10 outubro 2006
por Alexandre Fugita
Com o lançamento do Internet Explorer 7, o RSS terá uma explosão no seu uso. A ferramenta, há muito usada por geeks, irá se popularizar pois finalmente a Microsoft dará suporte à tecnologia em seu navegador. Vou analisar neste artigo, o que é, como usar, e finalmente demonstrar que assinar o RSS de um site é a melhor forma de se obter e selecionar informações com rapidez e eficiência.
O que é RSS?
Basicamente, o RSS é uma forma de facilitar o acesso a uma grande quantidade de informações. Se você está acostumado a visitar uma dúzia de sites diariamente em busca de notícias novas, pode estar desperdiçando seu precioso tempo. Entrar em cada um, todos os dias, é trabalhoso e improdutivo. Com o RSS tudo isso acaba. Você só entra em um site quando o mesmo for atualizado. Melhor: você só entra no site se aquela informação que foi publicada é o que está procurando. Em uma era na qual a informação aparece aos montes e o tempo disponível para consumí-las é limitado, o RSS é o “salvador da pátria
“.
A sigla RSS significa Really Simple Syndication. É na verdade um formato baseado em arquivos XML e que serve para troca de informações. Há controvérsias quanto ao significado da sigla. Uns dizem Really Simple Syndication, outros dizem Rich Site Summary, ou ainda RDF Site Summary. O que importa é a funcionalidade e não o nome…
Como saber se um site possui RSS?
Bom, se você usa o Firefox, no canto direito da barra de endereços irá aparecer um ícone laranja, o mesmo que ilustra o início deste artigo, e o mesmo que você encontra na barra lateral da direita desta página. Esse é o símbolo oficial do RSS. O mesmo acontecerá com o Internet Explorer 7 que está para sair oficialmente nos próximos dias. Na verdade todo site que se preze deve possuir RSS. Se você ainda está no IE6, é só observar na página de seu site favorito se há alguma informação como RSS ou XML. Em caso positivo o site possui RSS e você precisará do link que esse ícone aponta para cadastrar no seu leitor favorito.
Leitores (agregadores) de RSS
Os arquivos RSS são lidos por agregadores, ou seja, os programas que juntam toda essa informação e mostram para você em um único lugar. Só será necessário escolher qual feed RSS você quer acompanhar e saber se há novidades interessantes por lá. Se for este o caso é sempre legal visitar o site para ler a informação. Ah, assine agora mesmo o RSS do Techbits.
Abaixo alguns leitores recomendados:
- Bloglines: O Bloglines talvez seja o mais usado dos agregadores RSS. É um software on-line o que significa que não é necessário instalar programas em seu computador e também estará acessível de qualquer computador ligado à web.
- Netvibes: um ótimo leitor on-line, com visual renovado e estilo web 2.0.
- Google Reader :Outro agregador RSS on-line. Não faz uma semana que foi totalmente remodelado. Melhorou bastante pois antes era um pouco confuso. Leia um review.
- Firefox: O Firefox é talvez o mais fácil de usar. É só clicar no ícone laranja na barra de endereços que o feed RSS já está assinado. Os sites que você cadastrou ficam na barra de favoritos do navegador e estão acessíveis a um clique do mouse.
- Internet Explorer 7: Ainda não lançado oficialmente, o funcionamento é similar ao Firefox, ou seja, o ícone estará visível e fácil de usar.
9 outubro 2006
por Alexandre Fugita
Na sexta-feira isso era apenas um forte rumor. Alguns até duvidaram dizendo que a fonte do rumor era um blog. Mas era verdade. O Google acaba de anunciar aquisição do YouTube. As notícias do dia já mostravam essa tendência. Pela manhã tanto o Google quanto o YouTube anunciaram separadamente uma série de parcerias com a indústria de filmes, músicas e entretenimento. E finalmente aconteceu.
Direitos Autorais
Um dos grandes problemas que críticos apontavam para uma possível aquisição do YouTube era a questão dos direitos autorais. A maioria dos vídeos do site tinham de alguma forma conteúdo ilegal, seja pela música de fundo, seja por trechos de filmes ou programas de TV. Parte disso foi resolvida hoje com os acordos do YouTube com a Sony BMG, Universal e CBS. Os conteúdos delas estarão disponíveis no YouTube de segundo acordo selado pouco antes nesta segunda.
