A importância do Android

por Alexandre Fugita

AndroidEssa semana o tal do G1, da HTC, o primeiro smartphone rodando Android finalmente foi lançado. Esse produto não carrega o mesmo grau de hype que o iPhone teve quando chegou às lojas com malucos pessoas formando filas dias antes do lançamento. Também não tem a interface inovadora do celular da maçã que assombrou o mundo quando foi demonstrado na Mac World. Mas carrega alguns grandes diferenciais.

Desenvolvimento

Primeiro, o Android Market não é restritivo como a loja da Apple. No caso da maçã, todo aplicativo corre o risco de não ser aceito devido a fatores ignorados. Pode acontecer de você criar algo extraordinário como um Napster, e ser colocado no ostracismo. No caso da loja do Google, não existe esse embaraço, desenvolveu, aparece lá.

Alguns podem dizer que isso vai trazer toda uma leva de softwares ruins… etc… sim, com certeza, mas só de ter a garantia que seu software terá uma chance à luz do dia, garante mais gente interessada e essa massacrítica deve levar a grandes criações. Ou não. Mas muito melhor que um sistema mais fechado como o modelo seguido pela Apple.

A nuvem na mão

A integração com serviços disponíveis na nuvem é outro ponto chave. Engraçado como aqui o conceito do Google em relação aos aplicativos fica muito parecido com o Software + Services que a Microsoft vem pregando para o mundo do desktop.

Alterou algo no calendário? Já está sincronizado com a versão online. Quer mandar email? A nuvem e o Android se entendem muito bem. Documentos? Não estão nem na sua casa e nem no escritório. Estão em algum servidor na internet.

Mashups sociais

Como decorrência de ter integração com a nuvem, softwares interessantes com conceitos de mashup podem surgir. Um bom exemplo é o iSafe, no qual você pode demarcar coisas em um mapa e compartilhar com a multidão. A grande diferença é poder fazer isso usando o GPS e “inloco ao invés de depender de um desktop como a maioria dos mashups.

Ou ainda softwares que baseiem seu comportamento dependendo da posição geográfica que o smartphone se encontra como o Locale. Coisas fantásticas surgirão. Daí você vai dizer que tudo isso também é possível no iPhone. Só se a Apple deixar.

Escassez com abundância

por Alexandre Fugita

Wagner MouraTV engorda. Mas não é sobre isso que vou falar neste post. Participei ontem (29/09) do Roda Viva, na TV Cultura, na condição de twitteiro convidado. A sabatina era com o Wagner Moura, grande ator, que está em cartaz na peça Hamlet em São Paulo. Mas também não estou aqui para falar disso! A grande questão é notar como dois conceitos antagônicos podem ser usadas ao mesmo tempo: abundância vs. escassez, um dos fundamentos da internet vs. velhas mídias. 

A TV é um meio restritivo. Só existem 24 horas na grade de programação. É preciso alocar esse tempo escasso para tudo o que uma emissora quer passar. Um programa só exibe uma câmera por vez, dá atenção a apenas uma coisa em determinado instante. A TV é diametralmente oposta ao YouTube.

O que a TV Cultura vem fazendo no Roda Viva é experimento realmente fantástico. Mistura o poder da TV com o poder da distribuição por um canal quase sem escassez. Ao mesmo tempo que transmite na sua freqüência concedida, algo caro e complicado de se fazer, tem o streaming pela internet. O mais interessante de tudo é que broadcast na forma de bits não pára nem nos intervalos comerciais.

Fora isso, claro, chamaram alguns twitters para cobrir o programa ao vivo. Desta vez fomos eu (@fugita), por causa do CinemaLido, a Verônica Mambrini (@vmambrini), do Digestivo Cultural> e a Larissa Menon (@cinezine), do Cinezine, além do Paulo Fehlauer (@fehlauer), do Na Rua, que fez a cobertura fotográfica no Flickr. E todos interagindo em tempo real com os usuários do twitter. Totalmente multimídia.

Como alguns devem saber, a Rede Cultura mantém outras iniciativas na web muito interessantes. Uma delas é o Radar Cultura, sistema que com ajuda da multidão, decide que música será tocada no dial. Muito bom saber que uma empresa estatal é antenada em tecnologias inovadoras.

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O sistema operacional é um acessório do Chrome

por Alexandre Fugita

Já escrevi um texto com título muito parecido, só substituí o Firefox pelo Chrome desta vez e o PC pelo S.O. A mensagem é clara. Toda aquela história de que a computação na nuvem é o “the next big thing” está se tornando realidade. O movimento da Google na semana passada ao anunciar o navegador Chrome só me dá mais certeza de que tudo o que vamos precisar é a janela do browser. Só isso. O hardware, o sistema operacional por trás, tudo será um acessório.

O Chrome – farei uma análise dele e do IE8 no TechbitsReview.com.br em breve – está para o Windows 98 assim como os outros navegadores estão para o Windows 3.1. Explico. Antigamente um crash em um software causava problemas em todo o sistema operacional. Nos browsers anteriores ao Chrome um crash em uma aba fechava todo o navegador. Acho que foi depois do Win98 que as coisas mudaram. Processos separados passaram a cuidar de cada programa aberto.

Surpreendentemente é assim com o Chrome e IE8. Ambos apresentam processos separados para cada aba. Um site se comportou mal? Só aquela aba fica comprometida. O resto continua rodando tranqüilo. Essa simples mudança é comparável a quando os sistemas operacionais passaram pelo mesmo processo, uma evolução na plataforma que a tornou mais estável. Então oChrome é o tal do Google OS ? Mais ou menos isso…

Android e a estratégia Google

Agora tudo faz mais sentido. A Google está para lançar o Android, seu sistema operacional móvel. Lá os serviços serão baseados na nuvem com apoio de aplicações “normais”. Todos nós já usamos vários serviços da gigante de Montain View, todos baseados na nuvem. Ontem mesmo me surpreendi com alguém falando do Google Earth… faz tempo que nem abro esse software pois o Maps (webapp) está tão bom que supre minhas necessidades.

