bem: o blog dos criadores do Zune informa que não há como saber que tipo de arquivo está sendo transferido e, portanto, tudo fica dentro do envelope do DRM da Microsoft. Mesmo uma música sob licença Creative Commons fica restrita ao prazo de três dias ou tocar três vezes (o que vier primeiro) do DRM da Microsoft.
Fizeram quase tudo certo. Menos isso. Quem disse que o Zune é um iPod killer? Está mais pra Zune killer mesmo…

Um blog sobre DRM…

[3 de outubro: o dia contra o DRM] De tanto escrever sobre o assunto, quase dá pra ter um blog só sobre DRM. Todo dia ia ter o que escrever. A nuvem de tags (coluna à direita nesta página) dá uma idéia da freqüência em que os assuntos são discutidos. O DRM, pelo menos no momento da publicação deste post, está entre os favoritos. A “luta” não é só minha. Uma infinidade de blogs mostra que o desejo das multidões é uma mudança nessa tecnologia e que o fair use deveria ser considerado pela indústria de filmes e músicas. Existe até um protesto, no estilo flash mob, contra o DRM marcado para o dia 3 de outubro de 2006.

Na blogosfera:

  • Meio-Bit: Microsoft vs O Mundo: Zune viola Creative Commons
  • Media Loper: Zune’s Big Innovation: Viral DRM
  • ElasPod: podcast sobre Creative Commons

Não seja enganado por vendedores de computador

por Marco Arribas

[Original English version here]

[compre um PC] Por várias vezes amigos me perguntam qual processador é melhor: Sempron, Athlon, Pentium, Celeron, etc. Na verdade uma variedade de opções está disponível hoje em dia: velocidade (freqüência) do processador (CPU), cache L1 e L2, tecnologias dual core e Hyper-Threading. Isto se torna complicado já que o usuário precisa ainda escolher o tamanho da RAM e do disco rígido (HD). Sendo o trio processador, memória e HD os itens básicos para se levar em conta na hora de comprar um computador novo, irei explicá-los brevemente na tentativa de ajudar o usuário médio a se decidir e não ser enganado pelos vendedores, cuja única intenção é vender o sistema mais caro.

A memória

Primeiramente, o que chamamos de memória ou RAM (Memória de Acesso Randômico) é a memória usada quando o computador está ligado e é medida em megabytes (MB) ou gigabytes (1 GB equivale a aproximadamente 1000 MB). Se você é o tipo de usuário que roda muitos programas e não pretende fechar seu navegador para abrir o processador de textos ou escanear uma foto, precisa de mais RAM. E também, se você costuma deixar seu computador ligado por muitas horas ou não o desliga nunca (assim como eu), precisa de mais RAM1 ainda.

A razão para tamanha necessidade de memória não é que você ficará impossibilitado de rodar suas aplicações, mas o desempenho de seu sistema será prejudicado pelo fato de que o sistema operacional terá que “paginar” os dados extras. Paginação é o processo pelo qual, devido à falta de memória física, o sistema operacional escreve os dados extras no HD. O movimento da cabeça do HD para ler e escrever dados é medido em milionésimos de segundo, enquanto que no caso da RAM, isso ocorre em bilionésimos de segundo. É um milhão de vezes mais rápido! Portanto, se você está planejando comprar um computador com 256 MB de RAM, esqueça; o desempenho do seu sistema será severamente comprometido mesmo com o mais rápido processador no mercado. O mínimo para o Windows XP é 512 MB, mas eu recomendaria 768 MB. A menos que você seja um jogador fanático, ou goste de viagens virtuais com o Google Earth, 1 GB ou mais não irá melhorar necessariamente o desempenho de sua máquina.

