5 novembro 2007
por Alexandre Fugita
Na semana passada uma revolução aconteceu, fiz um preview, mas errei um pouco o que deveria ter entendido na ocasião. O que está em jogo com o OpenSocial é o fim da era desktop e a ascensão da web como plataforma. Ok, você já deve ter lido isso aqui e em outros lugares várias vezes, está cansado de profetizarem os softwares on-line, mas esse movimento da Google, objetivando a criação de uma plataforma de web services aberta, é uma aposta gigante em tudo isso que estamos ouvindo desde que inventaram o termo web 2.0.
O Ajax – eu sei, tudo tecnologia velha, rearranjada de uma maneira diferente – o SilverLight, o Adobe Flex, todas essas formas de desenvolver Rich Internet Applications estão na luta para tentar dominar a nova era. Hoje tanto faz o sistema operacional que você roda em sua máquina. Linux, MacOS com o novíssimo mega sucesso Leopard, Windows Vista ou XP ou mais antigo… Que se dane o sistema operacional, o PC é um acessório do Firefox. Tudo que precisamos é um navegador web, uma janela para as aplicações on-line, um browser decente.
A minha preocupação agora é tentar descobrir qual será a nova quebra de paradigma – desculpa aí, Faxinar – a mudar o mundo da tecnologia. E não é a web como plataforma, isso já está virando lugar comum. A IBM teve sua época, a Microsoft também. O Google domina essa era, mas está pra surgir a nova empresa que vai assustar e ao mesmo tempo causar admiração em todos, e deixar a gigante deMontain View para trás. Não, não estou falando da bolha do Adsense. Estamos na era da web. Qual será a próxima? Web off-line? Mobile? Cadê o Google Phone?
(*) foto deste post, via Flickr
31 outubro 2007
por Alexandre Fugita
Um dos grandes problemas das redes sociais é o isolamento que cada uma promove. Não no sentido de ficar longe das pessoas que você conhece e sim, se você faz parte da rede social X e seus amigos, da Y, não existe como conversar um com o outro. Segundo o Techcrunch, esses problemas estão para acabar com o possível lançamento amanhã do ex-SocialStream e agora chamado OpenSocial, da Google.
Houve uma época, no estouro do Orkut aqui no Brasil, que chegou-se a falar na extinção do e-mail como forma de comunicação. Alguns até dizem que e-mail é para os dinossauros enquanto que as novas formas de comunicação como IMs e twitters vieram para substituí-lo. Nunca acreditei em nada disso pois o e-mail é uma plataforma universal e pertencer a essa ou aquela rede de comunicação, é moda passageira.
E o Facebook?
O Facebook foi cotado a ser o grande agregador de redes sociais. Lá, aplicações web de todos os tipos, podem rodar e compartilhar dados através de APIs, tranqüilamente. Muitas redes sociais e serviços web têm sua versão Facebook. Nada mais natural que integremos tudo por lá, usando as características individuais de cada rede. Mas o OpenSocial pode mudar tudo.
Medo do Big Brother
Assim como o RSS agrega suas leituras, faz todo sentido um sistema que agregue seus perfis sociais por toda a web. O Google, lançando essa ferramenta, vai aumentar sua base de dados das intenções no maior CRM do mundo. Informação no século XXI é poder. E o Google armazena muito desse poder em seus servidores. Imagine todo o seu grafo social nas mãos do Grande Irmão. Que medo!
29 outubro 2007
por Alexandre Fugita
Alguém se lembra do fenômeno dos flash mobs? Um grupo de desconhecidos surgia do nada, realizavam alguma ação inusitada e dispersavam rapidamente. Isso ainda acontece e os mais interessantes parecem ser nas estações de metrô de Londres. Todos os desconhecidos envolvidos combinavam os flash mobs via SMS ou email. Era um viral e de acordo com a teoria dos seis graus de separação, muita gente ficava sabendo. Pois é, flash mob por SMS está fora de moda. O esquema agora é marcar via Twitter.
