Aplicações web mobile: vale a pena investir?

por Alexandre Fugita

[Twitter no celular] Estava lendo sobre um debate que aconteceu no Seminário Web 2.0 da Info. Lá o Renato Shirakashi, um dos fundadores do Via6 e Rec6, comentou sobre aplicações de web móvel. Segundo ele, “ainda falta mercado no Brasil. A parte técnica, de desenvolvimento de aplicativos é simples, mas poucas pessoas ainda usam web no celular aqui, devido ao alto custo”. Pois então pergunto, vale a pena investir nesse nicho aqui no Brasil?

Vale!

Eu sei que são poucas as pessoas que usam web móvel no Brasil. Além disso, o suporte para navegar a web na maioria dos celulares é medíocre e os preços das tarifas de internet móvel são muito altas. Tudo isso conspira para uma empresa investir em aplicações web mobile.

Mas já vejo muita gente usando aplicações web no celular, principalmente o Twitter. São todos early-adopters, é verdade, mas são pessoas como essas que você vai querer ter como base de seus usuários. Os early-adopters acabam fazendo o papel de formadores de opinião.

Atualmente uso bastante Gmail Mobile e também o Calendar do Google, versão móvel. São duas aplicações fantásticas e que aumentam bastante a produtividade. E por estarem sincronizadas com sua versão web desktop, tornaram-se indispensáveis. E hoje a Google lançou mais um aplicativo web mobile dentro de sua constelação, o Google Docs. Se a Google está investindo, deve valer à pena.

Conseguir um early-adopter enquanto a tecnologia é pouco usada talvez seja mais barato que ganhar market share[bb] quando o mercado estiver saturado. A hora é agora, mesmo no Brasil. Alguém duvida disso?

A Última Hora

por Alexandre Fugita

[Blog Action Day 2007: meio ambiente] Isso aqui é um blog de tecnologia, creio que todo mundo aqui usa ou já usou um gadget movido a bateria. Vou pegar como exemplo o seu celular. Imagine que ele esteja totalmente carregado e você vai viajar. Durante a viagem não existem tomadas fáceis e você só tem a possibilidade de carregar a bateria por 20 minutos a cada 4 horas. Se você usar muito, toda aquela energia da bateria cheia, vai embora, mesmo que a carga de tempos em tempos aumente esse prazo. Se você gasta mais energia que consegue repor, em breve terá um celular morto. Mas que diabos o Fugita está falando? Volto neste assunto daqui a pouco.

Blog Action Day e A Última Hora

Segunda-feira foi o Blog Action Day, dia que toda a blogosfera mundial – e isso inclui o Brasil – trata de um tema específico. Para o ano de 2007 o assunto foi o meio ambiente. Só para lembrar da importância desta discussão, semana passada o Al Gore, ex-vice-presidente dos EUA, e ativista ecológico, ganhou o Prêmio Nobel da Paz. O mundo está atento. E não se trata de salvar as baleias ou as árvores, coisas isoladas. É um problema global,uma verdade inconveniente.

[A Última Hora] Hoje assisti à pré-estréia de um filme que estará na 31a. Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. Trata-se do filme-documentário A Última Hora (The Eleventh Hour), que trata desse assunto delicado que influencia nossas vidas. Uma frase me chamou a atenção e gerou idéias para este post. A última hora que o filme discute é esse último momento da humanidade que ainda dá tempo de fazer algo.

Nossa energia vai se esgotar

Voltando ao caso da bateria que se esvai de um celular, quero transpor aquele raciocínio ao meio ambiente. Toda a energia da Terra vem do Sol. A energia é armazenada aqui – enxergue a Terra como uma grande bateria – através da fotossíntese das plantas, do aquecimento das águas, etc… Isso vem ocorrendodesde que a Terra existe. A energia acumulada aqui durante esse tempo deixava a “bateria” quase sempre carregada no limite.

Mas aí resolvemos queimar combustíveis fósseis. Resolvemos fazer as revoluções industrial, da informação, e tudo mais. Isso é ótimo para a humanidade, mas estamos gastando a energia acumulada das baterias. Atualmente gastamos mais do que conseguimos repor. É a bateria do celular ficando sem energia. Fácil entender: se gastamos mais do que ganhamos… um dia acaba.

Carbono Zero

Por isso existem essas campanhas de tentarmos zerar nossa “pegada” de carbono. Se cada indivíduo na Terra conseguir neutralizar a energia que usa diariamente – isso se calcula no “gasto” de carbono – a bateria da Terra pode aguentar mais. O Protocolo de Kyoto, apesar dos falsos-liberais torcerem o nariz, é coisa séria. Vamos diminuir o gasto da bateria da Terra. Você com certeza faria isso pelo seu celular, por que não pela planeta?

YouTube, a multidão é incontrolável…

por Alexandre Fugita

[YouTube] Ontem o YouTube, a central de vídeos na internet, finalmente recebeu o filtro de material pirateado que a Google tinha prometido implantar. Por enquanto aparentemente todos estão felizes. As gigantes da mídia aprovaram, os testes foram satisfatórios. Mas isso vai resolver o problema?

A grande graça do YouTube é exatamente ter vídeos subidos aleatoriamente pelos usuários. Cada um disponibiliza o que acha legal – até o Techbits já postou coisas lá – e o complexo sistema de interação social da multidão promove os mais interessantes. Não é por acaso que o Evolution of Dance já foi visto mais de 60 milhões de vezes.

