9 janeiro 2008
por Alexandre Fugita
Já faz um tempo que o Google Reader começou a exibir as leituras compartilhadas de quem está na minha lista de contatos. Filtro! Vira e mexe recebemos dicas no Twitter de assuntos interessantes e por vezes inéditos. Filtro! No Via6 é possível não só compartilhar suas leituras em tempo real como enviar dicas aos amigos. Com tantos filtros assim, não preciso mais de rss.
Na era da informação, do conteúdo gerado pelo usuário, a quantidade de textos que surgem para ler todos o dias ultrapassa o limite do tempo que nossas eyeballs podem se dedicar a cada item. Filtrar de maneira eficiente é imprescindível. Mais ainda, saber usar a informação é imprescindível.Quando comecei a usar o RSS imaginei que seria uma ótima forma de ficar por dentro dos assuntos. E é! Mas é necessário filtrar apenas o que é relevante e nem sempre temos disponibilidade para essa tarefa.
Filtros como as leituras compartilhadas do Google Reader ou dicas de leituras do StumbleUpon tornam-se valiosas no sentido de economizar tempo. Claro, não vamos desassinar todos os RSS, mas usar ferramentas complementares para otimizar o tempo.
Para leigos o RSS parece não fazer sentido. Mas o formato não se resume a um mero suporte para distribuir a informação, é muito mais do que isso. É quase a essência por trás da web hoje. Informações trafegam mais facilmente, são misturadas no liquidificador, enfim, ficam mais fáceis de serem digeridas.
Os filtros humanos – seus amigos – ajudam cada vez mais encontrarmos o que é relevante na web. Como sempre, é a sabedoria das multidões que resolve os problemas da web. Não vou mais assinar feed de sites, vou assinar os amigos.
7 janeiro 2008
por Alexandre Fugita
Acabei de assistir, ao vivo, via streaming, o último keynote do Bill Gates na CES. A transmissão durou cerca de uma hora e foi razoavelmente interessante. Como sempre – esse é o terceiro ano que assisto pela internet – o Gates aproveitou para mostrar algumas tecnologias da Microsoft. Desta vez não vi muitas novidades, pareceu mais uma repetição do keynote do ano passado. Os movimentos da câmera também repetiram o que foi feito no ano passado e deram um ar mais informal ao evento.
Uma das melhores partes do keynote foi o vídeo bem produzido de como deverá ser o último dia do Bill Gates na Microsoft (assista aqui). Alguns executivos importantes da empresa aparecem como o Steve Ballmer e suas piadas e também o Ray Ozzie, que assumirá o lugar do chefão da MS.

Divertido, em seu último dia de trabalho na gigante de Redmond, Bill Gates passa o tempo todo ligando para amigos – leia-se George Clooney, Jon Stewart, Barack Obama, Hillary Clinton, Al Gore, Bono Vox e outros – para saber quem pode substituí-lo. Não entendi se era no cargo ou para algum filme sobre o Gates, a transmissão estava entre-cortada.
As risadas da platéia – algo difícil do tio Bill conseguir – vieram fácil desta vez. Gates brincou de Chewbacca, de rapper, Matrix e Guitar Hero (foto abaixo, via Engadget). Em depoimento no vídeo alguém disse que a idéia do famigerado Microsoft Bob foi do Bill. Descobrimos também que o segundo homem mais rico do mundo reclama de ter que pagar 7 dólares para cortar o cabelo.

