7 março 2007
por Lucas Castro
Olá, meu nome é Lucas Castro e mantenho o about:blank. Recentemente, fui convidado pelo Fugita para escrever um artigo aqui no Techbits e escolhi escrever sobre como proteger redes Wi-fi. Escolhi isso porque percebo que muitas pessoas possuem redes deste tipo em casa, e por falta de conhecimento acabam por deixá-las completamente sem segurança, permitindo acesso de qualquer pessoa por perto. Seguindo essas 4 simples dicas, você aumentará significativamente a segurança da sua rede.
obs: o Fugita foi convidado para escrever sobre como blogar como convidado no about:blank.
- Altere a senha de administração. As senhas padrões de roteadores, access points, appliances, switches são divulgadas através de listas de senhas padrões. Lembre-se de usar uma senha segura – letras e números alternadamente, sem repetição alguma e maior que 6 caracteres. Não se importe em anotar essa senha em algum papel, apenas lembre-se de guardá-lo em local seguro. Se possível troque a senha periodicamente – uma vez a cada 3 meses, por exemplo.
- Troque o SSID. Coloque algo diferente que dificulte a identificação da fonte da rede. Assim, mesmo que eventualmente alguns pacotes da sua rede sejam capturados, não haverá como descobrir da onde eles vêm. Procure sempre usar nomes genéricos como “wifi_jkl”, “default123” e assim por diante.
- Desabilite o “SSID Broadcast”. Isso evita que dispositivos identifiquem automaticamente a existência da sua rede. A desvantagem é que para conectar, você terá que inserir manualmente o SSID. O que não é exatamente uma grande dificuldade, já que você terá que digitar a senha também.
- Ative criptografia
dos dados. Para isso, habilite a opção de criptografia WPA/PSK com TKIP. Para gerar a senha (passphrase) utilize o gerador de senhas seguras desenvolvido pelo Steve Gibson. Sem criptografia, é possível capturar todas as informações que trafegam na rede como por exemplo: conversas de MSN, logins e senhas em sistemas HTTP, e-mails e etc. Com a criptografia, mesmo que pacotes sejam interceptados, ninguém conseguirá descobrir o conteúdo real deles. Note que a senha terá 63 dígitos, o que torna o ato de digitá-la algo não muito prático. Por isso, recomendo a utilização de um meio seguro para compartilhar a senha com os dispositivos que vão acessar a rede – um pen drive por exemplo. Uma vez digitada, a senha será armazenada na memória interna do computador ou dispositivo e não será necessário redigitá-la.
![[config nos roteadores] [config nos roteadores]](https://techbits.com.br/wp-content/uploads/img/ext/roteadores.jpg)
7 março 2007
por Alexandre Fugita
Pois é… Quando achava que não poderia mais surgir alguma idéia para redes sociais, descubro no Techcrunch que existe uma para documentos .doc, .xls, .pdf, etc… Depois dessa acho que qualquer coisa pode virar rede social. O serviço chama-se Scribd, é interessante, está na estrada há algum tempo e tem razoável conteúdo enviado pelos usuários. Há livros, textos, tabelas, etc… Assim como no YouTube é possível colocar um documento “embedded” em uma página html, usar tags para classificar o material, fazer download do arquivo em vários formatos. Uma coisa interessante é a possibilidade de ouvir um audio ditado do documento, feito por uma máquina, o que significa uma voz muito estranha. O serviço chamou a atenção inclusive de um VC e recebeu essa semana investimentos de capital de risco.
Compartilhar
A idéia de toda rede social é o compartilhamento de informações e a interação entre os usuários. Em termos de interação, há um sistema de votos para indicar que você gostou daquele texto. No caso de compartilhar um livro ou texto, é interessante, mas isso será feito publicamente. Há outras formas de fazer sua equipe ter acesso a um mesmo documento, via web, sem se expor ao público. Um grande exemplo disso é o Google Documentos e Planilhas.
Um dos problemas que vi no Scribd é que há material protegido por direitos autorais. Uma rápida pesquisa mostrou que um dos campeões de venda do ano passado, o Freakonomics, está na íntegra disponível no site.
Shelfari
Uma outra rede social de livros, mas desta vez sem nenhum conteúdo disponível na internet, é o Shelfari. Trata-se de uma estante virtual na qual você pode catalogar sua biblioteca, compartilhar a lista de livros com amigos, sugerir e receber sugestões para leitura. Bastante interessante.
Leia mais:
O YouTube dos textos, via futuro.vc
5 março 2007
por Alexandre Fugita
A cada dia, mais e mais informação é disponibilizada na web, o crescimento é exponencial. Uma notícia, que tinha vida útil de várias horas na era do jornal, na web, passa a ser importante apenas por alguns minutos. A todo momento estamos procurando por novidades. O jornal impresso de hoje só trás notícias de ontem. Ultrapassado. Em tempos de web as pessoas só vão ler algo quando encontrarem informação relevante que valha seu precioso tempo. Blogs surgem aos montes, sites de notícias conheço às duzias. Todas competem pelo mesmo “produto”, nossa atenção, nossos eyeballs.
