3 setembro 2007
por Alexandre Fugita
Faz tempo que quero escrever este texto. Mas sempre achei que seria um pouco exagerado comparar a Google com um spyware. Mas a matéria que saiu na capa da The Economist essa semana me convenceu de que deveria escrever este texto. Muitos afirmam que o Google é o Grande Irmão, por vigiar todos nossos passos. Ou ainda o Oráculo, por saber a resposta para tudo. Ou ainda o Google seria a nova Microsoft, que todos adoravam antigamente mas acabou virando “inimiga”. De todas as teorias malucas, prefiro dizer que está mais para um spyware que todos concordam em usar.
Google vs. Spyware
Um spyware analisa os seus passos na web e manda para um servidor central. O Google analisa seus passos na web e manda para um servidor central. Um spyware usa as informações obtidas com essa vigilância para vender anúncios ou determinar comportamentos. O Google usa as informações obtidas com essa vigilância para vender anúncios ou determinar comportamentos. Um spyware…
Diferença fundamental
Bom, a forma das duas entidades em agir é aproximadamente a mesma. A única diferença é que um spyware está lá sem nosso consentimento enquanto o Google faz exatamente a mesma coisa só que com a nossa ciência dos fatos. No final o objetivo é determinar padrões para ganhar dinheiro. Essa é uma diferença fundamental. Nós concordamos com essa vigilância do Google. Além disso, o Google não vende os dados para terceiros, algo que é nato nos spywares.
Na essência, todo o poder da Google está exatamente em toda essa informação que obtém de nós. Sem isso não teria como vender anúncios direcionados que é a base de toda a sua receita. Talvez o Google seja, na verdade, a evolução do spyware, um CRM consentido de milhões de pessoas.
27 agosto 2007
por Alexandre Fugita
Passado o hype inicial, o iPhone voltou aos holofotes recentemente com o efetivo desbloqueio do aparelho para uso em qualquer rede celular mostrado no Engadget. Pena que o Ryan Block tenha coberto o número de telefone da Veronica Belmont… O fato é: agora todos os mortais do planeta que vivam em algum lugar com rede GSM podem ter um iPhone. Alguns brasileiros já possuem o sonhado aparelho, como o Gui Leite, que fez um review interessante e um vídeo podcast demonstrando o pequeno notável.
Neste fim-de-semana tive a oportunidade de mexer por alguns minutos em um iPhone. Não do Gui Leite mas sim do Cazé, anfitrião do BlogCamp no Gafanhoto. Aliás, ocorreu um problema sério no BlogCamp e quem puder ajudar dê uma olhada no post que explica tudo melhor. Voltando ao iPhone… O Cazé fez a gentileza de me demonstrar o iPhone por uns 5 minutos. O aparelho é pequeno, leve, fininho e muito bonito (grande novidade, isso todos já sabiam!).
Safari
Claro, lembrei dos vídeos demonstrativos do iPhone, liguei o aparelho e o destravei passando o dedo na barra deslizante. Fantástico, mais fácil impossível. A tela é de ótima qualidade, resolução muito boa e brilho bom para visualização em ambiente fechado. Não testei no Sol e muito menos em ambiente aberto. A primeira coisa que quis testar foi o Safari. Abri o navegador, mudei a orientação espacial do iPhone – isso é muito legal, hehe – e entrei no Techbits, óbvio!
Apesar de eu ter criticado visualização de páginas web no iPhone pelo fato de tentar imitar o que temos no desktop, posso dizer que estou satisfeito e que a solução do duplo clique nas áreas – creio que o iPhone identifique as DIVs – e com o zoom pelo movimento de pinça, afastando os dedos. Aliás, esse zoom é muito legal. Não é à toa que causou UAU na primeira demonstração pública no histórico keynote do Jobs.
Teclado virtual
O teclado virtual é fácil de usar. Uma das minhas preocupações era com a falta de feedback tátil que já experimentei em outros PDAs. Mas os “botões” são grandes, quando você clica tem aquele negócio da letra aparecer de forma destacada. Pra falar a verdade tive um pouco de dificuldade em digitar nos primeiros segundos, mas logo acostumei. Talvez o feedback tátil faça falta no uso do dia-a-dia quando muitas vezes comandamos nossos celulares/ smartphones realizando uma outra tarefa ao mesmo tempo, sem olhar para o gadget. Mas como estava mexendo em um iPhone pela primeira vez todas as minhas atenções estavam voltadas para ele e essa história de feedback tátil pareceu balela.
iPod, Maps, YouTube…
O tempo era curto fui testar a parte iPod. Interessante, todo mundo já deve ter visto nos vídeos… O divertido mesmo é o coverflow deslizando ao toque dos dedos. O YouTube estava lá mas desativado. O Google Maps é bastante funcional e se beneficia da tela grande. No meu Treo também tenho Google Maps, mas a tela é metade do tamanho da do iPhone, além do que no Treo não existe o zoom por pinçamento.
Vale a pena?
O iPhone é legal. Mas o fato de ainda não ser possível criar aplicativos executáveis de forma oficial para o gadget, limita as possibilidades de uso. Ok, mas o Techbits não defende o software on-line? Sim, mas para uso em banda larga. Via celular fica complicado devido à banda estreita. Além disso a funcionalidade de web apps fica muito limitada em uma telinha de gadget. Mas no desktop continuo preferindo aplicativos on-line. Pelo fato de ter uma gama restrita de aplicações (ok, já existe uma lista gigante de sites softwares para iPhone), vou preferir ainda um smartphone mais completo, seja ele Windows Mobile, Palm “dead” OS ou Symbian…
25 agosto 2007
por Alexandre Fugita
Pelo jeito o Twitter está em alta com os blogueiros. Ao invés de live-blogging a maioria dos blogueiros ficou com seus smartphones ou notebooks postando notas rápidas no Twitter. Todos participaram das discussões e entre uma fala e outra corriam para os smartphones para postar algumas impressões no Twitter.