A transição já está em andamento e tudo corre bem. Dentro de alguns meses o nerd mais bem sucedido do mundo retira-se das atividades da empresa que fundou e vira conselheiro. Também passa a dedicar seu tempo à fundação filantrópica Melinda-Gates, uma das mais endinheiradas e ativas do mundo.
É possível notar parte da estratégia da Microsoft. Desta vez falou-se pouco de Vista. Na verdade as grandes preocupações no momento são a Apple e o Google. Isso ficou patente nas demonstrações de produto. Mostraram produtos conectados de multimídia ao estilo Apple e softwares que rodam na internet, da unidade Live, ao estilo Google como o calendário compartilhado. Isso é ótimo, mais concorrência, melhores produtos para nós, consumidores.
Para o mundo da tecnologia, agora é esperar. Bill Gates sai de cena em breve e a Microsoft tem em 2008 um ano derradeiro com desafios gigantes em um mundo em rápida transformação. Apesar das 100 milhões de cópias em uso, o Windows Vista não tem agradado e os concorrentes estão ganhando massa crítica. A Microsoft sobreviverá? Certamente, mas a fase de ouro já passou.
(*) fotos deste post via Engadget
4 janeiro 2008
por Alexandre Fugita
Bom, nos últimos dias vi alguns textos em blogs discutindo possíveis modelos de negócios para o Twitter. Como muitas startups, o Twitter surgiu, cresceu como uma febre e todos começaram a questionar como eles vão ganhar dinheiro. É um problema clássico, já enfrentado por gigantes como o YouTube.
Duas propostas me chamaram a atenção, uma delas dizia que ninguém se incomodaria com um anúncio perdido a cada 100 mensagens vistas na plataforma web. A discussão caía no problema de que a maioria dos usuários do Twitter acessa o serviço via API, através de IMs (Gtalk deve ser o mais usado) ou plugins do Firefox como o TwitterFox . Sim, isso seria um problema, mas possivelmente o serviço atingiria uma massa crítica de anúncios para pelo menos ganhar uns trocados.
A outra solução seria cobrar de usuários que quisessem um serviço Premium enquanto a maior parte da base continuaria não pagando nada, aquele esquema conhecido como Freemium. Os usuários pagantes teriam serviços adicionais além de garantia de uptime altíssima, ou seja, serviço no ar 99,9999999 e lá vai noves porcento… Claro, quanto mais noves, mais caro é manter a infra, algo logarítimico, imagino…
Daí fiquei pensando em quem se interessaria por anunciar no Twitter. Um dos grandes interessados, a meu ver, seriam as operadoras e/ ou fabricantes de celular. Como assim? Já vi mais de uma pessoa interessada em comprar um celular (ou smartphone) capaz de acessar a internet só para twittar. Parece exagero?
O Twitter só faz esse sucesso pois oferece possibilidade de ser usado de forma móvel facilmente. Concorrentes como o Pownce só adotaram essa possibilidade recentemente e aquele nacional, o Gozub, não tem essa funcionalidade. Parte da graça de twittar é fazê-lo de qualquer lugar e não apenas do seu computador no trabalho ou em casa.
Na época de ouro do orkut aqui no Brasil vi casos similares de pessoas comprando um PC, endividando-se no limite, apenas para poder gerenciar o perfil no orkut de casa. Ou seja, a realidade de mais e mais pessoas entrarem no mundo da internet móvel só por causa do Twitter não é tão viajante assim. E levam de brinde várias outros serviços on-line.
1 janeiro 2008
por Alexandre Fugita
Primeiro de tudo, Feliz 2008! Bom, o Techbits esteve em recesso nos últimos dias – férias coletivas, claro! – mas volta agora com esse primeiro post de 2008 e muitos outros que seguirão. Isso já é uma daquelas resoluções de Ano Novo, ou seja, muitos posts para refletir e criar ótimas discussões.
O ano de 2007 foi fantástico para os blogs, pelo menos na minha visão. Na verdade essa era uma dúvida que eu tinha pois o Techbits existe desde 2006 e não tinha certeza se 2007 foi um ótimo ano para a blogosfera ou isso era apenas uma constatação particular relacionada a este site. Mas conversando com outros blogueiros experientes e de longa data, descobri que realmente 2007 foi ótimo para os blogs.
O ano que se inicia hoje provavelmente será melhor ainda. Blogs estabelecidos vão crescer. Blogs novos vão surgir. A massa de blogs continuará a aumentar. E isso é ótimo para todo o mercado, que deve amadurecer ainda mais, criar mais profissionais, aumentar o interesse das empresas nessa mídia que forma opinião.
Meio que respondendo a uma tag sobre objetivos para 2008, diria que quero manter o crescimento do Techbits e dominar o mundo. Claro que essa parte de dominar o mundo é brincadeira, mas como sei que os blogs brasileiros têm um enorme potencial de crescimento neste ano, mais do que no ano que passou, enxergo o Techbits fazendo sua parte neste mercado.
E torço para que a forte blogosfera brasileira faça a sua parte, que os empreendedores brasileiros atinjam seus objetivos e que 2008 seja o ano dos blogs. De novo!
(*) foto deste post obtida no Flickr, licença Creative Commons.
22 dezembro 2007
por Alexandre Fugita
Já uso o Google Maps Mobile (google.com/gmm) no meu Treo há um bom tempo. Em São Paulo é bastante útil para achar aquela ruazinha perdida no meio das avenidas conhecidas. Fora de São Paulo, já me foi extremamente útil para encontrar o hotel ou o lugar que precisava ir. O problema sempre foi saber onde você está inicialmente, para procurar nas redondezas. Claro, um GPS ajudaria, mas o equipamento ainda é caro e eu não tenho.
Faz cerca de um mês que o Google atualizou o software para a versão 2, com a funcionalidade de localização baseada em antenas de celular (ERBs), chamada de Meu Local. É como mágica. O aparelho detecta as ERBs próximas, no mínimo três, e calcula a sua posição aproximada. Imaginei que isso não seria tão preciso, mas por incrível que pareça, é. Na verdade o Google ainda não atualizou o software para o Treo, mas como recebi emprestado um E61i, por estar escrevendo no blog Nokia Intellisync, consegui testar.

Funciona razoavelmente bem em São Paulo, na maioria das vezes você está bem próximo do local que o Google Maps aponta no mapa. A Lu Monte, de Brasília, disse que lá o sistema não funciona. Tanto em Brasília quanto em São Paulo, testamos na rede da TIM. Então descarta-se a não compatibilidade com a operadora. Aqui em SP também testei com a Claro. O que imagino que seja é que o Google ainda não “cadastrou” a posição geográfica das antenas de lá. Não faço a idéia da situação em outras capitais/ cidades – no Rio, funciona.

Privacidade
Para os paranóicos de plantão – incluindo eu – sempre surge a questão da privacidade. O Google já sabe o que eu leio, o que eu pesquiso, por onde clico. Será que agora também vão registrar onde estou? Por via das dúvidas prefiro só ativar esse serviço em caso de necessidade verdadeira, ou para testes, como fiz aqui na última semana em andanças por SP. De qualquer forma, quem não tem GPS, caça com LBS. Quem não tem nenhum dos dois e nem o Google Maps Mobile, fica perdido!