Sinais de que Google = Skynet

por Alexandre Fugita

A mais recente compra do Google é o reCaptcha. O que parece ser uma simples compra de um serviço interessante indica uma tendência que a gigante de Montain View tem de querer fazer as máquinas entenderem o mundo. E é bem diferente da forma como o Wolfram Alpha vem fazendo. Seria tudo isso um protótipo da Skynet? Acompanhe os sinais desse enigma.

ReCaptcha: leitura

O ReCaptcha é um serviço que se utiliza do captcha – aquelas letras tortas ou embaçadas que só um humano consegue entender – para ajudar no reconhecimento de palavras escaneadas de livros antigos e irreconhecíveis por softwares de OCR (reconhecimento ótico de caracteres).

É bastante simples e toda vez que é acionado mostra duas palavras “tortas”. Uma delas o ReCaptcha sabe qual é e a outra o serviço quer reconhecer. Se você acertar a palavra que eles sabem qual é, possivelmente a palavra não identificada também está correta. Joga-se isso algumas vezes para seres humanos e respostas idênticas indicam mais uma palavra reconhecida.

É o bom e velho crowdsourcing. Ou seja, com ajuda de humanos o ReCaptcha permite às máquinas identificarem palavras borradas de livros velhos.

Google Voice Search: fonemas

A busca por voz que existe no Android e no iPhone, nada mais é do que, além de uma coisa legal para mostrar para os amigos, uma forma de capturar fonemas dos mais variados sotaques, entonações, emoções. Cada busca que alguém faz neste aplicativo móvel ajuda de alguma forma aos computadores do Google a melhorar o reconhecimento da voz humana.

Um sinal de que esse reconhecimento de voz está muito bom foi o fato do Google, no ano passado, ter transcrito discursos dos candidatos à presidência dos EUA no Youtube. Ou seja, computadores entendendo todos os sotaques e trejeitos da nossa fala.

Google Translate: poliglota

O tradutor do Google utiliza de um algoritmo matemático poderoso que analisa as palavras em conjunto e tenta mostrar a melhor tradução possível. Claro que comete erros banais mas não deixa de ser interessante que cada vez mais novas línguas são adicionadas. Surgiu até um serviço que tenta achar o equilíbrio em uma tradução do Google, do inglês para o japonês e vice-versa. O sistema usa o Google Translator para traduzir uma frase digitada pelo usuário de uma língua para a outra e vice-versa até achar o equilíbrio.

Mas o que isso tem a ver com a Skynet? Bom, a gigante de Montain View está construindo uma máquina que fala qualquer língua e já implementou no novíssimo Wave permitindo conversas instantâneas entre pessoas que falam idiomas diferentes. Imagina isso junto com o reconhecimento de voz…

Primeiro de Abril?

Como de costume o Google fez as suas brincadeiras de primeiro de Abril. E uma delas foi o CADIE, uma máquina que tomou consciência de sua existência e novídeo que divulga isso dá um toque de Exterminador do Futuro (Skynet), junto com 2001: Uma Odisséia no Espaço (HAL) e resolve assumir a direção da empresa, no caso o Google… Claro que é uma piada mas não seria algum projeto dos 20% que quase escapou do controle? :-)

Marissa Mayer

A super executiva do Google Marissa Mayer em uma entrevista com o fundador do Digg foi perguntada se o Google é a Skynet (sim, link para o vídeo). A resposta foi não, óbvio, as máquinas não deixaram, mas o que ela disse em seguida é interessante. Marissa diz que o Google acredita em fazer os computadores ficarem mais espertos, no sentido de entender o mundo ao nosso redor. Isso dá um basta na questão… por enquanto!

Web 101 na Teia

por Alexandre Fugita

encontros-na-teiaEm junho fui à Teia MG para participar de um dos Encontros na Teia, projeto interessante desenvolvido pelo pessoal do Peabirus e que entrevista ou faz um bate-papo com hubs da web. Já passaram por lá pessoas como o Gil Giardelli, da Permission, Edney Souza, do Interney Blogs ou ainda o Marcelo Tas, do CQC.

O formato da minha participação foi uma apresentação sobre conceitos básicos de web. Essa parte acho importante para todos que trabalham ou pretendem trabalhar neste mercado. E é por isso que estou republicando os vídeos aqui, três meses após a transmissão, pois é como se fosse uma recapitulação de vários posts deste blog. Falo de colaboração, crowdsourcing, cauda longa, economia da atenção, sabedoria das multidões, etc.

