Second Life: prefiro a primeira vida

por Alexandre Fugita

[Second Life] Ontem finalmente entrei na Matrix. Fiquei sabendo que ia ter uma festa dentro do jogo e resolvi dar as caras pra conhecer o ambiente 3D. Interessante e ao mesmo tempo inútil. Não tinha muito o que fazer, só conversar com as pessoas, em sua maioria irresponsiva. Quando cheguei à tal festa, o evento já tinha acabado. No ambiente só 4 pessoas: eu, meu amigo, uma moça vestida de lingerie e outra trocando de roupa e aparência… Ao fundo o som ambiente, muito bom por sinal. Se tem alguma coisa que o Second Life se presta, é como um jukebox de streaming de músicas. Fora isso é só uma curiosidade…

Minhas andanças

Andando pelo ambiente virtual fui parar na ilha Brasil. Na verdade fui teleportado. Taí uma coisa interessante. Nada de transporte público, nada de carros particulares. O melhor de tudo é ser teleportado e aparecer onde você quiser, instantaneamente. Na ilha do nosso país havia um DJ brasileiro que de vez em quando ficava falando alguma coisa em português. No geral tentava animar o pessoal, mas a empolgação dele era bem falsa.

Na praça principal um monte de avatares parados, um olhando para o outro. Será que estavam conversando? Não tive dúvidas, voei (sim, é possível voar) até um daqueles relógios de rua. Fui parar em cima do mesmo e pude apreciar a vista. Interessante é que o relógio era patrocinado por um grande banco privado brasileiro e bem próximo dele havia um comitê político de um dos maiores partidos do Brasil.

Lindens de graça

Linden dólar é o dinheiro do jogo. Tem taxa de conversão com dinheiro real, câmbio flutuante, tudo. Vou até consultar algum blog de finanças pra aprender um pouco mais como investir meus Lindens lá. Como há grande movimentação de dinheiro virtual, muitas empresas abriram filiais dentro do jogo. Só pra você ter uma dimensão da coisa, mais de um milhão e meio de dólares foram gastos no jogo nas últimas 24h no momento que escrevo este post. Onde está o dinheiro, estão as empresas.

Conclusão

Não achei o Second Life muito útil, pelo menos nesta minha primeira andança. Mas uma coisa é certa: é a coisa inútil mais viciante que conheço. Gastei umas duas horas lá, sem fazer nada. O SL serviu muito bem de jukebox e fiquei com a impressão de que é só um IRC mais avançado. Sorte que é preciso de uma máquina relativamente potente para entrar no jogo, se não aquilo daqui a pouco viraria mais um orkut, com todas as suas mazelas. Se for pra escolher prefiro a pílula vermelha[bb]

Leia também:

YouTube Awards: o Oscar 2.0

por Alexandre Fugita

[YouTube Video Awards 2006] Desde ontem o YouTube está promovendo o prêmio YouTube Awards. Os vídeos escolhidos estão divididos em sete categorias, entre eles criatividade, série e humor. As votações seguem o mesmo estilo do hotsite especial do SuperBowl, com rounds que duram uma hora. Pelo que entendi, a cada hora é possível votar de novo dentro da mesma categoria. Por ser um Oscar 2.0, tudo é feito na mesma página, sem necessidade de refresh. Quer assistir ao vídeo? O tubo do YouTube abre com a mágica do ajax. Para votar é só organizar na ordem preferida os vídeos.

Concorrentes

Um dos personagens mais famosos do YouTube, o Matt, aquele que aparece dançando em vários lugares do mundo, está concorrendo ao prêmio de mais criativo. A LonelyGirl, aquela garota aborrescente cheia de problemas com o namorado e os pais, concorre ao prêmio de melhor série. Para os desavisados, a LonelyGirl foi uma jogada publicitária e não uma adolescente real.

Também está presente a impagável série “Will it Blend?” que já destruiu iPods, pilhas, celulares e tudo mais dentro de um aparelho de liquidificador. Sem falar da famosa Terranaomi, aquela cantora que despontou no YouTube, concorrendo a melhor música. Ou ainda o desenho mais interessante de todos, o Kiwi, aquele pássaro que só pra… bom, não vou contar o final.

Sabedoria das Multidões

O mais divertido de tudo isso é a votação pelos usuários, dentro do esperado para um site que segue a proposta colaborativa. O resultado será definido pela sabedoria das multidões. Se tivesse sido assim no Oscar de verdade, o filme “Os Infiltrados” não teria ganho o prêmio máximo da Academia. A participação do usuário na criação de conteúdo está mudando muitas coisas. O Oscar que se cuide!

Se vai copiar, faça direito

por Alexandre Fugita

[Creative Commons] Esses dias o Techbits foi “atacado” pela enésima vez por copiadores descarados de conteúdo. Tentei resolver com o blog copiador mas ao contrário das outras vezes, não consegui. Não há email ou qualquer forma de contato. Tive que apelar para outros artifícios. Ainda bem que na web, deixam-se rastros. O copiador, editor do Joost Brasil e que se auto proclama Safadonis, é facilmente rastreável. É o que sempre digo, o Google é um perigo, você vai querer permanecer anônimo.

Maringá FM

Ontem mesmo o Cardoso do Contraditorium publicou o vexame público que a rádio Maringá FM se auto-impôs ao copiar um texto e sugar uma foto de servidor alheio. Vexame total. Copiadores são tão preguiçosos – e por isso seus sites estão fadados ao fracasso – que sequer colocam imagens em servidores próprios, sequer alteram os links do texto original e sequer mudam a narração em primeira pessoa quando o texto original está assim.

