8 abril 2007
por Alexandre Fugita
Domingo de Páscoa, Pessah. Muita gente ganha ovos de chocolate… Enquanto isso geeks se divertem com outros ovos de Páscoa, conhecidos pelo seu nome em inglês Easter Eggs. Muitos softwares possuem easter eggs escondidos em seus códigos e que se revelam após a execução de algum comando ou uma seqüência deles. São brincadeiras escondidas e na maioria das vezes, diversão garantida. Para geeks, claro! Não conheço muitos easter eggs relacionados à web – e nem todos os que vou mostrar são genuinamente da web – mas vou descrever alguns deles aqui.
Yahoooooooooo!
Esse é simples e interessante. Tudo o que você precisa é ir à página do Yahoo.com e clicar no sinal de exclamação “!”. Não funciona na página em português, só na do Yahoo americano.
A resposta para a vida
Douglas Adams escreveu o ótimo “Guia dos Mochileiros das Galáxias”. Entre outras coisas, uma piada da obra virou clássica entre geeks. No livro um supercomputador foi criado para responder a maior de todas as questões: “the answer to life, the universe and everything” (a resposta para a vida, o universo e tudo mais
). Claro, o oráculo responde. É só perguntar…
Firefox
Se você gosta de profecias e usa o Firefox, digite na barra de endereços about:mozilla. Uma profecia tomará sua tela na qual forças do bem vencem o mal… se é que você me entende.
WordPress
Para os que tem blog e usam como CMS o WordPress, essa dica é interessante. No editor de textos, pressione ALT + Shift + V. Pronto, surpresa! Isso funciona no Firefox. Se você ainda insiste em usar o Internet Explorer (eca!), vá ao Tecnoblog para a dica completa.
7 abril 2007
por Alexandre Fugita
Assim como muitos blogueiros, recebi da editora Thomas Nelson/ Ediouro o livro Blog, entenda a revolução que vai mudar seu mundo, de Hugh Hewitt. Primeiro de tudo agradeço à editora por ter cedido dois exemplares. Um deles eu li e o outro dei de presente a uma amiga que, espero, faça bom proveito. No mínimo ela vai ler este post e terá uma idéia do que diz o livro. Se você se interessar, pode concorrer a um exemplar através do concurso do Bruno Alves (até 15/04/2007) ou comprar através do Submarino (*), ato que ajudará este blog. Chega de enrolação, vamos à minha análise (superficial) do livro.
Nova mídia
Na descrição do livro, um resumo do que a obra vai acrescentar: “Este é um livro sobre confiança; sobre como a mídia antiga – a mídia hegemônica – perdeu a confiança e como a nova mídia a está conquistando”.
A primeira metade da obra é chata, quase me fez desistir de ler, e conta história de como so blogs influenciaram na política e eleições americanas neste ínício do século XXI. Recomendo pular e iniciar a leitura pela parte 2, muito mais interessante e onde realmente está a essência da mensagem que Hewitt quer passar. Mas por todo o livro há citações da blogosfera política e sua importância…
Na verdade o que o livro mostra não é nenhuma grande novidade para os leitores antenados do Techbits. Blogs democratizaram a publicação da informação, permitem que todos sejamos editores, ou seja, é o usuário gerando conteúdo.
Infestação blogueira
Hewitt introduz o conceito de infestação blogueira que seria a união dos blogs, de forma descentralizada, defendendo uma idéia favorável ou contra algo ou alguma organização. O livro diz que todas as empresas precisam estar preparadas para essa infestação assim como possuem planos de contingência para desastres. Se sua organização cair na desgraça de blogs influentes é melhor se preparar. Se virar a queridinha dos blogs, sorte sua.
Poder dos blogs
De forma geral o livro trata do poder dos blogs, do seu poder de influenciar nichos específicos altamente interessados e como os blogs podem ser uma quebra de padrões como foi Gutenberg, ao seu tempo, com a redução drástica de custos para divulgação de conteúdo.
Se você leu este post, não tem um blog mas acha que tem algum tipo de idéia ou informação que interesse a outras pessoas, faça o seguinte: crie um blog, preencha-o com conteúdo de qualidade freqüentemente e entre para fazer parte desta revolução.
