Google Reader maior que Bloglines?

por Alexandre Fugita

[Google Reader vs. Bloglines] De repente, não mais que de repente (*), o número de leitores VIP do feed RSS do Techbits aumentou cerca de 45%. Levei um susto. O que poderia ter acontecido em um único dia para ocorrer tal aumento significativo? Andando pelos meus feeds logo descobri a novidade. Desde sempre o Google Reader, por mais leitores que tivesse, só reportava que havia assinantes usando o sistema e não a quantidade. O Feedburner, serviço que boa parte dos blogs usa para fornecer o RSS de seus posts, contava todos os usuários do Google Reader como apenas 1 leitor. Tanto é que o Bloglines invariavelmente aparecia como o maior entre os softwares agregadores de feeds. Esse era um dos problemas que alguns reclamavam do Google Reader. Agora, com estatísticas mais precisas, o mercado muda?

(*) verso do Soneto da Separação, Vinícius de Morais

Google Reader vs. Bloglines

Antes de continuar, se você não sabe o que é um feed RSS, atualize-se, estamos em 2007. Até ontem, sexta-feira 16 de fevereiro de 2007, o Bloglines reinava, junto com o Firefox, nas estatíticas de agregadores mais usados pelos leitores do Techbits. Desde hoje o Google Reader é primeiro colocado, por larga margem, com quase o dobro dos leitores do feioso Bloglines. Cerca de um mês atrás o Techcrunch levantou a questão de quanto do mercado pertencia ao Google Reader. Notavam que muitos visitantes vinham a partir deste agregador, mas estatísticas de terceiros mostravam que seu market share era insignificante. Empiricamente notei que muitas pessoas com quem troco informações na blogosfera passaram a usar o software de Montain View em detrimento do tradicional Bloglines. Revelada as estatísticas, não há dúvidas que agora o Google Reader reina e mostra sua força.

[Estatísticas do Feedburner]

Dicas de leitura no Google Reader

Você tem centenas de feeds e acompanha milhares de notícias todos os dias. Não dá pra ler tudo. No Google Reader é possível organizar tudo em tags. O mesmo feed pode pertencer à tag tecnologia e geek, por exemplo. Em alguns casos eu já não entro em um feed específico de algum site só para ler suas atualizações. Vou na tag geral “Apple”, por exemplo, e passo uma olhada por tudo que saiu de novo nos blogs sobre o assunto que acompanho. É a forma mais rápida e eficiente de checar 30 sites de uma só vez, rapidamente, selecionando para leitura apenas aquilo que interessar.

Uma outra dica, se você está procurando um site específico, ao invés de procurar na árvore de feeds e tags na coluna da esquerda, simplesmente digite “G” + “U”, ao mesmo tempo (exemplo abaixo). Todos seus feeds aparecerão na tela e para procurar basta digitar as primeiras letras que rapidamente e sem muito esforço o site procurado será encontrado. Também, para facilitar a leitura, é possível esconder a barra lateral digitando “U”. Tem gente que prefere assim. Tenho várias outras dicas, mas fica para uma próxima.

[Dica Google Reader]

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Novo Windows não sai em 2009

por Alexandre Fugita

[Windows Vista] Os últimos dias foram tomados por um boato de que o Windows Vienna, sucessor do recém lançado Vista, estaria programado para daqui a dois anos. O assunto ferveu na blogosfera, tanto nacional quanto internacional, e teve gente criticando a Microsoft. A gigante de Redmond não costuma comentar boatos, mas desta vez abriu uma exceção e colocou um ponto final na discussão. Afirmou que já está desenvolvendo a nova versão, mas não deu datas. Segundo o ArsTechnica, a história surgiu na InfoWorld e a data de 2009 foi provavelmente uma dedução do autor do texto, com base em inferências na entrevista que fez com um VP da Microsoft. Portanto, era mesmo boato: o Vienna não chega em 2009.

A declaração da Microsoft

A tradução livre da declaração de Kevin Kutz, um Diretor da Microsoft segue abaixo e foi retirada do ArsTechnica.

“O lançamento do Windows Vista foi um momento de incrível alegria para nossos clientes e parceiros ao redor do mundo, e a companhia está concentrada no valor que o Windows Vista irá trazer para as pessoas hoje. Nós não vamos dar ainda nenhuma dica sobre a próxima versão do Windows, a não ser que estamos trabalhando nela. Quando for o momento, informaremos.”