IDGNow!

Recentemente o IDGNow! percebeu ser vítima de cópia por um desses blogs que surgem tão rápido quanto desaparecem. O Guilherme Felitti, repórter do IDGNow! e blogueiro do Chá Quente escreveu sobre o assunto chamando o problema como a Lei de Gérson da Web 2.0 brasileira. A conclusão dele é interessante: “Comunidades digitais são feitas por pessoas e vale lembrar que, por mais que algum esperto lembre do Gérson, a sabedoria da multidão ainda é mais importante e impactante.”

Techbits

O Techbits adota licença de uso chamada Creative Commons, que dá o direito de outros copiarem e reproduzirem todo material, desde que sigam algumas regras. E o pessoal insiste em não seguir, mesmo ciente desta necessidade. O colega blogueiro copiador usou imagens hospedadas no servidor do Techbits. Não tive dúvidas, troquei por uma mensagem informando da origem do texto. Sou mais bonzinho que o Cardoso e seus discípulos.

Logo depois o blogueiro copiador retirou todo o post do ar e colocou, na maior cara de pau, uma mensagem de problemas técnicos. Hoje volta com o mesmíssimo post copiado sem a referência para meu texto original. Com a reincidência fiquei bravo. Se vai copiar, faça direito e coloque meu link lá!

Com ajuda do Rafael Arcanjo do Arcanjo.org e do Imperador.org, descobri o nome do copiador, a data de nascimento do sujeito, a cidade em que mora e até seus gostos musicais. Ah, boa sorte no vestibular! Quer Administração, não? Só não faça copy/ paste nos trabalhos da faculdade. Pode se dar muito mal.

[Copiador do techbits]

obs: devido à reincidência, falta de resposta e providências por parte do copiador, o caso foi comunicado ao Adsense e ao Blogger para que tomem as medidas necessárias. Informo que tentei várias formas de resolver a situação para que o copiador se adequasse às normas definidas no Techbits.

O Vale do Silício é aqui

por Alexandre Fugita

[Circuito integrado] Essa notícia é pra comemorar. O Via6, rede social voltado ao mercado corporativo, e o Rec6, site de notícias colaborativas, receberam há cerca de 1 mês um aporte de capital da Confrapar, investidora de capital de risco. Segundo matéria do IDGNow!, o valor do investimento não foi revelado mas trata-se de um dos primeiros investimentos de VC em empreendimentos da web 2.0 brasileira. Aqui no Brasil há investidores de capital de risco, mas em geral colocam seu dinheiro em empresas “de verdade”, não virtuais. Será esse aporte um sinal de mudanças no cenário brasileiro?

Capital de risco

Nos EUA temos o Vale do Silício onde várias empresas de capital de risco investem pesado, esperando retornos extraordinários ou tombos espetaculares. Na média geral ganham um bom dinheiro. O Google surgiu assim e faz parte do grupo dos que deram certo.

Ultimamente com a moda da web 2.0 inúmeras startups inventam rede social para tudo, incluindo aí documentos. E claro, partem à procura de um maluco investidor para realizarem sua visão. Muitas conseguem, algumas vingam e outra parte é comprada por alguma gigante com bastante dinheiro.

Talvez no Brasil até exista essa cultura. O problema é a falta de boas idéias ou de boa implementação. Vários serviços se destacam na nuvem de startups tupiniquins, alguns deles com idéias muito boas. Resta saber se existem interessados em investir, correr o risco e quem sabe ganhar muito dinheiro com isso.

Leia também:

Em defesa da inovação

por Alexandre Fugita

[grandes idéias]A notícia está por toda a blogosfera e mídia tradicional: a Viacom está processando o YouTube em 1 bilhão de dólares. A Viacom tem todo direito sobre suas propriedades intelectuais e deve ganhar dinheiro com isso, não há dúvidas. Mas isso só mostra uma coisa que me preocupa mais do que o valor pedido no processo: empresas inovadoras como o Google acabam sofrendo as conseqüências de serem as primeiras a se arriscarem em um novo modelo de negócios. Ok, você vai dizer que quem criou o YouTube não foi o Google. Sim, mas várias outras unidades de negócios da gigante de buscas sofrem com essa mania de inovação.

Paradigmas

O mundo está vivenciando uma mudança radical na distribuição de conteúdo. Ninguém quer esperar um ano pra assistir à série preferida quando alguma TV resolver passar por aqui. Ninguém tem mais tempo pra assitir um programa na televisão na hora que a emissora quer passar. Todos queremos que a busca retorne os melhores resultados, onde quer que essa informação esteja. Pode ser em um livro na biblioteca da esquina ou em algum blog perdido na internet.

Se uma empresa não consegue acompanhar as inovações e as mudanças rápidas que ocorrem na era da informação, que deixemos a seleção natural de Darwin matá-la. A outra opção seria mudar a forma de trabalhar e inovar também. Mas o que está acontecendo é que esse conservadorismo, essa falta de aceitação que novos modelos de negócio existem, as impede de trilhar o mesmo caminho. Preferem processar ao invés de inovar. Essas estão riscadas dos meus links.

Leia também:

Siga-nos no Twitter Nossa página no Facebook Assine o RSS Receba os posts pro email