Em seguida respondi a perguntas enviadas pelos internautas que, ou acompanharam ao vivo ou haviam enviado questionamentos para votação antes. Se tiver um tempinho e não viu isso antes quando publiquei no Startupi, dê uma olhada. O tempo total deve ser cerca de oitenta minutos, a parte dos conceitos web fica na primeira metade. Os vídeos estão após a quebra de página ou na página do blog do Encontros na Teia. Aliás, no post deles tem uma historinha curiosa que aconteceu comigo e que envolveu café, uma Ferrari e Twitter e quem conta é a entrevistadora Juliana Lima!
(Leia o restante aqui…)

O valor da informação

por Alexandre Fugita

Se hoje a informação é de graça...Faz uns três anos que parei de ler diariamente jornal, daqueles impressos. Isso não quer dizer de forma alguma que fiquei sem me informar. Naquela época comecei a notar que a maioria das notícias do jornal acabava lendo no dia anterior na interwebs e que não fazia mais sentido acompanhar o mundo com um dia de atraso. Hoje enxergo três tipos de informação que consumo: as em tempo real, as opiniões e as notícias. E cada uma tem o seu valor. Neste post vou tentar explicar como enxergo esse valor e o impacto que a internet tem em cada uma delas.

Notícias

Um jornal impresso é repleto de notícias. Tem outras coisas mas o seu principal material são as notícias. Do dia anterior… quando não tem dois dias de atraso como é o caso do volumoso jornal de domingo. O grande problema é que com a internet a notícia simplesmente virou commodity. E é isso que tem incomodado os grandes grupos de imprensa do mundo.

Quando abrimos o Google News, por exemplo, vemos lá que o Steve Jobs voltou a apresentar um keynote (imagem abaixo). Ok, notícia interessante, mas onde ler? O Google News dá algumas opções principais e coloca no final um link para mais 171 artigos semelhantes. Praticamente todos eles devem falar quase a mesma coisa: Steve Jobs apareceu, Apple lançou iPod nano que permite filmar e atualizou o sistema do iPhone para versão 3.1. Tanto faz se você ler no G1, no Estadão, no Terra, no… pois é… em qualquer lugar.

Google News e seus 1758695 links

Como disse a notícia por si só é commodity, tanto faz o lugar que você a está lendo. E isso se for na internet. Imagina esperar para ler só no dia seguinte que é o que um jornal faz. Realmente não dá certo e é esse um dos motivos de eu achar o jornal impresso algo ultrapassado.

Antes que alguém reclame nos comentários, não estou dizendo que a mídia tradicional morreu e sim que o formato jornal impresso não é o mais apropriado para esse tipo de informação.

Tempo real

Um dos grandes benefícios que o Twitter trouxe certamente é a distribuição de informação rapidamente e muitas vezes em tempo real. Um outro é a possibilidade de controlar a taxa de sinal e ruído. O fato do tempo real estar na essência do Twitter torna esse tipo de informação muito valiosa.

Em geral os acontecimentos em tempo real também são notícias. Tanto é que alguns canais como blogs se utilizam do recurso de live-blogging para narrar acontecimentos como as apresentações do Steve Jobs. Aqui no Brasil o Henrique Martin do Zumo estava em São Francisco fazendo a cobertura. E o tradicional Engadget é quase sempre meu ponto de apoio quando quero acompanhar grandes lançamentos e eventos em tempo real.

Muitos tuiteiros brasileiros quando vão a eventos como um recente, o Digital Age 2.0 ou ainda o Blogcamp RJ, inundam seus streamings públicos do Twitter com atualizações de quase cada palavra de um palestrante, além de outros detalhes.

O Read Write Web já fez vários artigos dizendo que o real time é o “the next big thing”. Até o Google começou a se preocupar com isso pois seu mecanismo de busca sempre foi ótimo para coisas que aconteceram mas muito ruim para coisas que estão acontecendo naquele momento. E melhoraram o algoritmo de busca para absorver melhor o tempo real.