O sistema de filtro do VocêTubo exige que o dono do material protegido por direitos autorais faça um upload do conteúdo que quer verificar. O YouTube cria uma impressão digital matemática (hash) desses vídeos e também daqueles retirados por problemas de copyright. Essa técnica parece falha. É só mudar um único bit do vídeo proibido que o sistema não mais reconhece. Acho que perdi algo…

Espero também que os donos do material filtrado deixem ele no ar ao invés de retirá-lo sumariamente e concordem em monetizá-lo através da plataforma do YouTube. Retirar do site de vídeos é ruim como um todo. Quem se lembra do Jon Stewart – Comedy Central, Viacom – satirizando o “Series of Tubes”? Era impagável… mas foi retirado… Infelizmente.

Iniciativas web (2.0) brasileiras

por Alexandre Fugita

A maioria de nós que esta acostumada a usar serviços web, procuramos soluções estrangeiras. Mas há muita coisa interessante sendo criada no Brasil. Fora os serviços que já citei algumas vezes aqui no Techbits, parei para olhar algumas outras iniciativas web 2.0 tupiniquins. O empreendedorismo[bb] está florescendo na web brasileira. Eis alguns serviços interessantes, há outros, essa é apenas uma compilação:

OlhaOnde.eu

[Olhaonde.eu]O BigBrother na web ganha mais um aliado. O OlhaOnde.eu é um mashup do Google Maps no qual podemos apontar coisas que fizemos e sua localização. Por exemplo, vamos supor que você foi viajar e quer tornar público o roteiro. É só criar um olhaonde.eu/viajei e apontar no mapa a localização. Aparentemente o negócio de localização 2.0 está fervilhando. Ontem mesmo o Google incluiu no Google Earth vídeos do YouTube localizados geograficamente.

Descolando

[Descolando] Na escola/ universidade sempre quem nos avalia são os professores. Pois com o Descolando a moeda se inverte. Nesta rede social os alunos avaliam os professores e dão dicas valiosas para enfrentar a matéria. Isso já acontecia no orkut, mas agora fica tudo centralizado em um único lugar. Se a qualidade do ensino melhor, está valendo.

Gozub

[Gozub] O Gozub é uma espécie de Twitter, mas em português. Tem praticamente as mesmas funcionalidades do irmão famoso, só que não existe versão mobile. Como a maioria das pessoas que conheço usa muito a versão mobile do Twitter, o Gozub perde pontos nesta área. Mas segundo o FAQ do serviço, uma versão móvel está a caminho. Enquanto isso dá pra se virar configurando seu IM no celular para conversar com a API do Gozub.

Tuangr

[Tuangr] O Tuangr – nome estranho, não? – se propõe a juntar compradores (consumidores finais) para conseguir preços melhores na compra de coisas como impressoras, computadores, essas coisas. Há alguns fornecedores selecionados que dão desconto a medida que mais compradores se interessam por um produto. Por exemplo, um servidor HP pode variar de 1600 a 1770 reais, dependendo do número de compradores.

Orangotag

[Orangotag] Para quem curte séries de TV, o Orangotag é o lugar para organizar o que você já assistiu, suas tags. Por ser uma rede social você fica sabendo o que seus amigos andam assistindo, quando isso ocorreu, etc… A idéia é interessante mas levando-se em conta que as séries demoram um tempo para chegar ao Brasil, quem assistiu ao último episódio do Heroes[bb] e marcou isso no Orangotag, pode estar afirmando que compartilha arquivos pelos meios obscuros.

O poder do consumidor 2.0

por Alexandre Fugita

[Techbits na Época Negócios] Este é um quase-ego-post, pule se preferir. Enquanto existe aquela polêmica de qual blogueira irá sair em uma revista (Playboy), um blogueiro saiu em outra revista, no caso a Época Negócios. Fui “entrevistado” (foto acima) para uma matéria que estavam fazendo sobre “O Poder do consumidor no mundo digital“. A reportagem tem cerca de 20 páginas e conta também com a presença de outra blogueira, a Patrícia Müller, do Sinestesia.

O texto é interessante, vale a leitura. O objetivo é abrir para o leitor da publicação – executivos e pessoas interessadas em negócios – esse mundo novo que é a web colaborativa, redes sociais, blogs, que se convencionou chamar de web 2.0. Aquele personagem polêmico, o Andrew QUEM?, autor do “The Cult of Amateur”, crítico feroz de toda essa bolha 2.0, tem também seu espaço.

O caso Estadão é citado algumas vezes. O Rodrigo Lara Mesquita, acionista do jornal, figura na reportagem devido ao seu texto pró-blogueiros publicado na Peabirus, sua startup. Outro caso discutido é o do Boticário, que entrou em contato com uma consumidora-blogueira, a Patrícia, depois dela ter postado sobre uma linha de produtos que só era vendida em uma certa época do ano. Também fala-se da Microsoft[bb], que convidou blogueiros para uma aproximação meses atrás.

Lá quase no final da matéria, a Época traz um guia para executivos se aventurarem no mundo dos blogs. Nada de press-releases, nada de marketing gratuito. A conclusão é seja honesto e transparente, interaja com os leitores-consumidores e torne-se um executivo-blogueiro respeitado. As vendas agradecem.

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