(*) Compre o livro Blog, entenda a revolução que vai mudar seu mundo no Submarino. O links possuem o código de afiliados do Techbits de forma que fazendo isso você ajudará a monetizar este blog.
5 abril 2007
por Alexandre Fugita
Algo que vem me preocupando ultimamente é a forma como os novos browsers mobile mostram a informação. A Apple revelou o Safari do iPhone, com suas capacidades de zoom e de manter o layout original das páginas web em uma tela de 3,5 polegadas… A Microsoft lançou recentemente o DeepFish, navegador que pretende manter também o formato original das páginas web na mesma minúscula tela de PDAs e smartphones. Mas será que é isso mesmo que vai dar certo em navegação móvel? Como vou saber se aquele texto minúsculo é aquilo que quero ler? E toda aquela história de criar um CSS otimizado que se traduz em navegação mobile e desktop confortável? Apesar de achar interessante esses novos browsers móveis, ainda prefiro um sistema que mostre corretamente o conteúdo e não fique se preocupando com layout em telas minúsculas.
Um pouco de história
Houve uma época na qual quiseram criar duas webs: a normal, para computadores normais (desktop, notebooks) e outra mobile, para dispositivos móveis. Surgiu então o WAP, acrônimo para Wireless Application Protocol. As fabricantes começaram a lançar celulares com WAP, mas a tecnologia nunca vingou. O principal motivo: criar um site “normal” já é complicado, imagina criar uma versão wap da mesma coisa, ou seja, uma segunda internet, com seus próprios domínios, complicações, etc… Esse é o mesmo motivo que me leva a crer que a web semântica nunca vai conseguir implantar microformatos, etc… mas isso é outra história…
O ideal é ter uma coisa só, uma única página web que sirva para tudo. O Techbits e boa parte dos blogs que conheço por aí são otimizados para dispositivos móveis. Ninguém tem uma versão WAP do site e nem precisam. Com o uso de padrões web e CSS qualquer site fica leve e roda tranqüilo no celular, PDA ou smartphone. Além do que hoje existe o RSS e os sites que visitamos com freqüência podem ficar guardados no agregador de feeds mobile favorito, deixando de existir a necessidade de navegar naquelas telas minúsculas.
Safari mobile e Deepfish
O que esses dois navegadores querem fazer é transformar sua tela de dezessete ou mais polegadas em uma imagem de 3,5 polegadas… Tudo vai diminuir nesta proporção não será possível ler qualquer texto. É só ver o exemplo abaixo retirado do blog da Garota Sem Fio em seus testes iniciais com o DeepFish. Técnicas de aumento de texto como o duplo clique/ multi-touch do iPhone vem a resolver parte do problema mas ainda acho que a navegação fica comprometida.
Quando um site é visto sem CSS em um dispositivo móvel, tudo fica em uma única coluna (veja esta página sem CSS aqui). Se o site for bem feito, o conteúdo fica disponível logo no começo. Para ler é só rolar a tela pra baixo, nada de andar para os lados, ou dar zoom, o que complica demais a localização das coisas na tela.

Conclusão
A sua intenção com o dispositivo móvel não é substituir o desktop como meio principal de navegação e sim apenas consultar uma ou outra informação quando não existe um computador por perto. Ou seja, prefiro ainda a navegação móvel com otimização no CSS e não miniaturas inteligíveis de uma página web que precisam de técnicas de zoom complicadas. Pra finalizar, recomendo a leitura de um texto do Sérgio Lima sobre Computação Móvel Sensata, que não é exatamente a discussão do mesmo assunto, mas é relacionado.
Leia também:
4 abril 2007
por Alexandre Fugita
Pragas virtuais existem aos montes, a internet é um lugar perigoso. Uma delas está chamando a atenção pela forma como se espalha. Você recebe um e-mail vindo de alguém que conhece convidando para entrar em uma nova rede social chamada Tagged.com. A mensagem contém um apelo, típico de SPAM, recomendando aceitar o convite sob o risco do rementente achar que você disse não. Clicando no botão sim o sistema pede seu endereço de email e sua senha para acessá-lo. Alerta! Alerta! Alerta! Só uma pessoa desatenta – para não dizer outra palavra – colocaria seu email e senha neste campo. E acredite, existem pessoas assim às centenas, milhares, talvez milhões. Pronto, você acaba de ajudar o SPAM se espalhar.
