15 dezembro 2006
por Alexandre Fugita
Há muito se fala que o futuro é a web semântica. O meu entendimento de web semântica, é a criação de meta-informação (*) padronizada dentro das páginas e serviços web com o objetivo de facilitar máquinas interagirem entre si e entenderem o significado do conteúdo. Em outras palavras, uma máquina não entende conceitos, textos, ou o que fazer em um serviço web. A meta-informação da web semântica é a explicação para as máquinas do que aquela informação significa para nós, humanos. A grande dificuldade para se criar uma web semântica é que teríamos que colocar meta-informações em toda a informação que já existe na web. Fico imaginando o quão complicado é esta operação. Não seria mais interessante as máquinas realmente entenderem, através de inteligência artificial, o significado do conteúdo do que criar meta-informações só pra elas? Enquanto isso não ocorre, descobri um serviço que usa humanos para transformar a web em semântica.
(*) meta-informação: informação sobre a informação… no caso, uma espécie de folksonomia voltada para as máquinas…
ChaCha, a busca semântica
O ChaCha é um serviço de busca na qual nós conversamos com seres humanos de verdade, via chat, pedindo a eles que procurem determinada coisa para nós. Fiz um teste, achei interessante pois do outro lado é realmente uma pessoa (perguntei duas vezes), mas no geral creio que seja mais fácil fazer por conta própria a pesquisa no Google ou outro mecanismo de busca do que ficar perguntando para alguém fazer isso por mim. Elaborei uma pergunta complexa, pedindo hotéis em Madri, Espanha para o Ano Novo, em determinada faixa de preço. Das três respostas que obtive, duas foram mecanismos de busca de hotéis na Europa e apenas uma tinha quase aquilo o que pedi. Não é exatamente uma busca semântica, mas é um avanço.
Web semântica
O próprio Tim Berns-Lee diz em seu artigo sobre web semântica para imaginar uma situação do dia a dia na qual, interagindo com nossos gadgets semânticos poderemos resolver vários problemas com a ajuda de um assistente pessoal que entenda converse com outras máquinas e interprete a informação. No exemplo que ele demonstra, uma pessoa marca o médico para a mãe, escolhendo o melhor em termos de logística de compromissos para todos os envolvidos na operação. A máquina mostra as possibilidades e o humano apenas escolhe o que acha melhor.
A web semântica como está concebida – das máquinas lerem meta-informações para tentar entender o conteúdo – não funciona. Seria tão complicado e tomaria tanto esforço padronizar toda a informação da web com meta-informações que é impraticável. Se hoje muitos sites nem seguem os padrões web, mesmo tendo vários anos para terem feito isso, não imagino a possibilidade de um dia esse mar de informações ser transformada em web semântica com a inclusão das tags de meta-informação.
Inteligência Artificial
Só vejo a possibilidade das máquinas realmente entenderem o significado de textos, figuras e serviços na web ou no mundo real, no dia que se tornarem inteligentes de verdade. Lá vem eu de novo com essa baboseira de ficção científica. Bom, um estudioso chamado Ray Kurzweil afirma que neste século atingiremos a singularidade tecnológica e isso talvez seja possível. Quando isso acontecer, aí sim a web será semântica, mas talvez ela nem seja da forma que conhecemos hoje e sim algo totalmente diferente que simplesmente não há como imaginar. O irônico de tudo isso é que precisaram colocar uns humanos por trás das máquinas para que a busca se tornasse semântica…
11 dezembro 2006
por Alexandre Fugita
Não é de hoje que dependo mais dos softwares fornecidos pela Google do que aqueles feitos pela Microsoft. Sou um usuário Windows que só usa tal sistema operacional como uma camada para obter os serviços da Google. Ok, ainda instalo programas interessantes no desktop e dependo dele para muitas coisas. Mas tenho notado que boa parte do meu uso está dedicada a softwares do Google. Processamento de textos, leitores de RSS, e-mail, busca, calendário… Agora lançaram mais um serviço útil: o Gmail como cliente de email. Para quem não percebeu o GoogleOS já existe.
Gmail ao invés de Outlook
Há alguns dias o Gmail passou a oferecer a possibilidade de baixar em sua interface mensagens via POP de outros serviços. Isso não é inovador mas é algo que faltava ao melhor webmail gratuito que existe. Ainda não está disponível para todos mas agora que o Gmail virou cliente POP, pode substituir perfeitamente o Outlook, com uma grande vantagem: e-mail baixado no computador exige manutenção. Explico: quando se troca de PC, de HD, de trabalho, etc… todos aqueles e-mails e contatos acumulados precisam ser movidos também. Haja trabalho. Com o Gmail agregando todas as suas mensagens, quem precisa do Outlook?
GoogleOS
Lançar um sistema operacional para ser instalado em computadores não parece uma boa idéia. Já existe por aí há algum tempo o Windows, o MacOs e o Linux para preencher este espaço. Então a grande idéia que sai da onda da web 2.0 é criar um sistema operacional on-line. Você pode dizer que o conceito de sistema operacional não se aplica a um serviço web, mas creio que possa ser expandido para englobar essa modalidade de software. Um webOS não seria exatamente um sistema operacional da forma que conhecemos, mas conteria serviços e softwares úteis que concorrem com as soluções “verdadeiras” hoje no mercado.
