Re: Fw: Res: En: última versão do Projeto.DOC

por Alexandre Fugita

[Clipes e anexos] O título acima parece estranho, mas não é. Quantas vezes já não recebemos um documento que precisa ser editado por várias pessoas e nunca sabemos qual é a versão mais atual? Para quem não sabe como resolver esse problema, a resposta é bastante simples: softwares colaborativos baseados na web. Entre os similares ao office, temos o Google Docs (Texto, planilhas e apresentações) e o Zoho Office. Pessoalmente prefiro a suíte da Google, mas a outra opção é igualmente interessante.

Há cerca de uma semana a Microsoft elencou 10 motivos pelos quais a empresas não deveriam utilizar o Google Apps. Até então a gigante de Redmond dizia que os aplicativos estilo office da Google não representavam uma ameaça. Talvez a lista tenha sido um prenúncio do que a indústria já sabia que estava por vir, o Google Presentation (equivalente ao Powerpoint),lançado hoje pelo pessoal de Montain View. Podemos dizer que a Microsoft está realmente se sentindo ameaçada pela Google em seus softwares para produtividade?

Power o quê?

O Google Presentation (Apresentações) é um ótimo acréscimo ao Google Office. Como sempre, preza pela simplicidade. Enquanto na Microsoft quanto mais complicado e cheio de bilhões de funcionalidades, melhor, na Google, quanto mais simples e fácil de usar, melhor. Fico com a segunda opção. O fato de todos esses softwares da Google serem colaborativos é a característica matadora, que diferencia e torna a ferramenta extremamente útil. Elimina aquele vai-e-vem de arquivos anexos nos emails… ganho de produtividade.

O Renê Fraga do Google Discovery criou uma apresentação teste no Presentation. Convidou alguns geeks para testar. É possível conversar via chat com todas as pessoas que visualizam a apresentação e assumir o controle dos slides, ou seja, você determina o que os outros visualizarão ao mesmo tempo que explica via chat. Foi interessante. Se alguém me pergutar na rua: você usa o Powerpoint? A partir de agora minha resposta será: Power o quê?

Google bombing e os senadores

por Alexandre Fugita

[Congresso da vergonha] Sempre quis falar aqui do Google bombing. Para quem não sabe, Google bombing é a prática de tentar influenciar os resultados do Google através de linkagem coletiva de determinada palavra a um site ou página web. Finalmente uma nova oportunidade surgiu já que os senadores brasileiros resolveram cometer suicídio político, absolvendo o colega Renan Calheiros. Foi uma vergonha nacional.

Não sei desde quando este Google bombing está funcionando e também não há garantias que continuará assim pelos próximos dias. O que acontece é que quando você procura por “vergonha nacional” no Google, o primeiro resultado cai no site do Senado Federal. O Google pontua as páginas através de algoritmos malucos e determina, seguindo mais ou menos a sabedoria das multidões, qual é o conteúdo mais relevante para cada termo pesquisado. Se muitas pessoas dizem que “vergonha nacional” representa os senadores brasileiros, então o Google vai apontá-los ao procurarmos por estas palavras.

[Google Bombing: malditos senadores!]

Outros já foram vítimas do Google bombing. Um dos mais famosos é o atual presidente dos EUA, George W. Bush. Tempos atrás, quando pesquisávamos por “miserable failure” (falha miserável) o Google apontava como primeiro resultado sua biografia pessoal. De lá pra cá a gigante de Montain View tomou medidas para evitar a ocorrência de Google bombing pois muitos acreditavam que os resultados refletiam o pensamento da empresa sobre determinados assuntos, o que não é necessariamente verdade. De uma forma ou de outra, os senadores pediram e a bomba foi armada.

Mashups com crowdsourcing

por Alexandre Fugita

[MapMixer] Uma das coisas mais interessantes da web certamente são os mashups. Boa parte deles utiliza mapas como parte da mistura de informações. Alguns até previram que mashups usando o Google Maps tenderiam a acabar pois a cada atualização do serviço, boas idéias são incorporadas. Não acredito nisso pois a criatividade da multidão faz surgir grandes novidades todo dia. Mas a multidão também pode ser usada para outras coisas, como trabalhar de graça crowdsourcing. O exemplo mais recente deste fenômeno é o MapMixer (o mapa acima é interativo, tente! achei melhor substituir por uma imagem fixa…), mashup baseada no Yahoo! Maps.

Como a própria descrição do serviço informa, o mundo é um lugar muito grande. Então, para ajudar a descrever locais que você conhece bem, que tal criar seu mapa e incluí-lo no serviço como uma camada? É isso que o MapMixer faz. Nós podemos incluir um mapa de uma determinada região no mashup, melhorando a informação disponível para todos. Um exemplo similar é a Wikimapia, mas neste caso nós colocamos informações relevantes, na forma de artigo, de cada ponto do planeta.