Ocorreram discussões sobre o Wasabi, redes sociais, blogs. Também não poderia faltar o assunto recorrente na blogosfera, monetização. Como sempre as discussões foram interessantes, mas o melhor de tudo é o networking. Conhecer pessoas ligadas à blogosfera, que fazem a diferença e estão transformando essa mídia em coisa séria, sem tirar o tom informal da ferramenta.
25 agosto 2007
por Alexandre Fugita
Hoje e amanhã teremos em São Paulo o BlogCamp, desconferência que visa discutir os rumos e papéis dos blogs no mundo atual, mais especificamente no Brasil.
O encontro ocorre no Espaço Gafanhoto, gentilmente cedido pelo VJ Cazé Peçanha. O boo-box apóia o evento patrocinando o welcome coffee e o BlogBlogs, ajudando nas camisetas. Todos os participantes ganham ainda uma assinatura semestral da revista Bites.
![[Gafanhoto] [Gafanhoto]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/gafanhoto.jpg)
O mais interessante é a cobertura descentralizada que deverá ser feita pela blogosfera. Posts em blogs. Fotos no Flickr. notas no Twitter. Acompanhe:
24 agosto 2007
por Alexandre Fugita
Esse fim de semana acontece em São Paulo o BlogCamp, desconferência de blogs brasileiros. Para aquecer os motores o Wagner Fontoura do Boombust promoveu uma série de debates virtuais na semana passada. Fui convidado, disse que ia participar, mas acabei deixando passar. Como as perguntas formuladas para mim foram muito interessantes e como o Wagner refez o convite, vou aproveitar a véspera do BlogCamp para responder aos colegas blogueiros minhas opiniões. Quem quiser acompanhar o debate que o meu grupo realizou, é só ler lá no blog do Tiago Celestino. Os demais posts do debate estão listados no fim deste texto. E o Leonardo Sales do Blogue Isso! está convidado para rebater minhas respostas.
Perguntas para o Fugita
Rodrigo Ghedin, do WinAjuda e BlogAjuda: Fala-se muito em popularização da informação, jornalismo colaborativo e tudo mais. Pegando carona na recente proposta de Tim O’Relly em criar um código de conduta, bem como na crítica de Andrew Keen aos blogs inconseqüentes, e também na malfadada campanha de marketing do Estadão, como você acha que os “blogs didáticos” devem ajudar/interferir nesta questão? Ou seja, é dever também desses blogs propagar idéias mais “filosóficas” sobre o blog enquanto meio de comunicação?
Fugita: Não sei se entendi o que você quis dizer com blog didático. Seriam os blogs que falam de blogs? De qualquer forma praticamente todos os blogs atingem públicos de nicho que confiam nas informações passadas pelo autor. Então acredito que todos devemos passar a nossos leitores as percepções de que blogs são meios confiáveis de informação. O código de conduta do O’Reilly foi um desastre. O livro do Andrew Keen é polêmico mas é só pra vender papel pois é uma verdadeira piada. O problema é que muita gente acaba acreditando nas besteiras faladas por ele. A campanha do Estadão só mostra que os blogs estão crescendo fortemente como fonte de informação.
Bruno Alves, do BrPoint: Quando tentamos passar nossas experiências, corremos o risco de entediar os leitores avançados ou deixar perdidos os usuários iniciantes, qual a melhor forma de contornar essa situação sem escrever um tratado em cada artigo?
Fugita: Essa é uma questão complicada. Sei que possuo muitos leitores avançados que conhecem melhor do que eu os conceitos que discuto no Techbits. Mas também sei que há leitores que estão começando a acompanhar discussões de tecnologia e muitas coisas ainda não entendem. O que eu tento fazer é linkar os conceitos complexos a uma fonte de informação que o esclareça. Algumas vezes chego a explicar esses conceitos mas acho que o melhor mesmo é linká-los e assim os leitores avançados seguirão em frente e os que não dominam o assunto poderão se informar melhor sobre o que se trata.
J.noronha, do Fim da Várzea: Se os blogs começarem a levar muito a sério a questão da responsabilidade, não estaremos correndo o risco de ver a blogosfera se transformar em uma reprodução da mídia tradicional online, cheia de dedos e cada vez mais fugindo de ter opiniões?
Fugita: Os blogs necessariamente precisam ter responsabilidade sem se eximir de opiniões. Por responsabilidade entendo apurar corretamente as informações, corrigi-las se algum leitor apontar erros. Opinião é diferente. Cada um tem a sua o que pode agradar ou desagradar os leitores. Se a opinião estiver embasada em dados apresentados, tudo ok. O que não pode acontecer é chutarmos a torto e direito algo sem saber justificar o que falamos. Se estivermos contra a maré os leitores se manifestarão. E essa é a beleza dos blogs. Passamos informação com pitadas de opinião.
Mais debate pela blogosfera:
- O papel dos blogs como mídia, via Blog do Saboya
- A influência das Redes no desenvolvimento da blogosfera, via Mundo das Tribos
- Rankings– para que servem, como devem ser, ferramentas de medição e o que devem levar em conta, via Blog do Nunes
- A responsabilidade dos blogs que ensinam e formam blogueiros, via Tiago Celestino
- Alternativas de monetização dos blogs – Vida inteligente pós-AdSense, via Pelejando
- Blogs Corporativos – um desafio para as empresas e para a própria blogosfera, via Anderson Costa
- Rumos e tendências da blogosfera brasileira, via HiTech Live
- PR, SEO, LinkBaiting e Marketing: qual o grau de importância de cada um deles?, via Leo Baiano the Blog