Nos últimos dois anos o Google e outras startups têm lançado uma série de serviços intitulados de web 2.0. São softwares on-line que funcionam como alternativas aos softwares instalados em nossas máquinas. A gama de serviços é grande e é possível substituir muitas aplicações off-line por equivalentes on-line. Nos últimos dois anos a Google lançou, ou comprou, diversos serviços web. Olhando de longe e guardadas as devidas proporções podemos dizer que a união desses serviços é um sistema operacional.
11 dezembro 2006
por Alexandre Fugita
Olá! Hoje, 11 de dezembro de 2006 o Techbits ficou com suas URLs internas fora do ar durante 8 horas e meia. Nada a ver com DDoS. Tentei instalar sem sucesso a versão multi-usuário do WordPress (WP-MU). A instalação não deu certo e reverti para a versão anterior. Aparentemente tudo estava certo na volta. Mas eu é que não percebi: apenas a página principal funcionava e todo o resto ficou fora do ar… Culpa do htaccess… ou melhor, culpa minha pois não sei lidar com esse arquivo.
Agradecimento
Agradeço ao amigo blogueiro Rafael Arcanjo do arcanjo.org pelo aviso. Costumo fazer testes no site quando mudo coisas mas após reinstalar o blog não chequei as URLs internas. Foi um erro grave. Felizmente o conserto foi rápido e indolor e tudo já voltou ao normal. O Arcanjo foi quem me avisou do problema. Eu só ia perceber muito mais tarde ao analisar as estatísticas e ver que algo muito sério havia acontecido. Obrigado!
Techbits Master Plan
O Techbits pretende crescer. Descobri que blogs realmente podem gerar receita, desde que haja dedicação suficiente. A intenção ao instalar o WP-MU seria lançar novos blogs gerenciados todos a partir de um ambiente único. Como não consegui e quero lançar novos blogs, por enquanto eles serão colocados no ar com o mesmo WordPress mas em instalações diferentes. Espere em breve novidades.
6 dezembro 2006
por Alexandre Fugita
Em busca de fontes de inspiração vi uma notícia está se destacando das demais: um novo estudo indica que usar celular não dá câncer. Ótimo, bom pra todo mundo, já que o celular está se tornando um meio bastante comum de comunicação. Em várias das fontes que consultei, li que esse é o maior estudo já realizado do gênero, acompanharam milhares de pessoas por vários anos, essas coisas. Aparentemente está tudo certo e o estudo conclui que não há qualquer evidência que a relação câncer-celular seja verdade. Mas surgiu uma dúvida: pelo que entendi compararam alhos com bugalhos. Não tem como provar algo assim…
O estudo
O estudo acompanhou pouco mais de 420 mil pessoas que usam celular na Dinamarca, e apurou que neste universo ocorreram 14.249 casos de câncer. Levando-se em conta a incidência normal da doença na população dinamarquesa (grupo controle), deveria ter ocorrido 15.001 casos. Como é possível observar o grupo de usuários de celular foi menos afetado que a média da população em geral. Então celular não dá câncer, muito pelo contrário, previne.
Dúvida
O grupo controle, ou seja, a população da Dinamarca, deve usar celular. O correto para o estudo mostrar realmente que não há diferença entre usar ou não celular seria estudar grupos que nunca (nunca mesmo) usaram celular e grupos que sempre usaram celular. Usando a média da população como grupo de controle, incluíram pessoas que usam celular com freqüência, pessoas que nunca usaram celular (raro, imagino), e pessoas que já usaram celular em algum momento da vida… Ou seja, comparar um grupo que usa celular com outro que também usa celular, é claro que o resultado vai ser rigorosamente o mesmo. E foi isso que deu.
Concluindo
Não estou dizendo que usar celular dá câncer. E muito menos estou dizendo o contrário. Esse estudo é como todos os outros: inconclusivo. O mais plausível seria considerar que qualquer coisa em excesso deve fazer mal e, portanto, o uso moderado sempre é recomendado. Na dúvida, vá de viva-voz ou fone bluetooth (que também é um rádio)…
4 dezembro 2006
por Alexandre Fugita
Pra começar a semana se divertindo, nada de textos longos e chatos. Achei no Techcrunch um link para um site russo alemão que vende posters interessantes e entre eles um com vários logos da chamada web 2.0
. Ok, alguns vão dizer que web 2.0 não existe, que isso é um nome da moda, etc, etc, etc… De qualquer forma, divirtam-se descobrindo as marcas… Há mais de 30 logos escondidos, os óbvios são Google, Yahoo!, YouTube e Amazon. Se você não identificar pelo menos mais outros 10 é melhor começar a ler mais sobre esses novos serviços da internet ou ficará para trás. E se você reconhecer todos, até aqueles que ninguém viu, é melhor parar de ler sobre o assunto…
Onde está o Wally?
![[Poster web 2.0] [Poster web 2.0]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/posterweb20.jpg)
Dicas
No Flickr alguém postou todos (ou quase) logos encontrados. Você também pode ir ao site original para ver os outros posters à venda ou visualizar a imagem acima em maior resolução.