RSSzando suas leituras
Pra quem lê muita coisa ou precisa acompanhar várias fontes de informação ao mesmo tempo, nada melhor que o RSS. No começo é uma maravilha. Todo aquele tempo que você gastava entrando de site em site para descobrir coisas novas pode ser resumido a uma passada pelo seu agregador favorito. Aqueles que têm novidades ficam em destaque e não perdemos tempo. O problema chega quando o número de feeds que se acompanha toma proporções gigantes (meu caso). Significa que chegou a hora de cancelar a assinatura de alguns sites, algo que pouca gente faz.
Filtros de conteúdo
Há muitos serviços que filtram conteúdo e oferecem assuntos mais relevantes para determinado público. É o caso dos sites de notícias colaborativas como o Rec6 que, dependendo do que os usuários acharem das matérias lá postadas, pode cair no ostracismo ou ser promovida à página principal.
Mas nem sempre o que é relevante para os outros é relevante para você. Então é hora de criar o próprio filtro. O Yahoo! Pipes cumpre bem este serviço, filtrando ainda mais informações das mais variadas fontes. Não entendeu nada como funciona? O Bruno Alves fez um tutorial.
Busca automática e filtrada
Na verdade seu hábito é sempre procurar os mesmos determinados assuntos nos mecanismos de busca. É possível automatizar isso. O Technorati, buscador de blogs, oferece feed RSS de cada pesquisa que você faz. Criei, por exemplo, um feed de tudo que sai sobre MSX (aquele micro de 8 bits da década de 1980) na blogosfera brasileira.
Se quero pesquisar notícias em andamento, como por exemplo, o caso Vivo, Portugal Telecom e grupo Sonae, posso criar um feed (este aqui) com essa pesquisa no Google News. Simples, fácil, e se você souber usar essas e outras ferramentas conseguirá informações relevantes, com pouco ruído e poderá gastar o precioso tempo dos seus eyeballs com o que realmente interessa.
2 março 2007
por Alexandre Fugita
Quem se lembra do Babelfish do Altavista para traduzir páginas web? Quando surgiu, muito tempo atrás, as traduções eram sofríveis e creio que melhoraram com o passar do tempo. Ferramentas automáticas dificilmente conseguem fazer um bom trabalho quando se trata de transformar uma língua em outra. O Google, que quer dominar o mundo, naturalmente possui um tradutor. Só que agora, se não gostarmos do resultado podemos sugerir uma melhor tradução. Não está disponível em todas as combinações de línguas mas, ainda assim, interessante pois esse novo sistema usa conceitos de crowdsourcing e sabedoria das multidões.
Inteligência Artificial na infância
Apesar de todo desenvolvimento tecnológico, ainda não se conseguiu produzir uma máquina inteligente de verdade. Coisas como tradução de textos e a busca semântica não conseguem encontrar nos bits e bytes um sistema ideal. Então precisamos apelar para os humanos. Na medida que o Google classifica as sugestões de tradução enviadas pelos seus milhões de usuários, é possível refinar o mecanismo para dar resultados melhores.
Isso está na essência do crowdsourcing, pessoas ao redor do mundo disponibilizando parte de seu tempo para executar uma tarefa em conjunto. O resultado – uma melhor tradução – pode ser considerado como o que as pessoas acham que está correto e, portanto, enquadra-se perfeitamente na sabedoria das multidões. Enquanto as máquinas continuam burras, nada melhor que um ser humano para cuidar das coisas complexas…
1 março 2007
por Alexandre Fugita
Softwares on-line definitivamente são o futuro, vários sinais apontam nesta direção. O mais recente deles é o anúncio feito pela Adobe de que criará uma versão web do seu editor Photoshop. O conceito de SaaS (Software as a Service) está ganhando força não só no mercado voltado para o usuário final como em softwares corporativos. É o que eu sempre digo: tudo que preciso é de um browser, nada mais.
Os movimentos da Adobe
Não faz muito tempo que a Adobe comprou a Macromedia. Talvez essa já fosse uma indicação de que a empresa estava muito interessada na web. Nos últimos tempos muitos serviços foram convertidos para sistemas on-line. Hoje não faz sentido ir a uma agência bancária só para tirar o extrato. Leitores de RSS são em grande parte, baseados na web. Editores de texto e planilha estão migrando para este novo espaço. Nada mais natural que a gigante dos softwares de edição de imagem entrasse no jogo.
A versão on-line do Photoshop será bem mais simples, gratuita e financiada por anúncios. Um dos paradigmas que os serviços web estão mostrando é que não é necessário a mesma complexidade de funções que seus similares em desktop. O motivo é simples: quase ninguém usa mais do que 10% do que um programa gigante e pesado oferece. Concordo com os que disserem que a indústria de publicidade não vai abrir mão de seus Macs com Photoshop. Mas para o usuário comum só os recursos essenciais fazem sentido.
Concorrentes
No mercado de editores on-line de imagens há várias startups. Imagino que todas elas tenham tremido ontem com o anúncio da Adobe. O mais recente deles e bem recomendado é o Picnik. O Diogo Azevedo fez um ótimo review do Picnik. No Techcrunch é possível encontrar uma lista de concorrentes e uma visão geral de cada um.
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