O grande diferencial da notícia ser dada em tempo real é que não deu tempo ainda de ela virar commodity. Mas meia hora depois 3517 links no Google News irão aparecer e daí concorrer a um lugar ao Sol. Mas é sempre bom saber que no Twitter sempre vai ter alguém em todos os lugares, até mesmo quando um avião cai por acidente em um rio em Nova York.

Opinião

Certa vez conversando com o Eric Messa, professor da Faap e interneteiro, chegamos ao entendimento que para um blogueiro é melhor ser mais parecido com um colunista do que um repórter atrás de notícias. Isso por que como já foi discutido neste post a notícia é commodity, e o grande diferencial que alguém pode tratar uma notícia é se divulgá-la em tempo real ou antes de todo mundo. E blogs não tem estrutura para isso. Ou pelo menos a maioria não.

Então o que resta ao intrépido blogueiro? Opinião. Tá certo que o Andrew Keen já disse que qualquer opinião não quer dizer nada e só posso concordar com ele. Mas uma opinião bem fundamentada, daquelas de dissertação da aula de redação do colégio sempre são bem vindas. E é esse o nicho que recomendo aos blogueiros, a parte mais difícil, reservada aos colunistas, que é a opinião.

Claro, um blog não precisa ser só opinião. É interessante a forma como o Tecnoblog tratou a sua reestruturação de conteúdo, algo que já pensei em fazer no Techbits (ei, Mobilon, posso copiar a ideia?). Lá existe a home com colunistas e em outra área do blog as notícias sendo alimentadas. Faz todo o sentido para atingir uma grande público.

Acho que faltou citar aqui neste post coisas como revistas – boas para reportagens e análises aprofundadas – e também notícias locais, um nicho interessante a ser explorado, bem como a personalização das notícias. Mas o texto já está grande demais para discutir mais coisas.

E pra finalizar, o grande valor da opinião é que ela não vai virar commodity e também não é efêmera quanto a informação em tempo real. E em um mundo de Google News e Twitter essa é a forma que diferencia qualquer um da multidão.

Desabafo de um blogueiro

por Alexandre Fugita

FugitaOlá a todos! Eu sei que faz muito tempo que não escrevo nada aqui no Techbits. Toda vez que encontro leitores, tuiteiros, blogueiros, amigos e até minha família, sou cobrado dos motivos de não mais escrever aqui. Bom, posso dizer que o Techbits é muito importante para mim e que pretendo continuar o trabalho sério que mantive neste espaço nos anos anteriores. O blog estava morto e este é o post que o trará de volta. Mas antes preciso desabafar.

Startupi

No ano passado, mais ou menos nesta mesma época, um pouquinho depois talvez, recebi uma proposta para ser editor de um blog sobre startups web brasileiras. Achei a ideia ótima e depois de muitas conversas resolvi aceitar o desafio. Na época trabalhava na Polvora!, agência de mídias sociais do poderoso chefão da internet Edney Souza e do grande Mario Soma.

Não sei se todo mundo sabe mas o blog que estou falando é o Startupi. Antes de aceitar criar o Startupi muitas coisas pesaram na minha avaliação. Consultei amigos e amigas sobre o que deveria fazer. Uma das coisas que me falaram foi “você tem capacidade de criar esse blog sozinho, não? Será que você precisa mesmo de sócios?”. Deveria ter escutado essa pessoa e vou explicar os motivos ainda neste texto.

Bom, para quem acompanhou o meu trabalho como blogueiro sabe que meu assunto principal sempre foi web, internet e coisas relacionadas. Adoro o assunto e leio muito sobre tudo isso. Para vocês terem uma ideia eu já votei em mais de 10 mil itens no Digg e já mandei mais de 3 mil links para o delicious. Isso significa que eu devo ter clicado em pelo menos três vezes mais links do que isso no Digg, ou seja já abri mais de 30 mil textos selecionados no Digg e devo ter passado o olho em mais de 100 mil itens neste mesmo serviço. Fora o RSS, os links do Twitter e outros filtros. Ou seja, muita leitura e uma pegada de carbono gigantesca.

O Startupi – eu que criei este nome – foi apenas uma consequência de todo esse conhecimento e interesse acumulado. Antes mesmo de abrir o blog já conhecia muitos empreendedores web brasileiros, conhecia a história de suas ideias e como tudo se desenrolou. Nada mais natural do que ser editor do Startupi.

Objetivos atingidos?