O Chrome encaixa-se perfeitamente neste cenário. Ao introduzir um engine novo para javascript, o tal do V8, fez isso com o diferencial correto: velocidade. A grande reclamação dos webapps é que a resposta a um comando é lenta. Com o V8 fica tudo mais rápido, aproximando a responsividade de um aplicativo web ajax ao seu similar desktop.

O Google que já domina a web expande-se agora para transformar o sistema operacional em commodity. Eu sei, precisaremos de um sistema operacional para rodar o Chrome. Mas qual deles? Tanto faz… quero dizer… quando lançarem versões para linux e mac, tanto faz… ou seja, neste ponto o S.O. será uma verdadeira commodity na qual rodamos os webapps, tanto da Google quanto de outros fornecedores.

O PC morreu? Não sei… mas está quase lá…

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Sinal dos tempos

por Alexandre Fugita

MultidãoEsta semana fui a uma coletiva de imprensa da Google. Já fui a muitas coletivas de imprensa, mas foi a primeira vez vi tantos blogueiros misturados a jornalistas, lado a lado. Na semana retrasada o CEO da Datasul também convidou blogueiros para um bate-papo durante um evento da empresa. E a Microsoft tem um relacionamento estreito com os maiores blogs de tecnologia do país a ponto de mostrar em primeira mão – com o devido n.d.a. – funcionalidades do seu novo navegador que só seriam divulgadas no dia seguinte.

É interessante notar essa mudança de postura das empresas frente ao que chamamos de mídias sociais. Apesar de acontecerem alguns absurdos, os tempos são outros.

Vamos pegar o exemplo do Google. Muitos blogueiros estavam presentes para o anúncio do Google Chrome, notícia que havia vazado na própria blogosfera no dia anterior. Os blogs fizeram perguntas pertinentes e o pessoal do Google sabia o nome de cada um dos blogueiros. Ótimo!

A Datasul também fez seu encontro com blogueiros. E chamou o CEO para falar conosco. O bate-papo está disponível em podcast no blog do Jonny Ken, Infopod e também descrito em detalhes interessantes pelo Infowester, do Emerson Alecrim. O próprio Jorge Steffens deu suas impressões em um texto em seu blog. Vai aqui um “full disclosure”: trabalho na Polvora!, empresa que cuida da comunicação em mídias sociais da Datasul.

No caso da gigante de Redmond, o Galileu Vieira, gerente de novas tecnologias da Microsoft, tem feito um trabalho fantástico com blogs de tecnologia. Sempre que precisamos podemos contar com ele lá dentro para nos esclarecer dúvidas. Além disso recebemos sempre convites para eventos e encontros de blogueiros na sede deles aqui de São Paulo. Desta vez nos mostraram o IE8 e suas novas funcionalidades.

Pra finalizar, já que falamos de Google e Microsoft, por que não falar de Apple? Essa semana o Cardoso do Meio Bit, o Nick Ellis do Digital Drops e o Filipe Alvarenga do Macmagazine foram para Belo Horizonte conhecer e bater um papo com o Woz, um dos fundadores da Apple. Sinal dos tempos!

Claro, que genial!

por Alexandre Fugita

Claro iPhone 3GComo todo mundo nesse Brasil também quero um iPhone 3G. Tanto que me inscrevi no site da Claro para ser avisado das novidades do lançamento pela operadora. Hoje pela manhã recebi uma ligação de um suposto consultor da Claro falando que poderia reservar o objeto de desejo por 100 reais. Até aí, ok, sem problemas. Podemos considerar isso comum para algo que certamente terá demanda elevada.

A conversa continuou e fui informado que só poderia fazer isso por telefone, naquela ligação e teria que passar o meu cartão de crédito para o vendedor. Como? Sim, isso mesmo. Um cara me liga e pede meu cartão de crédito. De imediato neguei a reserva. Não passo nem o nome do meu cachorro por telefone!

Concordo que fui eu quem passou as informações de contato para a Claro, ou seja, devo ter concordado em alguma letra minúscula que receberia essa oferta via ligação. Mas considero isso uma falha de segurança incrível.

E se alguém mal intencionado resolve ligar aleatoriamente para pessoas dizendo ser da Claro e que para a reserva precisa do cartão de crédito? Não ficaria espantado se muita gente concordasse tamanho o poder de persuasão dos bandidos. Vai ter até gente comprando 100 reais de crédito para pré-pago Claro e passando isso por telefone… Não acredita?

Lição de casa

Como todo blogueiro que se preza, fiz a lição de casa. Liguei para a assessoria de imprensa da Claro e tirei minhas dúvidas em relação a esse procedimento. É isso mesmo, confirmado com a assessoria de imprensa. Questionei a segurança do processo e fui informado que é a mesma coisa que tele-vendas ativo, ou seja, padrão. Informei minha preocupação com golpes e disseram que há todo um protocolo de segurança que é seguido. Ok, mas eu não dou o nome do cachorro por telefone pra ninguém!

Quanto a preço e disponibilidade, há vários boatos por aí. Mas a resposta padrão é que não podem informar isso ainda. Ah, e o boato que não devolverão os 100 reais da reserva, é mentira! Vão devolver sim.

No mais é isso. Sinceramente não gostei da forma que estão procedendo na reserva do iPhone. Não sei de quem foi essa idéia genial lá dentro da Claro. O detalhe é que a idéia é idiota… E daqui a pouco vai virar golpe e sair no Balela.info.

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