O processador

As coisas ficam um pouco mais complicadas quando tratamos de processadores, pois há muitos deles no mercado apesar de serem produzidos por apenas dois fabricantes: Intel ou AMD. Primeiro, veja a freqüência do processador, que é medida em gigahertz (GHz – bilhões de “pulsos” por segundo). Você pode achar que quanto maior, melhor; entretanto isto nem sempre é verdadeiro. De fato você sempre precisa verificar a memória cache (especificamente o cache L2). Memória cache é um tipo muito rápido de RAM que está dentro do processador e é útil quando uma aplicação necessita que um conjunto de comandos seja repetida. Ao invés de requisitar tais comandos da RAM, lê do cache. Por exemplo, mesmo rodando na mesma velocidade, os processadores Pentium D são mais rápidos que os processadores Celeron D considerando que os Pentium possuem cache L2 de aproximadamente 1000 KB, enquanto os Celeron possuem 256 ou 512 KB. Este também é o caso de processadores de notebooks: apesar da velocidade do processador ser mais baixa para salvar energia, possuem um cache L2 maior, o que não prejudica o desempenho.

Como já mencionei, a escolha do “cérebro” dos computadores é um assunto complicado. Processadores novos são lançados a cada mês. Uma nova leva de processadores está agora no mercado: processadores de núcleo duplo (dual core) que têm a mesma estrutura de um processador de núcleo simples (velocidade, memória cache), mas possuem duas unidades (CPUs) no mesmo chip. Claro, isso não faz o computador rodar duas vezes mais rápido, mas a eficiência aumenta consideravelmente, assim como o preço. Adicionalmente há a tecnologia Hyper-Threading da Intel (não confundir com o Hyper-Transport da AMD, que trata de outro assunto) que trabalha fazendo o uso mais eficiente dos ciclos sobressalentes, processando mais de um thread (algo como uma outra parte do mesmo programa) ao mesmo tempo.

O disco rígido

Pra finalizar, a capacidade do disco rígido (HD) depende do que você quer gravar em seu computador. Recomendo um disco rígido rápido como os SATA (Serial ATA; praticamente todos os computadores de mesa usam essa tecnologia hoje em dia) e uma memória cache grande para o HD (8 MB ou 16 MB). Geralmente 60 GB é mais do que suficiente para instalar todos os softwares que você precisa, incluindo 10 GB de mp3, ou seja, aproximadamente 7 dias de músicas sem parar. Claro, 80 GB ou mais parece melhor, especialmente se você quiser ter muitos filmes no seu disco rígido e não pretende ficar navegando por eles em mídias físicas (CDs ou DVDs). E também o problema de espaço no HD pode ser contornado com a compra de um disco rígido USB externo (e mais lento) com 160 GB ou mais.

Conclusão

Espero que este artigo tenha respondido algumas questões para os usuários novatos sem ser muito técnico, mas talvez você tenha outros questionamentos. É isso. Escreva seus comentários!

1. Para saber quanta memória você possui, pressione CTRL+ALT+DEL e clique na aba “Desempenho”. Em “Memória física” você pode verificar a “Total” de memória em kilobytes (KB – 1000 KB é aproximadamente 1 MB) em seu sistema. Também nessa mesma aba verifique “Memória usada pelo núcleo”, que é a memória que está sendo usada naquele momento.

meebo: porque hoje é sexta-feira

por Alexandre Fugita

[meebo] Imagine a cena: sexta-feira… depois do almoço… A essa altura ninguém mais trabalha. A agitação cresce. Todos estão pensando em como “descansarão” no exígüo fim de semana que se aproxima. Hoje em dia combinar as atividades com os amigos é tarefa do MSN. E-mail é para os dinossauros… Aí surge o problema: devido à política da sua empresa, é proibido o uso de mensageiros instantâneos no ambiente de trabalho… Mas existe solução fácil, rápida e que não necessita instalação de software.

meebo

O meebo é um mensangeiro instantâneo baseado na web que pode ser usado de qualquer computador com um browser e uma conexão à internet e não é bloqueado por firewalls. O nome é estranho mas está totalmente dentro do padrão da web 2.0 para nomes esquisitos. A vantagem é que integra vários serviços em uma única interface: MSN, ICQ, Yahoo! Messenger e Google Talk.