As coisas estavam indo bem até onde eu sei. O blog estava com cerca de 7 meses quando escrevi lá meu último post. Nesses 7 meses várias coisas apontavam para o sucesso do blog.

Primeiramente os leitores. Não poderia querer leitores mais bem qualificados. Estavam lá, lendo, muitas pessoas ligadas a startups no Brasil, empreendedores, interessados, ou seja, todo o ecossistema, ou como se diz por aí no mundo corporativo, todos os stakeholders. Para se ter uma ideia da qualidade dos leitores do Startupi, o presidente do Mercado Livre Stelleo Tolda era leitor e frequentemente comentava nos posts que achava mais interessantes.

Além disso, pelo que sei conversando com empreendedores, alguns negócios foram gerados após posts do blog. O migre.me, por exemplo, ficou sabendo do Microsoft SOL através do Startupi, candidatou-se e conseguiu apoio da gigante de Redmond. Esse é apenas um dos exemplos que fiquei sabendo de negócios que o blog proporcionou.

Para comprovar o bom andamento do blog outras coisas aconteceram. Fui convidado para ser juiz de uma competição de startups da Unifacs em Salvador, BA. Estive lá com tudo pago pelos patrocinadores do evento. Também participei como juiz de uma das etapas da apuração do Desafio Brasil 2009, competição da FGV – escola da qual fui aluno, que está em andamento.

Como parte da repercussão do blog, o Startupi foi citado em algumas matérias da grande mídia como o Estadão, a Folha, a revista Isto É, além do Venture Beat um blog americano especializado em empreendedorismo. Claro, também já foi citado por muitos blog brasileiros o que demonstra que o trabalho estava sendo bem feito.

Um último item que mostra o sucesso que o blog tinha atingido foi o fato de eu ter sido convidado pelo Bob Wollheim para escrever uma coluna do Startupi na ResultsON. Mas infelizmente acabei quebrando a mão nessa parceria pelos motivos que descreverei a seguir. O que seria uma grande honra precisa agora de muitas desculpas ao Bob e equipe.

O fim

Um belo dia – que na verdade tornou-se um péssimo dia – em uma reunião com o “staff” do Startupi fui avisado de que o blog não tinha mais um único centavo para investir. Bom, um dos motivos de eu ter pedido demissão do meu antigo emprego na Polvora! foi ter apostado e arriscado meu pescoço para criar um blog que teria um investidor por trás. Isso daria uma segurança financeira para mim enquanto fazia o blog atingir seus objetivos.

Não havia mais dinheiro para pagar o meu “fee” mensal, mas eu deveria continuar escrevendo no Startupi. Ok, eu era sócio do blog, deveria prever ficar um tempo sem rendimento, mas como todas as pessoas do mundo tenho que pagar o leitinho das crianças. Se fosse pra ficar sem receber nada por que diabos eu criaria um blog com sócios? E esse foi o meu aprendizado. Se você sabe fazer uma coisa muito bem – e entre outras coisas eu sei blogar – faça você mesmo para você. Foi assim com o Techbits, deveria ter ouvido aquele conselho de criar uma área de startups sozinho aqui.

Low profile

Essa história me deixou de certa forma revoltado com a internets, tanto que resolvi ficar um bom tempo em “low profile” na grande rede. Deixei de ler meus e-mails, de acompanhar o tuíter, acabei quebrando a mão com um grande fabricante de eletrônicos e sua respectiva agência em um trabalho que seria bastante interessante.

Pessoas ficaram preocupadas, me mandaram e-mails, directs, sms e até tentaram me ligar. Ignorei a todos pois estava em uma fase de repensar a minha vida on line. Parei de ir a eventos ligados à tecnologia, parei de aparecer nos #nobs e outras coisas mais. Espero que ninguém tenha levado isso para o lado pessoal mas estava desestressando dos caminhos que segui e que se mostraram errados.

Nas últimas duas semanas conversei com algumas pessoas. Resolvi que já era tempo de sair do low profile. Agradeço a todas essas pessoas – elas sabem quem são – por terem me ouvido. Deixei de ser um holograma para voltar ao mundo dos bits.