Previsões são apenas previsões

Pra preencher espaço no post, o ArsTechnica começou também a fazer previsões sobre quando o próximo sistema operacional da empresa de Redmond seria lançado. Falaram em 2,5 anos para o SP1 e a partir daí mais 2,5 anos até o Vienna. Faz sentido, isso dá 2012 (isso é apenas uma previsão!).

A Microsoft adotou a tática certa de desmentir o boato pois isso poderia prejudicar as vendas do Windows Vista. Eu estava pensando em fazer o upgrade só daqui uns dois anos, quando o novo sistema operacional estivesse mais robusto, com softwares testados e possivelmente um Service Pack 1. Com os boatos de um novo Windows daqui dois anos já pensei em adiar tal upgrade pois não valeria comprar uma cópia do Vista se logo em seguida já estaria desatualizado. De qualquer forma o XP tem sobrevida útil até 2014. Que venha o SP1 e sejamos felizes com o Vista (fala sério!).

Yahoo! Pipes: a web como um banco de dados

por Alexandre Fugita

[Yahoo! Pipes] De vez em quando aparecem umas idéias geniais. Todos nós usamos a busca para encontrar coisas no grande mar de informações que é a web. Não dá pra ficar restrito ao Google. Uso o Technorati, o Flickr, o Digg, etc…, sempre procurando informações relacionadas ao mesmo assunto em cada um deles. Não seria uma boa idéia criar um sistema que fizesse essas buscas para mim, de forma mais fácil? Pois é, essa é a proposta do Yahoo! Pipes, lançado na semana passada. O serviço encara a web como um grande banco de dados e, através das condições que impomos para refinar uma pesquisa, relaciona informações de várias fontes diferentes. A ferramenta é poderosa, um tipo de mashup de feeds, filtrados de acordo com nossa preferência, com edição visual e entregue na forma de outro feed RSS.

Usando o Yahoo! Pipes

No Read/Write Web, o autor cita uma possibilidade de uso que seria criar um mecanismo que listasse todos os restaurantes franceses em Chicago e junto mostrasse uma foto do local obtida no Flickr. Realmente seria bastante interessante, mas, devido às imperfeições na classificação que as pessoas dão às fotos no Flickr (tags), seria impossível garantir que aquela imagem representa o exato local.

[Lógica de um Yahoo! Pipes]

Fui testar e criei um sistema (estrutura acima) que pega as notícias promovidas de alguns sites de notícias colaborativas em português, filtra os repetidos, e fornece um feed RSS do resultado. É algo bem simples, nem sei se funciona direito pois testei por apenas alguns minutos antes de publicar este post. Se funcionar (vou descobrir nos próximos dias) será muito bom pois se você entrar no Rec6, no OutroLado, no Linkk e no EuCurti verá que muitas notícias são repetidas. Um filtro via Yahoo! Pipes resolve a questão.

É possível criar campos para entrada de dados, filtrar por várias condições, juntar feeds, selecionar sites, etc… Enfim, criar mashups. É isso aí, brinquem, descubram particularidades e publiquem seus Pipes com as funcionalidades que desejarem. Qualquer coisa coloquem o link nos comentários que, prometo, vou visitar, hehehe!

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Efeito Digg, efeito Goobo

por Alexandre Fugita

[Efeito Goobo]Sites escritos em inglês “correm o risco” de serem atacados, de repente, por uma massa de leitores ávidos por um de seus posts. Em geral isso acontece quando um post aparece na primeira página de serviços como o Digg ou Slashdot. Ambos os serviços publicam links interessantes e direcionam bastante tráfego, o suficiente para em alguns casos tirar um site do ar. O “ataque” amigo é conhecido com efeito Digg (antes chamado de efeito Slashdot). No Brasil temos alguns sites similares de notícias colaborativas como o Rec6, mas ainda não atingiu uma massa crítica a ponto de causar um efeito Rec6. Mas existe uma instituição (na verdade a combinação de duas) capaz de gerar tráfego bastante direcionado para determinado texto de um site. Trata-se da rede Globo de televisão… Isso mesmo, a Globo! A Cynara do Mundo Tecno chamou o fenômeno de efeito Globo. Tomo a liberdade de fazer uma reparação e rebatizo de efeito Goobo.