O MapMixer está totalmente dentro da essência colaborativa da chamada web 2.0, nos quais os dois milhões de artigos na Wikipédia em inglês são um verdadeiro marco. Usar o crowdsourcing para alavancar um serviço é muito mais fácil do que contratar mão-de-obra especializada para reformatar a informação. Aparece, então, o questionamento da qualidade do material criado. A grosso modo podemos dizer que a Wikipédia é um bom exemplo de que atingir qualidade é possível. Pessoas gostam de colaborar em troca de reconhecimento da comunidade. É quase um socialismo… mas na internet isso se chama colaboração.

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Googlezon toma forma

por Alexandre Fugita

[Googlezon] Quem se lembra do “documentário” EPIC 2014? Naquele vídeo, bastante interessante na época (2004) o autor previa o surgimento do Googlezon e o fim da mídia tradicional como conhecemos. No vídeo máquinas seriam responsáveis por processar todas as notícias e exibi-las de forma personalizada.

Uma coisa que aconteceu duas semanas atrás me fez lembrar do Googlezon. O Google News passou a licenciar conteúdo de algumas agências de notícias. Até então o serviço apenas vasculhava a web, criava pesquisas com notícias relevantes e encaminhava os leitores para a fonte do texto. Agora passa também a hospedar conteúdo.

Essa é uma mudança significativa no modelo de negócios do Google News. Alguns editores reclamavam que o Google News os indexava e que isso configuraria pirataria, mas na verdade o que o serviço sempre fez foi levar tráfego para as fontes de informação, sem exibir matérias completas. Agora tudo pode mudar. Ao licenciar conteúdo o Google News pode exibir em seu site as notícias e monetizá-las com anúncios direcionados. Elimina a necessidade de visitarmos o Estadão que tem as mesmas notícias da Folha pois ambas compraram textos da France-Presse, por exemplo.

Notícia pura e simples é commodity. A previsão do Googlezon de reformatar a informação, pegando pedaços aqui e ali, exibindo-as de forma personalizada é perfeitamente possível dentro deste cenário. Notícia pura e simples é commodity. O Google News deu o primeiro passo. Resta saber se irão mashup-izar esse conteúdo nos moldes do EPIC 2014.

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Yahoo! e os blogs

por Alexandre Fugita

[Yahoo Vista] Ontem o Manoel Fernandes da revista Bites promoveu um encontro de alguns blogueiros de tecnologia com o pessoal do Yahoo! Brasil. Antes do evento alguns de nós confabulávamos sobre os motivos do encontro. Na verdade não existiu uma pauta definida, foi um bate-papo informal. O Yahoo!, representado pelo seu presidente Guilherme Ribenboim e outros executivos, estava curioso. Como funciona esse negócio de viver de blog? Quem traz tráfego para vocês? Que tipos de ferramentas estão faltando e que o Y! possa oferecer?

Do lado dos blogs, vários representantes. O Edney Souza (Interney) demonstrou sua teoria de como funciona a blogosfera. Uma rede com alguns pontos chamados de hubs e que são influentes. Aliás veio o questionamento: é melhor ser influente ou ter tráfego? A Lucia Freitas (LadyBug Brasil) fez a pergunta que não queria calar: o que o Yahoo! quer com os blogs? Não houve uma resposta única e sim várias possibilidades que o Yet Another Hierarchical Officious Oracle aventou. Nada concreto, apenas possibilidades. A certa altura o Edney falou de um tal de scrubles (*) – algo assim – que ninguém na sala sabia o que era. Descobrimos depois tratar-se do equivalente ao Google Bot (robô do Google que varre a internet), do Yahoo!.

obs: (*) ver comentário #1

Entre outros assuntos discutidos foram a possibilidade de conseguirmos testar serviços da Yahoo! que estão em beta fechado como o novo delicious, quando o Panamá chegará ao Brasil (calma, Panamá é o nome do sistema de monetização do Yahoo!), se redes sociais como o Orkut são úteis e o relacionamento da empresa com os blogs. Também discutimos a “teoria do NeckTail”, um derivado da cauda longa. Há sites que estão na cabeça e outros na cauda. Alguns ficam no pescoço.

Fora os dois já citados, estiveram presentes também, do lado da blogosfera: Manoel Netto (Tecnocracia), Gabriel Tonobohn (Oito Passos), Thiago Mobilon (Tecnoblog), Renê Fraga (UnderGoogle, ops, Google Discovery – brincadeira, Renê!), Samantha Azevedo (Google Discovery) , Marcellus Pereira (Meio Bit) e Alexandre Fugita (eu, do Techbits, caso alguém não tenha percebido, hehe!).

Pra terminar: primeiro foi a Microsoft. Agora a Yahoo! Cadê a Google?

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