Whuffies

Lembro até hoje da apresentação que o Cris Dias fez no Intercon 2008 sobre um tal de whuffie. O termo, cunhado pelo Cory Doctorow do Boing Boing, finalmente explicava aquilo que todos nós tentávamos entender mas não conseguíamos traduzir em palavras. Nas mídias sociais o que importa são os whuffies, simples assim. O termo quer dizer capital social, nada a ver com o conceito contábil e sim o quanto de influência uma pessoa tem dentro das mídias sociais. Achei fantástico.

O Techbits me trouxe muitos whuffies. E isso se traduziu em muitas coisas boas nos últimos três anos. Mas como em um elemento radioativo a quantidade de whuffies decai com o tempo. E como disse no início deste parágrafo, foi o Techbits que me trouxe boa parte dos whuffies. Então preciso continuar o trabalho aqui para preservar e aumentar essa milhagem em capital social. E essa é minha promessa depois deste post. O Techbits está de volta! Ou você acha que eu iria me expor deste jeito pra não continuar mais?

Pra finalizar, desejo ao Startupi toda a sorte pois se não vão ter competição do Techcrunch verdadeiro, talvez tenham aqui do Techbits. Ainda bem que os whuffies são pessoais e intransferíveis.

(*) foto deste post é da matéria da Revista Época Negócios da qual fui personagem.

Um bilhão de mensagens no Twitter?

por Alexandre Fugita

Twittada do bilhãoNa madrugada de 11 de Novembro de 2008, ao redor das 3h50 (hora de Brasília, ou 5h50 GMT), alguém mandou a bilionésima mensagem do Twitter desde sua abertura. Eu como bom geek, fiquei acordado até o momento da virada para ver se conseguia mandar a histórica mensagem. Não consegui, minha twittada foi de número 1 bilhão cento e trinta e três, notem o número na URL. Há controvérsias, claro, mas é só olhar o public timeline do serviço que o assunto se esclarece.

Twitter mainstream?

O Twitter está cada vez mais chamando atenção . Nas eleições americanas foi fator importante na distribuição da informação entre eleitores tanto no dia do pleito quanto nos debates presidenciais que passaram na CNN.

Eventos que afetam muitas pessoas como terremotos costumam ter cobertura em tempo real de cidadãos comuns pela ferramenta. Sem falar de eventos de tecnologia na qual twitteiros estão presentes em massa e você consegue acompanhar os principais acontecimentos sem sair da frente do seu computador. E as palestras nunca mais foram as mesmas

Comunicação assíncrona

Uma das coisas mais interessantes do Twitter é o modo como funciona. À primeira vista parece idiota de tão simples. “Pra que alguém vai usar isso? Não faz sentido…”, é a reação da maioria das pessoas ao ser apresentado à forma mais revolucionária de comunicação dos últimos tempos. É exatamente essa simplicidade que é genial.

Já dizia o Pedro Markun que o fato da comunicação ser assíncrona traz várias vantagens à ferramenta. Primeiro, ao contrário de muitas redes sociais, no Twitter você não está ligado a quem está ligado a você, ou seja, se essa outra pessoa for seu contato você não necessariamente é contato dela. Pode acontecer de ambos escolherem ser amigos mútuos. Só isso já é suficiente para barrar boa parte do ruído, um dos elementos que faz parte daquele desenho do que é comunicação entre dois pontos.

Diferentemente do IM (Gtalk, MSN) não é necessário que as ponta que recebe a mensagem esteja conectada ao mesmo tempo que o emissor. As mensagens são jogadas e você as vê na hora que puder. Toda essa aparente desorganização é que faz da ferramenta algo poderoso de tal forma que o exército americano andou produzindo relatórios sobre a possibilidade de grupos terroristas usarem o Twitter para coordenar ataques.

Memes, virais, etc…

Muita gente percebeu esse poder e está usando a seu favor para divulgar informações na esperança de que se propaguem automaticamente nos canais sociais. Mais ou menos como no conceito de meme. Um bom exemplo disso foi o recente “Boa tarde Sr. Edney” no qual as pessoas pediram coisas para o Interney de forma bem humorada. Outro exemplo, agora falando da minha pessoa, foram as mensagens divertidas especulando sobre meu novo trabalho.

Se teve ou não a bilionésima mensagem, não sabemos ao certo por não ter ocorrido um comunicado oficial. Mas especulação correu solta nos cantos obscuros e geeks da web. Vejam alguns links pra finalizar:

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