InterCon 2007 e a revolta dos Twitters
Quem esteve no InterCon, ou mesmo que não esteve, mas acompanhou via Twitter, percebeu o poder da ferramenta. Aparentemente aquela pergunta “O que você está fazendo?” não faz sentido algum. Mas quando se junta um monte de gente em um mesmo lugar, a resposta é quase um revolução.
As palestras eram comentadas por uma massa de twitteros em tempo real. Carbono 14 tem a ver com aquecimento global? Não! E lá foi a multidão prontamente protestar contra as palavras vindas de um representante do oráculo. Do grego, internet, do francês, interneté, e o auditório ovacionou. Lá no twitter, aplausos virtuais. Tudo em tempo real, todo mundo interagindo, mesmo que fosse para conversar com o cara do lado via micro-blogging.
Uma das palestras não agradou o público mais conectado do InterCon. No Twitter começou a pipocar a palavra desconferência, modelo mais anárquico adorado por geeks. Não deu outra, em 10 minutos uma multidão se reuniu nos puffs do saguão e passou a discutir assuntos aleatórios. Não pude comparecer pois estava no palco vendo ensinamentos do que é Wikipédia. Alguém aí sabe? Explique nos comentários.
Com quem você está fazendo?
O Orkut surgiu com a pergunta “Quem você conhece?”. Na vez do Twitter a pergunta mudou para “O que você está fazendo?”. Estou esperando para ver uma nova rede social surgindo, com um nome esquisito e uma pergunta bombástica: “Com quem você está fazendo?”.
26 outubro 2007
por Alexandre Fugita
[Atualizado] Acontece nesta sexta e sábado (26 e 27 de Outubro), o iMasters InterCon 2007, em São Paulo. Estarei presente assim como vários outros blogueiros. Uma novidade interessante é que este ano dois blogueiros foram convidados, em cada palestra, para ficar em cima do palco para, entre outras coisas, (micro) blogar e fazer as duas primeiras perguntas aos palestrantes.
Manoel Netto (falha na Matrix, corrigida) e o Cristian Trentin
Neste momento começa a palestra do Gustavo Fortes, da Espalhe, com os blogueiros Getúlio do Vale9Conto e Anderson Costa.
O palco do InterCon: Elcio Ferreira da Visie
Amanhã eu estarei no lugar desses blogueiros, possivelmente postando ao vivo no twitter (twitter.com/fugita). Esse iMasters InterCon promete. Para a cobertura descentralizada, recomendo procurar no BlogBlogs e Technorati e no Twitter, claro!.
(*) fotos deste post por Lucia Freitas
25 outubro 2007
por Alexandre Fugita
Tempos atrás vários relatos de um possível estouro da bolha 2.0 surgiram. Uns foram mais pé no chão, outros fizeram piada… o fato é que o crescimento da web como negócios traz preocupação aos investidores. Mas estamos muito longe da histeria e de um estouro da bolha como aconteceu no fim do século passado. Até oFacebook, cotado em bilhões de dólares e ex-possível precursor do novo estouro, está com os pés no chão e fez um acordo de publicidade exclusiva com a Microsoft. Nada de vendas bilionárias, nada de histeria, nada de bolha 2.0.
O Fabio Seixas, participante do TechCrunch 40, notou em seu post que atualmente a primeira coisa que os investidores querem saber é se existe um plano de negócios e como a nova startup pretende ganhar uns trocados. Há investidores ávidos por negócios tanto lá fora quanto no Brasil, mas um fator importante para chamar a atenção é um bom networking. Quem esteve no BarCamp Rio sabe que o John Baeyens circulava pelo corredores à procura de um bom investimento.
Se você não tem idéias para montar uma startup, não tem dinheiro para investir em uma, mas tem o suficiente para comprar um iPod, invista nas ações da Apple. Se você tivesse comprado 399 dólares em ações da maçã em 2001, ao invés do iPod, teria agora 10 mil em mãos.
Pra finalizar, se o Facebook é a nova plataforma, se via agregar todos os serviços web em um só lugar, se vai gerar receita suficiente para agradar seus acionistas, só o tempo dirá. As apostas pé no chão demonstram claramente que a histeria sumiu mas que ainda existe lugar para ótimas idéias.