A questão da privacidade

Ao entrar no serviço você terá que digitar seu login e senha… do MSN… Se a palavra privacidade está no seu dicionário, dá um frio na espinha…

O meebo é uma startup que acaba de fazer o primeiro aniversário. Não houve até o momento qualquer tipo de escândalo envolvendo a privacidade dos usuários do serviço, como já ocorreu com a AOL. O meebo segue alguns princípios de privacidade que aparentam estar corretos. Você usa email? Confia no seu provedor de internet que nada do que passa pela redes dele é interceptado? Tem certeza que nunca ninguém foi “dar uma olhadinha” no seu orkut apenas por curiosidade? Falando sério, o meebo, neste caso, deve ser o menor dos problemas…

isolatr

[isolatr] Se você é do tipo anti-social também existe uma solução. Está na moda na web essa história de rede social, colaboração, interação entre desconhecidos… Se essa não é a sua, vá para o isolatr. Não esqueça de consultar o faq deles. É esclarecedor…

Outras alternativas

Por isso não uso o Internet Explorer

por Alexandre Fugita

[IE] Nessa semana tivemos a correção mensal de segurança da Microsoft. Isso foi na terça, dia 12. Dois dias depois, na quinta, a Secunia divulgou a descoberta de uma falha extremamente crítica que afeta o Internet Explorer (IE). Novidade… Muitos conhecidos comentam comigo que o computador deles está estranho. Geralmente é aí que eu pergunto: qual programa você usa para navegar na web? Adivinha? Ganha um doce quem descobrir

Qual o problema do Internet Explorer? (*)

Há alguns anos, quando o IE ganhou a primeira guerra dos browsers, o seu desenvolvimento parou. Lançaram a última versão há 5 anos. Falhas e mais falhas foram descobertas mas nem todas foram corrigidas. Com sorte, as que são sanadas ficam até 30 dias em aberto (as vezes mais). Isso é tempo suficiente para crackers explorarem o problema e invadir computadores espalhados pela internet. Fora isso, muitas pessoas não atualizam o Windows quando a Microsoft divulga as correções, aumentando assim o tempo de exposição a uma vulnerabilidade. O IE 7 está para sair. Talvez melhore a situação. Mas tenho minhas dúvidas.

O Firefox também possui falhas

É verdade. Dias atrás as manchetes davam conta de que acharam 682 problemas no Firefox. Um robô analisou o código do software e encontrou essa quantidade de falhas. A comunidade (preste atenção, são seres humanos) open source analisou os problemas apontados e descobriu que efetivamente apenas 2 ou 3 talvez sejam reais.
(*) além de ser lento e não seguir as regras da w3c?

Zune: iPod killer a rede social da música

por Alexandre Fugita

[Zune] De tempos em tempos surge um iPod killer (matador do iPod). Chegou a vez da Microsoft com o Zune. E não é que eles acertaram a mão? O diferencial do produto é a possibilidade de interação entre usuários através de uma rede sem fio. É a nova revolução da música digital. O produto estará a venda para as festas de fim de ano e virá em três cores.

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O MySpace é uma rede social que funciona, entre outras, como forma de compartilhar músicas de bandas desconhecidas. O sucesso do mundo virtual foi transportado para o mundo real com o Zune. Através de uma rede wi-fi será possível enviar músicas a seus amigos. Essas músicas poderão ser ouvidas (pelo receptor) por até 3 dias ou no máximo 3 vezes, o que vier primeiro. O objetivo é vender mais músicas. A possibilidade da degustação antes da compra pode fazer as vendas de músicas digitais crescerem. É a rede social dos players de música. Tacada de mestre.

Zune e sua loja

[Zune e suas cores] Da mesma forma que a Apple, a Microsoft lançará junto ao Zune sua própria loja de músicas. Essa integração é uma das explicações para o grande sucesso do iPod. A outra explicação é a interface fácil de usar e o design simples e bonito. O desing do Zune é razoável. Só espero que não seja complicado de usar como a Microsoft adora fazer.

Na blogosfera:

  • Digital Drops: Conheça o Microsoft Zune
  • NsT: Player digital Zune, da Microsoft, chega para concorrer com iPod.
  • Anderaos Wireless: Anti-iPod da Microsoft é finalmente apresentado
  • Garota sem fio: Zune chega para arrebentar
  • Meio-Bit: Lançado o Microsoft Zune – com vídeos da interface
  • Techcrunch: Ok, Here’s What Apple Announced Today

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