O Second Life e o Fantástico

No último Domingo o Fantástico falou sobre o Second Life (SL). Pelo menos é o que dizem pois nem lembro a última vez que assisti a tal programa… Para os que caíram agora de pára-quedas no planeta Terra, saibam que o SL é um jogo do tipo MMOG (Massively Multiplayer Online Game), cuja interface é um mundo virtual em três dimensões. Os habitantes (ou jogadores) interagem entre si, fazendo negócios, jogando conversa fora, construindo objetos, etc. Rola de tudo, até sexo. Como bem pontuou o Mundo Tecno, depois que acabou o Fantástico e por toda a segunda-feira, milhares de pessoas que assitiram ao programa dominical da Globo foram para a internet descobrir mais coisas sobre esse jogo maluco. Todos que já falaram sobre o assunto (Techbits incluso, leia meu sobre o Second Life) acabaram se beneficiando de pessoas pesquisando sobre sobre a segunda vida.

Google + Globo = Goobo

Calma, não é nenhuma fusão. Qual é a página inicial da web? O Google, claro. Todos os telespectadores do Fantástico vão ao Google fazer suas pesquisas. A Globo, por sua abrangência, consegue moldar os pensamentos das pessoas. Então, o que as pessoas procuraram no Google? Fácil, Second Life! Isso sempre acontece quando algo é noticiado no canal carioca. Foi assim no acidente do avião da Gol, no caso da cratera do metrô de São Paulo, na morte do ex-ditador iraquiano e mais recentemente no assassinato chocante do menino João arrastado pelas ruas do Rio de Janeiro. Na blogosfera há um sentimento de acusação aos que se usaram destes fatos para conseguir visitantes. Tudo isso é resultado do efeito Goobo.

Até o mais inesperado dos posts pode virar alvo do fenômeno. Um texto de 2003 da Garota Sem Fio, que citava o doce de profiterólis, começou a receber visitas do Google de forma consistente. A Bia Kunze só foi descobrir mais tarde que essa sobremesa era citada o tempo todo por um dos personagens principais de uma novela do canal dos Marinhos. Mistério resolvido, coisas que só a Globo e o Google explicam…

Software on-line rodando off-line

por Alexandre Fugita

[Firefox] Uma das grandes críticas que o software on-line recebe é exatamante por ser on-line. E se a internet cair? E se o mundo acabar? E se a Cicarelli bloquear todo acesso internacional à grande rede? Como vou fazer nesses casos para checar meus emails, calendário, favoritos, documentos office, etc, etc, etc? Sim, essa é uma fraqueza que afasta muita gente desta idéia de manter tudo na web. Mas convenhamos, a possibilidade de acessar tudo de qualquer lugar é uma vantagem insuperável dessas aplicações. Bom, para os puristas do software off-line está para surgir uma ótima solução. O Firefox 3 terá suporte a aplicações web de forma off-line. As vantagens serão enormes e, quem sabe, seja aquilo que faltava para uma maior aceitação deste tipo de serviço.

Internet é serviço básico

Hoje em dia considero a internet com serviço básico, da mesma forma como são a água e a luz. Claro, você pode me criticar dizendo que a realidade pode não ser bem assim fora do meu mundinho sócio-econômico-cultural. De fato concreto, na minha interação com uma tela brilhante, um teclado e um mouse, praticamente acho inútil um computador sem conexão à internet. Como saída, se um desses desastres acontecer e a internet sumir, o Meio Bit publicou recentemente um ótimo artigo chamado Coisas para fazer sem internet.

Browser é a plataforma

Um dos assuntos que trato com freqüência no Techbits é o uso intensivo de softwares on-line para tudo que for possível. É o navegador da web como plataforma. Com esse suporte do Firefox 3 para aplicações web de forma off-line, muitas barreiras poderão ser quebradas. Segundo o responsável pelo motor do Firefox, Robert O’Callahan, isso poderá dar vantagem competitiva ao navegador da raposa frente ao Internet Explorer. Como o ciclo de desenvolvimento do browser da Microsoft é muito longo, e o Firefox 3 está pra sair, a adoção dos padrões do Firefox para aplicações web off-line tem o potencial de dominar este mercado crescente. O Google já sinalizou que adaptará rapidamente seus aplicativos à essa nova característica do Firefox.

No ano passado a Microsoft lançou sua plataforma Live de serviços, com uma interação entre aplicativos off-line e algumas coisas na web, mas o software padrão deles continua sendo aquele que você precisa instalar em sua máquina. É bem diferente do que muitas startups e até gigantes da internet como a Google e a Yahoo! fazem. Creio que o software on-line vai crescer cada vez com mais força e essa interação com o mundo off-line talvez seja o tipping point desta tecnologia.

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