Tradução com crowdsourcing

por Alexandre Fugita

[Google] Quem se lembra do Babelfish do Altavista para traduzir páginas web? Quando surgiu, muito tempo atrás, as traduções eram sofríveis e creio que melhoraram com o passar do tempo. Ferramentas automáticas dificilmente conseguem fazer um bom trabalho quando se trata de transformar uma língua em outra. O Google, que quer dominar o mundo, naturalmente possui um tradutor. Só que agora, se não gostarmos do resultado podemos sugerir uma melhor tradução. Não está disponível em todas as combinações de línguas mas, ainda assim, interessante pois esse novo sistema usa conceitos de crowdsourcing e sabedoria das multidões.

Inteligência Artificial na infância

Apesar de todo desenvolvimento tecnológico, ainda não se conseguiu produzir uma máquina inteligente de verdade. Coisas como tradução de textos e a busca semântica não conseguem encontrar nos bits e bytes um sistema ideal. Então precisamos apelar para os humanos. Na medida que o Google classifica as sugestões de tradução enviadas pelos seus milhões de usuários, é possível refinar o mecanismo para dar resultados melhores.

Isso está na essência do crowdsourcing, pessoas ao redor do mundo disponibilizando parte de seu tempo para executar uma tarefa em conjunto. O resultado – uma melhor tradução – pode ser considerado como o que as pessoas acham que está correto e, portanto, enquadra-se perfeitamente na sabedoria das multidões. Enquanto as máquinas continuam burras, nada melhor que um ser humano para cuidar das coisas complexas…

Comentários do Facebook
11 comentários
  1. O pior é que os sistemas estão ficando tão complexos que estão adquirindo tolerância à falhas, apenas por serem complexos.

    A wikipeida tem a capacidade de “auto-heal” conferida pelo grande número de usuários alimentando e corrigindo a base.

    É fascinante.

  2. Corrigindo: WIKIPEDIA

    não foi proposital, foi erro de digitação mesmo haha

  3. Lucas,

    Sim, de tão complexos precisam de humanos para realizar a tarefa cognitiva. Fascinante mesmo!

    obs: wikipeida, hehehe! tem certeza que não foi proposital? hahaha!

    Abraços!

  4. Legal, nao sabia disso, vou dar uma olhada, hehehe

    Ate!!!

  5. Techbits é cultura e informação.

    Legal esta notícia! Fo bom saber para experimentar um pouco de crowdsourcing, :-)

    []’s

  6. Realmente, interessante. Se analisarmos o que temos hoje em termos de inteligência artificial, não conseguiremos nos equiparar à inteligência de uma barata.

  7. Felipe e Sergio,

    Também achei interessante, pena que o português ainda não foi contemplado.

    Karlison,

    A IA está longe de um inseto. Imagina enteder um texto ou traduzí-lo corretamente. E põe cérebro humano nisso!

    Abraços

  8. Alexandre
    Complexidade é algo que sempre descartei.

    E acabei aqui sabendo algumas coisas que não sabia rs
    Valeu pela informação!

  9. Neto,

    Pois é, qto mais complexo, menos gente vai usar. E fico feliz que tenha descoberto algo com meu artigo, hehe!

    Abraços!

  10. Fugita,

    Conheci hoje seu blog e gostei de seu trabalho. Parabéns pela relevância de seus textos.

    Um seviço relacionado a este assunto é o Mechanical Turk, da Amazon (http://www.mturk.com). A ousadia do mesmo é (além de ser movido a pessoas) poder ser acionado por API (ou seja, você pode acionar as pessoas como uma sub-rotina de um software ou website)!

    O nome do site é uma curiosidade à parte – ele representa perfeitamente seu funcionamento !

    (Peço desculpas pela tecniquês – API = Application Programming Interface)

  11. Jornalista Corporativo,

    Fico muito feliz que tenha gostado do blog e dos textos. Conheço o Mechanical Turk apesar de nunca ter testado. Valeu!

    obs: o techniquês aqui é bem vindo! É só não complicar demais, hehehe!

    Abraços!

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