Convite, convite, convite
Não sou tão solicitado quanto o Marmota, que diz ter recebido dezenas desses convites. Pra falar a verdade não recebi nenhum. Mas pesquisei nos links deixados no texto dele e também no Technorati, e o Tagged realmente é o assunto do momento, não por essa característica SPAM e sim pois o povo fica feliz em receber um convite pra uma suposta rede social fechada. Aquela velha história de pertencer a um grupo enquanto os meros mortais lutam para entrar (vide caso Joost).
![[Tagged invite] [Tagged invite]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/tagged_invite.gif)
Segundo o Alexa – mecanismo que traça o ibope dos sites por aí – a visitação do Tagged.com está crescendo em progressão geométrica desde outubro de 2006 (selecione visualização de 3 anos para enxergar a curva), quando começou essa fase de recrutamento SPAM-like. Como a maioria das pessoas não sabe o que é privacidade e clica loucamente em qualquer link que apareça na tela, o serviço está crescendo da pior forma.
Ao se cadastrar e dar sua senha do serviço de webmail preferido, o Tagged entra em sua conta, suga todos os endereços de email e envia um convite em seu nome… Milhões foram cooptados sem saber que participam do novo neologismo da internet: SPAM 2.0, cunhado por uma das vítimas do serviço em seu blog. Isso lembra aquele SMS.ac que todo mundo se cadastrou mas ninguém jamais conseguiu mandar uma mensagem de texto grátis.
Para mim, esse tipo de e-mail não faz diferença. Assim como as correntes e hoax que recebo, vai direto para o lixo, sem ao menos abrir a mensagem. Se pedir minha senha então? Dou uma bela de uma risada… mas tem gente que leva a sério, e vira spammer.
Como cancelar o Tagged
O leitor do Techbits Douglas (comentário #33) dá a dica de como sair do Tagged. Siga as instruções:
- Vá à página Cancelar Conta;
- Selecione “YES, …”;
- Aperte o botão “Submit”;
- Digite a senha;
- Pronto, acaba de se livrar de uma fria;
Dica inserida no dia 07/05/2007, valeu Douglas!
2 abril 2007
por Alexandre Fugita
Os rumores da manhã se confirmaram. Hoje a Apple e a EMI anunciaram que todo o catálogo da gravadora passará a ser vendido sem DRM. Aquele discurso do Jobs dizendo-se contra o DRM era, afinal, uma antecipação deste acordo que estava por vir. Vitória, afinal. Esse pode ser o gatilho que faltava para que as outras geradoras de conteúdo sigam o exemplo e eliminem de vez o DRM.
A proposta da EMI/ Apple
Segundo o TechCrunch, as músicas serão vendidas a US$ 1,29, ou seja, 30 centavos de dólar a mais do que as músicas com DRM, estarão no formato AAC (proprietário da Apple) e codificadas em 256 Kbits/s, o dobro das faixas atuais. Quem quiser comprar o álbum inteiro, o preço não mudará, mas a qualidade será maior e livre de DRM, assim como os videoclipes.
A notícia realmente é uma vitória em direção ao que todos pedem: o fim do DRM. Segundo o Jobs há negociações com outras gravadoras e espera-se que até o final do ano 50% do catálogo da iTMS seja DRM-free. A EMI informa em seu pressrelease que músicas sem DRM serão vendidas futuramente em outras lojas on-line, mas que a Apple é sua primeira parceria.
DRM é restrição
No mundo digital as empresas tiveram que inventar um meio de evitar cópias ilegais de seus produtos. Criaram o DRM, que restringe a liberdade de quem compra músicas e filmes, a ser cliente para o resto da vida do mesmo fornecedor. Essa restrição é complicada pois se você foi sempre cliente da Apple e de repente resolve comprar o Zune (tem certeza?), todas as músicas compradas legalmente para o tocador da maçã ficam inválidos. Claro, aqui no Brasil não podemos comprar músicas da Apple, mas isso é só para termos uma idéia do problema causado. O início do fim do DRM está longe do ideal, mas já é um grande avanço.