Google vs. Yahoo
O Techcrunch, o mesmo blog que propagou na sexta-feira os rumores de compra do YouTube pelo Google, informa que o Yahoo! esteve até o último momento dando seus lances para aquisição do maior site de vídeos do mundo. Perdeu para o Google que resolveu bancar US$ 1,65 bilhão.
Google Vídeo e YouTube
O Google já havia lançado no começo deste ano o Google Vídeo, exatamente para concorrer com o YouTube. As notícias de hoje evidenciavam que algo estava ocorrendo. Tanto o Google Vídeo quanto o YouTube anunciaram parcerias similares em termos de conteúdo. Horas depois foi feito o anúncio da compra. Por enquanto o YouTube continuará como operação separada do Google Vídeo.
É interessante notar que o YouTube, startup que iniciou suas operações em 2005, não tinha até o momento uma forma de gerar receitas consistentes. Exatamente como era a startup Google anos atrás. A história se repete e provavelmente será de muito sucesso.
9 outubro 2006
por Alexandre Fugita
Na semana passada o mundo da segurança em desktops entrou em guerra. A McAfee diz que a colaboração da Microsoft na área de segurança mudou e está diminuido. E aponta o motivo: OneCare, serviço de anti-vírus lançado pela gigante de Redmond há alguns meses. A questão que surgiu naquela época e que voltou à tona agora é: dá pra confiar a segurança do seu computador à Microsoft, sabendo que é ela mesma quem produz o Windows cheio de problemas?
Windows Vista: mais seguro
Uma das fraquezas do Windows XP é no quesito segurança. Somente após o patch SP2 é que a segurança parece ter ficado forte. Faça um teste: coloque uma máquina com o Windows XP recém instalado na internet. Não dá 5 minutos e começam a aparecer estranhas mensagens, sinal de que seu computador foi de alguma forma invadido. E você nem navegou na web. Isso não acontece com o XP SP2, ainda bem.
No Windows Vista a segurança é prioritária. Talvez isso explique os seguidos atrasos no lançamento do sistema operacional. A característica que a McAfee está reclamando é o acesso ao kernel, algo como o núcleo do sistema operacional. No Vista, a Microsoft fechou esse acesso de tal forma que complicou a vida de concorrentes. Mas faz todo sentido: a segurança aumenta.
Segurança fora de vista
Em junho deste ano a Microsoft lançou o OneCare, seu próprio serviço de segurança para o Windows. Na época as discussões giraram em torno da confiança que deveríamos dar ao OneCare, já que foi criado exatamente para proteger o Windows, ambos produtos da mesma empresa. Ou seja, você cria um produto com problemas de segurança e vende a solução para tapar os buracos. Faz sentido? Seria melhor colocar esforços em criar um Windows com menos problemas a vender separadamente uma forma de saná-los.
O medo da McAfee e outras fornecedoras de anti-vírus e firewalls, é ficar para trás no mercado de segurança. Injustificado. Sempre vai existir mercado para ela. Duvido que o Windows Vista não tenha problemas de segurança e não creio que o OneCare consiga lidar com todos eles. Ah, e dá pra confiar na segurança do Vista? Só o tempo dirá…
6 outubro 2006
por Alexandre Fugita
Os rumores mais quentes indicam que o Google pretende comprar o YouTube. Pelo menos é isso que está pipocando pela web nesta sexta-feira. O crescimento surpreendente do Google desde seu surgimento, há 8 anos, é motivo de previsões bem humoradas de fusões, aquisições e domínio dos mercados. Se realmente os rumores se concretizarem, só uma coisa: don’t be evil.
GoogTube (Google + YouTube)
O TechCrunch, blog voltado para discussão da web 2.0, colocou lenha na fogueira ao dizer que, conversando com empreendedores de capital de risco, há indícios do interesse do Google na aquisição do YouTube. Mark Cuban, um investidor bilionário pontocom e que dedica parte de seu tempo a um blog que analisa tecnologia, diz que só um idiota compraria o YouTube. Lista os problemas com direitos autorais e gastos com banda, entre outros. Analistas dizem que se alguém comprar o YouTube, e tirar todo o material que de alguma forma fere direitos autorais, o site ficará sem graça.
Gapple (Google + Apple)
Virou esporte criar nomes para possíveis associações do Google. Um desses nomes surgiu há pouco mais de um mês quando a Apple anunciou que Eric Schimidt, CEO da Google, passaria a integrar o conselho administrativo da empresa da maçã.
Googlezon (Google + Amazon)
No final de 2004 um vídeo divertido foi divulgado na internet prevendo várias coisas. Entre elas estava a fusão do Google com a Amazon e o fim dos jornais de papel como conhecemos. Assista: EPIC 2014 e 2015 (original em inglês | dublado para o português)
Don’t Be Evil
O grande problema para o Google é crescer e continuar com boa fama. Episódios recentes mostram conflitos com o seu lema interno. Aceitaram as condições do governo chinês para atuar naquele mercado (Yahoo! e Microsoft já tinham aceitado as mesmas condições antes), evitam a todo custo colaborar com a justiça brasileira no caso do orkut (parece que o problema está no MP que não sabe fazer as requisições corretas), negaram ao governo americano o acesso a dados aleatórios e anônimos de buscas feitas por seus usuários.
O primeiro caso envolve um tipo de censura. O Google diz que é melhor os chineses terem acesso a algumas informações do que a nenhuma. Os outros dois casos envolvem a privacidade. E como já disse, defendo a privacidade.
5 outubro 2006
por Alexandre Fugita
Na Futurecom, evento de Telecom e TI que termina hoje em Florianópolis, surgiram discussões sobre unificar redes celulares da nova geração, a chamada 3G. A idéia, que visa reduzir custos e manter o foco das celulares em seu core business, foi defendida pela Vivo e Anatel. Com a implantação de uma rede W-CDMA unificada as empresas poderiam se dedicar mais à prestação de serviços e melhoria de metas de qualidade. E o melhor: a competição aumentaria o que sempre traz benefícios a nós, usuários.
Amortização e subsídio
A tecnologia evolui muito rápido. Aqui no Brasil os celulares analógicos surgiram na década de 1990. Em 1996 a concorrência aumentou com a entrada da banda B e seus celulares digitais. Em 2002 começaram as operações GSM. Agora já se fala em implantar uma rede 3G real no padrão W-CDMA. Cada mudança de tecnologia exige grandes investimentos, com prazo cada vez mais escassos para amortizar isso no balanço das empresas.
Outro fato que gera buracos nas celulares é o subsídio a aparelhos. Já se fala em sair do mercado de aparelhos celulares e deixar isso nas mãos dos fabricantes. Foi o que a Oi fez meses atrás. Não dá pra ficar tomando prejuízo em um setor altamente competitivo.
Os motivos da Vivo
A Vivo recentemente resolveu implantar uma rede GSM em paralelo à sua rede CDMA. Estava perdendo market share e dinheiro. Compensa mais à Vivo construir uma nova rede GSM do que ficar bancando subsídios dos caros telefones CDMA. Segundo o presidente da empresa a proposta de rede unificada para o W-CDMA não tem a ver com o mudança da empresa para o GSM. Vale lembrar que o W-CDMA é a evolução natural do GSM.
Então quais seriam os motivos da Vivo? Já que estão construindo uma rede GSM, ou seja, investindo pesado, vem a calhar o compartilhamento de uma futura rede 3G W-CDMA no sentido de diminuir custos. A Vivo cita o sucesso da Visanet e Redecard. Elas administram redes de transmissão de informações financeiras para cartões de crédito e débito e foram criadas em conjunto, por empresas concorrentes, para diminuir custos com a sobreposição de infra-estrutura.
Serviços, o pote de ouro
Rede celular unificada, ou seja, o sinal de todas vai ser o mesmo. W-CDMA, ou seja, a mesma tecnologia. Call center terceirizado ruim… Puxa, então qual a diferença em comprar um celular de uma ou outra operadora? Serviços, essa é a resposta. O desafio das celulares é conseguir aumentar a receita média por assinante. Oferecer serviços diferenciados e um melhor atendimento é a solução.
(*) o blogueiro do Techbits não viajou a Florianópolis a convite de ninguém. Ficou em sua cidade mesmo…